Conte Sua História de São Paulo: Festa da cidade

 

Entrevista_10Filha de ex-fazendeira do café e comerciante na capital, Maria Rosa Ascar chegou menininha em São Paulo carregada pelas mãos da mãe, após o pai ter morrido. Vieram mais oito dos 14 irmãos que viviam na mineira Nova Rezende e todos aqui foram estudar. Viveu com entusiasmo a festa dos 400 anos, comemorou ao lado de autoridades como o presidente Getúlio Vargas e assistiu a chegada da modernidade à capita: a escada rolante e o computador.

No depoimento gravado pelo Museu da Pessoa, durante a festa de aniversário de São Paulo, em janeiro deste ano, Maria Rosa lembrou de um dos primeiros bairros onde morou, a Bela Vista, e não conteve: cantarolou o amor pela capital.

Ouça o depoimento de Maria Rosa Ascar, sonorizado pelo João do Amaral

Você também pode participar. Agende seu depoimento ao Museu da Pessoa pelo telefone 011 2144-7150 ou pelo site www.museudapessoa.net. O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, às 10 e meia da manhã.

Pauta do dia no #cbnsp

 

Buraco na Marginal

Próximo da Ponte das Bandeiras, na pista local da Marginal Tietê que vai em direção a rodovia Castello Branco, em São Paulo. Este é local da cratera aberta nesta madrugada que engoliu dois carros. Os dois foram tirados com “vida” do local, mas um teve a suspensão quebrada. A causa do incidente seria a “idade” da Marginal, segundo técnicos que estavam no local. Construído na várzea do rio, o terreno aos poucos é levado pela água e surge o solapamento. Resultado: 14 quilômetros de congestionamento na Marginal.

Outros assuntos do CBN SP:

Transparência – Apenas oito das 31 subprefeituras cumprem a Lei da Transparência, em vigor desde 2005, em São Paulo, que obriga a publicação do Orçamento no saguão do órgão. A Câmara Municipal também cumpre a lei. Acompanhe a entrevista com o coordenador do Movimento Nossa São Paulo Oded Grajew

Lei do Barulho – A fiscalização do silêncio urbano ficará prejudicada mas a prefeitura ainda não decidiu se pretende encaminhar a nova lei para a Câmara Municipal, após a aprovação da lei do barulho. A informação é do secretário das Subprefeituras Ronaldo Camargo que anunciou, ainda, que todos os subprefeitos serão cobrados para cumprir a Lei da Transparência. Ouça a entrevista.

Cidade Limpa – O prefeito Emídio de Souza, de Osasco, acredita que até o meio do ano a Lei Cidade Limpa será aprovada na cidade. A restrição aos outdoors será apenas na região central de Osasco, na Região Metropolitana. O prefeito Emídio de Souza (PT) explica como quer implantar a lei Cidade Limpa na cidade.

Esquina do Esporte – O São Paulo mostrou maturidade na vitória por 3 a 0 contra o Nacional do Paraguai. A definição das quartas-de-final da Copa dos Campeões na Europa e do Paulista, no fim de semana, também foram assuntos na conversa com Marcelo Gomens que você ouve aqui

Noite Paulistana – B.B.King e Paulinho da Viola são atrações na agenda cultural de São Paulo. Acompanhe as indicações de Janaína Barros.

O insustentável preconceito do ser !

 

Por Rosana Jatobá

álbum de jef_safi no Flickr

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.

Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:

– Recomendo um passeio pelo nosso “Central Park”, disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem “farofa” no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar….

De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.

Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os “Paraíba”, que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a “Cabeça chata”, outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.

Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.

Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:

-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:

O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor”.

“É ofensivo”, diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão “pé na cozinha”, para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.

O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:

Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra “niger”para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
“Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe”…que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan “black is beautiful”. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém.

Será que na era Obama vão inventar “Pé na Presidência”, para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?

A origem social é outro fator que gera comentários tidos como “inofensivos”, mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

– A minha “criadagem” não entra pelo elevador social !

E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, “viado”, maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

– Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
-Só podia ser loira!

Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
– Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia …

Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: “O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem”.

Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.

A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.

O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:

-Só podia ser mendigo!

No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:

-Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.

PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos…

Rosana Jatobá é jornalista da TV Globo, advogada e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da USP. Toda sexta, conversa com os leitores do Blog do Mílton Jung sobre vida e consciência sustentáveis

Veja outras fotos no álbum digital de Jef Safi, no Flickr

Foto-ouvinte: Seu José, plantador de árvore

 

Seu José planta árvores

Seu José tem 52 anos, guarda carro, varre a calçada, pinta as guias e planta árvores. Acha um desrespeito a prefeitura não cuidar das calçadas, então faz o trabalho por conta própria. E ensina o cidadão paulistano: “Na minha rua todo buraquinho que aparece eu planto uma árvore”.

O corretor de imóveis Marcelo Escobar encontrou Seu José na rua atrás do prédio da IBM, na Vergueiro. Eu o encontrei no blog do Marcelo. Vá até lá e conheça “Pessoas Legais e Lugares Bacanas”

Canto da Cátia: Pequeno conto na sala abandonada

 

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O conjunto foi comprado em 36 vezes na loja popular do bairro e combinava com a decoração simples da casa pequena da Vila Madalena. Antes de as prestações acabarem, acabou o estofado. Pegou sol, perdeu a cor, desbotou. Para receber as visitas não servia mais. Que fim vou dar ? – perguntou conçando a cabeça. Tinha pena de se desfazer dele, lembrava o namoro novo consumado no menorzinho. Na salinha dos cacarecos nem lugar mais havia. Ouviu no rádio que jogar na calçada atrapalha os pedestres e se a prefeitura pegar, vai multa. Viu a caçamba na Aspicuelta e a confundiu com coração de mãe, onde além do entulho, do resto da obra, da terra revirada, sempre cabe mais alguma coisa. E lá deixou com dó no peito e sem-vergonha na cara, as duas peças decorando a caixa de ferro.

Pequena história prá ilustrar flagrante feito pela repórter Cátia Toffoletto na manhã de quinta-feira. Se gostou – do estofado – corre lá que talvez ainda dê para salvar

Pauta do dia no #cbnsp

 

CBN SPDos ouvintes-internautas surgiram a dúvida sobre a necessidade de declarar os créditos e prêmios obtidos na Nota Fiscal Paulista e a bronca contra a lei do barulho aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo. E para atender esta demanda fomos em busca de respostas que estão nos destaques desta quinta-feira, no CBN SP:

Lei do barulho – O Ministério Público diz que o PSIU já não era capaz de combater os barulhos da cidade, antes mesmo da lei aprovada pelos vereadores. E recomenda que as reclamações sejam enviadas para pjmac@mp.sp.gov.br. Ouça a entrevista com o promotor de Justiça do Meio Ambiente da Capital Darci Ribeiro.

Imposto de Renda – Os créditos e prêmios obtidos na emissão da Nota Fiscal Paulista devem ser declarados no Imposto de Renda. Saiba como na entrevista com o secretário Adjunto da Fazenda do Estado de São Paulo, George Tormin.

Esquina do Esporte – O Corinthians fez o que tinha de fazer e já está na próxima fase da Libertadores na opinião do comentarista Victor Birner e do narrador Deva Pascovicci. Ouça a conversa com eles na Esquina do Esporte.

Época SP na CBN – As dicas do Rodrigo Pereira para hoje e para o fim de semana que estão na agenda cultural da cidade você acompanha aqui.

Você vale o que você tem … no momento

 

Por Abigail Costa

Não é de hoje que as comissárias, tirando uma ou duas,  me incomodam. E muito. Não porque usam aquela maquiagem carregada, uniforme que de tão apertado parece ter sido emprestado pela irmã mais nova.

Elas me incomodam pela maneira como tratam as pessoas. Principalmente, as que amargam oito, dez horas no INPS – conhecido, também, como classe turística.

E isso não é privilégio das nossas moças ?

Somando as minhas horas de voo, fechei uma conta meio negativa no quesito educação. As internacionais também sofrem desse mal.



Outro dia numa companhia aérea americana, a viagem tinha como destino Roma, Itália. Pois bem, ao meu lado estava uma siciliana de uns 60 anos. Chega a aeromoça tão experiente quanto a passageira e vomita o cardápio em inglês

– “Ma che è sucesso? ”  

– “Che parla?”

Repetia as frases e as complementava com as mãos.



Entrei na conversa sem ser convidada – eu me senti a desconfortável.  

– “Pollo, pasta !?”



A americana entregou aquela bandeijinha de papelão recém-saído do microondas.


Caraca ! Conclui que má-educação não era regalia Made in Brazil.



Há  pouco tempo meu conceito sobre elas mudou. Ou seria por que mudei de classe ?



A troca não foi só por mais conforto. Foi por mais educação, gentileza e paciência de parte delas.



Na hora de escolher o menu do almoço, uma jovem se ajoelhou ao meu lado. 

– “Esqueci meus óculos” – gentilmente ela explicou prato por prato.

A outra chega:

– ” Com licença, Senhora …. champagne ?”

Caros, detesto ter que admitir isso… Mas é verdade.



Você pode não ter um pardal pra dar água, porém se estiver passeando com o cachorro esnobe da patroa, o tratamento será outro.



Viva as aparências !

Abigail Costa é jornalista e desde que escreve no Blog do Mílton Jung viaja de classe executiva 

Buracos viram arte no Canadá

 

Montagem de fotos de buraco

Um buraco pode ser muito mais do que um simples buraco quando a criatividade é explorada ao máximo. E o bom humor, também. É o que fazem os artistas canadenses Claudia Ficca e Davide Luciano ao forjarem situações inusitadas pelas ruas da cidade. Em uma foto, a moça lava roupa, na outra o rapaz se prepara para o mergulho, enquanto na terceira as meninas parecem estar em um spa.

Como criatividade e buraco não faltam na vida do paulistano, veja a galeria de imagens com o trabalho dos artistas no Canadá e coloque a sua cabeça a funcionar.

GCM se muda para sala sem estrutura no centro

 

Sala da GCM

Uma sala mal-cuidada e mal-cheirosa se transformou em local de apoio da Guarda Civil Metropolitana na Galeria Prestes Maia, no centro de São Paulo, desde que a base que havia na avenida de mesmo nome foi desativada, sexta-feira passada. As fotos foram feitas por integrantes da GCM que aguardam um lugar decente para fazer as refeições, preencher os relatórios operacionais e atender as pessoas desde que o posto que havia no Vale do Anhangabau foi abandonado. Isto ocorreu há mais de um ano, sob a alegação de que passaria por reforma. Tempos depois, a prefeitura anunciou que o local seria fechado e a justificativa era de que os guardas metropolitanos teriam mais utilidade circulando no centro do que parados em um posto. Sob esta administração, foram desativadas as bases Olido, Anhangabaú, Sé ,e Pça .Dom Orione, no Bixiga.

Avalanche Tricolor: Tem de rebolar

 

Votoraty 0 x 1 Grêmio
Copa do Brasil – Votorantim (SP)

Jonas é dos mais desengonçados atacantes que conheço. Ensaia belos dribles que nem sempre se completam, inventa chutes que na maioria das vezes acaba atrás da goleira e em campo carrega um olhar que me causa estranheza. Quando sofre falta joga-se no chão agarrado ao tornozelo e rola como artista de baixa qualidade, tenha sido atingido ou não. Chega a ser engraçado.

Mais graça ainda tem quando alcança seu objetivo: o gol. Nem tanto pelo gol em si – o que, convenhamos, já seria suficiente para me levar as gargalhadas -, mas pela dança desajeitada diante das câmeras. Hoje, acompanhado por alguns colegas, saracoteou na linha de fundo após fulminar a rede adversária com uma cabeçada, aos seis minutos do segundo tempo. Rebolou, mexeu as pernas, balançou os braços. Ao fim, confessou que a ideia foi de Douglas que ensaiou com ele no vestiário, antes da partida.

As coreografias de Jonas são conhecidas no estádio Olímpico desde que voltou a jogar pelo Grêmio. Faz a coisa tão mal que a mãe dele pediu para que deixasse a dança de lado, no ano passado. Foi atender o desejo materno, se machucou e ficou fora do time na parte final da temporada. Por isso, prefiro vê-lo faceiro a comemorar gols em vitórias necessárias como a desta tarde na pequena Votorantim, pela Copa do Brasil.

Necessárias porque a diferença entre os dois times é evidente e vai muito além do placar conquistado. Porém, dadas as condições impostas ao Grêmio para a prática do futebol foi de bom tamanho. O campo de jogo não merecia este nome. Era um enorme retalho de grama e buraco colocando em risco a integridade de jogadores profissionais. Aqui em São Paulo, encontra-se na várzea gramados melhores e dimensões maiores, inclusive com iluminação o que não ocorre no Domênico Paolo Metidieri, assim batizado em homenagem ao ex-presidente da Federação Paulista de Futebol, comendador Alfredo Metidieri – será motivo de orgulho para a família ?

Vítor, nosso goleiro e capitão, sério de mais para comemorar os gols com remelexos, comentou de maneira precisa, como suas defesas: – Ganhamos de dois adversários, o Votoraty e o gramado. E o Grêmio teve de rebolar muito para esta dupla conquista.