Marta Suplicy, do PT, encerra série com senadores

 

CBN SP painelFavorita na disputa ao Senado, a candidata do PT Marta Suplicy fechará a série de entrevistas promovida pelo CBN São Paulo, nesta sexta-feira. Prefeita da capital entre 2001 e 2004, derrotada na campanha à reeleição para 2005, ministra do Turismo em 2007 e 2008, a petista surge agora à frente de todos os seus concorrentes nas pesquisas eleitorais, a tal ponto que na campanha no rádio e na TV os adversários não escondem que o objetivo deles é ganhar o “segundo voto” do eleitor.

Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.
Confira o calendário desta série e como ouvir a entrevista com os demais candidatos:

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (não compareceu)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL) (chegou atrasado)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB) (não compareceu)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Dr Redó (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Marcelo Henrique, PSOL, quer ser senador; ele é otimista

 

Marcelo Henrique PSOLSorridente e otimista (e com tosse como todo morador de São Paulo). Assim o candidato ao Senado pelo PSOL Marcelo Henrique se apresentou no estúdio do CBN SP para a entrevista desta quinta-feira. Disse que o partido quer ser uma opção aos brasileiros com propostas diferentes e estruturais; e ele não quer apenas marcar posição nesta campanha, quer vencer: “acredito sempre, tenho fé de que podemos mudar este País:”

Dito isso, vamos aos fatos: Marcelo Henrique não tem mais de 2% das intenções de voto nas pesquisas em uma disputa que tem 15 candidatos para duas vagas; está em um partido a quem coube tempo restrito no rádio e na TV e um caixa de campanha ainda mais limitado. Dos R$ 7 mil que arrecadou até agora, R$ 4 mil saíram do bolso do próprio candidato, segundo prestação de contas.

Apesar disso, insiste na sua capacidade de superar os concorrentes identificados por ele como “políticos antigos e artistas famosos”: “sou otimista”.

Ouça a entrevista de Marcelo Henrique, do PSOL, ao CBN São Paulo

Ao mesmo tempo que tenta convencer o eleitor de sua chance, não esconde que o objetivo do PSOL, em sua terceira eleição desde a fundação em 2005, é reeleger os atuais dois deputados estaduais e seu único federal por São Paulo. Depois, sim, tentar mudanças na lei eleitoral para equilibrar a disputa. E um dos caminhos seria acabar com as doações de empresas a partidos e candidatos e manter as campanhas com dinheiro público.

Para Marcelo Henrique, é o financiamento mantido por grandes empresários, banqueiros e agronegócio que impede a redução da desigualdade social. “Eles não tem interesse em melhorar a qualidade do ensino público” – é o que diz. A forma como o dinheiro do Orçamento da União é aplicado confirmaria sua tese: 35% são gastos com juros das dívidas pública e externa; apenas 5% vão para a saúde; e 2,8% para a educação.

De onde tirar o dinheiro público para colocar na campanha? Da isenção das empresas de comunicação que chega a R$ 800 milhões como contrapartida pela transmissão do horário eleitoral. São R$ 7 por eleitor, segundo cálculo do TSE.

O nome do candidato do PSOL ainda não aparece na lista dos inscritos no site do Ficha Limpa, mas o cadastro deve ser efetivado em breve – é o que promete. Segundo os organizadores do site, Marcelo Henrique acessou o serviço nesta semana, mas não concluiu o cadastro. A assessoria dele voltou a fazer contato, logo após a entrevista, e deve providenciar os documentos necessários.

Terminada a conversa no CBN São Paulo, feitas as despedidas de praxe, lá se foi Marcelo Henrique para mais uma caminhada pelas ruas da cidade. Desta vez, na Praça do Patriarca, onde tentará ganhar mais um voto. Vai precisar de pelo menos 11 milhões para se eleger. “A gente precisa sonhar”

Acordo garante skate com restrições no Ipiranga

 

O Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, seguirá servindo de cenário para skatistas da cidade, mas algumas regras serão impostas para reduzir o número de acidentes e controlar abusos que estariam incomodando outros frequentadores do local. Quem informa é a Associação de Skatistas Quintal do Ipiranga através do Ivan Ribeiro que publicou o texto a seguir aqui no Blog. A discussão se iniciou após a tentativa da administração do parque de eliminar o skate do interior do parque em uma medida que seria adotada com o objetivo.

Saiba como ficará a prática do skate no Parque:

1- O Skate vai ficar no Pq. da Independência?

Sim, mas com algumas adequações nos horários durante os finais de semana e feriados. A partir da primeira semana de Setembro, o Skate no museu será liberado em horário livre de Segunda a Sexta – feira, já nos finais de semana e feriados fica proibido a prática do esporte nos horários entre 13h00 e 17h00, devido ao grande número de pedestres e ao índice de acidentes que em 95% dos casos ocorreram nesses padrões.

2 – O uso de Equipamentos de Segurança

É galera, a partir de setembro, também será cobrado para todo mundo, sem exceções, o USO DE CAPACETE NA LADEIRA, principalmente para quem for local no pico, pois o exemplo vem de casa, e para não deixar os de fora zuarem o nosso ”barraco” temos que sair na frente e cobrar quem não estiver protegido.

3 – Conduta do Skatista no Parque

Bom, quanto a isso acho que ninguém precisa de lição de moral, mas vale lembrar alguns pontos importantes que foram cobrados inclusive pelos nossos parceiros. A MACONHA NÃO PODERÁ SER CONSUMIDA DENTRO DO PARQUE, , e para que possamos proteger nosso espaço devemos dar exemplo e conversar com a pessoa que estiverem usando, para que pare ou vá para fora da área. O mesmo vale para bebidas alcoólicas na ladeira, ninguém está proibido de tomar aquela gelada maravilhosa na ladeira, mas questionaram o fato de skatistas descerem a rampa com a breja na mão e pedimos a colaboração de todos.

É isso ai família Quintal do Ipiranga e simpatizantes a nossa causa, conseguimos manter o skate no museu e exercemos o nosso direito a cidadania, brigamos, conversamos e no final tudo está ficando bem mesmo com as restrições que acordamos junto com a Prefeitura.

Em duas semanas vamos colocar alguns Banners dentro do parque para avisar os pedestres e skatistas sobre as mudanças e adequações que estão por vir e esperamos mesmo A COLABOROÇÃO DE TODOS, pois não foi fácil chegarmos a esta conquista e o skatista sabem bem disso.

Marcelo Henrique, do PSOL, é o entrevistado do CBN SP

 

CBN SP painelÉ a terceira eleição da qual o PSOL participa. O partido é o mais recente dentro os que tem alguma expressão no cenário nacional. Neste ano tem como meta ampliar sua participação no parlamento. Em São Paulo, tem dois deputados estaduais e um federal. No Estado, encara a disputa 2010 com chapa pura, ou seja, não fechou acordo com nenhum outro partido de esquerda.

O candidato ao Senado é Marcelo Henrique, advogado de São José do Rio Preto e fundador do partido. Ele será o entrevistado desta quinta-feira, no CBN São Paulo.

Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.
Confira o calendário desta série e como ouvir a entrevista com os demais candidatos:

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (não compareceu)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL) (chegou atrasado)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB) (não compareceu)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Dr Redó (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Avalanche Tricolor: Obrigado, Vitor ! E nos desculpe

 

Grêmio 1 x 2 Santos
Brasileiro – Olímpico

ESPECIAL+VICTOR

Vítor é majestoso com seu rosto tranquilo e gestos calculados. Gigante ao abrir os braços. Ágil para mudar o corpo de direção quando a bola tenta enganá-lo. Impõe respeito aos mais atrevidos atacantes do futebol brasileiro, mesmo diante da desvantagem de uma cobrança de pênalti. E apenas confirma o acerto de Mano Menezes de convocá-lo como titular da seleção brasileira. Deve ter enchido o técnico de orgulho na noite dessa quarta-feira com as defesas inacreditáveis que fez. Que seja feliz ao menos por lá, ele merece.

A nós, cabe pensar que um grande time começa por um grande goleiro. E entender que se este time não está grande, a necessidade é que o goleiro seja ainda maior.

Obrigado, Vítor !

Aloysio Nunes diz que não precisa entrar no Ficha Limpa

 

Aloysio Nunes PSDBChegou tossindo, respondeu tossindo e se despediu com uma tossida.

A garganta seca, parceira do paulistano nesta semana de baixíssima umidade, acompanhou o candidato do PSDB ao Senado Aloysio Nunes durante toda a entrevista ao CBN SP. Apesar disso, não foram as questões relacionadas ao meio ambiente que pautaram nossa conversa e, sim, o ambiente político, mesmo porque o que mais incomoda o tucano, agora, é a escassez de voto, não de chuva.

Aloysio Nunes, ex-deputado, ex-secretário de Estado, ex-Ministro, ligado a Serra e Fernando Henrique, por enquanto viu apenas a conta corrente de sua campanha crescer, porque os números apresentados nas pesquisas eleitorais ainda são insuficientes para colocá-lo na disputa de uma das duas vagas.

Ouça a entrevista com Aloysio Nunes Ferreira, candidato do PSDB ao Senado, no CBN São Paulo

Para a tosse, muita água. E para os votos …

Com o dinheiro que chega – quase R$ 1 milhão na primeira prestação de contas – com o apoio de prefeitos e vereadores que teria ajudado quando atuou no Palácio dos Bandeirantes e colando sua imagem em Serra e Alckmin. Assim Aloysio Nunes pretende aparecer e crescer nesta campanha: “93% dos eleitores não têm candidato” – justificou, com base em pesquisa publicada pelo Jornal A Tribuna de Santos.

“Inclusive dentro da minha família … “ disse, sem explicar se não têm candidato – no que não acredito – ou se não sabem que são dois candidatos que temos de escolher – o mais provável.

O problema, no entanto, é mais complicado. O PSDB não faz um Senador em São Paulo há 16 anos: o último foi Serra, eleito em 1994; antes dele, FHC. Por quê ? Ensaiou uma brincadeira – “faltou voto” – para em seguida confessar que não sabe a resposta.

E por falar em Fernando Henrique. “A gestão dele foi demonizada pelo PT injustamente”, afirmou. Parece que deu certo, pois o PSDB não faz questão de mostrá-lo na campanha nacional, exceção feita ao próprio Aloysio Nunes que conta com depoimento do ex-presidente na propaganda no rádio e TV. Disse que Serra não precisava, apesar de que a resposta deve estar mesmo em uma informação que ficou no meio da frase: FHC não tem mais voto.

Alckmin tem bastante voto e Aloysio faz questão de dizer que sempre esteve ao lado dele. Quase sempre, pois há dois anos apoiou Kassab à prefeitura e deixou o colega tucano sozinho: “é verdade, mas nunca escondi isso”.

Diz que não esconde também o nome dos financiadores da campanha dele, e declarou que os dados estão publicados no TSE, conforme prevê a lei.

Fui, então, ao site do TSE. Na prestação de contas do candidato, não tem um só tostão registrado; na do comitê financeiro, há doações de R$ 850 mil, todas de pessoas jurídicas. Quem são elas ? Você só vai saber depois da eleição, pois a lei apenas exige “a indicação dos nomes dos doadores e os respectivos valores doados somente na prestação de contas final”.

Prestação de contas semanal para que o eleitor saiba de onde vem o dinheiro que financia a campanha – como sugere o site do Ficha Limpa – “não vou fazer”, disse Aloysio Nunes com todas as letras. Para ele, as organizações que participam do Ficha Limpa fazem pedidos absurdos e desnecessários: ele tem registro da candidatura, nunca renunciou, não foi condenado e é honesto, disse.

Antes de ir embora, tossiu mais uma vez.

Doutorado: sem preconceitos

 

Por Carlos Magno Gibrail

Galeria do Flickr de Marco Gomes

“O doutorando brasileiro está cada vez mais interessado em Machado de Assis e menos em relatividade”. Roberto Mioto, jornalista da Folha em artigo na seção Ciências, reflete com esta frase o corporativismo
existente nos cientistas. Setor no qual não deveria se alojar
sentimento tão distante da realidade do conhecimento. Afinal de contas
a separação entre as ciências atende apenas ao aspecto didático, pois
a interdependência é inequívoca.

Se o novo levantamento do governo sugere que a expansão da pós –
graduação é puxada, em primeiro lugar, pelo aumento de doutores nas
ciências humanas, e não nas ciências exatas e biológicas, o problema
está nestas.

Na matéria de Roberto Mioto temos que o Ministério da Ciência e
Tecnologia através do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos realizou a pesquisa coordenada por Eduardo Viotti, que aponta uma queda entre 1996 e 2008 nos doutores em exatas de 16,1% para 10,6%. Especificamente nas engenharias houve queda menor de 13,7% para 11,4%, a mesma ocorrida nas biológicas.

Seguindo a linha de Mioto, Viotti extrapola: “É difícil criar doutorados em áreas de ciências exatas, da Terra e engenharias. Eles exigem laboratórios, não são cursos que precisam apenas de cuspe e giz”.

A fala de Viotti indica mesmo que o pessoal de exatas deve realmente
se preocupar com as ciências humanas, inclusive para melhor entendê-
las e aplicá-las. Ao mesmo tempo explica: “Nos últimos 20 anos o país
não cresceu muito, não havia muito emprego ou interesse nas áreas de
engenharia ou ciências da Terra. Direito, economia e administração,
por exemplo, eram as áreas onde havia mais possibilidade de os
doutores se empregarem”.

De qualquer forma a situação é positiva, pois enquanto o número de
doutores e mestres tem subido de forma geral, há medidas de incentivo
ao crescimento de pesquisas nas áreas das exatas. Carlos Aragão
presidente do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – ressalta que tem apoiado a formação de engenheiros e
cientistas facilitando o acesso a bolsas para corrigir as distorções.

Embora no contexto mundial a relação entre a população e o número de
doutores no Brasil seja de 1,4 doutores por mil habitantes, e nos
Estados Unidos seja de 8,4 e na Alemanha seja de 15,4, a participação
nacional na produção científica colocou-nos em 13º lugar em 2008 à
frente da Holanda 14º e da Rússia 15º, ao mesmo tempo em que subimos do 20º em 2000.

Recado maior aos corporativistas das exatas pode ser extraído do
Financial Times no artigo de Tyler Brulé : “Marca Brasil está
preparada para ação: suas empresas de energia podem ser o motor, mas são os elementos soft ( música,moda,hospitalidade,design) que tornarão o Brasil mais sedutor e sensual do que Rússia, Índia e China”.

Precisamos ou não de doutores e mestres em música, moda, hospitalidade e design?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às
quartas no Blog do Mílton Jung


Conheça a galeria de fotos de Marco Gomes, no Flickr

Aloysio Nunes, do PSDB, na entrevista ao Senado

 

@Aloysio_Nunes Amanhã é a minha vez de ser sabatinado por
@miltonjung na CBN. Estarei no estúdio da rádio por volta de 10h30

CBN SP painel O recado espalhado pelo Twitter foi escrito pelo próprio candidato ao Senado Aloysio Nunes Ferreira que disputa uma das duas vagas de São Paulo pelo PSDB. Com algo em torno de 5% da preferência do eleitorado o ex-deputado tucano, ex-secretário de Serra e ex-ministro de FHC começou o horário eleitoral embolado com o terceiro pelotão, formado por candidatos de partidos de pouca expressão. Para alcançar ao menos
o segundo posto, aposta no apoio de prefeitos pelo interior de São
Paulo e na projeção que pode ter com sua imagem colada a de Alckmin,
aqui no Estado.

Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.

Confira o calendário desta série e como ouvir a entrevista com os
demais candidatos:

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (não compareceu)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL) (chegou atrasado)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB) (não compareceu)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Dr Redó (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Imigrantes ajudaram São Bernardo crescer pelas rodas dos ônibus

 

Você vai conhecer as famílias que estiveram por trás das empresas que cresceram com a cidade, nestes 457 anos de história. Leia a segunda reportagem da série e clique nas imagens para mais informações

EXPRESSO SBC

Por Adamo Bazani

Na primeira reportagem em homenagem aos 457 anos de São Bernardo, descrevi como a cidade se desenvolveu no entorno da capital paulista e a importância que as empresas de ônibus tiveram neste crescimento. A presença de grupos familiares foi uma das marcas na região, tendo alguns participado dos primeiros movimentos de formação deste importante centro urbano.

Conheça a história de algumas dessas família:

Auto Viação ABC / Viação Cacique (família Setti Braga):

A Auto Viação ABC foi fundada em novembro de 1956, por Maria Myrtis Setti Braga e José Fernando Medina Braga.  Mas a família Setti atua nos transportes coletivos na região bem antes disso. Em 1920, Adelelmo Setti já ligava, com uma jardineira velha, marca Ford, a Estação de São Bernardo do Campo (hoje Estação de Trens Celso Daniel, de Santo André, operada pela CPTM – Companhia de Trens Metropolitanos) a Villa de São Bernardo do Campo, região do Paço Municipal da cidade. O serviço, em 1925 foi seguido por João Setti. As jardineiras dos Setti começaram a ter um papel fundamental a partir dos anos de 1920. Tanto é que muitos bairros foram fundados a partir dos serviços de transportes coletivos. A família ganhou tanta importância neste setor que a rodoviária de São Bernardo e algumas ruas recebem os nomes dos Setti. José Fernando Braga começa a trabalhar com os Setti nos anos de 1945. Pouco tempo depois se casa com Maria Myrtis Setti. Com o crescimento da cidade, e de toda a região, o serviço teve de profissionalizar ainda mais, o que motivou a formação da Auto Viação ABC. Já a Viação Cacique, fundada nos anos de 1960, foi uma mostra do crescimento urbano gerado pela instalação das montadoras de veículos. A empresa foi formada para atender os serviços municipais de são Bernardo, em especial uma região que crescia muito em população mas pouco em estrutura, ainda com ruas de terra, que o bairro do Baeta Neves. De acordo com entrevista dada a este repórter pelo atual proprietário da ABC, João Antônio Setti Braga, o Baeta já era classificado como bairro perigoso, “de risca faca”. Era um programa de índio trabalhar lá. Então, como na brincadeira, surgiu o nome Viação Cacique. Afinal só um Cacique para dominar tantos “índios”. A Cacique acabou no final dos anos de 1980, quando houve a “municpalização” dos transportes coletivos em São Bernardo do Campo. Apesar da dificuldade da família, os Setti Braga foram fortes e continuaram investindo. Atualmente são donos da Auto Viação ABC (a matriarca dos negócios do grupo), da Eletra, empresa que produz tração limpa para ônibus, como trólebus, veículos a etanol e híbridos, são majoritários na Metra (Sistema Metropolitano de Transportes Ltda), consórcio criado em 24 de maio de 1997 para operar e administrar os serviços e terminais do Corredor Metropolitano ABD (entre São Mateus – zona Leste de São Paulo e Jabaquara – zona Sul, pelos municípios de Santo André, Mauá, São Bernardo do Campo e Diadema) e da extensão entre Diadema e Morumbi (zona Sul de São Paulo inaugurada em 31 de julho de 2010, depois de mais de 24 anos de promessas). Também são majoritários no Consórcio SBCTrans, que opera com exclusividade os serviços municipais de São Bernardo do Campo.

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