Morumbi e Vila Sônia discutem segurança nos bairros

 

Moradores de diferentes bairros de São Paulo têm buscado saídas para reduzir a violência em suas regiões. O bairro do Morumbi e arredores, na zona sul, que estão no foco da mídia com frequência têm, através de algumas entidades, realizado reuniões e debates sobre o tema. A Samovis – Sociedade Amigos do Morumbi e Vila Suzana está convocando moradores e colaboradores a discutirem o tema.

 

Reproduzo comunicado diculgado pela Samovis:

 

Nós da SAMOVIS – Sociedade Amigos do Morumbi e Vila Suzana, estamos engajados no projeto de fazer do Morumbi um bairro mais seguro. Nesse projeto estamos, juntos com os moradores da Jose Galante, empenhados em fazer dela umas das ruas mais segura do nosso bairro. Os moradores da Rua dos Símbolos também estão trabalhando num projeto semelhante, e já evoluíram muito nesse sentido, outras associações ou ruas do bairro estão caminhando na mesma direção. Venha conhecer essas iniciativas e trocar experiência, traga alguns dos seus vizinhos, quem sabe você e eles se animam para fazer alguma coisa semelhante na sua rua. Reserve sua agenda para esse encontro e confirme sua presença nesse evento, no telefone ou e-mail abaixo:

 

Data: 29/05/12 (terça-feira)
Horário: das 19:30 as 22:00 horas
Loca: Auditório da Escola Graduada – Av. Jose Galante, n. 222.
Confirmações: samovis@samovis.org.br ou telefone: 3501-6347

 

Vejam abaixo como é importante nos comprometermos com o tema segurança:

 

A Segurança tem sido o problema mais presente nos assuntos da maioria dos paulistanos. Enquanto o crime vem crescendo em frequência, ousadia, violência e, pasmem, até em competência, o Estado vem mostrado os seus limites na capacidade de nos fazer mais seguros. Além disso, da mediocridade do nosso legislativo, que conseguimos piorar a cada nova eleição, jamais vai sair propostas de leis ou orçamentarias capazes de enfrentar com competência esse problema. Nova York conseguiu porque priorizou e conseguiu engajar a sua população. Até a Colômbia, depois de anos sob o domínio dos cartéis do narcotráfico, conseguiu se transformar no país mais seguro do nosso continente, e em pouco tempo. Mas nós brasileiros não acreditamos mais que, em segurança, dias melhores virão dos nossos governos, mas acreditamos muito que pode vir sim, da força de uma população unida e engajada.

 

É crescente o numero de edifícios invadido por arrastões violentos, e nessas invasões os bandidos tem permanecido até mais de seis horas nos prédios, submetendo os moradores a toda sorte de abusos e violências físicas e morais. E, na maioria das vezes, nem o prédio vizinho fica sabendo que algo de anormal acontece no prédio ao lado.

 

É sabido, pelos profissionais da segurança pública, que esses bandidos não estão dispostos ao confronto com a polícia, nem com helicópteros e viaturas com sirenes ligadas cercando os edifícios invadidos, sequer gostariam de enfrentar a cobertura da mídia. E é por isso que, quando são descobertos, a ação é abortada de imediato e eles fogem rapidamente do local. A mídia tem divulgado que muitos desses bandidos agem sob a proteção da banda podre da policia, e agem sempre sintonizados na frequência da policia, portanto, quando avisamos a policia e a polícia aciona as viaturas da rua, esses bandidos ficam sabendo e fogem. Por isso é importante avisar a policia no menor tempo possível.

 

Mas também podemos agir preventivamente, esses bandidos não entram por acaso num condomínio, eles são bem mais competentes e organizados do que pensamos. Quando um prédio é invadido, uma operação de inteligência foi iniciada por eles, e bem antes, às vezes meses antes. Os bandidos costumam estudar o prédio a ser eleito, eles passam dias à espreita avaliando os movimentos e hábitos dos moradores e da policia no local, avaliam a qualidade dos equipamentos de segurança instalados no edifício (humanos e técnicos), às vezes até contando com informações de serviçais do próprio edifício. E é por isso que os nossos porteiros precisam

Cidadãos querem Ficha Limpa em Bertioga

Ficha Limpa em Bertioga

 

Moradores e eleitores de Bertioga, no litoral paulista, aproveitaram o dia de aniversário da cidade, 18 de maio, para iniciarem coleta de assinatura em documento que pede para que a Câmara Municipal aprove a lei do Ficha Limpa para contratação e indicação de pessoal no serviço público. A intenção é levar para a cidade o mesmo mecanismo que afastou parcela dos políticos brasileiros das eleições e já está implantado em alguns Estados e municípios. Com esta regra, pessoas condenadas em primeira instância por irregularidades administrativas, por exemplo, não poderiam ser convidadas para ocupar uma secretaria municipal. Para apoiar esta iniciativa entre em contato com o Movimento Voto Consciente de Bertioga. Se na sua cidade esta iniciativa ainda não foi tomada, o que você está esperando. Organize-se, apoie as organizações sociais do município e mobilize sua comunidade.

Avalanche Tricolor: A imagem de Fernando

 

Grêmio 1 x 0 Palmeiras
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

 

Estou no Rio de Janeiro, onde ficarei toda esta segunda-feira, para discutir um tema importante nos dias atuais: a inovação para o desenvolvimento sustentável. Participarei de uma maratona de discussões e ações com gente criativa e rica de conhecimento para compartilhar, todos reunidos a convite da Embaixa da Suécia no Brasil que pretende, assim, antecipar parte do debate que haverá dentro de algumas semanas, na Rio+20. A tarde e o início de noite de domingo foram dedicados à organização do evento que contará, entre outros destaques, de um grupo de estudantes de mestrado e doutorado que ficarão confinados por 72 horas em duas salas desenvolvendo projetos ligados à inovação. O compromisso me fez chegar ao hotel na beira de Ipanema quando a partida já havia se iniciado há algum tempo, mas ainda estava zero a zero. Começava ali a minha corrida pelo jogo, pois a TV à cabo do quarto que me foi reservado teimava em não mostrar a imagem do Grêmio, apenas o som. No computador, a lentidão da conexão oferecida impedia captar qualquer dos sites que reproduzem imagens da televisão. No Ipad, o aplicativo da CBN foi a salvação com Marcelo Gomes transmitindo a partida com todo seu talento, mesmo que o que narrava não parecia ser muito talentoso.

 

O jogo era truncado e, logo soube, quando se teve chances de gol, desperdiçamos. Aliás, alguém conhece um time que perdeu tantos pênaltis quanto o Grêmio nestes últimos meses? Confesso que quando o juiz marca um a nosso favor já não comemoro mais como costumam fazer os jogadores dentro de campo e mesmo a torcida, na arquibancada. Se gato escaldado tem medo de água, sinto-me um toda vez que temos a oportunidade da cobrança na marca fatal, como diriam antigos e imprecisos locutores de rádio. Fatal seria se o gol fosse uma garantia e quando cobrado por jogadores gremistas, sei lá bem por qual motivo, esta certeza está distante. Por mais que curta a voz e velocidade do Marcelo, estava ansioso para assistir ao jogo e após algumas tentativas a gerência do total convocou um técnico para resolver o problema. O cara foi melhor do que Luxemburgo e Felipão no momento que tiveram de substituir seus jogadores. A imagem reapareceu e Fernando cobrou a falta que foi parar na cabeça de André Lima. Grêmio, 1 a 0. Parecia jogada ensaiada. A intervenção do técnico do hotel e o chute de nosso volante goleador (perdão, sei que para nossos conceitos de bravura Imortal a expressão é quase uma heresia) ocorreram ao mesmo tempo. Lá ainda contamos com um desvio de André que só estava em campo pelo destino que teima em nos tirar jogadores por lesão. A propósito: na próxima vez que encontrar o Mano, agradece por ele não ter convocado o Fernando, por favor.

 

Foi a primeira vitória do Grêmio no Campeonato Brasileiro e espero que tenha sido uma prévia do que teremos na semifinal da Copa do Brasil contra este mesmo Palmeiras. Minha expectativa é que consigamos, além do resultado, desenvolver nas próximas semana um futebol mais criativo e inovador. Pois se estas são habilidades cruciais para o sucesso do evento em que estou participando no Rio de Janeiro, também serão para que o Grêmio faça campanha sustentável nas duas competições.

De adolescência

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Tiago, meu querido neto adolescente. Quero dizer que tua vovó malu adora adolescência e adolescente. Foi a fase que mais curti na minha vida e nas vidas dos  meus filhos: do teu pai e do tio Luiz. Acho incrível a maneira como tudo o que a gente já viu, até esse ponto da vida vivida aqui na Terra, fica querendo se encaixar. Ideia, conceito, disso eu gosto, daquilo não, e do que é mesmo que eu gosto?  A gente atinge um estado agudo de caída de ficha e de crescimento e transformação em todos os nossos corpos. Curiosidade,  certeza e incerteza, preguiça e excesso de atividade solitária; tudo tem cara e cadência  de  incoerência.

 

Tem gente que cataloga as emoçōes do adolescente, tentando  entender seu comportamento, a cada guinada da sociedade, como se essa fosse uma fase terrível. Eu no entanto vejo a adolescência como um momento supimpa, massa, da hora, em que tudo em nós está ligado. Todos os fios. De e para todos os lados, de baixo para cima e de cima para baixo. É um dos pontos altos da nossa vida. Mas não vejo como catalogar muito menos como explicar a erupção interminável de vulcões internos e externos. Todo mundo passa por essa oportunidade de descobertas e abertura da consciência de quem somos e o que e como vivemos o presente da vida. Você sabe de tudo isso melhor do que eu porque está no enredo agora. Eu só vejo parte da história da minha adolescência pela câmara antiga da minha memória, e olha que ela anda rateando. E vai ratear feio um dia não muuuuuuuito distante.

 

Mas antes que isso aconteça, quero que você saiba que estou sempre aqui para você, venha você a ser na vida o que você quiser. Só fico torcendo para que tuas escolhas sejam sempre feitas em parceria da mente com o coração. Que tuas escolhas sejam aquelas que te dão prazer hoje, mas que esse prazer não seja fugaz. Que dure no dia seguinte, e no seguinte, e no outro ainda e sempre.

 

Fico aqui quieta no meu ninho, torcendo para que você aproveite cada momento dessa fase que dizem que vai dos treze aos dezenove, mas não acredito que esse enquadramento da adolescência possa acontecer. Como enquadrar a ventania e a tempestade? Como enquadrar o desejo de liberdade e de apoio, tudo ao mesmo tempo? O ter tanto para dizer e não querer dizer nada. A minha adolescência, para te dar um exemplo, foi ao menos até os meus vinte e três. A fase aguda, quero dizer. Depois ela foi mudando de tom, mas eu me agarrei a ela com unhas e dentes, sem machucá-la, com carinho é claro, e ainda carrego muito dela comigo. Gosto da vida, sou profundamente grata por ela e me esforço para prolongá-la com a melhor qualidade possível.

 

Você vai subindo a escada da vida, e eu vou descendo. Não há momentos mais coincidentes que o teu e o meu. A gente se encontra nos degraus de mesma altura, na escada que sobe, você, e na escada que desce, eu; e por ali ficamos um pouco. Quero aproveitar esse encontro temporal contigo e fortalecer a nossa relação de hoje e a que ainda está por vir.

 

Quero também que você saiba que te amo muito e que sou muito orgulhosa de ser tua avó. Admiro teu dom para o desenho e para a música, e a tua alma de artista.

 

Beijo grande para você e para os teus irmãos,
da vovó malu.

 

Maria Lucia Solla é professora, realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

O mundo inteiro usa jeans

 

Por Dora Estevam

 

 

Vai verão entra inverno e o jeans nosso de cada dia não dá trégua. Se reinventa a cada temporada e veste corpinhos por todo o mundo. De anônimos a celebridades, ninguém escapa. As tendências: skinny (aquele bem justinho nas pernas), flare (o mais larguinho na parte de baixo da perna), os coloridos (vermelhos, hortelã e branco), os estonados (todos manchados) e os rasgados.

 

Nos estilos mais justos são usados com camisetas descoladas, jaquetas e tênis estilo botinha, muito conhecido como os sneakers da estilista Isabel Marant. Por aqui quem tem é a marca Shults, em todos os shoppings. O cantor canadense Justin Bieber é adepto deste look rocker: jeans+botinha+jaqueta (sempre com muitos detalhes ou metalizadas).

 

 

As calças com boca mais larga são usadas com camisas, camisetas, acompanhadas de cardigans ou blazers. Nos pés sapatilhas, flats, botas ou sandálias altas. No universo das camisas jeans quem costuma usar aberta com camiseta branca por baixo é o cantor Jay Z; as meninas ficam mais com as jaquetas, e usam até com saia de cetim longa. Dá para fazer muita produção com jeans.

 

E o que dizer dos estonados e dos rasgados? Eles estão por toda parte, e fazem parcerias com botas, tênis, jaquetas, camisetas, saltos, sapatilhas, tudo o que você puder imaginar, eles são  incríveis. Por aqui  a blogueira Lu Tranchesi postou umas fotos dela usando as estonadas, veja como ficou. Celebridades como Drew Barrimore, Jéssica Alba e Gwen Stefani também usam muito. As rasgados também tem um público muito forte, entre elas a estrela  Dakota Fanning.

 

 

Estas são as opções do momento, eu sei que parece exagero, mas todas são lindas e dá vontade de usar uma por dia. Eu achei estas fotos interessantes para você ter uma ideia de como as peças estão sendo usadas por ai. Na moda eu vejo assim: inspiração e referência nunca são demais.

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: planeje sua carreira antes que seja tarde

 

Muitos profissionais têm dificuldade de fazer planos de médio e longo prazos, desperdiçando boas oportunidades de crescimento em sua carreira, um fenômeno conhecido por miopia existencial. O tema é um dos assuntos discutidos com o consultor e escritor Eduardo Shinyashiki, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN: “saber o que a empresa espera da gente é fundamental, mas é importante saber onde a empresa entra no meu projeto de vida”.  Ele também alerta para os riscos que correm executivos incapazes de rever suas atitudes em um cenário no qual as pessoas tem de estar prontas para aprender, desaprender e reaprender.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, no site da CBN, com participação de ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, a partir das 8 da manhã, no Jornal da CBN

Liberem o caminho dos carros, por favor !

Texto publicado no Blog Adote São Paulo, que escrevo no site da revista Época São Paulo

 

Ouvi em reportagem da rádio CBN, na qual a mobilidade urbana era o tema principal, a prefeitura defendendo as restrições ao uso de caminhões na cidade. Como você deve lembrar, recentemente os transportadores de cargas foram proibidos de entrar nas marginais Pinheiro e Tietê no horário do rush, sob a alegação de que o excesso de caminhões trava o fluxo de veículos. Houve reação e para protestar deixaram de abastecer os postos de combustíveis o que gerou enorme transtorno aos motoristas de carro, em especial. Como a prefeitura não recuou, os caminhoneiros tiveram de se adaptar as condições impostas pela cidade e, hoje, é comum vermos uma fila deles estacionados no acostamento das rodovias que chegam à capital, em um comportamento que causa risco à vida das pessoas, tanto que é proibido pelo Código Brasileiro de Trânsito. Parar no acostamento apenas em situação de emergência, o que não parece ser o caso. O sindicato que representa a categoria diz que os profissionais da direção estão, também, mais expostos às quadrilhas que roubam carga e o número de assaltos aos motoristas teria aumentado, ao menos informalmente, já que a maioria preferiria não registrar Boletim de Ocorrência. Com a nova regra, as entregas demoram mais e o número de viagens diminui, o que deixou o frete mais caro, custo que, logicamente, foi parar no preço dos produtos transportados. O que mais me chamou atenção, porém, na reportagem foi uma informação passada pela prefeitura que, questionada pelos impactos no setor de transporte de cargas, se defendeu dizendo que a restrição fez reduzir o número de acidentes envolvendo caminhões. É lógico, se tiro os caminhões do caminho, a probabilidade é que os acidentes diminuam

 

Fiquei pensando como poderíamos abusar desta iniciativa para combater a quantidade de mortes que temos no trânsito da capital paulista. De acordo com a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego morreram 1.365 pessoas em acidentes no ano passado, número 0,6% maior do que em 2010. A maior parte morre em ocorrências com motocicletas, foram 512. Imagine se a prefeitura decidisse proibir a circulação de motos na cidade, provavelmente ao fim do primeiro mês teríamos reduzido a zero o número de motociclistas mortos nestas circunstâncias. Além de garantirmos a integridade dos espelhos laterais dos automóveis. Entusiasmados com os resultados logo determinaríamos que as pessoas ficassem dentro de casa, o que faria despencar drasticamente a quantidade de pedestres mortos no trânsito – foram 617 no ano passado, número 2% menor do que em 2010. Sem pedestres, eliminaríamos as faixas de segurança e os carros poderiam rodar tranquilamente pelas ruas e avenidas sem este incomodo de ter de prestar atenção se algum ingrato vai se arriscar em atravessar a rua. Sem pessoas caminhando, para que investir em ônibus e metrô? São Paulo se transformaria em cidade modelo e exemplo para o mundo no combate a violência do trânsito. E todos os nossos problemas estariam resolvidos nesta área.

 

Perdão se desperdiço parte do seu tempo de leitura com um parágrafo inteiro de ironias, mas é que sempre tenho a esperança de que os gestores de nossas cidades encontrem saídas mais criativas do que simplesmente tentar eliminar ou restringir ônibus fretados, caminhões, motos ou pedestres sempre com o objetivo de deixar o caminho livre para os automóveis.

Avalanche Tricolor: No tempo certo

 

Grêmio 2 x 0 Bahia
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

 

 

A família dorme enquanto escrevo este texto. Os meninos ainda assistiram ao primeiro tempo, mas não aguentaram acordados. Todos têm compromisso amanhã, logo cedo. Eu fiquei sozinho por aqui, com a sala quase no escuro e a televisão com som baixo para não atrapalhar ninguém. Apesar que desconfio que eles não seriam despertados do sono por nada que acontecesse. Neste momento, a partida ainda não terminou, mas ouço vários foguetes estourando na noite de São Paulo. Fico sabendo que é a festa de torcedores santistas satisfeitos com a classificação à semifinal da Libertadores. Se disser que não senti uma pontinha de inveja, estarei mentindo. É claro que gostaria de estar comemorando o mesmo feito, mas não tenho de ter pressa. Uma conquista a cada momento. Nestas quartas-de-final da Copa do Brasil, foi assim a cada tempo. Empatamos o placar nos primeiros 45 minutos da partida de ida e vencemos com o gol do segundo tempo. Ratificamos nossa vantagem com um gol no primeiro tempo deste jogo de volta no Olímpico e sacramentamos a passagem às semifinais com um no segundo. Mesmo ainda cometendo erros e desperdiçando finalizações, o time melhora com passes mais precisos, jogadores um próximo do outro, marcação firme no campo do adversário e posicionamento tático se definindo. E o mais importante é que tudo isso começa a ser percebido pelo torcedor que toma as arquibancadas e passa a influenciar os resultados dentro de casa – um show à parte como dizem os narradores esportivos. Vencemos todas as disputas até aqui, mas ainda faltam quatro jogos até a conquista da Copa do Brasil. Temos de ter paciência e aguardar o momento certo para estourar os foguetes que sinalizarão nossa chegada na Libertadores. E aí, caro e raro leitor, não deixarei ninguém dormir aqui em casa.

Desculpe-me se abuso de falar em trânsito

 

Por Mílton Ferretti Jung

 

Havia me programado para, tão cedo, não voltar a escrever sobre trânsito. Este propósito, porém, durou pouquíssimo. Bastou que eu abrisse os jornais do dia 22 de maio para mudar de ideia. Não digo que outros assuntos de terça-feira, data em que costumo digitar e enviar os meus textos para o blog do Mílton, não existissem notícias merecedoras de minha atenção. Por exemplo: o silêncio, aconselhado por seus advogados, do bicheiro Carlinhos Cachoeira diante dos parlamentares que pretendiam o ouvir na CPMI do Congresso Nacional; as repercussões, na mídia, das revelações de Xuxa, na edição do Fantástico do último domingo, dando conta dos abusos sexuais que sofreu na infância; o fato de, em Porto Alegre, um empregado de limpeza, terceirizado, ter atacado duas meninas, num quarto do Hospital Conceição; ou ainda, dentro do mesmo tema, no Rio Grande do Sul, estatística da polícia registrar que, do início do ano até o dia 8 deste mês, houve, 1.127 casos de abusos sexuais praticados por adultos.

 

Levam-me, porém, a sofrer uma espécie de recidiva, dois fatos que dizem respeito a trânsito. Abordo-os a seguir. Já era de impressionar o número de carros que entopem vias urbanas e, como não, as nossas rodovias, graças (ou desgraçadamente) aos juros baixos e prazos longos, oferecidos, tanto pelas concessionárias quanto pelos chamados picaretas. Agora, o Governo reduz impostos sobre carros (IPI) e crediários. Pretende com isso melhorar o desempenho da economia brasileira, que sofre o impacto da crise externa. Li num jornal que a pretensão governamental é “estimular a fraca economia do país”, mas essa frase me soa tão errada quanto à adorada pelos narradores de futebol, ao dizer que determinado time “corre atrás do prejuízo”. Que eu saiba, se corre apenas atrás de lucro. A Presidente,se ouvi bem notícia do Jornal da CBN, disse que a crise externa não nos afeta. Seja lá, só para exemplificar como for, veículos 1.0,que antes pagavam 7% de IPI, passam a ter custo zero. São esses os mais procurados pelas classes com menor poder aquisitivo e/ou que estejam comprando o seu primeiro carro e que veem na redução do imposto e dos juros a chance de realizar um sonho. Não vai demorar,o nosso trânsito ficará mais complicado.

 

Lembrei há pouco a frase “correr atrás do prejuízo”, eis que outra coisa não fez, nessa segunda-feira, um dos batedores da Polícia do Exército que integravam a escolta de motociclistas da Presidente Dilma Rousseff. Ele foi vítima de um acidente raro. Chocou seu potente veículo, na Avenida Castelo Branco, contra as traseira de um Meriva e foi hospitalizado com ferimentos graves. A assessoria de imprensa do Hospital Mãe de Deus informou que o piloto da moto estava em coma e era submetido a exames. A Rádio Guaíba apresenta alguns de seus programas do Estúdio Cristal, situado no térreo do edifício do Correio do Povo, vitrinas, geralmente ocupada por populares (o estúdio fica na esquina da Rua da Praia com a Caldas Jr.). Nele participo de um debate esportivo e, volta e meia, quando alguma autoridade – cônsules, por exemplo – é conduzida em automóvel, precedido por batedores, pilotando motos que descem a Caldas Jr. em alta velocidade, que eu considero abusiva, porque coloca em risco, pedestres, em especial, surpreendidos com o estardalhaço feito pelos motociclistas. Tenho ou não razão para trazer a este blog,com insistência, assuntos relativos ao trânsito? Espero não estar cometendo também um tipo de abuso. Pelo menos, se os pratico, não faço mal a ninguém.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Conte Sua História de SP: Nem o gato é mais o mesmo

 

Um dia no tradicional colégio Caetano de Campos, no ano de 1968, é o ponto de partida de mais um capítulo do Conte Sua História de São Paulo, enviado pela ouvinte-internauta Suzana de Mello. Ela era uma menina de visão romântica a assistir ao enfrentamento das tropas militares com jovens revolucionários. E a partir deste olhar, percebe o quando São Paulo mudou e muitos dos protagonistas daquela história, também:

 

Ouça o texto “Nem o gato é mais o mesmo”, de Suzana de Mello, sonorizado pelo Cláudio Antônio

 

Este texto foi publicado no livro Conte Sua História de São Paulo (Editora Globo). Você também pode contar outras capítulos da nossa cidade, enviando um texto para milton@cbn.com.br ou marcando uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa. O Conte Sua História vai ao ar, aos sábados, logo após às dez e meia da manhã, no programa CBN SP.