Mundo Corporativo: Como medir emoções e comportamentos

 

Autoconhecimento e desenvolvimento humano são fundamentais para transformar o relacionamento produtivo nas organizações, é o que afirma a Dra Claudia Riecken, psicoterapeuta, empresária e fundadora do Grupo Quantum Assessment. Resultado de pesquisa e da experiência adquirida na vida profissional, Riecken criou o Método Quantum, que tem como objetivo mensurar com fidelidade alguns aspectos da estrutura comportamental do ser humano. Ela foi entrevistada pelo programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

 

O Mundo Corportivo você acompanha pela internet, ao vivo, toda quarta-feira, às 11 horas, e pode participar pelo Twitter @jornaldacbn e e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Ficha Limpa no Carnaval

 

 


Este texto foi publicado, originalmente, no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

Carnaval no Sesc Pompeia

 

A baderna que se transformou a apuração de notas do Carnaval de São Paulo, terça-feira, provocou uma série de reações das autoridades paulistanas e ameaças de punição. Em entrevista coletiva, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) se esforçou para mostrar indignação e anunciar medidas para impedir a repetição dos fatos, apesar de que na prática a única mudança é que a SPTuris vai assumir a segurança do evento, apesar de não eu não ser capaz de identificar de que forma isto evitaria a invasão do local em que as notas eram anunciadas. Além de pessoal contratado pela Liga, a Polícia Militar estava lá com contigente maior do que nas principais partidas de futebol, segundo informações oficiais, e nada disso foi suficiente para conter os baderneiros. Em respeito ao público do Carnaval, é preciso que se registre que a confusão não partiu daqueles que estavam nas arquibancadas do Sambódromo, mas de gente autorizada, com crachá e pulseira de acesso que representa as principais escolas de samba da cidade. Mesmo a reação violenta, registrada pelas câmeras de televisão, de parte dos “torcedores” da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, somente explodiu após a invasão comandada por dirigentes – o que não os justifica.

 

Os meios de comunicação, em especial a TV Globo, que tem os direitos da transmissão, foram capazes de identificar uma a uma as pessoas que se manifestaram favoráveis a bagunça para impedir que houvesse a conclusão da apuração. Sem exagero, houve formação de quadrilha, pois os chefes, todos com cargos importantes dentro de agremiações, se reuniram, demonstraram descontentamento por não cumprimento de suposto acordo no qual não haveria rebaixamento de escolas para o Grupo de Acesso, e deram sinal de comando para “melar” a apuração, no que foram devidamente atendidos por seus asseclas, um deles, por sinal, que demonstrou muita agilidade no ato de roubar e extraviar as notas, enquanto fugia com destreza para escapar da segurança – parecia profissional (eu escrevi, parecia). A Polícia Civil já convocou ao menos nove deles para prestar depoimento, teria identificado o envolvimento de seis escolas e promete, em dez dias, a conclusão do inquérito que servirá de subsídio para a prefeitura e para a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo determinarem as punições cabíveis.

 

As declarações dadas até aqui, tanto pelo prefeito quanto pelo presidente da Liga, não foram convincentes e sinalizam para a punição talvez de alguns integrantes mas não das agremiações sob a justificativa de que a comunidade não pode pagar pelos erros de algumas pessoas. Da mesma forma, durante muito tempo, se passa a mão na cabeça de torcidas organizadas no futebol permitindo que usem todo tipo de chantagem, com a parcimônia dos cartolas, e sigam promovendo a violência e afugentando torcedores e suas famílias dos estádios. O Carnaval vai pelo mesmo caminho ao permitir que quadrilhas se apoderem das escolas de samba com financiamento público. Este ano, a prefeitura paulistana investiu R$ 27 milhões.

 

Importante ressaltar que a relação entre criminosos e samba não é privilégio de São Paulo, haja vista o que acontece no Rio de Janeiro, onde os dirigentes afrontam o Estado ao rejeitarem a proposta do governador Sérgio Cabral (PMDB) de afastarem os bicheiros que financiam a festa com dinheiro arrecadado de forma ilegal. Cabral defende a profissionalização das agremiações, tornando-as sustentáveis durante todo o ano e dependendo cada vez menos de verbas públicas. E de verbas sujas.

 

Para mudar a cara do Carnaval, em São Paulo e no Rio, será preciso implantar uma espécie de Ficha Limpa, afastando os criminosos, impedindo a presença de pessoas condenadas no comando das Ligas e das escolas, punindo com todo o rigor da lei as agremiações que se envolverem em baderna e não respeitarem o regulamento e cortando verbas públicas daquelas que forem incapazes de comprovar como gastaram este dinheiro. Está na hora de fazermos com que a criatividade dos carnavalescos, revelada a cada noite de desfile, contamine a administração do Carnaval e impeça que este se transforme em uma festa de quadrilha.

 

A foto deste post é de autoria de Luis Fernando Gallo e faz parte do meu arquivo de imagens no Flickr

Sem direito ao sofá da Tia Rosa, mas com palpites para o Oscar

 

Nunca fui convidado para jantar na casa da Tia Rosa em noite de Oscar nem costumo me arriscar em palpites para a festa do cinema, talvez por me considerar apenas um admirador de filmes, jamais um entendido no tema. Assim como não lembro de cabeça a escalação do time do Grêmio campeão mundial de 1983, quando pretendo citar algum filme tendo a sofrer de amnésia e fico no “aquele que tem aquele ator com cabelo grisalho e conta a história daquela família complicada que a mãe está em coma e o pai tem problema para conversar com as filhas, lembra?”. Além disso, cinema para mim é apenas um prazer e tenho extrema dificuldade de envolver meu olhar crítico às coisas que me dão prazer. Não consigo ir a um filme e prestar atenção demasiada a técnica de uma atriz ou da estratégia desenvolvida pelo diretor para conquistar o público, apenas me sinto conquistado ou não. Conheço alguns amigos que , imagino, sequer têm tempo para aproveitar o sabor salgado da pipoca, tão fissurados que ficam nos detalhes que surgem na tela. Gosto de avaliar os filmes como muito legal, valeu a ida, melhor se fosse na sessão da tarde, e a pipoca estava boa – e para este últimos espero que ao menos a pipoca esteja boa.

 

Desta vez, porém, apesar de seguir sem o convite para o sofá da Tia Rosa, me senti provocado por e-mails e posts disparados pelos colegas da Hora de Expediente, cinéfilos juramentados, que me convidaram a participar de um bolão para a cerimônia que não assistirei – me desculpe se causo alguma frustração com esta confissão, mas acordo às quatro da manhã, ao contrário do Dan, Zé e Teco (espero que eles acordem até às oito e meia, na segunda, e estejam a postos para o programa). Vou arriscar assim minha reputação, mas para não provocar estrago muito grande vou resumir meus palpites às três principais categorias:

 

Melhor filme – Torço por “Os Descendentes”, “aquele que tem aquele ator …”; apesar de que quem deve subir ao palco para receber a estatueta é “O Artista”, o que deixaria o Teco de mau humor.

 

Melhor ator – George Clooney, “aquele de cabelo grisalho”, é minha torcida; mas quem leva é Jean Dujardin, de “O Artista”, afinal o cara consegue impressionar as pessoas sem falar. Apesar de que tenho uma amiga que pensa o mesmo em relação ao Clooney.

 

Melhor atriz – Meryl Streep, de “A Dama de Ferro”, é sempre a melhor, mesmo quando não leva a estatueta; mas será Viola Davis, com “Histórias Cruzadas”, quem ganhará o troféu este ano, apesar de que eu considere muito mais interessante de ver desfilando no palco Rooney Mara, de “Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres”. Eu a amo.

 

Apenas uma torcida final, sem direito a concorrer no bolão: que Carlinhos Brown fique com melhor canção pois teríamos muito assunto durante a semana.

 

Em tempo: quer saber que é a Tia Rosa? Pergunta para o Teco ou leia o post dele no Blog do Fim de Expediente.

Tem graça feriado com estrada congestionada ?

 

Por Milton Ferretti Jung

 

É cada vez maior – e isto que me refiro apenas ao Rio Grande do Sul – o número de veículos, especialmente automóveis, caminhonetes e utilitários, que transportam as pessoas que, principalmente nos feriados prolongados de verão, dirigem-se, visando a fugir do calor, às praias não só deste estado, mas da vizinha Santa Catarina. Fico a me perguntar qual a graça que encontram em se atrever a pegar estradas congestionadas e, portanto, perigosas, para passar alguns dias no litoral. Será que vale a pena o sacrifício? Elas devem achar que vale, caso contrário, não iriam. Levam vantagem, principalmente as que permanecem em Porto Alegre. A razão é simples: a metrópole, pode-se dizer sem exagero, com tanta gente motorizada saindo dela, esvazia-se como num passe de mágica. Sei que isso também acontece, proporcionalmente, claro, em São Paulo.

 

Talvez aí (quando digito aí, se trata de São Paulo|), seja até pior do que aqui, porque duvido que essa cidade, somente por força de um feriadão ou outro, ficará, em matéria de veículos nas ruas, tão vazia quanto minha Porto Alegre. Observem estes números: nos dias 17 e 18 deste mês, nas principais rodovias do Rio Grande do Sul – BR-101, Estrada do Mar,Free-Way e ERS-040 – registraram-se congestionamentos monumentais. Pela Free-Way e pela Viamão-Cidreira, 185 mil veículos partiram rumo às praias. É mole? Esse número superou todas as expectativas. Quem quis ir até Santa Catarina, sofreu muito mais: gastou 12 horas para cumprir o percurso Porto Alegre-Florianópolis. Normalmente, leva-se a metade desse tempo para viajar até a capital catarinense. Sei de quem tirou uma bela soneca antes que os veículos andassem.

 

Podem me chamar de saudosista, mas morro de saudade dos tempos em que havia duas estradas para as praias gaúchas: uma por São Sebastião do Caí, outra, por Viamão. Quem buscava as praias do norte, ia por uma; quem queria ir às do sul,pela outra. Houve até, durante alguns anos, uma prova automobilística que começava em Gravataí e terminava nas areias de Capão da Canoa. Durante uma época, a velocidade nas duas estradas era controlada, por um cartão que se recebia ao sair e tinha de ser mostrado, na chegada, à Polícia Rodoviária Estadual. Os apressadinhos eram multados porque chegavam ao fim fora do tempo que o cartão marcava.

Estou concluindo este texto antes da volta do feriado prolongado. Fico, porém, imaginando como estarão as rodovias no retorno.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: Eles passarão

 

Inter 1 x 2 Grêmio
Gaúcho – Beira Rio

 

 

Foi uma quarta-feira curiosa esta de Cinza, pois acordei com a notícia da confirmação de que Vanderlei Luxemburgo seria o técnico do Grêmio e os que tiveram oportunidade de ler minha última Avalanche sabem de que discordo da avaliação feita pelos diretores, que não tiveram convicção, coerência e, o mais grave, coragem ao demitir Caio Júnior. A escolha de seu substituto apenas confirmou o que penso, pois seguiram o caminho mais fácil, olhando apenas o passado de Luxemburgo em lugar de avaliarem suas atitudes e histórias nem sempre bem explicadas e o seu retrospecto nos últimos anos pouco recomendáveis. Incrível foi a sequência de mensagens que recebi durante o dia demonstrando total desconfiança em relação a possibilidade de Luxemburgo ter sucesso no comando do Grêmio. A maior parte das pessoas apostando em vida curta e catastrófica, em Porto Alegre. Confesso que me incomodou demais esta contratação, e pensei muito sobre as contradições entre torcer pelo Grêmio e ter que contar com o sucesso de Luxemburgo.

 

No fim da tarde, alheio a polêmica e conversa de torcedores, um dos meus filhos, o Gregório, porém, me surpreendeu e com um só gesto mudou meu espírito. Antes de sairmos para passear, foi ao guarda-roupa tirou uma camisa azul, comprada durante o Carnaval em Porto Alegre, que leva no peito o distintivo do tricolor e o lema “Grêmio Manda”. Fomos para o shopping, assistimos ao filme “Reis e ratos”, com Selton Mello, fizemos um lanche, visitamos a livraria e o supermercado e a todos os momentos eu ficava observando o passeio dele com a camisa gremista. Não importava o que poderia acontecer com o seu time logo à noite ou durante a gestão Luxemburgo, tinha orgulho em vesti-la e tinha certeza da atitude que havia tomado.

 

Ele tinha razão. O Grêmio é muito mais importante do que qualquer um dos seus dirigentes, vai além da história de seus técnicos e do que possam aprontar no comando da equipe. É com este espírito que encaro este momento, a começar por esta noite, em que escrevo a Avalanche antes mesmo do fim da partida (estamos no intervalo agora). Aconteça o que acontecer, sempre serei gremista, por que eles passarão.

 

Em tempo: a vitória no Gre-Nal é mais um motivo para agradecer ao meu filho que mudou com minha disposição, nesta quarta-feira de Cinzas. Dá-lhe, Grêmio, sempre, Grêmio.

Os libertadores da América e os donos do futebol

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Leoz, Tupac Amaro, Simon Bolivar e Teixeira

 

Quem gosta e entende de futebol identifica a real importância deste campeonato cujo nome homenageia os heróis que libertaram a América espanhola e portuguesa. E como o seu gabarito é testado anualmente pelos resultados dos confrontos com os europeus, acrescido agora dos demais continentes, não há dúvida que o campeão da Libertadores é força proeminente no cenário do futebol mundial. Exceção feita aos recentes episódios protagonizados pelo Internacional e pelo Santos.

 

Mas quem são estes Libertadores da América? São dignos desta homenagem? Oportuna pergunta no momento em que na política os presidentes atuais da Venezuela, da Bolívia, do Equador, da Argentina cerceiam a imprensa; no futebol, a FIFA é posta em cheque pelos ingleses, e o principal dirigente da CBF e do COL para a Copa 2014 pré-anuncia o seu afastamento depois de 23 anos e, em seguida, renuncia ao mesmo. Tudo por conta de denúncias de irregularidades.

 

Infelizmente há uma extraordinária coerência neste mundo da bola, pois tanto alguns dos nomes homenageados dos Libertadores da América quanto determinados cartolas atuais tem a permanência no poder como ponto em comum. Além do pioneiro José Gabriel Condorcanqui, o indígena graduado pela Universidade de San Martin em Lima, também conhecido como Tupac Amaro II, José de San Martin, Manuel Belgrano, José Miguel Carrera, José Artigas e Ramón Cadilla, os demais libertadores da América Simon Bolívar, Bernardo O’Higgins, Antonio José Sucre e D. Pedro I, estavam em sintonia com o poder e sua longevidade.

 

Simon Bolívar além de ajudar San Martin na Argentina dominou a Venezuela, Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá e Peru, tendo sido o segundo e terceiro presidente da Colômbia, além de presidente da Bolívia e do Peru onde mudou a Constituição e se auto-nomeou presidente Vitalício. D.Pedro I cercou o Congresso e instituiu o Poder Moderador que seria exercido por ele mesmo, acima de todos os demais poderes. Bernardo O’Higgins fez com que os governadores enviassem deputados que ele tinha indicado e com um congresso de cartas marcadas renunciou, de forma que com a combinada rejeição ficou com o mandato de Diretor Supremo do Chile.

 

No futebol, a Conmebol, entidade que responde pela Libertadores da América, é presidida por Nicolas Leoz há 25 anos que além da longevidade tem em comum com os demais o gosto pelos títulos de poder e nobreza. O inglês David Triesman, ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol acusa-o de pedir o título de Cavaleiro do Império Britânico para pagar o seu voto para que Londres fosse sede da Copa 2018.

 

No aspecto político o Brasil está tranquilo e distante de outros países latino americanos, inclusive pela análise recente de Jim O’Neil, o criador dos Brics. Trata-se do Índice de Condições de Crescimento que envolve a estabilidade política. Entretanto no âmbito do futebol é preocupante, pois as possíveis alternativas giram em torno de José Maria Marin, o apanhador de medalha, e de Marco Polo Del Nero, o protagonista do ingresso para o show da Madona que quase queima a ultima partida do principal campeonato de futebol do país.

 

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de São Paulo: Brincadeira de rua

 

As ruas de terra batida se transformavam em campos de futebol e para tanto bastavam alguns pedaços de pau que ganhavam o formato de gol e o desejo da criançada se divertir. É deste tempo que o ouvinte-internauta Sebastião Martins Vieira lembra em trecho do depoimento que foi ao ar no Conte Sua História de São Paulo. Seu Sebastião, pauslistano, nascido em 1941, gravou suas histórias no Museu da Pessoa.

 

Ouça a história de Sebastião Martins Vieira, sonorizada pelo Cláudio Antônio

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, a partir das 10 e meia da manhã, no CBN São Paulo. Você pode contar mais um capítulo da nossa cidade enviando texto para milton@cbn.com.br ou agendando entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa.

Avalanche Tricolor: É preciso coragem, convicção e coerência

 

São José 2 x 1 Grêmio
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

Escrevo sem saber o que será do amanhã. Leio nos sites de que o Grêmio pretende trocar seu técnico Caio Júnior, antes mesmo do Gre-Nal de quarta-feira. O nome preferido da diretoria é o de Wanderley Luxemburgo, treinador que há algum tempo aparece no noticiário muito mais por seus problemas e polêmicas do que por seus méritos. Torço para que não passe de especulação e falta de notícia nestes dias de Carnaval. Pois, a mudança neste momento, se for confirmada, é muito mais sinal da insegurança e incapacidade dos cartolas que mandam no Grêmio do que de seu técnico. Os resultados neste início de temporada não são mesmo alvissareiros – e o jogo de sábado à tarde reforçou este quadro -, mas as análises não levam em consideração a desconstrução do time e a falta de reforços para posições fundamentais.

 

O Grêmio mudou os dois zagueiros e os dois titulares atualmente são jovens para a responsabilidade que assumiram, além disso não contam com a assistência de volantes experientes – Fábio Rochenback deixaram ir embora. Os dois alas que demonstravam boa performance, Julio César e Mário Fernandes, especialmente, estão lesionados. Douglas, o jogador de qualidade e passe preciso, se foi também e a posição dele ficou órfã, não encontraram ninguém com capacidade para apoiar os dois atacantes, Kleber e Marcelo Moreno. A falta de talentos levou a diretoria a buscar reforços que começaram a chegar somente agora, portanto nunca estiveram à disposição de Caio Júnior.

 

Tivessem coragem, convicção e coerência, dariam tempo para Caio montar a equipe com os novos jogadores e analisariam seu desempenho neste cenário. Como não os têm, fazem do técnico bode expiatório. Deveriam, sim, assumir diante da torcida de que erraram ao permitir a saída de jogadores qualificados e demoraram em substituí-los. Mas isto seria esperar demais desta gente.

 

É curioso notar que o clube que marcou sua história pela bravura e superação, tenha seu destino nas mãos de gente covarde. Espero estar redondamente enganado em tudo o que escrevi neste post.

De dor

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Quero falar de dor, mas como é que se fala de dor? Quando é muito forte não se consegue dizer nada, e quando não abala os alicerces da tribo não vale a pena piar. Ninguém está interessado na dor alheia. Cada um tem sua alegria ou sua própria dor para lidar e sempre a toma como medida padrão. Dor faz parte dos sentidos vivos, está em cada célula. Tem a dor do amor não correspondido, a do adeus não pretendido, a do parto, a do você fica e eu parto, e parto, de lambuja, um pedaço das nossas vidas. Dor não avisa, não dá sinal de chegada, chega e pronto, ou será que somos nós que nos esquecemos da sua aparência, que procuramos ignorar sua presença? Será que somos nós que não damos a ela a atenção devida, e ela cresce para lembrar que alguma coisa não anda bem? Venha de onde vier, depois de quantas tiverem vindo e ido, cada dor parece sempre a primeira e a mais dolorida. Não adianta que a gente não se acostuma. Doer dói e pronto; em você e em mim.

 

Quando meus filhos estavam na fase aguda do crescimento, em que espicham a ponto de nem os ossos, nem eles mesmos, saberem como lidar com a velocidade do crescimento, e com os enormes braços e pernas que na semana anterior não estavam ali, eu sentava um pouquinho na beirada da cama deles e ouvia, entre histórias e sonhos, a queixa: mãe, a perna tá doendo; e dizia: filho, eu sei, crescer dói. Fazia uma massagem nas pernas e eles dormiam entendendo que aquele tipo de dor não dava para impedir.

 

Cresceram, são homens feitos, têm barba e bigode, se quiserem, e eu digo bem alto para que eles ouçam de onde estiverem: meus filhos, meus amores, estamos sempre crescendo, e crescer dói. Tentar impedir é bobagem, e não existe atalho na dor, assim como não existe atalho na verdade. Seja ela do tamanho que for, é preciso permitir que entre e que percorra o seu caminho em nós; mas é da mesma importância deixar uma janela aberta para que ela, depois de fazer o que veio fazer, siga o seu caminho e nos deixe maiores. Mas quem sou eu para falar de dor.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

 

Roupa íntima, sem medo de aparecer

 

Por Dora Estevam

 

 

É senso comum que as mulheres adoram comprar roupas, sapatos, acessórios, makes e muito mais coisas – e a maioria não esconde isso – mas ninguém sai por ai falando que comprou calcinhas e sutiãs, mesmo porque é algo bem pessoal. Nem por isso, nem por ficar escondida que não vamos nos preocupar com estas peças, certo.  Como diz a autora de “É tudo tão simples”, Danuza Leão, vai que você seja confundida com uma espiã no aeroporto internacional e tenha que tirar toda a roupa, como vai fazer se tiver com uma calcinha fio dental ou feia e rasgada ? Pensando nisso, separei algumas marcas de moda íntima, nacionais e conhecidas, fáceis de se encontrar, e anotei o que elas trazem de  mais novo para as estações de verão e já antecipando a próxima.

 

Vamos começar pela tradicional Darling que  colocou no mercado toda a coleção nova com peças lindas. Tem aquele estilo básico muito bom para trabalhar e tem os modelos mais atraentes para os momentos mais íntimos. Tudo na maior sofisticação que uma mulher merece. Pensando no alto verão brasileiro, as estilistas da marca fizeram uma coleção mais leve e vaporosa, fácil de perceber nos tecidos usados e nos materiais de acabamento, aliás, impecáveis.

 

A novidade desta estação também fica por conta das coleções Lace que traz peças mais amplas para atender todos os biótipos, e, a Lace Power que é uma linha exclusiva de sustentação. Ou seja, tem para todos os gostos. As cores são as mais comerciais possíveis, as que não denunciam uma mulher, as que deixam você tranqüila sem ter a preocupação de ficar se insinuando na hora errada. Vamos lá: branco, preto, avelã, maquiato, marine e mescla. Para ter um gostinho do que estou falando veja as fotos que separei para você, lá no alto e cá embaixo.

 

 

Outra opção de lingerie é a marca Puket, muito conhecida pelas suas peças irreverentes e confortáveis. Agora, também apresenta para o mercado a primeira linha Boutique, inspirada nas tendências de moda, para a coleção de inverno 2012. As estilistas criaram dois temas: Sunshine e Ballet. A Sunshine vem com um conceito sensual e ao mesmo descontraído, desenvolvida no tule estampado. As cores jovens como tons de rosa, verde água e marinho, nas estampas de poás e florais. Já para a linha Ballet a proposta foi baseada nos tons nude para dar fluidez nas peças.

 

Mas as novidades não param por ai, a primeira coleção do tema da Puket traz uma linha de coleção de lingerie moleton desenvolvida com elastano, com detalhes em tule e pespontos em rosa bebê, que adornam as peças. Imagina que graça! E para finalizar, mais para frente a marca vai distribuir nas lojas as calcinhas divertidas, criação que faz da grife a marca registrada. Modernidade e conforto unidos numa mesma peça. É  tudo o que você precisa.

 

 

Para quem gosta de ousar um pouco mais nas peças íntimas a dica é a coleção da loja Any Any, super referencia de moda lingerie no mercado nacional. A marca propõe para esta temporada coleções com peças únicas e exuberantes, se preparem! Toda a pesquisa entre tendência de moda e de tecidos gerou em uma coleção com três temas: Minimalismo; Boudoir e Retro.

 

A volta do minimalismo está presente nas peças com tecidos nobres, aliás muito importante a qualidade dos tecidos, com recortes ousados que se harmonizam com as cores neutras dos pijamas, camisolas e a linha de lingeries. Para o Boudoir a coleção foi pensada no conforto da mulher, a modelagem privilegia as formas femininas e não apertam o corpo. Tem coisa pior que roupa apertada? Aqui os tecidos leves como chifon, seda e mousseline permitem uma peça com franzidos e babados, e ainda com aplicações de renda, mais romântico impossível.  Nesta mesma linha romântica também foram trabalhados os algodões com estampas, sempre com aquele ar de inocente. Tudo muito urbano, para dia e noite. Você sabe que uma das tendências é usar calça de pijama misturada com camisetas e jaquetas e sair livremente por aí, com as peças da Any você vai arrasar no figurino.

 

Como a moda também está relembrando os anos 40 e 50 a linha Retro aparece com conjuntos clássicos revisitados pela marca. Ao mesmo tempo em que eles relembram a década também passam um ar de sedutor e ao mesmo tempo divertido, pois as cores verde bandeira, índigo, pink e azul estão presentes  nas peças que foram elaboradas nos tecidos nobres da coleção.

 

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados, no Blog do Mílton Jung