Pega ladrão, pega ladrão na Câmara de Vereadores !

 

Por Devanir Amâncio

 

Câmara Municipal São Paulo

 

Ladrão é preso em flagrante após roubar uma mulher na Praça da Bandeira e tentar se esconder na garagem da Câmara Municipal de São Paulo, na Rua Santo Antônio, 211, região central da cidade.O crime ocorreu na tarde desta quarta-feira 3, por volta das 14h30. Dentro da Câmara houve gritaria e luta corporal entre o ladrão, a PM e a GCM, e atraiu a atenção de vários curiosos. A vítima recuperou o dinheiro e outros pertences, e o homem, de 19 anos, foi levado ao 8°DP, na Mooca, onde o caso foi registrado.

 

Eu passava pelo local na hora , a cena – a luta corporal do bandido com os três policiais militares e os quatro GCMs – foi surreal. Confesso minha frustração por não ter podido fazer as fotos. Estava sem a máquina.

 

Um vereador – que saía da garagem no momento – exclamou: ” Que coisa absurda !”, ao ser informado da ação do gatuno.

 

Um funcionário da Câmara, disse: “Isso, aqui, não é novidade.” Um corpulento GCM comemorou ao conseguir algemar o ladrão: “Safado, tá pensando o quê?.. Aqui é GCM.”

 

Dilma, o discurso e a roupa

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

No último Mundo Corporativo, programa comandado por Mílton Jung, foi comentada a questão de velhas máximas em uso ou desuso nas empresas. Por exemplo: “Espremendo o fornecedor é que se chega ao lucro”, ou “o segredo é a alma do negócio” que sabiamente foi substituída por “a alma do negócio é o segredo”. Abordagens que me levaram a outras áreas. Nas comunicações “os meios são a mensagem”. No futebol “o jogo é que deve aparecer não o árbitro”. Na dança de salão “o homem é a moldura, a pintura é a mulher, é ela quem deve aparecer”.

 

E, com tais ditados me veio a questão da roupa levada à ONU pela presidenta, pois na moda “a roupa deve valorizar as pessoas e não ao contrário”. Uma surpresa, diante do vestido vermelho com enorme estampa, pois se Dilma não tem aproveitado o cargo para divulgar a indústria de confecção nacional, pelo menos vinha usando até então um critério louvável no sentido de evitar exageros. Descartando calças compridas e prestando atenção no uso das cores, além de evitar as estampas. Pena que o sucesso de Lula ao enfrentar Serra em seu debate final, ostentando um Ricardo Almeida impecável, que lhe valeu uma imagem mais forte e contemporânea, não a tenha inspirado. Poderia hoje estar com uma modelagem e um corte mais refinado. De qualquer forma a ousadia na ONU agradou pelo menos a jornalista de moda da Folha Vivian Whitman que “descobriu” uma nova função da roupa, ao identificar na estampa escolhida um outdoor pertinente ao discurso proferido:

 

“Falando de guerra, da Palestina e de outras questões complexas, que têm causado banhos de sangue nas últimas décadas, o vermelho foi uma escolha ousada. O que de perto era uma estampa abstrata, algo entre plantas e florais, de certa perspectiva, ou seja, do ponto de vista da plateia, adquiriu um ar de camuflado estilizado. Era como se Dilma fosse um lembrete visual das vítimas dos conflitos enquanto pedia novas medidas e estratégias de ação.”

 

Quanto ao discurso as reações foram as de sempre. Muita mídia e pouca novidade. Quem é favorável aplaudiu, quem não é criticou. A revista Veja, por exemplo, em editorial com o título “A chance perdida” sugeriu que Dilma devesse deixar de ser presunçosa e confessasse que o Brasil está atrás de Chile, Colômbia e Peru no competitivo mercado global.

 

Ainda bem que não tivemos nenhum jornalista de política se aventurando no jornalismo de moda.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

Como avaliar os candidatos a vereador

 

 

Na reportagem produzida pelo estudante de jornalismo Lucas Souza, da TV Mackenzie, algumas dicas importantes para você avaliar melhor os candidatos a vereador, especialmente aqueles que concorrem à reeleição. Além de informações sobre o papel do parlamentar, Lucas traz exemplos de ações de acompanhamento feitas pelo site Excelências, da Transparência Brasil, e entrevista com Alecir Macedo, da rede Adote um Vereador.

Por que ler e escrever?

 

Por Julio Tannus

 

Seguem algumas citações:

 

O verdadeiro analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê – Mário Quintana
A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede – Carlos Drummond de Andrade
A leitura nutre a inteligência – Sêneca
A pessoa que não lê, mal fala, mal ouve, mal vê – Malba Tahan

 

Guimarães Rosa me disse uma coisa que jamais esquecerei tão feliz me senti na hora: disse que me lia “não para a literatura, mas para a vida” – Clarice Lispector
A leitura de um grande livro é muito mais rica que assistir a um grande filme – Steven Spielberg
Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história – Bill Gates
O importante é motivar a criança para leitura, para a aventura de ler – Ziraldo

 

Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria – Jorge Luis Borges
É preciso fazer compreender a criança que a leitura é o mais movimentado, o mais variado, o mais engraçado dos mundos – Alceu Amoroso Lima
Amar a leitura é trocar horas de fastio por horas de inefável e deliciosa companhia -
John F. Kennedy

 

Creio que uma forma de felicidade é a leitura – Jorge Luis Borges
A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo – Merleau-Ponty
Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossa vida e nos marcam para sempre – Cecília Meireles
A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo – Nelson Mandela

 

Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda – Paulo Freire
Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi – Mário de Andrade
Escrever é gravar reações psíquicas. O escritor funciona qual antena – e disso vem o valor da literatura. Por meio dela, fixam-se aspectos da alma dum povo, ou pelo menos instantes da vida desse povo – Monteiro Lobato
Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as ideias – Pablo Neruda

 

Escrever é estar no extremo de si mesmo – João Cabral de Melo Neto
Escrever é um ócio muito trabalhoso – Goethe
Não se é escritor por ter escolhido dizer certas coisas, mas sim pela forma como as dizemos – Jean-Paul Sartre
A poesia é a música da alma, e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais – Voltaire
Poesia é quando uma emoção encontra seu pensamento e o pensamento encontra palavras – Robert Frost
A Matemática pura é, à sua maneira, a poesia das ideias lógicas – Albert Einstein

 

Contribuição da professora Malu Zoe:

 

“Quando somos adolescentes, gostamos da ideia de sermos os descobridores de pequenos universos. Mas, depois de uma certa idade, preferimos voltar aos lugares que já conhecemos, onde não precisamos nos apresentar. Gosto das velhas companhias e dos velhos livros” – Manguel, escritor argentino

 

“Folheada, a folha de um livro retoma
o lânguido vegetal de folha folha,
e um livro se folheia ou se desfolha
como sob o vento a árvore que o doa;
folheada, a folha de um livro repete
fricativas e labiais de ventos antigos,
e nada finge vento em folha de árvore
melhor do que o vento em folha de livro.
Todavia, a folha, na árvore do livro,
mais do que imita o vento, profere-o:
a palavra nela urge a voz, que é vento,
ou ventania, varrendo o podre a zero.
João Cabral de Melo Neto

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

De passado que não vira presente

 

Com a primavera, quem volta ao Blog é nossa companheira Maria Lucia Solla, que aproveita de suas lembranças para retomar a caminhada ao nosso lado. Maria Lucia sempre esteve conosco aos domingos e estes seguem reservados a ela, apenas desta vez, provocado pelo tema importante das eleições que se aproximam, fiz questão de tê-la de volta ainda nesta segunda-feira:

 


Por Maria Lucia Solla

 

Olá,

 

falávamos de partidos, lá em cima no terraço, meu filho e eu, e lembrei de um texto publicado no blog do Mílton Jung, em 28.10.07, portanto há cinco anos e onze meses. 

 

Este é o texto:

 

De partidos partidos
 

 

dom, 28/10/07

Olá,

 

Tem-se discutido muito, e acaloradamente, sobre partidos e parlamentares e sobre o fato de estes trafegarem por aqueles, ao aceno da mínima vantagem. Ser da direita ou da esquerda não é mais uma questão de sentar-se à esquerda ou à direita do plenário, como em idos tempos, não é, Dr. Anderson? Os partidos por sua vez querem que o mandato e o parlamentar lhes pertençam para terem munição, estamos em guerra e não percebi. De todo modo, fica claro que se foi o tempo de convicções e de construção da democracia. Romântica e femininamente, imagino um tempo em que alguns governavam – leia-se trabalhavam – enquanto outros davam duro fiscalizando. De olho, implacáveis. Ao menor deslize, a turma no comando pulava miúdo. Mas se houve esse tempo, durou até que alguém percebesse que, por lá, dava para dar menos duro e ganhar mais mole.

 

E foi como água mole em pedra dura que a idéia fixa dessa meta se infiltrou e se alastrou feito praga, por todos os lados. A gente, então, começou a vender os próprios pensamentos, a entregar as paixões, crenças e a própria identidade, em troca de não viver, já que isso dá um trabalho danado. Ficou anestesiada de tanto fingir que estava tudo bem, para não sair do conforto da poltrona. E a coisa foi crescendo tanto e tão velozmente, que se romperam os diques e a lama transbordou, nos cobriu e sufocou. E a gente? Acostumou.

 

Pense comigo, nosso país é de terceiro mundo, somos pobres, não temos água, luz, estradas, transporte, saúde pública, educação, e nem comida para todos. E o que fazemos? Mantemos aparências esfarrapadas com uma criadagem política despreparada, sem experiência, sem cultura nem educação, que oferece, em bandejas de plástico, migalhas aos seus patrões, e nós os tratamos a pão-de-ló, com água mineral e bebida importada, servidas por copeiros em bandeja de prata, mesa farta, carros de luxo, um batalhão cada vez maior de subalternos, e avião importado.

 

Minha sogra abomina quem come mortadela e arrota peru. Pois é, dona Ruth, parece que nossa nação não anda bem de digestão.

 

Enquanto isso, países de primeiro mundo, com população mais rica, com pleno acesso a educação e saúde, e onde nem se imagina o que seja a dor de passar fome, têm muito menos empregados do que nós.
Voltando aos partidos, eles também geram aberração e mensalão. É o tal do cada um por si, do salve-se quem puder, coisa de republiqueta de quinta.

 

Portanto, enquanto nós, viventes do mesmo chão, continuarmos a contratar a corja, ela continuará oferecendo privilégios e benesses, aos que estão abaixo, acima, à direita e à esquerda, para eternizarem a farsa e o assalto miúdo às nossas carteiras e à nossa dignidade, as quais temos entregado de bandeja, como se nada valessem. Não é para isso que supostamente evoluímos como seres humanos, e que somos considerados cidadãos

 

Pense nisso, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Pequeno Manual sobre Eleições, por Rubens Barbosa

 

Atendendo a pedidos de ouvintes-internautas público o link da entrevista com o embaixador Rubens Barbosa, atualmente presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp, e o acesso ao artigo de autoria dele com informações sobre o Pequeno Manual sobre Eleições, escrito por Quintus Tullius para ajudar na eleição de seu irmão Cícero (por favor, não confunda, este Cícero não é candidato a vereador):

 


A entrevista ao Jornal da CBN você ouve aqui

 

Em 64 a.C., Cícero, notável orador e político romano, embora não pertencente à aristocracia de onde saíam os que iriam dirigir os destino de Roma, apresentou-se como candidato ao posto de cônsul, o cargo mais importante na cena política de Roma. Seu irmão Quintus Tullius, general e político, produziu um memorando que denominou Pequeno Manual sobre Eleições, com o objetivo de ajudar o candidato na campanha que se aproximava e, como tudo parecia indicar, não iria ser nada fácil para o tribuno.

 

A revista Foreign Affairs publicou em maio/junho passado trechos do memorando de Quintus Tullius, que, pela sua atualidade diante do quadro das eleições municipais no País inteiro, tendo como pano de fundo o julgamento do mensalão, merecem ser aqui resumidos.

 

Os conselhos nele contidos podem surpreender pelo cinismo e pelo pragmatismo, mas mostram que os costumes e as práticas políticas não se modificaram substancialmente desde esses remotos tempos romanos. Em mais de 2 mil anos nada, ou quase, parece ter mudado. Os políticos mais experientes pouco terão a ganhar com o manual. Os iniciantes, contudo, poderão beneficiar-se de alguma das sugestões feitas para a conquista do sufrágio e do apoio dos eleitores.

 

O memorando aponta as duras e cruas realidades da política e oferece um roteiro pragmático ao candidato. Primeiro, prestando conselho sobre como ganhar a eleição; em seguida, analisando a natureza e a força da sua base política, além da necessidade de dar atenção a grupos específicos; e, finalmente, oferecendo uma série de conselhos práticos sobre como conquistar votos.

 

Segundo Quintus Tullius, são três as coisas que podem garantir votos numa eleição: favores, esperança e relações pessoais. E segue dizendo ao irmão: “Você deve trabalhar para dar esses incentivos às pessoas certas. Para ganhar os eleitores indecisos você pode fazer-lhes pequenos favores. Com relação àqueles em quem você desperta a esperança – uma grupo zeloso e devotado -, deve fazê-los acreditar que estará sempre ao seu lado para ajudá-los. Deixe que eles saibam que você está agradecido por sua lealdade e que está muito agradecido pelo que cada um deles está fazendo por você. Em relação aos que já o conhecem, você deve encorajá-los, adaptando a sua mensagem à circunstância de cada um e demonstrando a maior gratidão pelo apoio de seus seguidores. Para cada um desses três grupos de apoiadores, decida como eles podem ajudá-lo na campanha. E de que modo você pode pedir coisas a eles. Não deixe de dar atenção a cada um individualmente, de acordo com a sua dedicação à campanha.

 


O texto completo você lê aqui

A Gazeta: destaque para a rede Adote um Vereador

 

A rede Adote um Vereador foi destaque na edição dominical do jornal A Gazeta, do Espírito Santo, em reportagem de duas páginas produzida pela repórter Cláudia Feliz, a partir de conversa por telefone que tivemos nesta semana. Excelente oportunidade para que as ideias que há quatro anos são defendidas pelo grupo que está à frente do Adote cheguem a um número ainda maior de cidadãos. Às vésperas da eleição municipal fazemos, também, um alerta para a importância deste momento e a necessidade de fazermos uma escolha coerente e consciente.

 

Avalanche Tricolor: Uma só palavra

 

Grêmio 1 x 1 Santos
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

 

Os últimos domingos têm se encerrado com uma boa programação de TV, a começar pelos jogos do Grêmio que, por coincidência, estão fechando as rodadas do Campeonato Brasileiro há alguns fins de semana. Ao fim do jogo troco, imediatamente, o apito do juiz real pelo juiz da ficção, conforme confidenciei há alguns domingos, nesta Avalanche. Tenho gostado muito da série FDP da HBO e não apenas por encontrar várias citações ao Imortal, mas pelas divertidas histórias envolvendo o árbitro Juarez Gomes da Silva protagonizado pelo ator Eucir de Souza. Em seguida, assistimos (e uso o plural, porque a família está unida no sofá de casa) à série The Newsroom que conta os bastidores de um fictício canal de TV e do telejornal comandado por Jeff Daniels no papel do âncora Will McAvoy. Neste domingo não foi diferente, apesar de o Grêmio ter tentado estragar a programação com um “empate fora da curva”. Tanto um seriado como o outro compensaram com boa diversão, polêmica e discussões existenciais.

 

E a você que aguentou ler todo o parágrafo anterior a espera de alguma explicação para o resultado desta noite, quando poderíamos ter nos aproximado perigosamente do vice-líder, colocado pressão sobre o líder e ficado ao alcance do desejo maior, tenho a dizer apenas a primeira palavra que me veio à cabeça, menos inspirado no seriado da HBO e muito mais na confusão que fizemos em campo: FDP.

A obsessão pelo amanhã

 

Por Abigail Costa

 

Doses diárias de informação, pitadas de otimismo e assim vamos de segunda para terça, quarta…. E termina a semana para começar tudo de novo. Mas nem sempre o tempo segue a regra de um dia depois do outro. A informação que serviria para nos dirigir a pensamentos mais humanos cai em cabeças erradas e entra em cena o pessimista. Aquele que para tudo tem um “sei não!” ou “tô preocupado!”. Sim, todos temos lá nossas preocupações e não devemos menosprezá-las. Ninguém pede que os olhos sejam fechados para a realidade de hoje. A de hoje, não a de amanhã.

 

Também sei que o planejamento é um luxo necessário, assim como o otimismo. Mas sem exageros, por favor. Outro dia passei no shopping, olhei a vitrine da loja e elas, as árvores de Natal, já estavam lá. Enfeitadas com dezenas de luzes piscando. Fiquei meio perdida. Agora há pouco não foi sete de setembro, data festiva, marcando a Independência desta terra tão querida? Era como se tivesse recebido um recado para acelerar as coisas, os passos, a vida. Mais à frente tem ainda Dia das Crianças, dos Professores, a semana do saco cheio… Hoje mesmo tem tanta coisa para acontecer antes do Natal.

 

É a obsessão pelo amanhã. Verdade que o comércio precisa pensar com antecedência e entendo que empresas nesta época já pagam parte do décimo terceiro salário. Compreendo toda a logística do negócio. Mas confesso a minha fragilidade em aceitar a chegada do Natal em setembro. De sofrer agora, antes das eleições, por temer que a cidade não ficará em boas mãos, ou que as previsões para o ano que vem são de um crescimento tímido.

 

Quando tenho consciência de que estou fazendo minha lição de casa de forma correta, leal e honesta, o pessimismo me incomoda. Hoje será sempre meu dia preferido para realizações.

 


Abigail Costa é jornalista, faz MBA de Gestão do Luxo e escreve no Blog do Mílton Jung.