De quadrilha

 

Por Maria Lucia Solla

 

Olá,

 

nem sempre é possível ir a festa com vestido novo, e tem vezes em que um vestido usado dá de dez a zero em qualquer novo. Assim escolhi me apresentar a você, mais uma vez, com um texto já publicado no blog do Mílton Jung em 12.06.2011

 

Beijo com a boca de alegria,

 

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Eu vou votar em …

 

Escolher um bom vereador é muito mais difícil do que decidir em quem votar para prefeito. Os candidatos ao executivo são em número menor e suas ideias e perfis estão expostos diariamente na cobertura jornalística, no horário eleitoral obrigatório, nos debates e diferentes serviços oferecidos pela internet. A legislação brasileira restringe o espaço para que se divulgue informações sobre os candidatos a vereador e veículos como rádio e televisão, por exemplo, não podem convidá-los para entrevistas individuais nem mesmo debates públicos, sobre a justificativa que se estaria beneficiando alguns em detrimento do todo. A justiça eleitoral não confia no critério jornalístico que deveria pautar estas escolhas. Os partidos também não ajudam muito ao selecionarem um elenco eclético e raramente alinhado aos ideais políticos registrados em seu programa, que deveria balizar suas atitudes. Os próprios políticos se rebaixam preferindo atos mesquinhos de troca de voto e distribuição de benefícios individuais a ações concretas que ajudem no desenvolvimento das cidades.

 

Claro que o ideal era construir sua convicção ao longo dos anos, acompanhando o trabalho dos vereadores ou daquelas pessoas que demonstram algum interesse em se candidatar, mas como agora não dá mais tempo para tanto, preste bem atenção no que você vai fazer na urna. E caso você ainda não tenha decidido votar em um vereador, atrevo-me a fazer algumas sugestões:

 

Comece por pensar no partido que você vai votar, pois lembre-se que o voto que você dá para um candidato ajuda o partido a conquistar mais vagas na Câmara e, portanto, vai ajudar a eleger outros candidatos (entenda como funciona o eleição proporcional e o quociente eleitoral).

 

Nunca vote sem pesquisar sobre o candidato, e a internet é sua melhor amiga nesta hora. Existem vários sites oferecendo a ficha quase que completa dos candidatos com informações oficiais registradas no Tribunal Superior Eleitoral. É possível saber a ocupação, instrução e idade dele, e se a candidatura está deferida, ou seja, é considerada legal pela justiça. Muitos candidatos estão concorrendo apenas por que conseguiram liminar para se manter na disputa mas podem ter a inscrição cassada mesmo se eleitos. Pelos dados do TSE também se tem acesso a declaração de bens, despesas feitas na campanha e o nome dos que financiaram a campanha dele. Tem, ainda, as certidões criminais. E aqui um alerta: a lei da Ficha Limpa evitou que muitos políticos concorressem, mas existem casos em que o processo ainda está em primeiro grau e isto não impede que eles disputem a eleição. Mas pense comigo, será que dá pra confiar em alguém que responde a cinco, seis, dez processos por desvio de dinheiro público, contratação ilegal, contas irregulares, entre outros casos ?(a lista de candidatos que ainda correm o risco de serem pegos pela lei do Ficha Limpa)

 

Mesmo depois de analisar os dados que estão no TSE, não deixe de dar um Google no nome do candidato. Alguns não resistem a primeria página. Durante o horário eleitoral obrigatório vi um nome que me chamou atenção, fui ao Google e descobri no terceiro link disponível que ele respodia a denúncia por maus tratos a ex-mulher. Risquei da minha lista de candidatos imediatamente. Há casos de candidatos que trabalharam em outros órgãos públicos, sociedades de bairro ou ONGs e isto pode ser uma boa referência sobre a capacidade dele para lhe representar na Câmara.

 

Se seu candidato disputa à reeleição, é importante visitar o site da Câmara Municipal(aqui a de São Paulo), onde costuma ter a lista com os projetos que ele propôs durante o mandato, os que conseguiu aprovar e, em muitos casos, fica-se sabendo se ele participa das votações e reuniões das comissões permanentes. Pesquisar sobre os gastos que faz para manter o gabinete também pode dar uma referência de como ele trata o dinheiro público. Se os dados não estão no site da Câmara, veja se existe na sua cidade uma organização que acompanha o trabalho dos vereadores como a rede Adote um Vereador e o Movimento Voto Consciente. Procurar as informações no projeto Excelências, da Transparência Brasil, ajuda muito.

 

Pelo adiantado da hora, procurar o candidato e fazer algumas perguntas pode ser inviável, mas vá que você tenha uma sorte e cruze por ele ou pelo comitê de campanha dele, antes de votar. Não deixe de perguntar o que faz um vereador. Para que não fique dúvidas: o vereador faz projetos de lei, discute políticas públicas e fiscaliza o prefeito. Saiba quais os temas que ele pretende priorizar no mandato e se tem ideias de projetos de lei. Preste bem atenção, porque se ele prometer construir hospitais no seu bairro, saia correndo. Vereador não constrói nada, no máximo ele pode se esforçar para que o Orçamento da prefeitura tenha dinheiro previsto para aquela obra.

 

Existem vários outros critérios para escolher o seu candidato a vereador, você mesmo deve definir alguns. O que não pode é votar no primeiro nome que aparece, naquele que o vizinho disse que é legal porque vai arrumar emprego para ele ou porque você viu em um papelzinho entregue antes de chegar a sua zona eleitoral.

 

Vote com consciência, a cidade agradece !

Avalanche Tricolor: a vitória de uma torcida

 

Grêmio 2 x 1 Cruzeiro

Gremio x Cruzeiro

 

O juiz acabara de apitar o fim da partida e Marcelo Grohe correu em direção a Geral do Grêmio para comemorar a vitória, jogou a camisa para os torcedores, voltou à goleira, ajoelhou-se e agradeceu. Agradeceu a Deus, a quem é devoto, tanto quanto havia agradecido à torcida gremista a principal responsável pela virada desta noite. Éramos mais de 30 mil no Olímpico Monumental, que não arrederam o pé apesar da dificuldade do time em chutar a gol, da dificuldade ainda maior de superar o goleiro adversário quando conseguia chutar a gol e da tempestade que despencou sobre o estádio assim que a bola começou a rolar. Nenhum trovão, nenhum relâmpago, menos ainda o aguaceiro que teimava em atrapalhar nossas investidas calaram a voz dos nossos torcedores. Assim que levamos o gol em uma jogada isolada e descuidada, o grito soou mais forte nas arquibancadas.

 

Quando voltamos para o segundo tempo, em desvantagem, a pressão aumentou. O time foi empurrado para frente, cada roubada de bola era uma comemoração, divididas eram aclamadas e o esforço para superar a limitação técnica, ovacionado. O gol mais bonito foi o de Marcelo Moreno que entrou no segundo tempo, apesar dos problemas de saúde. Um golaço. Mas foi o de Marquinhos o mais simbólico. Antes de a bola parar no fundo do poço, uma sequência de lances mostrou o que nossa torcida é capaz de provocar. Moreno prensou bola duas vezes com seus marcadores, na segunda, foi jogado ao chão, caiu de joelhos, mas conseguiu fazer o passe. Leandro deu seguimento, entrou com velocidade na área, escapou dos zagueiros e chutou com muita força. No rebote do goleiro, a bola parecia fugir do nosso ataque, mas Marquinhos, caído, com a perna esticada, conseguiu empurrá-la para dentro do gol, quando tudo parecia perdido. Marquinhos, não. A torcida do Grêmio fez aquela bola entrar no gol.

 

Kleber até destacou a energia transmitida no vestiário, durante o intervalo, por Emerson, nosso auxiliar, campeão da Libertadores, do Brasileiro e da Copa do Brasil. Não sabia ele que Emérson era apenas o porta-voz de nossos torcedores e somente por isso fomos capazes de vencer com Naldo, Marco Antonio, André Lima e Marquinhos, e sem Gilberto Silva, Zé Roberto e Elano. À torcida gremista, nosso brinde nesta noite de sábado.

Planeje seu verão inspirado nas passarelas de Paris

 

Por Dora Estevam

 

Os desfiles acabaram, mas as tendências ficaram, e vão durar muito. Ao menos até o ano que vem você terá referência para compor um guarda-roupa incrível. Planejamento é o que você vai precisar, isso sim. Referências gráficas, tons que vão dos neons, passando pelo preto e branco, até o nude. Recortes geométricos, flores em 3D, uma discussão e tanto para escolher o que usar.

 

Na atmosfera dos desfiles como sempre as surpresas das passarelas. Os cenários incríveis de Louis Vuitton e Chanel, o desfile exuberante de Balmain, looks para sonhar. Brilhos, vestidos poderosos, top models do mundo todo.

 

 

Acompanhe agora algumas edições do jornalista Tim Blanks da Style.com, ele arrasa nas entrevistas de bastidores.

 

LOUIS VUITTON, MARC JACOBS

 

 

CHANEL, KARL LAGERFELD

 

 

KENZO

 

 

Querem ver alguns rostos maquiados? Cada desfile uma ideia.

 

 

Resumindo, nada ou quase nada de cores, olhos marcados com cílios postiços e boca fosca.

 

Maquiagem e desfiles cheios de atitude, não acham?

 


Dora Estevam é jornalista e escreve aos sábados sobre moda, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: O motor da Volvo é o capital humano

 

Por mais que se tenha um novo veículo com todos os avanços possíveis e tecnologia a bordo os fabricantes não podem abrir mão do capital humano, sendo necessário investir em uma cultura de excelência no ambiente de trabalho. A ideia é defendida pelo vice-presidente de Recursos Humanos da Volvo do Brasil, Carlos Morassutti, que conta a sua experiência em mais de 20 anos de empresa, nesta entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN. O executivo descreve a estratégia desenvolvida pela montadora para ter o engajamento de seus funcionários nas metas propostas e destaca a importância de se entender os colaboradores em todas as suas dimensões, levando em consideração suas necessidades pessoais e familiares. Recentemente, Morassutti lançou o livro “O Lado Humano do Sucesso – como a Volvo do Brasil se tornou uma empresa de classe mundial e uma das melhores do país para trabalhar” (Editora Alaúde), no qual define sucesso da seguinte forma: “Você pode usar qualquer métrica para medir o grau do seu sucesso. Alguns medem pelo tamanho da sua casa ou pelo valor do seu patrimônio. No entanto, a verdadeira medida do seu sucesso não é dada por algo que você possa gastar. É dada pela forma como seu filho o descreve quando conversa com um amigo”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Você pode participar de debates sobre os temas tratados no programa no fórum Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin

Depois de escolher, adote um vereador

 

Neste trecho da entrevista ao Observatório Político falo sobre a criação e função da rede Adote um Vereador. Depois de escolher o seu candidato no domingo, não esqueça que seu papel de cidadão continua sendo importante. Escolha um dos eleitos e passe a controlar, fiscalizar, monitorar e espalhar para toda a cidade o que ele faz com o mandato para o qual foi escolhido.

 

“Eu sou um cidadão …” estimula morador a cuidar da cidade

 

Oded Grajew é um provocador. Nunca está contente com as conquistas alcançadas. Quer ir além, provocar novos movimentos. Fez isto quando era empresário e percebeu que as empresas tinham responsabilidades com a sociedade. Daí surgiu o Instituto Ethos. Fez, também, quando entendeu que as pessoas teriam mais força se estivessem organizadas em instituições. E depois reuniu estas instituições em uma grande rede, a Nossa São Paulo. Conseguiu mobilizar diferentes grupos e políticos para a implantação do Plano de Metas na capital paulista. Assim que foi aprovado, levou a ideia para o Brasil. Agora, recebeu o título de Cidadão Paulistano, concedido pela Câmara Municipal, e quer que todos os moradores desta cidade também tenham este direito. Na terça-feira à noite, durante cerimônia no legislativo municipal, lançou a campanha “Eu sou um cidadão paulistano” para estimular os moradores a participarem do desenvolvimento da cidade.

 

Evidentemente que Oded não fez tudo isso sozinho, pois ele sempre confiou no poder do coletivo. É com esta força que ele acredita que poderá convencer os cidadãos, não apenas de São Paulo, mas de todas as cidades brasileiras a se credenciarem ao título. Para isto, cabe a cada um de nós respeitar o vizinho, dar preferência ao pedestre, cuidar do seu quarteirão, não desperdiçar água, reciclar os resíduos sólidos, preservar sua calçada e o meio ambiente, entre tantas ações que estão ao nosso alcance.

 

Ouça a entrevisa que fiz no Jornal da CBN com Oded Grajew sobre a campanha “Eu sou um cidadão …”

 

A seguir, reproduzo alguns dos banners e adesivos que serão sugeridos aos cidadãos:

 

Lembranças de Pedro Carneiro Pereira

 

Por Milton Ferretti Jung

 


Em minha carreira de narrador de futebol, que eu me lembre, não consegui narrar apenas dois jogos. Um deles – não me perguntem o ano, por favor – foi Atlético x Grêmio, no Estádio Independência. Já contei, em uma dessas quintas-feiras, o ocorrido com a transmissão da Rádio Guaíba, nesse jogo. Em resumo, a RADIONAL deixou-me na mão: narrei 85 minutos e só parei quando, nos meus fones, ouvi a voz do meu colega Marco Aurélio, que apresentava o rádio jornal noturno. O motivo que me impediu de relatar uma partida pela segunda vez foi, porém, bem mais sério. Fui escalado para narrar, pelo Campeonato Brasileiro, Desportiva x Grêmio em Vitória, capital do Espírito Santo. A equipe que eu comandava desembarcou no sábado, descansou e, no domingo, rumou para o Estádio Engenheiro Araripe. Em Porto Alegre, Armindo Antônio Ranzolin já começara a narrar Inter x São Paulo. O jogo, em Vitória, começa mais tarde. No Autódromo de Tarumã, localizado no município de Viamão, bem próximo da capital gaúcha, o repórter Clóvis Rezende, acompanhava a 4ª Etapa do Campeonato Gaúcho de Turismo. Antes que se estabelecesse o nosso contato com a central técnica da Guaíba, alguém comentou que um grave acidente havia ocorrido no Autódromo. Tão pronto fizemos contato, fomos informados pelo operador da central que deveríamos retornar para Porto Alegre. O nosso companheiro Pedro Carneiro Pereira envolvera-se num acidente com Ivã Iglesias ao tentar ultrapassá-lo. Os carros se chocaram e ambos bateram no muro de proteção dos boxes. Imediatamente se incendiaram. Os pilotos não puderam ser retirados em tempo de serem salvos. No Beira-Rio, o árbitro Arnaldo César Coelho, ao ser informado do ocorrido, interrompeu a partida por alguns minutos. A Rádio Guaíba encerrou a jornada esportiva e passou a rodar músicas. Saímos às pressas do Engenheiro Araripe, corremos até uma agência da Transbrasil e conseguimos voar, debaixo de mau tempo, para o Rio de Janeiro. Lá,embarcamos no “corujão” da Cruzeiro. Eu e meus companheiros largamos nossas bagagens em casa e rumamos para o velório do Pedrinho. Corria, então, o ano de 1973. Estávamos no dia 21 de outubro

 

Conheci Pedro Carneiro Pereira quando a Rádio Canoas, cujos estúdios situavam-se em Porto Alegre, chamou interessados em fazer carreira no rádio. Entre os inúmeros candidatos a uma vaga de locutor, estava um jovem pouco mais moço que eu. Não me esqueço, sei lá a razão, que vestia uma camisa esporte quadriculada. O teste não era dos mais fáceis. Não bastava, para quem buscava lugar na Canoas, ler, sem errar, textos comerciais e noticiários. Exigia-se, também, que falassem de improviso sobre assunto que desse na cabeça do testado. Somente um dos candidatos passou no teste: Pedro Carneiro Pereira. Em 1958, deixei a Rádio Canoas e sentei praça na Guaíba, onde estou até hoje. Pedrinho e eu narramos várias provas automobilísticas quando ambos ainda estávamos na Emissora da Caldas Jr. Pedro saiu da Canoas, fez teste na Rádio Difusora e,claro,foi aprovado. Indiquei-o para Mendes Ribeiro, diretor de broadcasting da Guaíba. Ele foi contratado e voltamos a trabalhar lado a lado, fazendo dupla, às vezes, na locução comercial. Naquela época éramos dez locutores. A Rádio não aceitava jingles nem spots. Era tudo ao vivo. Acabamos os dois trabalhando na equipe esportiva. A história do Pedrinho, porém, não termina aqui. Na próxima quinta-feira, contarei como foi a estreia dele no automobilismo de competição.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Como o vereador é eleito pelo quociente eleitoral

Para saber quem será o candidato que vai vencer a disputa pela prefeitura da sua cidade basta calcular o total de votos que cada um deles recebeu. A eleição para vereador, no entanto, é proporcional e para saber quem ganhou o direito de lhe representar na Câmara Municipal é preciso calcular o quociente eleitoral. Este cálculo é que explica por que o seu vereador pode ficar fora da Câmara apesar dele ter recebido mais votos do que o concorrente eleito por outro partido.

Em uma resumo curto e grosso, soma-se todos os votos válidos, aqueles que são dados aos partidos e candidatos, não contam nulos e brancos. Divide-se o total de votos válidos pelo número de vagas na Câmara, o resultado é o quociente eleitoral, ou seja, a quantidade de votos que cada partido ou coligação precisará para eleger um vereador. Para saber quantos vereadores cada partido ou coligação terá é necessário dividir o total de votos que recebeu pelo quociente eleitoral. A intenção da lei é fortalecer os partidos políticos.

Para entender melhor como esta complexa divisão é realizada assista ao vídeo produzido pelo Tribunal Superior Eleitoral: