Critérios para construir não são respeitados, diz Whitaker

 

De aprisionamento

Na carta de Maria Lucia Solla, publicada domingo neste blog (leia aqui), a pergunta era simples: quais os critérios que a prefeitura usa para autorizar a construção de prédios ? Muitos ouvintes-internautas deixaram sua contribuição com respostas ou apenas compartilhando suas percepções sobre a maneira como a cidade está sendo ocupada e mal planejada.

No Jornal da CBN, desta terça-feira, fiz a mesma pergunta para o coordenador do Laboratório de Habitação da USP João Sette Whitaker. Para ele, a decisão de se permitir a construção de mais prédios, sejam residenciais ou comerciais, em bairros da capital, tem como base a lei de zoneamento. Os critérios são, aparentemente, simples: capacidade de infraestrutura, de incomodidade e a manutenção das características da cidade.

Complexa é a execução destas regras. O professor de Planejamento Urbano da Faculdade de Urbanismo da USP e do Mackenzie disse que, no caso de São Paulo, os critérios acima não são respeitados, além do fato de a legislação ser branda com as construtoras. Cobrar compensações e usar este recurso para melhorar o ambiente urbano seria um dos caminhos para dar mais qualidade de vida ao cidadão, na sugestão dele.


Acompanhe a entrevista de José Sette Whitaker, ao Jornal da CBN

5 comentários sobre “Critérios para construir não são respeitados, diz Whitaker

  1. Milton
    Esse tema e o caos gerado pela prefeitura de SP e construtoras venho abordando a mais de quatro anos
    Uma dessas compensações citadas chama-se outorga onerosa
    As constutoras pagam “pelo espaçõ aéreo” utlizado
    Uma dforma somente que permitye construir predios acima do antes permitido
    antes so podia ser construido em determinados locais predios com no maximo seis, a dez andares e hoje vale tudo.

  2. Milton querido (olha a intimidade, rsrsrs, mas é que te ouço toda manhã…)
    Essa coisa das construções desordenadas estão transformando uma ruazinha na zona norte de São Paulo, numa marginal…, com direito a congestionamento e buzinaço. Sério !!! Moro perto da Serra da Cantareira, um lugar arborizado (há 30 anos atrás …) mas que hoje está virando a Serra Pelada. Aqui bem ao lado da minha casa, construiram num terreno de 500mts quadrados – 8 sobrados-no espaço onde eu moro com minha famíla (pequena) vão morar no minimo 30 pessoas… (imaginando um casal com um filho) e essas pessoas terão no mínimo 2 carros (baseado no valor que estão pedindo pelos “sobrados”, as pessoas tem que ter uma condição razoável) imagine então, mais 60 carros num bairro que já está saturado !!!
    Isso sem contar na urbanização do lugar, sabe plantas e árvores ?? Não tem… isso porque no lugar haviam árvores cinquentenárias (como na minha casa)… sabe impermeabilização do solo ?? Aqui eles ganharam nota 10.
    E prefeitura para fiscalizar ?? Ah, não tem.

    E assim, querido Milton caminha São Paulo. Quer dizer, não caminha , se arrasta.

    Bjus 1000 !!

    Lia Angelica/ Jd. Tremembé

  3. A grande maioria é irregular. Há uma compensação, os cepacs, que são contestáveis, e principalmente não há controle onde o dinheiro é aplicado. Por exemplo, se um prédio muito alto sobe em uma região, a compensação deveria ser, por exemplo, uma praça nesta região. Com os cepacs não há este controle.

    Já que são irregulares, a lógica torna-se a seguinte, a estrutura principal sobe em tempo recorde. Assim não há juiz que irá ordenar a demolição, alegando fato consumado. após isso o acabamento corre em ritmo normal. Podem reparar, esta lógica se repete na maioria dos grandes prédios.

  4. Boa tarde, Milton. Sem dúvida SP está passando por momentos delicados em relação a ocupação desordenada dos espaços. Resido na zona norte há 51 anos e o que vejo é só a deterioração do bairro (Santa Inês) com a construção de prédios, o aumento de veículos e nenhuma infraestrutura para suportar essa demanda, sem contar que o corte de árvores em um terreno amplo na av. Santa Inês só vai contribuir para a maior impermeablização do solo cada vez pior. Bem, acho que só nos resta suportar isso tudo pois o que fazer quando o que prevalece é o dinheiro em detrimento da saúde da população?
    abraços.

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