Foto-ouvinte: O tapume comeu

 

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Placa que alerta pedestres para a existência de ônibus no sentido contrário desapareceu com o tapume desta obra na esquina da rua Salto com a Avenida Brigadeiro Luis Antonio. O autor da foto, ouvinte-internauta Paulo Elias Gonçalves, chama atenção também para outra coisa importante para o pedestre que sumiu: parte da calçada.

A avaliação dos vereadores de São Paulo 1

 

Para você conferir os detalhes da avaliação realizada pelo Movimento Voto Consciente:

E aqui você ouve a entrevista com Sonia Barboza, coordenadora do Voto Consciente na Câmara Municipal de São Paulo, e com o presidente do legislativo paulistano, José Police Neto, que foi o mais bem avaliado nos anos de 2009 e 2010.

A avaliação dos vereadores de São Paulo

 

A Câmara Municipal de São Paulo recebeu nota 5,35 pelos trabalhos realizados nos anos e 2009 e 2010. A avaliação é do Movimento Voto Consciente que usou quatro critérios: avaliações dos projetos de lei, frequência nas comissões, presença em notações nominais e coerência. A avaliação costumava ser após quatro anos de legislatura, mas a pedido de vereadores passsou a ser anual, o que foi visto por Sonia Barbosa, coordenadora do Voto Consciente, como um avanço do parlamento municipal.

Acompanhe a lista dos vereadores que estão no topo da lista feita pelo Movimento Voto Consciente, nos anos de 2009 e 2010. E os que estão na parte mais de baixo, também:

1. José Police Neto (PSDB) 7,50
2. Carlos Alberto Bezerra Jr (PSDB) 7,16
3. Gilberto Natalini (PSDB) 6,47
4. João Antonio (PT) 6,43
5. Gabriel Chalita (PSB) 6,40
6. Celso Jatene (PTB) 6,39
7. Francisco Chagas (PT) 6,19
8. Claudio Prado (PDT) 6,18
9. Italo Cardoso (PT) 6,16
10. Juscelino Gadelha (PSDB) 6,09
11. Paulo Frange (PTB) 6,08
12. Jamil Murad (PCdoB) 6,04

….

53. Domingos Dissei (DEM) 3,82
54. Carlos Apolinário (DEM) 3,53
55. Jose Olimpio (PP) 3,46

Torcer por um clube de futebol

 

Por Milton Ferretti Jung

Nem todos possuem um time para o qual torcem. Há quem nem sequer goste de futebol ou somente se fixe neste esporte quando a Seleção Brasileira entra em campo. Existem torcedores de todas as espécies, dos apaixonados aos raivosos, dos que freqüentam estádios aos que preferem acompanhar os jogos pelo pay-per-view e também pelas rádios.

Vou tratar, hoje, dos que têm time ou clube, que não chegam a ser sinônimos, mas podem ser entendidos como tal. Talvez quem me dá o prazer de ler o que escrevo aqui prefira falar em clube, eis que os times, ao contrário daquele, mudam de formação com freqüência. O clube, dependendo de sua grandeza, é eterno ou quase isso.

Minha abordagem versará sobre como se cria um torcedor. Creio que a maior influência venha dos pais, nem digo que seja paterna, porque muitas vezes o casal torce para times diferentes e a força de persuasão de um é mais forte do que a do seu par. Tirante esta dupla, há também padrinhos, tios, irmãos e outros parentes que tentam puxar o visado para o seu lado com todo o tipo de artimanhas, inclusive as que começam com os presentes que são dados aos recém-nascidos: camisetinhas, calções e meias de times de futebol. Esses, quando chegam à idade da razão, nem sempre fazem o que é esperado… e passam a torcer para o rival. Existem também os que, para fazer desfeita ao pai, vão para o lado oposto.

Na minha casa, impera a democracia. Todos têm de ser gremistas. E ninguém traiu o seu pai. Estão aí o Mílton (o texto da Avalanche Tricolor diz bem qual a sua paixão clubista), a Jacque, que vai ao Olímpico às vezes, mas prefere ficar acompanhando a marcha do jogo pela Internet, e o Christian, torcedor gremista também, mas mais ligado em música e apaixonado por fucas, sobre os quais escreve no blog MacFuca. Na sua infância e adolescência, o Mílton não só jogou na escolinha de futebol do Grêmio como foi integrante do times tricolor de basquete, no qual jogou dos juvenis à equipe de adultos.

Quanto ao pai deles, este seu criado, que estreou no rádio, como locutor, no distante ano de 1958, jamais escondeu sua paixão pelo Grêmio. No meu tempo de foca no ofício, na Rádio Canoas, cheguei a narrar um jogo no Estádio da Montanha, entre o dono da casa – Cruzeiro – e o Renner, equipe que foi campeã gaúcha em 54 e, no mesmo ano, acabou extinta. Muitos de seus jogadores, entre eles Ênio Vargas de Andrade, depois técnico famoso, trabalhavam na fábrica Renner. Mas retorno ao assunto. Na Rádio Guaíba, onde estou desde 1958, fui narrador durante muitos anos e – desculpem-me por falar sobre mim – participei do Terceiro Tempo e, hoje, do Ganhando o Jogo. Cito isso para dizer que já não preciso ser imparcial, o que era como narrador.

Faltou contar que, quando menino, um companheiro de peladas me convenceu a torcer para o Grêmio. Meu pai se dizia torcedor do São José. Logo, não teve nenhuma influência na minha escolha. Minha paixão só apareceu, de fato, quando, no internato, ouvi a transmissão de um jogo via rádio. Nessa, fã que era do goleiro Júlio Petersen, fiquei sabendo que ele se aposentara e seu substituto se chamava Sérgio Moacir. Foi a primeira irradiação de um jogo do Grêmio que acompanhei. Faço questão de lembrar, para concluir, que o meu gremismo, por não atentar contra a minha imparcialidade, nunca me criou problemas com os torcedores do Inter.

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: Seu Petry, um Imortal

 

 

Juventude 3 x 2 Grêmio
Gaúcho – Olímpico Monumental

“Muito bom dia, em especial a torcida do Grêmio !”

Com esta frase Rudi Armin Petry costumava iniciar todas as entrevistas que concedeu em seus 91 anos de vida. Marcava assim uma posição clara em relação ao clube para o qual dedicou boa parte de seu tempo. Há quem credite a ele o início de um símbolo que o Grêmio construiu em sua história centenária: o da Imortalidade

Nem de longe sugeria desrespeito ao tradicional adversário. Foi ele quem ensinou o Rio Grande do Sul de que não havia Grêmio grande, sem Inter grande. Apenas um dos exemplos deixados por Seu Petry que comandou o clube em algumas de suas maiores conquistas.

Já era diretor de futebol em 1963, ano em que o Grêmio venceu o segundo dos sete títulos gaúchos em sequência. Foi presidente nos anos de 66 e 67 ganhando mais dois campeonatos. Seu Petry também participou como dirigente do time campeão da América e do Mundo, em 1983 ao lado de Tulio Macedo.

Sua presença no estádio Olímpico era sempre motivo de orgulho. Eu o via passando pela Tribuna de Honra ou passeando no pátio externo sempre com muito respeito. Aprendi sobre ele ouvindo as conversas de Seu Petry com meu pai ou de histórias contadas por outros gremistas ilustres.

Grandes nomes do Imortal estiveram sob o comando dele: Airton, Alcindo, Juarez, Ortunho e Vieira são apenas alguns que lembro neste instante. Jogadores que sabiam a importância de vestir o azul, preto e branco, que jamais subestimavam o adversário. Boa parte, gente que nasceu com o coração tricolor.

Disseram que Seu Petry morreu nessa terça-feira, aos 91 anos. Morreu, não. Seu Petry é genuinamente Imortal e, portanto, estará sempre vivo, e que sirva de inspiração para estes que aí estão.

(Diante deste fato, as coisas mundanas do futebol jogado nesta noite são muito pequenas)

Fórum rebate críticas a Seminário de Educação

 

O texto a seguir, foi enviado por Airton Goes,
coordenador do Fórum Social da Cidade Ademar e Pedreira – uma das organizações que promoveu o 1º Seminário de Educação Infantil da Cidade Ademar e Pedreira, em resposta ao post assinado por Devanir Amâncio, da ONG Educa SP (leia aqui)

Por Airton Goes

Os organizadores do 1º Seminário de Educação Infantil da Cidade Ademar e Pedreira, realizado sábado (26/3), têm uma avaliação muito positiva do evento. Os objetivos do encontro foram atingidos e a sociedade local saiu fortalecida para realizar outras ações e cobrar do poder público a ampliação de vagas em creches e EMEIs na região.

Como ainda não há um movimento por creche e pré-escola que organize e mobilize as mães da região – o que seria ideal –, a estratégia dos promotores da iniciativa foi focar o seminário em três objetivos: realizar um debate qualificado, entender melhor os problemas causados pela falta de vagas no ensino infantil e estimular as organizações e lideranças locais a se envolverem com o tema.

Tendo em vista os objetivos escolhidos, os organizadores optaram por um seminário de dia todo (das 9 às 17 horas) – o que certamente dificulta a participação das mães. Como resultado da estratégia definida, poucas mães compareceram ao evento – duas delas relataram publicamente suas dificuldades perante o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider.

Por outro lado, a qualidade do debate foi um dos pontos fortes do seminário, que contou com a participação de Ariel de Castro, ex-conselheiro do Conanda (2007/2010) e atual vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da OAB, Maria Stela Graciani, coordenadora do Curso de Pedagogia da PUC-SP, e Samantha Neves, coordenadora do GT Educação da Rede Nossa São Paulo.

Os questionamentos apresentados ao ministro e ao secretário foram debatidos e elaborados pelos participantes de quatro salas temáticas: “Consequências pedagógicas e sociais da falta de vagas em creches e EMEIs”; “Legislação e direito da criança”; “Política de convênios”; e “Como a sociedade se organiza para enfrentar o problema”. Embora as respostas de ambos não atendam as reivindicações da população, o entendimento dos organizadores é que a presença deles no evento foi muito importante.

Para algumas entidades talvez seja comum ter secretários e ministros em seus eventos, mas na periferia da cidade isso é uma raridade. Razão pela qual é perfeitamente compreensível o fato de os participantes terem aplaudido os dois representantes do poder público que vieram ao Jardim Miriam dialogar com a sociedade. O secretário municipal da Educação, inclusive, se comprometeu a retornar à região em 90 dias para ouvir as demandas da população sobre creches e EMEIs, o que contribui para a continuidade do movimento.

O próximo passo será realizar uma reunião – aí, sim, focando o convite a mães de crianças que estão fora do ensino infantil – destinada a discutir e elaborar as reivindicações a serem apresentadas ao secretário. A expectativa é que este encontro possa ser o embrião de um movimento organizado por creches e EMEIs na Cidade Ademar e Pedreira.

Os organizadores do seminário informam, ainda, que 252 pessoas se inscreveram para participar do evento. De acordo com as fichas de inscrição, a grande maioria dos participantes era constituída por estudantes, educadores e integrantes de entidades sociais e movimentos populares da região.

Talvez a estratégia de focar outros objetivos – e não a presença de muitas mães no evento – não tenha sido compreendida ou aceita por quem não conhece a realidade local, mas os promotores da iniciativa têm a convicção de que foi a melhor escolha para que o movimento se fortaleça e tenha continuidade.

Outras informações sobre o seminário estão disponíveis no blog Seminário de Educação Infantil

SP: Demanda reprimida liberada

 

Por Carlos Magno Gibrail

Cruzamento insano

São Paulo conseguiu proeza e tanto. Gastou aproximadamente 10 bilhões de reais no sistema viário urbano, e vive hoje uma explosão de consumo imobiliário e automotivo. É só atentar aos jornais e TVs, e escolher apartamentos e carros com ofertas infindáveis e financiáveis.

Entretanto, ao lado desta força econômica, quem mostrou a nova cara foi a demanda reprimida. Agora, utilizando o espaço viário recém inaugurado, se apresentando como liberada, e ocupando as novas vias de tráfego.

A resultante destas façanhas foi estampada na mídia da semana, quando realçou a inusitada igualdade dos quilômetros de congestionamento no centro expandido da capital paulista. De manhã ou de tarde há gigantesca paralisação do tráfego. E, se houver previsão de chuva o placar indica goleada para o período matutino.

Como as chuvas têm continuado, a inversão do congestionamento permanece, o que tem levado parte da população a mudar a rotina diária.

Se o paulistano, já refém da síndrome de Estocolmo em relação a aceitação da lentidão no tráfego ainda não distingue a razão desta mudança, os especialistas já apontam a causa.

As obras da Marginal idealizadas e executadas por Serra e Kassab melhoraram o trânsito nas marginais, a tal ponto que animaram paulistanos que não usavam o carro, e passaram a trafegar pelas novas vias.

Este aumento não pôde ser absorvido pelas demais ruas secundárias, além de coincidir com o período matutino que converge em poucas horas, das 7 às 9, o maior fluxo.

O especialista em transportes, Sérgio Ejzenberg, entrevistado pelo jornal O Estado de São Paulo explicou: “É igual ir a um evento em estádio. A chegada é sempre mais difícil, pois os caminhos são poucos e todos vão para o mesmo lugar. Depois que você sai do furacão, a volta é mais tranqüila.”

Na mesma reportagem do Estado o consultor de transportes Horácio Figueira declarou: “Como o trânsito melhorou, muita gente que evitava usar a Marginal por causa dos congestionamentos acabou voltando a utilizar a via. Assim, o efeito das novas pistas acabou sendo parcialmente dissipado. Mas, como a Marginal já era mais saturada à tarde, a piora acabou concentrada na parte da manhã.”

De outro lado a Folha de São Paulo ressaltou que a Marginal Pinheiros está pagando preço alto pela maior vazão dada a Marginal Tietê, e é a grande responsável pelos recordes de congestionamento matinais.

Enquanto o trânsito da tarde não aumenta, esperamos que o mesmo prefeito e o novo governador não tenham a mesma idéia de gastar mais 10 bilhões de reais para tentar resolver o problema do automóvel, quando o problema é o automóvel.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de São Paulo: Minha Vila Esperança

 

Imagem 093Uma vida inteira na Vila Esperança rendeu muitas recordações ao Seu Osvaldo Valente, personagem do Conte Sua História de São Paulo. Em depoimento gravado ao Museu da Pessoa, durante festa de aniversário da cidade, promovida pelo CBN SP, no Pátio do Colégio, este senhor de 83 anos, contou momentos que marcaram o desenvolvimento da região. O bairro que na época de criança era “paupérrimo, não tinha rua calçada” cresceu, ampliou seu comércio e recebeu o metrô. Ele lembra bem da primeira viagem, em 1974.

Seu Osvaldo conta como era o bairro, considerado um reduto do samba, cita as festas juninas e os times de futebol. Em um dos seus depoimentos, fala de uma história interessante que une o esporte e o Carnaval:

Ouça o Conte Sua História de São Paulo com Osvaldo Valente, sonorizado pelo João Antônio

Critérios para construir não são respeitados, diz Whitaker

 

De aprisionamento

Na carta de Maria Lucia Solla, publicada domingo neste blog (leia aqui), a pergunta era simples: quais os critérios que a prefeitura usa para autorizar a construção de prédios ? Muitos ouvintes-internautas deixaram sua contribuição com respostas ou apenas compartilhando suas percepções sobre a maneira como a cidade está sendo ocupada e mal planejada.

No Jornal da CBN, desta terça-feira, fiz a mesma pergunta para o coordenador do Laboratório de Habitação da USP João Sette Whitaker. Para ele, a decisão de se permitir a construção de mais prédios, sejam residenciais ou comerciais, em bairros da capital, tem como base a lei de zoneamento. Os critérios são, aparentemente, simples: capacidade de infraestrutura, de incomodidade e a manutenção das características da cidade.

Complexa é a execução destas regras. O professor de Planejamento Urbano da Faculdade de Urbanismo da USP e do Mackenzie disse que, no caso de São Paulo, os critérios acima não são respeitados, além do fato de a legislação ser branda com as construtoras. Cobrar compensações e usar este recurso para melhorar o ambiente urbano seria um dos caminhos para dar mais qualidade de vida ao cidadão, na sugestão dele.


Acompanhe a entrevista de José Sette Whitaker, ao Jornal da CBN

Plano de Metas será proposto a todo Brasil

 

Levar para o Brasil, o Plano de Metas implantado na cidade de São Paulo há dois anos. É o que propõe a Rede Nossa São Paulo autora da ideia que motivou a Câmara Municipal a aprovar emenda à Lei Orgânica que obriga o prefeito a apresentar as prioridades, as ações estratégicas, os indicadores e as metas quantitativas para cada um dos setores da administração pública, até 90 dias após tomar posse.

Na capital paulista, o Plano se transformou em Agenda2012 que está publicada no portal da prefeitura, onde é possível identificar as atividades propostas pelo governo municipal e comparar com as carências de cada uma das regiões e o investimento realmente feito pelo poder público. O prefeito Gilberto Kassab, por exemplo, foi obrigado a rever as metas após perceber que não teria capacidade de atender as promessas da campanha eleitoral.

No dia seis de abril, a Rede Nossa São Paulo aproveitará o segundo aniversário da Agenda2012 na cidade para apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional que prevê a obrigatoriedade do Programa de Metas para os governos federal, estaduais e municipais. Um abaixo-assinado será lançado para que outras organizações e entidades possam apoiar a ideia que será encaminhada aos partidos políticos.

Com o Plano, o poder executivo é obrigado a divulgar semestralmente os indicadores de desempenho relativos à execução dos itens do programa de metas quando se tem uma noção melhor sobre o verdadeiro desempenho da administração municipal.

O balanço dos dois anos do Programa de Metas e a apresentação da PEC para que a ideia se espalhe pelo País será dia 6/4, das 10h às 12h30, no Sesc Consolação, na rua Dr Vila Nova, 245.