Conte Sua História de São Paulo: Coisas de meninos

 

No Conte Sua História de São Paulo, Aldo Della Monica que nasceu em 1952 aqui na capital e passou quase toda a infância no Tatuapé – momentos que foram lembrados no texto enviado ao Museu da Pessoa:

Ouça o texto de Aldo Della Monica sonorizado por Cláudio Antônio

Parece que certas coisas nunca mudam. Soltar pum, por exemplo, sempre foi um negócio engraçado. Os meninos são mestres nessas coisas. Os garotos daqueles tempos também. Aliás, também tínhamos nossos heróis japoneses. National Kid voava sobre Tóquio e sempre detonava os monstros vilões ao final do filme. Outro dia, revi um trecho do National Kid: vai voar mal assim lá nas arábias…

Outros tempos. No começo dos anos 60, computador era palavrão. O que se diria de computação gráfica e outros desses bichos tecnológicos modernos.

Bem, voando mal ou não, ele era nosso herói japonês.

Bairro de operários e pequenos comerciantes, o Tatuapé parecia uma dessas pequenas cidades interioranas. Quando alguém precisava ir á Praça da Sé, no Centro, dizia: eu vou à cidade. Como se vivêssemos em outro local que não na própria cidade de São Paulo.

A rua Bom Sucesso, asfaltada e recém iluminada, terminava em uma pracinha de terra. Os poucos automóveis que ali passavam pertenciam aos moradores daquele trecho de rua. Não havia movimento de veículos e, nos finais de tarde, dava pra se ouvir muito bem o barulho dos grilos lá da pracinha.

Tal silêncio só era interrompido, vez ou outra, pelo som do trem da Central do Brasil, que passava mais à frente, logo depois da praça.

É… bons tempos, mesmo! A gente nem precisava ter medo de sair à rua.

Lá pelas seis da tarde, banho tomado e com a série do National Kid devidamente atualizada, a garotada saía à rua. Brincava-se no meio da rua mesmo.

Não sei se a idéia foi do Francisquinho, o mais gordinho da rua. Mas, resolvemos promover um concurso de puns. O responsável pelo pum mais barulhento seria o campeão.

Havia uns dez garotos em nosso quarteirão. Todos mais ou menos entre os 9 e 10 anos.

Meninas?… nós só começávamos a reparar que elas existiam: a Miriam, a Denise, Angela, Ilze, Angelina…

Mas foi por causa da Dorinha, a mais velha delas – uns 12 anos- que um garoto passou a frequentar nossa turma: o Dagmar morava lá em cima, quase no final da rua e devia ter a mesma idade da Dora.

Nos intervalos das façanhas do National Kid, os reclames na TV tentavam vender os drops Dulcora, aquele que era embrulhado um a um. Era um tablete de drops que usava o slogan: Drops Dulcora a delícia que o paladar adora! Não demorou para que um de nós democratizasse a idéia: Dulcora, a delícia que o Dagmar a Dora. A gozação não abalou o Dagmar. Ele parecia mesmo apaixonado. Mas, tímido, não conseguia se declarar à Dorinha.

Paulinho, apesar do diminutivo, era o mais alto de nós. Magro e meio despachado, Seu pai era feirante. Vendia balas, doces biscoitos. Vez por outra, quando os sacões de biscoito de polvilho estavam no fim, o pai do Paulinho deixava ele trazer as sobras para a turma. Era apenas o farelo dos biscoitos mas… e a farra? O desafio era fazer alguém encher a boca com o farelo e dizer: minha mãe é rica porque pode. Invariavelmente o p de pode acabava virando ph, ou…f, pra se mais moderno.

Não sei se há explicação científica, mas tenho provas empíricas suficientes de que, depois de comer tanto farelo de polvilho, acabávamos todos, por assim dizer, virando um bando de balões de gás. Acho que foi daí que tiveram a idéia do concurso de puns.

Sábado, final de tarde. Minha tia Inês já tinha voltado da permanente na cabeleireira. Tio Zé Carlos engraxava seu mais novo par de botas. No baile iria rolar Ray Conniff para dançar de rosto colado e Chubby Checker, pra esquentar as cadeiras.Nós, no entanto, estávamos preocupados com outras emoções: hoje, o Dagmar iria se declarar à Dorinha.

Ficamos todos atrás do caminhão que o Seu Mário deixava estacionado na frente de sua casa.

Do outro lado da rua ( em frente à casa da Dona Aracy), o Dagmar: cabelo com corte americano curto máquina 1, calça nova com barra, camisa branca e pulover azul marinho.

– Olha lá, a Dorinha vem vindo!

Ela morava na pracinha.

Dava pra ler os lábios do Dagmar tentando relembrar o que ele devia ter ensaiado nos últimos quinze dias: você tem namorado; qual a sua religião (coisas de nossa educação no colégio das Irmãs); você quer namorar comigo?!

A Dorinha se aproximou.

Mal o Dagmar pôs as mãos nos bolsos, mostrando que iria começar a sua declaração e… uma explosão familiar ecoou pela silenciosa Bom Sucesso.

– O que foi isso?! gritou assustada a Dorinha.

Nada não! Era o Paulinho que acabava de vencer o concurso…

Você também pode contar um capítulo da nossa cidade. Escreva para www.museudapessoa.net. Ou agende uma entrevista, em áudio e vídeo, pelo telefone 2144-7150.

Parlamentares reeleitos não se livram de denúncias

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

Os pedidos de cassações dos parlamentares estaduais e federais envolvidos em escândalos nesta legislatura que finda logo a seguir, podem resultar na extinção dos seus novos mandatos na posterior. Não basta alegar que aquela passou. Conforme interpretação do Supremo Tribunal Federal, a reeleição possibilita a retomada da tramitação do processo no ponto em que o mesmo estacionou.

É verdade que os Conselhos de Ética da Câmara dos Deputados e de Assembléias Legislativas podem rejeitar politicamente a reabertura dos processos contra deputados federais e estaduais acusados.

O entendimento do Supremo Tribunal Federal é o de que se a representação popular do suspeito ou acusado foi confirmada pelo povo nas urnas, o fato que determinou as providências no Legislativo não sofre prescrição ou desaparece. Isto se chama “princípio da unidade da legislatura”.

Dois julgamentos do STF admitiram a continuidade dos processos de cassação por quebra de decoro. Segundo ambos, diante da exigência de moralidade nos mandatos, o fim da legislatura determina apenas o encerramento dos assuntos relativos ao processo legislativo (arquivamento de projetos, etc), sem implicações no impedimento de formalização de denúncias e tramitação de processos de responsabilização política por fatos ocorridos no mandato anterior.

O seguinte trecho de um voto proferido pelo Ministro Celso de Mello expõe didaticamente a compreensão do Supremo sobre este assunto:

(…) o princípio da unidade de legislatura não representa obstáculo constitucional a que as Casas legislativas venham, ainda que por fatos anteriores à legislatura em curso, a instaurar – contra quem já era titular de mandato na legislatura precedente – procedimento de caráter político-administrativo, destinado a viabilizar a decretação da perda do mandato, por fato atentatório ao decoro parlamentar, cometido por quem então se achava investido na condição de membro de qualquer das Casas do Congresso Nacional (…).

Portanto, a posição consolidada no STF é clara no sentido de que a reeleição do parlamentar garante a continuidade da acusação.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Foto-ouvinte: Lixo na escola

 

Lixo de escola

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

Nas regiões mais pobres da cidade de São Paulo, o lixo ganha as ruas de forma assutadora e muito perigosa -,por se tratar essencialmente de uma questáo de saúde pública. É gritante  o entulho ao longo da calçada da Escola Estadual Sargento Alves da Silva, na rua Bernardo Gomes de Brito, Parque Independência, extremo sul da Capital , área de responsabilidade da Subprefeitura de Campo Limpo. Um professor, perguntado como se sentia em  ter um lixão na porta de sua escola, respondeu:  “A minha obrigaçao aqui é dar aula.”
 
Se a população não tem nenhum ato de responsabilidade cidadã – ao emporcalhar o bairro  onde mora – o poder público é omisso na fiscalização e na aplicação da lei. Pouco ou quase nada faz na criaçao de políticas públicas eficientes para o setor. Faltam investimentos , sim , na limpeza urbana. Não adianta a Prefeitura  querer fugir dessa responsabilidade…  A modernização da limpeza  patina na lama ,em dias de  chuva fraca . Por exemplo ,até quando a retirada de grande quantidade de entulhos será braçal ?
 
 Como ficou o concurso de agentes vistores e a informatizaçao do serviço de fiscalização ? Por que não adotar o serviço de remoção  de entulho 24 horas? Seria um grande avanço na limpeza urbana, para tirar a cidade do atoleiro da sujeira .
 
Quanto aos “ecopontos”, passou da hora a terceirização da manutenção desses equipamentos.
 
 
Ainda impera o atraso no serviço de varrição e coleta  de São Paulo,que ,em alguns casos, chega a ser tratada  com descaso por parte do poder público municipal. Vale lembrar que até há pouco tempo os garis  da Zona Sul eram transportados em pau de arara  (…)

Avalanche Tricolor: Pelo direito de sonhar

Grêmio 3 x 1 Atlético PR
Brasileiro – Olímpico Monumental

Poucas vezes demorei tanto para publicar uma Avalanche. A partida se encerrou há 24 horas e você, caro e raro leitor deste blog, sabe do meu esforço para exprimir aqui sofrimentos, paixões, admirações e, na maioria das vezes, alucinações sentidas no decorrer dos 90 minutos de jogo tão logo este termine.

Desta vez, porém, deixei ir embora as emoções da partida, e toda a rodada se completar. Ao contrário do que possam imaginar, não tomei a atitude porque estaria concentrado na arte de secar o adversário, esporte preferido da torcida brasileira em especial quando o campeonato está próximo do fim.

Tenho tido o cuidado, desde o início desta nossa recuperação, de me ater apenas aos nossos feitos. Deixo que os defeitos dos outros se revelem por si só. Mesmo porque não acredito muito que olho grande mude alguma coisa no futebol. Seriedade, sim. Perseverança, também. Confiança, determinação, doação, humildade, bola rolando com sensatez, luta e talento. Todas estas coisas que apareceram em nosso time nesta segunda parte do campeonato.

Incrível a mudança que assistimos nesta sequência de resultados positivos. Nesta mesma fase, na primeira parte da competição, éramos um bando de desnorteados que contávamos, única e exclusivamente, com a nossa saga.

Sempre soubemos que nossa história havia sido marcada por provações até alcançarmos algo realmente relevante. Por isso, sempre nos damos o direito de sonhar com algo acima do possível.

As vitórias voltaram com um time mais bem organizado, marcação eficiente, passes em velocidade, carrinhos certeiros, movimentação coerente, chutes confiantes a gol. E muitos gols: temos o melhor ataque da competição, o melhor atacante e a melhor campanha neste segundo turno. Não tenho medo de dizer que temos, também, o melhor time nesta altura do campeonato.

Vítor não exige mais palavras; Paulão se mostrou zagueiro seguro; Neuton se revela a cada oportunidade, desta vez com um golaço; os dois volantes, Adílson e Rochemback, estão acima do lugar comum; o lado esquerdo alucina o adversário com a rapidez de Fábio Santos e Lúcio; Douglas tem um talento excepcional; e quando Jonas está no time, seja qual for seu companheiro, o ataque joga muito. Sem falar o simpático – pela cara, pelo jogo e pelo nome – Diego Clementino. E mais um grupo que está sempre pronto para atender ao chamado do técnico.

Apesar de tudo isso, ainda tínhamos dificuldade de nos colocarmos entre os mais bem classificados. O caminho estava congestionado. Havia muita gente na frente para ultrapassar. Alguns mais distantes, outros bem próximos. Mas todos foram ficando para trás. Um a um. Até colocarmos os pés no propalado G-4.

Ainda faltavam os resultados deste domingo para confirmarmos presença na elite do Campeonato Brasileiro. Não queria escrever antes disto se concretizar.

E a rodada se completou com o nome do Grêmio surgindo no alto da tabela.

O futebol recuperado não foi suficiente para nos dar a chance de disputar o título, apesar de termos time tão equilibrado quanto os três pretendentes. Não temos a garantia de que o quarto lugar nos levará à Libertadores, devido as mudanças no regulamento após a competição se iniciar.

Com certeza, porém, o Grêmio, sob o comando de Renato Gaúcho, voltou a ser o Grêmio de todos nós. Que sempre nos oferece o direito de sonhar mais. E sonharmos juntos.

Dele


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Por Maria Lucia Solla

ora se não havera de haver um plano
ou será que o traçado divino
é passível de engano

tudo é ele
e tudo vem dele
que não cerceia
não vai te por na cadeia

sem ser passível dele
ele é o engano também
e na sua grandeza infinita
na sua obra bendita
não dita regras
não proíbe não incita

dá liberdade que também é ele
pra que se possa escolher
o que se quer ser
ou pelo menos aceitar
o que não se pode mudar

a escolha é infinita
dentro da sua grandeza
a gente pode escolher
se quer a feiúra ou a beleza

se mora no bangu
ou em santa tereza
se vai levando
ou prefere morrer de tristeza

e a gente tem pose demais
e consciência de menos
acerta menos e erra mais

no primeiro ano da escola
era preciso urgente
ensinar que é uma escolha
escrever ou não
da primeira à última folha

que não é preciso
provar tudo o que encontrar
pra saber o que vai te derrubar
e o que vai te levantar

e mostrar que nada é impossível
mas que nada é de graça

que você pega o que te agradar
mas que sempre haverá de haver
um preço a pagar

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

A Ceia do Natal!

 


Por Dora Estevam

O clima de Natal já chegou! Se depender das decorações das lojas, a festa não vai ter fim. São shoppings, supermercados, ruas, casas e prédios, todos, todos muitíssimos enfeitados. Verdadeiras paixões. Com tudo isso ficamos cada vez mais cedo entrosados com o espírito natalino. Eu amo!

Pensando em Natal pensamos em comida (siiiim, comida!). Além dos presentes, cartões e roupas. Nada pode falhar ou faltar. Os detalhes para cada prato, cada decoração; as roupas diferenciadas, roupas de festa mesmo. Pois é o momento que celebramos o nascimento de Jesus com toda a família.

E quando falamos em comida vem logo àquela pergunta: o que vamos fazer de diferente este ano? Diferente mas ao mesmo tempo igual. Ou diferente, mas renovado. Onde recorrer nestas horas? Receitas familiares aparecem aos montes: receitas da vovó, da tia, dos amigos, das revistas. É uma loucura desenfreada para agradar e fazer o melhor e mais gostoso.

Eu adoro comida de Natal, gosto do tradicional, mas amo as transformações culinárias que os chefes oferecem. Cada chefe de cozinha com seus truques. Truques que encantam e seduzem o paladar.

Mas devo lembrar que há pessoas com restrições na comida, daí precisam elaborar pratos diferenciados; há aqueles também que preferem algo totalmente diferente, por isso a variedade de ofertas deve ser muito grande. Não são todos os pratos que agradam.

Pensando nisso (para ajudar na escolha do seu menu) resolvi conversar com um grande querido e amigo: o Horácio Cymes, banqueteiro do Buffet Arroz de Festa – e ninguém melhor do que ele para falar da Ceia mais tradicional do ano, depois do casamento.

Dora: Horácio, o que não pode faltar na mesa do brasileiro?
Horácio: Por incrível que pareça na mesa do brasileiro não pode faltar a releitura da tradicional farofa, acompanha bem todos os assados e é de gosto quase unânime.

Dora: Qual a sugestão para quem não come carne vermelha?
Horácio: Para quem não come carne vermelha a minha sugestão é sempre um bacalhau, que pode vir das receitas tradicionais ou inovados como o recheio de uma massa.

Dora: Quais as combinações mais interessantes e práticas para quem quer fazer em casa?
Horácio: Para donas de casa que adoram um fogão, elas podem fazer um peito de peru com molho de castanhas, um tradicional Tender de fácil manejo, não faltando uma bela salada verde que poderá ser incrementada com queijos (brie, lascas de grana padano) ou lascas de presunto cru, um deliciosos risoto de figo seco, uma farofa de frutas secas e uma receita tradicional de bacalhau.

Dora: Com que antecedência deve pedir um menu Festas?
Horácio: Com certeza temos que nos preparar pelo menos com um mês de antecedência para evitar correria de ultima hora.

Dora: Para quem quiser encomendar a Ceia, como calcular por pessoa para não faltar comida ?
Horácio: No cômputo geral, você deve estimar 1 quilo de comida por pessoa. Claro que vai sobrar!

Dora: E as bebidas, alguma em voga?
Horácio: O frisante é sempre um bom acompanhamento para o Natal tropical.

Dora: A dona de casa que gosta de decorar a mesa deve tomar alguns cuidados para não atrapalhar o paladar da comida com motivos perfumados, como velas, por exemplo?
Horácio: Poderão ser usadas velas sem cheiro, e evitar ao máximo as flores perfumadas.

Dora: Para o Ano Novo, o menu muda completamente?
Horácio: Para o Ano Novo devemos elaborar um cardápio que nada lembre o Natal. Podemos entrar com um Filet Wellington que nada mais e que um belo rosbife de filet mignon temperado com patê de fígado e cogumelos revestido de um massa folhada e assado. Para acompanhar uma lentilha que é da cultura popular. Um risoto de alcachofra e aspargos sauté. Para quem não come carne vermelha, podemos fazer um camarão ã nossa moda: temperar o camarão apenas com sal e bater no liquidificador 300 ml de molho de tomate, 300 ml de leite de coco e 300 g de catupiry. Colocar o camarão no refratário, por o molho por cima e levar ao forno pré-aquecido a 200 graus por 15 mimutos.

Dora: As superstições da passagem sempre aparecem: você se recorda de algumas? Houve caso de algum cliente pedir para não incluir por este motivo?
Horácio: Ė comum clientes pedirem para não colocar aves na ceia de Reveillon! Dizem que aves “ciscam para trás”, e isso é atraso de vida.

Depois destas dicas maravilhosas, espero ter contribuído com você e sua família para elaborar já o menu das festas. Deixe tudo pronto e garanta uma recepção com muito sucesso.  Anote as dicas e encaminhe aos amigos, eles também irão gostar da ideia.

Todo o menu pode ser encontrado no site do Buffet Arroz de Festa que está na rua Fradique Coutinho, 112, Pinheiros, em São Paulo. Vocês vão ficar enlouquecidos com tanta beleza.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Kassab a caminho do PMDB

 

Foi quase no fim de uma entrevista com a repórter Marcela Guimarães. Ela questionava o prefeito Gilberto Kassab (DEM) sobre o futuro político dele. Tira o corpo daqui, escapa por ali, Kassab tentava de todas as maneiras negar especulações de que ele deixará o partido.

Apesar da experiência com as palavras, não resistiu e acabou admitindo encontro com o presidente do PMDB e vice-presidente eleito da República, Michel Temer. “Na vida pública, você conversa com todos”, desconversou.

A entrevista com o prefeito está aqui para você ouvir

Certamente a conversa com Temer não foi sobre investimentos do futuro Governo Federal na cidade de São Paulo. A saída do DEM e o sonho de Kassab ser candidato ao Governo do Estado, em 2014, são assuntos dos bastidores políticos desde antes da última eleição.

“Ele não se sente confortável em um partido com o perfil cada vez mais conservador”, explicou o consultor político Gaudêncio Torquato, em entrevista ao CBN São Paulo, que vê no prefeito paulistano “um dos principais articuladores políticos deste país”.

Aqui você ouve a entrevista com Gaudêncio Torquato

Kassab no PMDB seria bom para ele e para o partido que tomou uma surra em São Paulo, está com apenas um deputado eleito na Câmara e quatro na Assembleia. O prefeito teria espaço para lançar-se candidato ao Governo, turbinado pelas inúmeras obras que pretende entregar até o fim de seu mandato em 2012, em oposição a Geraldo Alckmin, do PSDB.

Mas Alckmin nem assumiu o governo ainda e já se discute a sucessão dele ? Não podemos esquecer que político está sempre olhando para o futuro.

A lei da fidelidade partidária atrapalha a troca de partido. Nada que alguém com habilidade não seja capaz de contornar. Alegar incompatibilidade ideológica com o DEM que estaria caminhando ainda mais para a direita seria uma forma de Kassab escapar de qualquer quarentena imposta pela legislação.

Uma discordância interna também viria a calhar. E a disputa para a presidência da Câmara Municipal de São Paulo poderia colaborar com as intenções do prefeito. Há uma briga entre PSDB e DEM pelo comando da casa, a partir de janeiro. E o prefeito está ao lado dos tucanos.

Kassab não esconde seu apoio a candidatura do vereador José Police Neto do PSDB. Tem, inclusive, ligado para parlamentares e pedido o voto para o tucano que, afinal, é o líder do governo dele. Milton Leite que é do DEM teria o apoio da cúpula do partido na iniciativa de se transformar em presidente da Câmara de São Paulo. Uma linha de choque entre o prefeito e o comando do partido poderia ser bem-vinda nesta altura da disputa.

Ipad, quem precisa de um ?

 

A velocidade com que gadgets chegam em nossas mãos é muito maior do que nossa necessidade. Neste momento me deparo com esta situação ao testar um Ipad, presente da família. Corri para a revista com a qual tenho maior intimidade por ser especializada nos produtos da Apple, a Mac+, e passei a folheá-la com ansiedade. Queria logo uma resposta para minha dúvida: por que preciso de um Ipad?

Lógico que o primeiro aplicativo que baixei foi o da CBN, tinha de testá-lo. E ouvir rádio nestes equipamentos para mim é a prova inconteste de que este veículo está sempre disposto a evoluir, característica que o levou a sobreviver e frustrar aqueles que por vezes assinaram seu atestado de óbito. No entanto, o Ipad me obriga apenas a ouvir rádio. E faz o som desaparecer, enciumado, se busco nova tarefa, comportamento nada mais natural nestes tempos (o meu, não o do Ipad).

Nas sugestões do editor e na navegação pela loja de aplicativos da Apple descobri outras funcionalidades. O acesso ao banco em um clique – menos o HSBC que teima em andar atrás da concorrência -, a leitura do jornal que já recebo em casa e do outro que demora a chegar na banca, algumas revistas e muitos livros de graça – nenhum em português que realmente valha a pena ler (se você souber de um deixe a indicação, por favor). De qualquer forma, livros que chegam pelo Ibook são ótimos de ler pelas facilidades oferecidas, dicionário prático, espaço para anotações e agilidade na busca.

A bateria dele é viciante, parece não terminar nunca. Falam em até nove horas ininterruptas. Uma goleada sobre qualquer outro equipamento eletrônico.

Ensaiei este post no Pages do Ipad – o Word da Apple -, demorei para encontrar algumas facilidades que havia nele e mais ainda para dar sequência aos parágrafos. Preferi correr para meu MacBook que já está totalmente dominado. Devo me acostumar com o teclado na tela, mesmo que não cosiga digitar com a mesma velocidade e muitos dedos além do ‘indicador’. Há uma irritante mania do programa sugerir palavras com letra maiúscula onde não deve. Até parece que não sabe falar em português (e não sabe mesmo).

O Keynote do Ipad é nota 10. Sou tão fã deste programa de apresentação que nem mesmo o fato de eu ser um neófito em Ipad me incomoda. Montar as telas com os dedos é fácil e interessante. Soube, porém, que arquivos do Keynote migrados para o Ipad tiveram problemas de adaptação. A Apple já teria feito os ajustes necessários. Não descobri como, pois minha primeira migração “deu pau” e arquivos de vídeo desapareceram.

No aplicativo do WordPress não consigo cadastrar meu blog ‘desenhado’ sobre esta plataforma mas com endereço Globo.com. Isto não chega a ser um problema. Encrenca é quando tento editá-lo pelo Safari, pois não dá pra rolar o texto nem a área de ‘categoria’. Ou seja, se depender do Ipad para atualizar o blog, tô ferrado. Pra escrever outro blog no qual sou colaborador e foi todo criado no WordPress, funciona de maneira razoável.

Sei que não tem máquina de fotografia nem vídeo, ruim para quem usa o Ipad para se comunicar via Skype, mas apenas por isso. Mesmo porque não vejo senso em tirar fotos com o equipamento, não é prático.

A resposta definitiva sobre a necessidade de estar com o Ipad em mãos não é muito clara para mim, ainda. Bem verdade que enquanto escrevia este post – e isto foi feito cada dia um pouco – mexi muito naquela tela e a quantidade de digitais que deixei é testemunha disso. Houve momentos, em que não fui capaz de abandoná-lo pelo Imac ou o MacBook que estavam sobre a mesa de escritório. Um comportamento revelador, sem dúvida.

Com todas estas dúvidas e sem ter explorado parte de aplicativos interessantes que estão a espera de um clic, não por acaso fui encontrar no conselho de uma terapeuta, nossa colega de blog Maria Lucia Solla, a melhor justificativa até aqui. O Ipad, assim como muitas das novidades eletrônicas que chegam ao mercado a todo momento, fascinam os adultos da mesma maneira que os brinquedos chamam atenção das crianças.

Portanto, pegue o seu e se divirta, sem dor na consciência.

Foto-ouvinte: Represa Billings cercada de lixo

Era um passeio pela Represa Billings. A quantidade de lixo, porém, falou mais alto. E o jornalista que por ali passeava, se viu na obrigação de registrar em foto as cenas lamentáveis de desrespeito com o meio ambiente. Airton Goes, do Fórum Social da Cidade Ademar e Pedreira, se espantou com a quantidade de sujeira espalhada no entorno da represa, ao lado da rua dos Mandis, próximo do espaço Sete Campos – Distrito de Pedreira.

Góes definiu as imagens como desoladoras e comentou, em e-mail: “A quantidade de lixo que continua sendo jogada na represa, que responde por parte da água consumida na cidade de São Paulo, é absurda”.