Monotrilho: silêncio nos trilhos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Domingo, 11hs. Cinco horas antes de Guarani e Santos, defronte ao estádio do Morumbi, o silêncio do poder executivo de São Paulo, diante das reprovações ao Projeto, foi condenado pelo grupo de moradores que protestavam. Contra o Monotrilho e quanto à manipulação das audiências públicas. O movimento se estendeu até às 13hs defronte ao Palácio dos Bandeirantes, quando o grupo residual com 800 pessoas composto de adultos e crianças classe média e classe média alta se dispersou.

 

De Maluf à Alckmin foi um avanço, afinal com Maluf não houve discussão, estávamos na “Revolução”. Apenas a homenagem ao Presidente Costa e Silva, que virou Minhocão. Convenhamos, valia um protesto e tanto.

 

Rosa Richter, coordenadora do movimento que reúne varias entidades representativas dos moradores da região, que se caracteriza por possuí-las em quantidade, aponta uma série de insatisfações no contato Governo do Estado e contribuintes. O traçado inadequado ora passando por áreas residenciais adensadas, ora por reservas ambientais, ora desrespeitando as Z1. A menor capacidade do monotrilho em relação ao trem subterrâneo. O silêncio do Metrô e do Governador diante dos argumentos apresentados.

 

Julia Titz de Rezende, presidente do Conseg Morumbi, ressalta a manipulação do governo com as audiências públicas. Realizadas obrigatoriamente para cumprir a lei, elas são desrespeitadas, pois as decisões vitoriosas não são cumpridas. Nos contatos diretos, como na reunião com o governador Geraldo Alckmin, o silêncio foi quebrado com a justificativa de que não havia mais nada para fazer, pois o antecessor, Goldman já tinha assinado. Como se Goldman não tivesse sido sucessor de Serra, que PSDB também, quase demoliu o Minhocão em sua passagem pela Prefeitura.

 

E da ausência de argumentos passa-se agora para a fuga dos debates pela imprensa. A TV Gazeta mais uma vez está convocando governo e moradores para debater o Monotrilho, devido ao não comparecimento do governo às chamadas anteriores.

 

Dentre tantos questionamentos, focados nas comparações entre metrô aéreo e subterrâneo contidos inclusive no volante distribuído (leia abaixo) é pertinente ressaltar a possibilidade de lobby do poder econômico nacional e internacional. Construtoras, incorporadoras e demais agentes têm comparecido em situações políticas. Por que não estariam presentes agora?

 

 

Leia mais sobre o assunto no artigo “O Minhocão do Morumbi”


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

4 comentários sobre “Monotrilho: silêncio nos trilhos

  1. Pode ser até que o monotrilho seja menos “eficiente” que o subterrâneo, mas acho bom diversificar a malha de transporte!

    Além disso, me parece que o monotrilho parece ótimo para olhar a paisagem, portanto excelente para o turismo!

  2. O metrô paulistano teve seu inicio de operações em 1974 e até hoje ainda temos somente pouco mais de setenta quilometros
    O que ira adiantar mais esta obra faraônica cortando bairros onde não há menor necessidade de metrô de superficie?
    A fortuna que será gasta, desperdiçada neste tal do metrô de superficie poderia ser aplicada, empregada em novas linhas onde realmente o transporte publico é comprovadamente precario, obsoleto e não no Morumbi
    O extremo sul da cidade e a zona leste que os digam.
    Mais uma “obrinha” com olhos voltados para a copa de 2014.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s