A cara é boa, se comparada com a que conhecíamos até ontem. Mas o novo site da Câmara Municipal de São Paulo tem muito a avançar do ponto de vista da acessibilidade e interatividade para estar a altura das necessidades do cidadão-fiscalizador.
De tudo que foi apresentado até aqui, três pontos positivos à primeira vista: a relação de projetos aprovados, apresentados e vetados no perfil dos vereadores; a lista de presença no plenário; e o voto dos parlamentares em cada projeto.
O vereador Dalton Silvano (PSDB) que liderou o movimento pela mudança do site falou em transparência e interatividade, na entrevista ao CBN São Paulo. Pareceu satisfeito com o resultado deste trabalho que começou no meio do ano e foi entregue, oficialmente, nessa quinta-feira, ainda com pendências.
Sobre o custo do serviço ainda há dúvidas. Ninguém dá uma resposta definitiva: Dalton Silvano falou, hoje, em cerca de R$ 400 mil, valor considerado alto por vereadores que não tiveram seus nomes identificados, em reportagem no Estadão.
O tucano disse que a Prodam teria gasto 2.500 horas para executar o serviço, o próprio diretor da empresa de capital misto falou para nós, ontem, em 1.000 horas. A transparência poderia começar na divulgação do valor correto e fechado para que não houvesse confusão.
Ouça a opinião de Dalton Silvano, que foi ao ar no CBN SP
O Twitter, o RSS e a newsletters anunciados em notícia no próprio site ainda não estão disponíveis – deve ter sido engano de quem escreveu, pois o próprio vereador do PSDB havia comentado no lançamento que estas ferramentas ainda estavam fora do ar.
A forma como o site pensa interagir com o cidadão ainda gera dúvidas. Tem o espaço para o presidente da Casa responder em vídeo as mensagens enviadas, mas pouco interativo pois não há possibilidade de réplica, por exemplo.
Tenho recebido outros comentários sobre o assunto no Twitter e no e-mail, e gostaria que você que já navegou por lá e identificou avanços e recuos publicasse aqui no post sua opinião, também. Nos próximos dias, vou reunir a série de mensagens e torná-las públicas para que possamos ajudar a Câmara a fazer um site que seja útil ao cidadão e não apenas ao vereador.





Saber como um vereador vota é informação tão complicada de ser obtida quanto levantar dados sobre investimentos feitos pela prefeitura. Nos dois casos, o conteúdo é público e deveria estar à disposição da cidade, sem burocracia nem barreiras. Infelizmente, a realidade é outra.