Avalanche Tricolor: Dá-lhe, Bertoglio !

 

Grêmio 2 x 0 Fortaleza
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

 

 

Mais um passo. Este antecipado com a vitória na primeira partida. Faltam três adversários e seis jogos para a Libertadores. E o argentino é quem tem feito diferença. Bertoglio colocou o time embaixo do braço e resolveu a partida. Escrevo pouco porque vi pouco, seja pelo desempenho seja pelo horário. Assim, deixo o vídeo com os gols gremistas para curtirmos juntos.

416 metros de ciclovia e muitas polêmicas, em Porto Alegre

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Cidades que se prezam, especialmente as metrópoles, onde quer que estejam situadas, possuem ciclovias. Em muitas, porém, as existentes não são suficientes para atender a crescente e justa exigência dos que, além de usarem a bicicleta para ir ao trabalho, pedalam por esporte ou, simplesmente, por prazer. Em São Paulo, essas vias expressas, segundo imagino, estão ainda distantes do que seria ideal. Já Porto Alegre faz força para se inscrever entre as capitais brasileiras que oferecem aos ciclistas a segurança de conduzir suas “magrelas” sem medo de que precisem enfrentar veículos motorizados. Aqui – e cito Porto Alegre porque é de onde digito este texto – polêmicas sobre os mais diversos assuntos brotam com frequência e viram, é claro, assunto para a mídia. É o que vem acontecendo com a construção daquele que é apenas o trecho inicial da ciclovia da Avenida Ipiranga, inaugurado nessa segunda-feira. O prefeito José Fortunatti, candidato à reeleição, preferiu dizer que não participava de uma inauguração ,mas da “entrega de um trecho da obra à cidade”. Sem mais delongas,vamos às polêmicas.

 

A primeira ocorreu em novembro de 2011. Beto Albuquerque, secretário estadual de infraestrutura e logística, declarou que a ciclovia, por situar-se debaixo de fios de alta-tensão e em cima de um gasoduto, ao contrário de proporcionar segurança para os seus futuros usuários, traria riscos de vida. A segunda polêmica foi provocada pelo “guard rail” ou, se preferirem, guarda-corpo. A ideia é que fosse feita uma cerca de madeira, criticada por especialistas no assunto e população. Até um concurso entre arquitetos foi, então, criado pela prefeitura. O autor do modelo vencedor foi o arquiteto Rodrigo Troyano. Corria já o mês de janeiro de 2012. Em fevereiro, faltou material para a construção do guarda-corpo mas o atraso provocado por esse fato, apesar de ter adiado a conclusãoa e do trecho, não chegou a virar polêmica. O primeiro módulo do guarda-corpo foi apresentado aos ciclistas no dia l6 de março. Nem todos ficaram satisfeitos com a obra. “Esta é a bicicleta de Tróia e esta ciclovia é um presente de grego”. Leu-se isso numa placa de madeira posta nas proximidades da obra.

 

Era de se acreditar que, com a entrega do primeiro trecho da ciclovia, as polêmicas se encerrariam, mas não foi o que aconteceu com a liberação, para os ciclistas, dos 416 metros que estão à disposição do público. Uma faixa com o texto “Mudar 5x de lado dá tudo errado” foi colocada próximo a uma das avenidas que cortam a ciclovia. O presidente da Associação dos Ciclistas de Porto Alegre, Pablo Weiss, também questionou a segurança da pista nos cruzamentos com os carros. Ouviu-se ainda reclamações quanto ao uso da ciclovia por pedestres. Esses, sem dúvida, correm risco de atropelamento. Já se viu que somente boas intenções não são suficientes para agradar ciclistas. Eu diria que, apesar dos pesares, inclusive da necessidade da conclusão dos restantes nove quilômetros, as ciclovias da Avenida Ipiranga e a da Avenida Diário de Notícias, com ou sem polêmica, representam um começo, titubeante, é verdade, mas sempre uma esperança de melhores dias para quem pedala.

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Monotrilho: silêncio nos trilhos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Domingo, 11hs. Cinco horas antes de Guarani e Santos, defronte ao estádio do Morumbi, o silêncio do poder executivo de São Paulo, diante das reprovações ao Projeto, foi condenado pelo grupo de moradores que protestavam. Contra o Monotrilho e quanto à manipulação das audiências públicas. O movimento se estendeu até às 13hs defronte ao Palácio dos Bandeirantes, quando o grupo residual com 800 pessoas composto de adultos e crianças classe média e classe média alta se dispersou.

 

De Maluf à Alckmin foi um avanço, afinal com Maluf não houve discussão, estávamos na “Revolução”. Apenas a homenagem ao Presidente Costa e Silva, que virou Minhocão. Convenhamos, valia um protesto e tanto.

 

Rosa Richter, coordenadora do movimento que reúne varias entidades representativas dos moradores da região, que se caracteriza por possuí-las em quantidade, aponta uma série de insatisfações no contato Governo do Estado e contribuintes. O traçado inadequado ora passando por áreas residenciais adensadas, ora por reservas ambientais, ora desrespeitando as Z1. A menor capacidade do monotrilho em relação ao trem subterrâneo. O silêncio do Metrô e do Governador diante dos argumentos apresentados.

 

Julia Titz de Rezende, presidente do Conseg Morumbi, ressalta a manipulação do governo com as audiências públicas. Realizadas obrigatoriamente para cumprir a lei, elas são desrespeitadas, pois as decisões vitoriosas não são cumpridas. Nos contatos diretos, como na reunião com o governador Geraldo Alckmin, o silêncio foi quebrado com a justificativa de que não havia mais nada para fazer, pois o antecessor, Goldman já tinha assinado. Como se Goldman não tivesse sido sucessor de Serra, que PSDB também, quase demoliu o Minhocão em sua passagem pela Prefeitura.

 

E da ausência de argumentos passa-se agora para a fuga dos debates pela imprensa. A TV Gazeta mais uma vez está convocando governo e moradores para debater o Monotrilho, devido ao não comparecimento do governo às chamadas anteriores.

 

Dentre tantos questionamentos, focados nas comparações entre metrô aéreo e subterrâneo contidos inclusive no volante distribuído (leia abaixo) é pertinente ressaltar a possibilidade de lobby do poder econômico nacional e internacional. Construtoras, incorporadoras e demais agentes têm comparecido em situações políticas. Por que não estariam presentes agora?

 

 

Leia mais sobre o assunto no artigo “O Minhocão do Morumbi”


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

Audiência pública discute terreno para Instituto Lula

 

Desde a promessa do prefeito Gilberto Kassab (PSD) de ceder um terreno na região da Cracolândia, em São Paulo, para o Instituto Lula, em período no qual “namorava” com o candidato à prefeitura Fernando Haddad (PT), uma polêmica surgiu na capital paulista. Em um debate contaminado pelas convicções partidárias, cada lado defende com unhas e dentes (e pouquíssimos argumentos coerentes) sua posição a favor ou contra a entrega de 4,4 mil metros quadrados para que a instituição criada pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva levante um prédio onde deve funcionar o Memorial da Democracia. Em todas as entrevistas que fiz no Jornal da CBN para tratar do assunto, confesso, não consegui ser convencido nem por vereadores petistas nem por vereadores tucanos em relação as suas pretensões em relação ao projeto de lei. Tudo soava muito parecido com “sou a favor porque é do Lula” e “sou contra porque é do Lula”.

 

Foi apenas na semana que antecedeu a aprovação do projeto assinado pelo Executivo em primeira votação na Câmara Municipal, em abril, que ouvi alguma explicação mais clara sobre o que se pretende fazer com a área. De acordo com Paulo Vannuchi, diretor do Instituto Lula e ex-Secretário Nacional dos Direitos Humanos, a intenção é criar no local um museu interativo aos moldes do Museu do Futebol dedicado a resguardar a memória da luta no país pela democracia e com referências a períodos importantes da história brasileira como a abolição da escravatura e a campanha pelas Diretas. “Sempre colocando a população como personagem central”, disse Vannuchi em resposta aos que temem que o espaço se transforme uma espécie de Museu do Lula. Além da cessão do terreno, a instituição seria toda mantida com dinheiro privado, explicou. Nada disso, porém, está explícito no projeto 29/2012.

 

Desde a primeira votação, quando 37 vereadores foram a favor da cessão do terreno e 10 contrários, aumentou a pressão de diferentes setores da sociedade. E parte destas ações poderá ser percebida nessa quinta-feira, durante audiência pública que se realizará, a partir das 10 da manhã, na Câmara Municipal de São Paulo. O Grupo NasRuas ao lado de o Revoltados On Line que se notabilizaram pelas manifestações contra a corrupção estão divulgando uma petição eletrônica pedindo o cancelamento do projeto de lei sob a justificativa de que “a população tem o direito de escolher o que fazer com um terreno desta dimensão e que será concedido à uma instituição privada por um século”. Reclamam, entre outros aspectos, do fato de o projeto não especificar o que de fato será realizado no terreno e não ter havido concorrência pública. Você pode ler aqui a petição pública e assinar se considerá-la justa. Mas pode, também, participar da audiência na Câmara acompanhando os diferentes argumentos, interferindo na discussão e influenciando na opinião dos vereadores.

Inaugurando cemitério

 

Aproveitando-se do aviso feito pelo Mestre de Cerimônia que dispensava os convidados a discursar de fazerem o agradecimento a todas as autoridades presentes, o governador Geraldo Alckmin abriu sua fala, durante evento da Apas 2012, nessa segunda-feira, em São Paulo, com uma piada:

 

“Depois de ouvir o prefeito desperdiçar muito tempo com a nominata de autoridades, o governador da época sugeriu que ele se resumisse a apenas duas saudações, de acordo com o motivo da festa. Se fosse no hospital bastava cumprimentar os médicos e pacientes; na escola, apenas professores e alunos; e para um público muito grande, senhoras e senhoras seriam suficientes. Foi quando o prefeito teve de cumprir agenda na inauguração de um cemitério da cidade e após muito refletir, sem deixar de cumprir a sugestão do excelentíssimo governador, tascou: conterrâneos e subterrâneos”.

 

Geraldo Alckmin garante que não foi Odorico Paraguassu, nosso prefeito de toda sexta-feira na Rádio Sucupira, o autor da gafe.

Enfiando os pés pelas mãos

 

Por Julio Tannus

 

Há algum tempo, para ser um pouco mais preciso há cerca de 13 anos, tramitou no Congresso Nacional Brasileiro um projeto de lei que atribuía aos evangélicos a exclusividade da atividade de psicanálise. Já pensou que desespero! Não que sejamos contra os evangélicos, mas temos tudo contra os evangélicos terem a exclusividade da psicanálise. Afinal de contas, 100 anos de ciência de repente nas mãos do sobrenatural!

 

E de repente me deparo com a notícia: “Senado inclui restrições a pesquisas na lei eleitoral”. Isso é muito próximo de atribuir exclusividade da psicanálise aos evangélicos, ou seja, o Senado Federal Brasileiro legislando sobre algo que não tem a menor ideia e a mínima formação.

 

Senão vejamos: segundo a emenda, dados socioeconômicos, como sexo e grau de instrução, terão de seguir padrão do IBGE. Ora, isso é tão absurdo como dizer que, tomando como base os dados do IBGE, há mais mulheres do que homens e mais jovens do que idosos no prédio onde moro. Pois, não só o correto, mas o mandatório é que uma amostra para ser representativa de um universo tenha que ser extraída desse mesmo universo. No caso de pesquisas de intenção de voto, o universo a ser considerado é o universo de eleitores e, portanto, a amostra deve ser extraída desse universo e não do total da população. Assim, a fonte correta de obtenção de amostra é o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e não o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

Além disto, toda amostra deve ser obtida a partir de informações as mais atualizadas. Os dados do IBGE sobre a população brasileira, os denominados dados censitários, são obtidos a cada 10 anos e o último censo foi realizado em 2000. O que existe de mais atualizado são projeções, portanto sujeitas a desvios. Assim, quem possui os dados mais atualizados desse universo é o TSE e não o IBGE.

 

E, por fim, toda amostra deve ser obtida a partir de critérios metodológicos, e corresponde a uma área técnica da pesquisa cuja responsabilidade está a cargo de um profissional de estatística. E aqui eu pergunto: como e por que uma instituição política como o Senado Federal se propõe a estabelecer critérios técnicos de estatística?

 

Ou seja, o que estamos aqui contestando é o Senado se imiscuir nos critérios metodológicos de uma pesquisa de intenção de voto. Só falta o Senado estabelecer critérios para os procedimentos cirúrgicos da área médica. Deus nos livre…

 


Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada”, recém-lançado pela Editora Elsevier na Livraria Cultura, e escreve no Blog do Mílton Jung

Foto-ouvinte: carroceiro contra a corrupção

 

Catadores contra a corrupção

 

Uma carroça contra a corrupção, do criativo grafiteiro Mundano, fundador do Movimento Pimp My Carroça, ligado aos catadores, disputou com as apresentações da Virada Cultural a atenção das pessoas que compareceram na festa no Vale do Anhangabaú. Frases como “Reciclem os corruptos” e “Se político corrupto fosse reciclável valeria menos do que papelão” estavam escritas no carroção.” – texto e foto de Devanir Amâncio

Conte Sua História de SP: Os bailinhos santos de Santana

 

Uma única sala – a Hollywood -, o preço do ingresso e a exigência do uso de terno e gravata afastaram seu Walter Macedo do cinema durante a infância dele em Santana, bairro na zona norte de São Paulo. Por isso, as diversões que marcaram suas lembranças foram o circo e os bailes de Carnaval, que ele define como “muito mais santos do que os de hoje”. Nascido em 1934, na capital, Walter é personagem do Conte Sua História de São Paulo:

 

Ouça aqui o depoimento de Walter Macedo, sonorizado pelo João do Amaral

 

O Conte Sua História de São Paulo é uma parceria com o Museu da Pessoa e vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN São Paulo. Se você quiser contar mais um capítulo da nossa cidade, marque uma entrevista, em áudio e vídeo, no Museu da Pessoa. Ou envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: A voz do líder

 

Esta entrevista ao Mundo Corporativo foi ao ar no dia 28 de abril, mas não havia sido publicado neste blog.

 

O maestro não faz, inspira a fazer, e assim tem de ser o líder em sua empresa. Quem traça este paralelo entre a música e o ambiente corporativo é a maestrina Rita Fucci-Amato, pós-doutorada em gestão da USP, e autora do livro “A Voz do Líder – arte e comunicação nos palcos da gestão”, editado pela Campus. Nesta entrevista no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, ela destaca a importância da fala no desenvolvimento do profissional. Da fala e do silêncio, pois os grandes gestores tem de saber ouvir seus comandados, explica a professora que tem levado para as empresas esta experiência alcançada no trabalho com corais e na academia.

 

Na entrevista, Rita Fucci-Amaro dá importantes dicas para você montar sua estratégia de apresentação e de como melhorar sua qualidade vocal:

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.