Adote um Vereador se encontra neste sábado

 

Como todo segundo sábado do mês, faça chuva ou faça sol, tenha frio ou ciclone extratropical, o Adote um Vereador de São Paulo se encontra no bar do Pátio do Colégio, centro da capital paulista. A pauta é livre, os assuntos surgem no bate-papo de acordo com os interesses de cada um. Gente das antigas e uma turma de recém-chegados trocam ideias e experiências. Você está convidado para aparecer por lá, amanhã, 11.06, das 14 às 16 horas e conhecer um pouco mais sobre esta rede que se comprometeu a acompanhar o trabalho dos vereadores da capital ( e tem feito isso de maneira incisiva).

Consulado gremista promove churrasco em São Paulo

 

A preliminar de Grêmio e São Paulo será em uma churrascaria paulistana, neste sábado, quando o projeto da Arena Tricolor será apresentado em encontro promovido pelo consulado gremista e uma camisa oficial e autografada será sorteada.

Antes que seja tarde, uma explicação, caro e raro leitor deste blog, provavelmente torcedor de algum outro clube. O Grêmio mantém nas principais cidades do mundo – e em algumas sem relevância, também – consulados formados por apaixonados e abnegados. Grupo de torcedores, com direito a eleição e cargo, que passam a ser representantes no local onde se estabeleceram.

Foram os consulados fundamentais para a construção do Olímpico Monumental, pois mobilizaram os torcedores na campanha de arrecadação de tijolos, que eram levados de caminhão para Porto Alegre.

Aqui em São Paulo, a equipe do consulado é formada por Fernando Leite, Maria Fernanda Martins Costa, Marzil Filho – Zizo, Katiene Gheller e Pedro Coutinho. Turma que está organizando churrascada para o meio-dia, desse sábado, na South’s Place, que fica quase em frente ao Shoping Morumbi, na av. Roque Petroni Junior, 850. O almoço terá preço promocional: R$ 30 mais bebida, por pessoa.

“Nossa intenção é aproveitar a oportunidade e integrar os membros de todos os Consulados da Região de São Paulo, nos conhecermos ao vivo, aqueles que ainda não se conhecem e, também, trocar ideias de ações que podemos fazer em conjunto aqui em São Paulo”, me escreveu Marzil.

Os gremistas que quiserem comprar ingresso para o jogo com o São Paulo podem contar com o Consulado. Para saber mais, envie e-mail para consuladogremiosp@gmail.com.

Não sei se poderei participar do almoço, pois neste sábado também tem a reunião mensal do Adote um Vereador, mas contém com meu espírito por lá e no Morumbi.

Erros de adição

 

Por Milton Ferretti Jung

Arrependo-me até hoje do trabalho que dei ao meu pai no tempo de estudante. Incomodei-o – e à minha mãe, por extensão – desde os primeiros momentos da minha carreira estudantil. Do jardim da infância tenho uma vaga lembrança, mas marcante, pelo jeito. E olhem, leitores, que setenta anos, mais ou menos, me separam dessa etapa.

Derrubei numa das mesinhas da escola o café que levara como merenda. E não quis mais saber de voltar, talvez envergonhado pelo que devo ter imaginado ter sido um grande desastre. Não freqüentei mais jardins da infância. Fiz os meus anos iniciais do primário num colégio dirigido por freiras franciscanas. Tive rápida passagem por um público, mas retornei ao das irmãs porque este me pareceu muito bagunçado. Acho que faltavam professores. Daí para a frente, estive em vários educandários: Roque Gonzales, Anchieta, fui internado no São Tiago,em Farroupílha (do qual fugi mais de uma vez) e, finalmente, no Colégio Nossa Senhora do Rosário, onde meus três filhos também acabaram estudando.

Seja lá como tenha sido, em todos os colégios que cursei minha matéria preferida sempre foi o português. Adorava fazer redações. Tinha prazer em lê-las, depois, diante da turma. Os professores, em geral, modéstia à parte, pareciam gostar das minhas leituras. Creio que já começava a me preparar, sem saber, para a carreira que acabei abraçando – a de locutor. Agradavam-me também tanto as lições quanto as provas de história, que permitiam dissertações orais e escritas. E escrever nunca foi meu problema. Em português, história e línguas – inglês,francês e espanhol (menos latim, que apenas os alunos do curso clássico eram obrigados a estudar), eu me dava bem. Nem sequer conseguia acompanhar com atenção as aulas dadas pelos professores dessas matérias. Quase todos os anos ficava em “segunda época” numa delas, especialmente nas provas de matemática. Acho que hoje já não existem exames orais. Nesses, os alunos, eram chamados ao púlpito e tiravam um papelzinho no qual havia um número, que correspondia ao que teriam de responder. Certa vez, um professor ,ao perceber que eu não sabia a questão que sorteara (?), chegou a me pedir que falasse sobre algo de matemática que eu soubesse. O diabo é que eu, não sabia absolutamente nada de matemática.

Pois não é que descubro agora, com espanto – não muito grande,é verdade – que o Ministério de Educação e Cultura, além de haver quebrado a cara com uma publicação polêmica sobre português, que nem convém lembrar, meteu os pés pelas mãos também na área da matemática. Como esta é uma ciência exata e não permite tergiversações de caráter ideológico, não sei que desculpa será usada para a nova gafe. É impossível explicar somas e subtrações, por exemplo, em que 9 menos 2 é igual a 5 e 8 mais 4 é igual a 11.

O festival de besteiras patrocinado pelo MEC provavelmente não derrubará um ministro, como aconteceu com Antônio Palocci. Para que alguém caia, como o da Casa Civil,é necessário mais do que simples erros de adição.

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Franquias: começar e multiplicar

 

Por Carlos Magno Gibrail

hermandad - friendship

Hoje, a partir das 13hs, temos em São Paulo, a abertura da maior feira de franquia da América Latina, e a segunda do mundo. É a ABF Franchising EXPO 2011.

É um tema relevante pelos aspectos econômicos, sociais e culturais envolvidos, na medida em que as características do brasileiro como mão de obra empreendedora tem mostrado apetite e aptidão para o sistema de franquias. Como franqueador ou franqueado.

Fatores, que somados ao atual crescimento da economia nacional, aliadas ainda a identificação de problemas na empregabilidade da mão de obra mais qualificada, valorizam sobremaneira a possibilidade das franquias.

Os dados refletem este panorama, pois os 76 bilhões de reais de 2010 correspondem a um crescimento de 20% sobre o ano anterior. Das 600 redes existentes em 2001 passamos para 1.855 e de 51.000 unidades chegamos a 86.355. O número de empregados foi de 459.000 em 2001 para 777.285 em 2010. Estas cifras nos colocam em 6º lugar no mundo como unidades franqueadas e em 4º como franqueadores.

A expansão do sistema tem apresentado estratificação que reflete uma concentração nos estados mais cosmopolitas. São Paulo abriga 56% das sedes franqueadores, o Rio 13% e Paraná 7%, enquanto as unidades distribuem-se 37% em São Paulo, 12% no Rio e 8% em Minas Gerais.

De acordo com Filomena Garcia, entrevistada pelo jornalista Mílton Jung no Mundo Corporativo, as franquias no Brasil amadureceram e hoje é excelente a opção de investimento e realização profissional.

Realmente, a experiência acumulada dos últimos anos sinaliza que vivenciamos as condições ideais para franqueados e franqueadores. A maturação é retratada pelo menor crescimento de novas marcas, 264 em 2009 para 212 em 2010, contrapondo ao maior número de novas unidades.

Para os franqueados, o espírito e o talento empreendedor são condições favoráveis, excetuando apenas os excessos de cuidado ou de empreendedorismo. Os cuidadosos em demasia devem continuar como empregados e os muito criativos devem criar suas próprias marcas.

Para ser franqueador é necessário ter marca claramente posicionada, planejamento estratégico, conhecimento do mercado, profunda informação sobre o consumidor alvo e plano de negócios para si e para as unidades a serem franqueadas. E, acima de tudo, ter vocação e disposição para ensinar e treinar os novos parceiros.

Aos 420 franqueadores presentes na feira e aos milhares de potenciais franqueados que estarão participando, abre-se novamente o ciclo do desenvolvimento empreendedor. Começar e multiplicar.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e, às quartas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung


A foto neste post é do álbum digital de Rufino Uribe, no Flickr

Conte Sua História de SP: E aí, Negão !

 

No Conte Sua História de São Paulo, o texto do ouvinte-internauta Gabriel Fernandes fala de uma cena inesquecível para ele e os meninos que brincavam na Vila Mariana:

Ouça o texto de Gabriel Fernandes sonorizado por Cláudio Antonio

Anos 1960. A molecada andava barbada pelas ruas, cabelos compridos, calças Lee, camisas Volta ao Mundo e O Capital de Marx ¬– do qual nunca foram muito além das primeiras páginas – debaixo do braço.

Eu morava na Vila Mariana, ainda garoto, jogava bola, naquele dia, como fazia quase todas as tardes. Tênis Rainha, sem camisa, calção de brim – ainda não se dizia shorts – e uma Bola Pelé furada.

A algumas casas da minha, ergueram um prédio comercial, havia pouco tempo, que passara a ser a sede da Colorado RQ, uma fábrica de televisores existente na época.

O sossego diminuiu bastante e o movimento na rua aumentou muito: carros, caminhões, operários e, com certa frequência, mulheres jovens que transformavam em passarela as calçadas ásperas da rua em que eu morava. Eram garotas-propaganda desfilando sua beleza para o deleite de nossos olhos infanto-juvenis.

Muitas vezes víamos parar uma Mercedes-Benz, dourada, novinha, brilhante, à porta da fábrica. Dela descia um crioulo jovem, forte, posudo, que vinha sempre aboletado no banco traseiro. O motorista era um português, branquelo, falador, canastrão, que costumava tomar umas canjebrinas no boteco em frente de casa. Contava causos, contava grandeza, contava mentiras. Gesticulava muito, engambelava a molecada com sua conversa fiada, mas, no fundo, parecia ser um boa-praça.

Às vezes o negão, terno branco ou de cores fortes, corte impecável, gravatas coloridas, sapatos de verniz ou cromo alemão, andava pelas calçadas exibindo uma linda moça em cada braço e mais duas ou três fazendo graça para ele.

A rua parava, o tempo congelava, até o vento parecia parar de soprar. As mães, as tias e as avós saíam à janela. Prendiam a respiração à espera de algum desfecho inesperado. Mas só a rotina parecia prevalecer.

O português tomava o último gole, dizia um rápido até-logo, abria a porta da Mercedes para o dândi entrar. Beijinhos daqui, beijinhos dali, as moças se despediam, o crioulo entrava no carro, o portuga assumia o volante e deslizavam suave e silenciosamente pelo asfalto até desaparecerem na primeira esquina.

Uma tarde o português interrompeu nossa pelada ao se aproximar com sua máquina dourada. A molecada abriu passagem preventivamente para que o dândi passasse com sua carruagem. Todos voltaram para a calçada. Eu me contentei em ficar no meio-fio. O carro vinha lentamente, o negão no banco traseiro como de hábito, o vidro aberto pela metade.

Inexplicavelmente, enchi o peito e gritei em direção ao carro:

– E aí, negão!

A uma ordem do passageiro, o português parou o carro. Meu coração quase parou de susto. Apertei a Bola Pelé furada nas mãos como se fossem os braços de minha mãe.

– Venha cá, garoto! – chamou o crioulo.

E eu congelado, pregado no chão, a bola ainda mais murcha nas mãos, incapaz de me mover.

– Venha cá, cara! – insistiu o negão.

E eu fui. Pé ante pé, trêmulo, respiração entrecortada, a bola amarrotada nas mãos suadas.

O crioulo colocou o braço para fora da janela. Ofereceu sua mão para um cumprimento. Titubeei, mas, ainda trêmulo, acabei segurando a mão negra e forte.

– Tudo bem garoto? – ele me perguntou – Batendo uma bolinha?

Eu estava era batendo o queixo.

Quando a molecada viu que eu havia sobrevivido, aproximou-se rapidamente do carro. Todos queriam pegar na mão do negão que, pacientemente, a todos cumprimentou e dirigiu algumas palavras.

O carro se foi, o crioulo acenando simpaticamente, aquela cena sendo gravada em nossas lembranças para sempre.

Eu já tinha aprendido a admirar aquele cara havia muito tempo, pelo que dele ouvia falar, lia ou assistia na televisão. Depois daquela tarde, passei também a admirá-lo pela simplicidade e grandeza de espírito.

Segunda década do século XXI. A molecada já não anda barbada pelas ruas, cabelos compridos são raros, as marcas de calças jeans são incontáveis, as camisas Volta ao Mundo há muito desapareceram, assim como O Capital de Marx ¬– do qual a maioria dos jovens nunca ouviu falar.

Mas alguém atravessou praticamente incólume todas essas décadas.
E aí, negão? Essa frase sempre volta à minha cabeça quando revejo na televisão ou nos jornais aquele crioulo, há décadas mundialmente conhecido. Tive o privilégio de assistir ao fenômeno da transformação de um homem em mito: Pelé.

Conte mais um capítulo da nossa cidade, envie um texto ou agende entrevista no Museu da Pessoa. O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP.

Avalanche Tricolor: Antes tarde do que nunca

 

Grêmio 2 x 0 Bahia
Brasileiro – Olímpico Monumental

O caro e raro leitor deste blog deve ter percebido a ausência de um comentário que seja sobre a “goleada” desse domingo. Acostumado que estou a comemorar os grandes feitos e a iludir os defeitos com alucinações, geralmente minutos após o encerramento da partida, não teria sentido ficar sem uma palavrinha que fosse sobre a segunda vitória consecutiva no Brasileiro – uma arrancada para o título diria este entusiasmado blogueiro.

Foi impossível, porém, cumprir este compromisso auto-imposto. Se você ouve a CBN – e imagino que o faça – notou que sumi do mapa por alguns dias. Uma folga merecida aos ouvintes-internautas. Retornei no fim da noite de domingo, aterrisei na cama por obrigação profissional e parti para o trabalho ainda de madrugada (e que madrugada fria foi a desta segunda-feira). Desde que reassumi o comando do microfone do Jornal da CBN, às seis da manhã – verdade que às 10 para as seis já estava falando no bate-papo com a Ceci Mello e meia hora antes discutindo as pautas com o Clésio Botelho – não parei mais. Foi gravação do Mundo Corporativo (um ótimo papo com o professor Mitsuru Yanaze sobre gestão de marketing que você poderá assistir em breve), antecipação de comentários do Mundo Digital com o Ethevaldo Siqueira, nova discussão da pauta para a semana, um almoço corporativo e mais algumas obrigações profissionais (e bancárias, também).

Somente agora, quando a tarde de segunda-feira se vai, é que consegui sentar diante do computador para descrever minha sensação ao saber da vitória “estrondosa” com dois gols de Júnior Viçosa, no domingo: antes tarde do que nunca.

De pressão

 

Por Maria Lucia Solla

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Ouça “De pressão” na voz e sonorizado pela autora

Depois de anos de surpresa nos olhares que vinham na minha direção, e da pressão das amigas, comprei uma panela de pressão. Às vezes nem eu acredito; vou até a cozinha, abro o armário debaixo da pia e espio. Ela está lá, feia, desafiadora, perigosa, alta, cilíndrica, e brilhante, diferente das panelas que moram no meu fogão – de ferro, de pedra e de barro -, e que, fiéis, me acompanham na alquimia da cozinha, há tempo; campeãs do cozimento lento. Um bom feijão preto, feito na panela de ferro, não tem rival.

Gosto da comida feita devagar, de ver o processo do cozimento acontecendo. Tenho uma panela elétrica que trouxe de fora, há muito tempo, que cozinha os alimentos por até oito horas e mantém todos os humores de todos os ingredientes, lá dentro. Tem uma tampa de vidro e vivo passando por perto só para ver a transformação dos tomates, do pimentão, da coloração dos caldos que vão se misturando, na mágica da culinária.

Quando casei, me dei conta de como estava crua para a empreitada, porque só sabia fazer prato de festa, coisa de dia especial; firulas da alimentação. O dia-a-dia nunca tinha passado na minha cabeça. Fui criada para estudar, e isso quer dizer que afazeres da casa não faziam parte do meu aprendizado. Não julgo. Foi assim e pronto. Casada e querendo, muito mais do que devendo, cuidar e brincar de casinha, comprei um livro de receitas e era assim que eu me preparava, dia sim e outro também. Acontece que além de me casar despreparada para as lides da cozinha, ainda fui morar em outro estado, que usava uma linguagem diferente da do meu estado de origem. A Rede Globo ainda não tinha alongado os seus tentáculos pelo território todo, e a linguagem era diferente, de verdade, em cada estado na Nação.

A primeira vez que fui ao açougue, em romaria por quitandas e verdureiros, com a lista dos ingredientes copiada da receita escolhida para o dia, caí do cavalo. Pedi lagarto e, como o meu sotaque era diferente, além das minhas roupas, atraí olhares de clientes e atendentes do local. La-gar-to? disse o açougueiro que me atendia, e eu repeti, encolhida e envergonhada: lagarto. Tu pode explicar melhor? Corei, que é o que acontece com a gente quando sente vergonha, e confessei: na verdade não sei explicar, mas se o senhor me mostrar alguns cortes de carne, eu digo qual é. Me dei conta do bizarro nome do corte de carne lá do meu estado, ouvia risos, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Tentei me manter firme, em cima dos saltos, apesar de sentir que não era justa a situação. Finalmente o açougueiro me mostrou um corte de carne que tinha o mesmo formato do lagarto, com perdão da palavra, assado, que era servido na casa que antes era minha e agora era só dos meus pais e do meu irmão. Me entusiasmei: é esse! é esse! O açougueiro olhou para os lados, virando ligeiramente os olhos, e disse em tom de vitória: tu quer dizer tatu!

Hoje eu teria olhado para ele, e para todos os sorridentes em volta, erguido as duas sobrancelhas e dito dãhr! e teria saído de lá rindo do absurdo da situação, mas eu era só uma menina solitária, em terra estrangeira.

Aprendi a cozinhar, ao longo do tempo, por amor à cozinha, à comida, aos diferentes paladares e hábitos alimentares e hoje, mesmo sem lista de ingredientes, consigo fazer bonito com o que encontrar na geladeira ou na despensa. Uma coisa não sei; se vou manter a panela de pressão no plantel. Nunca vi, nos países do Mediterrâneo, que é de onde viemos, a maioria de nós, uma panela de pressão.

Vou estudar o caso e aceito informação e sugestão.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Franquias, seja franco

 

Lembro da primeira feira de franquia da qual participei como jornalista, lá pelos anos de 1990. Decepcionante cobertura, pois a ideia era mostrar em reportagem de televisão, ao vivo, um negócio que começava a aparecer no País. Tudo que havia, além do ânimo das declarações daqueles empreendedores, era uma sala com algumas carteiras escolares espalhadas, onde cada um apresentava seu negócio.

O mercado de franquias cresceu consideravelmente desde então. No Brasil, centenas de empresas ganharam destaque criando uma série de oportunidades para profissionais de diferentes ramos. Em um cenário que tem amplo domínio de marcas nacionais, empresas estrangeiras começam a chegar com muito mais interesse dadas as condições econômicas do País.

Nesta entrevista, ao Mudo Corporativo, a gestora de negócios Filomena Garcia, sócia da Franchise Store, fala das melhores práticas de marketing para franqueadores e franqueados. E responde a perguntas de ouvintes-internautas interessados em montar seu negócio.


Assista aqui ao vídeo com Filomena Garcia

Filomena Garcia lançou com Denis Santini o livro Marketing para Franquias, pela Editora Saraiva.

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às quartas-feiras, 11 da manhã, no site da rádio CBN, com a participação de ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa é reproduzido, aos sábados, a partir das 8 da manhã, no Jornal da CBN

São Paulo tem 50 mil microcâmeras de olho em você

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Os telejornais estão tomados de imagens captadas por câmeras de segurança. Não escapa uma edição sem que flagrantes de ataques a caixa eletrônico, agressão contra pessoas, acidentes de carros ou assaltos a residências surjam na tela. Hoje, são mais eficientes do que os antigos cinegrafistas amadores que faturavam um bom dinheiro vendendo cenas exclusivas às emissoras.

Dia desses, uma televisão de São Paulo pagou R$ 1 mil por imagens exclusivas com a ação de bandidos que invadiram a loja de conveniência em um posto de combustível e explodiram o caixa eletrônico. São tantos os detalhes revelados que a impressão que temos é que as câmeras estavam lá apenas para registrar o cotidiano dos ladrões e torná-lo em espetáculo.

Parece impossível passearmos na cidade sem que um desses olhos eletrônicos estejam nos perseguindo na porta de casa, na saída do prédio, diante da agência bancária, dentro da academia de ginástica, no pátio da escola ou quando cruzamos a esquina.

Leia o texto completo no Blog Adote São Paulo, da revista Épocas São Paulo

O espírito santo de orelha

 

Por Milton Ferretti Jung

O comandante deste blog, Mílton Jung, se transferiu, em 1991, para São Paulo, com armas e bagagens (armas no sentido figurado, claro;as bagagens não exigiram nada além uma valise, se bem me lembro). Lá – escrevo de Porto Alegre, como sempre, o que explica o uso do advérbio lá – fez carreira, primeiro na televisão, depois no rádio – creio que os leitores concordam – e se transformou, mais tarde, em excelente chefe de família. Daqui, levou a saudade dos que deixou na sua cidade natal e sua paixão pelo Grêmio, ambas imensas. A propósito, ele deixa que esta fique evidente, aqui mesmo neste blog, ao escrever sob o título Avalanche Tricolor o que pensa sobre cada jogo do seu time. Admiro sua capacidade de, sempre que necessário, driblar a realidade, no seu texto, sempre que esta não corresponda ao seu desejo de ver o Grêmio vitorioso.

Foi numa dessas ocasiões, faz pouco – quem leu aquela Avalanche deve estar lembrado – que o Mílton contou ter sido, no tempo em que era gandula no Olímpico, pombo-correio de Ênio Vargas de Andrade. Ênio, que não costumava fazer mis-en-scène à beira do gramado, algo comum hoje em dia, passava ao então gurizinho a instrução que queria fazer chegar a algum jogador ou a determinado setor da equipe. Miltinho corria até o goleiro Picasso e lhe dava o recado do treinador. Ele só não contou na sua Avalanche Tricolor que, quando o Grêmio não era feliz no jogo, Ênio tinha de consolá-lo no vestiário, onde o falso gandula se debulhava em lágrimas.

A tecnologia, porém, chegou ao futebol. Os técnicos, agora, postados durante a maior parte dos dois tempos do jogo dentro de área que lhes é destinada à margem dos gramados, passam a partida inteira berrando instruções e fazendo gestos que, tenho lá minhas dúvidas, esperam que seus jogadores compreendam. Talvez os gritos, em sua maioria, caiam em ouvidos moucos. Imagino, entretanto, que a finalidade dos “professores” acabe sendo atingida, isto é, passam para os torcedores a idéia de que estão dirigindo seus atletas como se tivessem nas mãos a batuta de um maestro de orquestra sinfônica. Calma, chego agora à tecnologia a que me referi no início do parágrafo.

Os pombos-correios, graças aos celulares e aos hand-talkies, já não são mais necessários. Não sei se ainda existem técnicos capazes de dispensar os espíritos santos de orelha. Os que assim chamo, ficam em cabinas nos estádio ou, pelo menos, em posições mais elevadas do que a dos treinadores. Confesso que, como nunca ouvi a conversa entre o chefe e seu subalterno (dizem os linguarudos que, às vezes, esse entende mais de futebol que aquele) desconheço o teor do papo deles. O que eu sei é que no tempo do meu inesquecível amigo Ênio Vargas de Andrade, sobre o qual só ouvi elogios ao ser humano que era e à sua competência, seja como jogador, seja como técnico, não havia acessórios eletrônicos e, com certeza, se existissem naquela época, profissionais como ele e Telê Santana, por exemplo, dariam preferência ao tête-à-tête com os jogadores, no vestiário, antes e após as partidas. E dizer que os antigos não recebiam as polpudas somas pagas hoje a, me desculpem, muitos que não mereceriam receber salário mínimo.

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)