Avenida 1 x 3 Grêmio
Gaúcho – Santa Cruz (RS)
Tenho de acordar às seis da manhã e mesmo que me acostume a dormir tarde, assistir aos jogos que encerram a rodada da noite de quarta é sempre um esforço a mais. Principalmente por este compromisso de publicar a Avalanche Tricolor imediatamente após a partida. Minha jornada esportiva particular se encerra no começo da madrugada. Sem contar que com o jogo em andamento, não consigo fazer outras tarefas que precisam ser concluídas antes de dormir.
Se você é daqueles que apoiam o fim dos jogos que se iniciam às nove e 50 da noite, esqueça. Apesar de saber que o ideal é que os jogos se iniciassem mais cedo, não farei coro a ideia. O futebol está em um regime profissional e vem da televisão parcela importante do dinheiro que permite a compra dos jogadores que tanto reclamo. Alguma concessão os clubes tem de fazer.
Lembro, ainda, que apenas uma das partidas e somente da rodada de quarta-feira é que leva o torcedor a este sacrifício. Todas as demais são mais cedo nem por isso o público é maior. Nesta noite, por exemplo, o estádio dos Eucaliptos – de arquibancadas acanhadas e gramado esburacado – estava lotado, em Santa Cruz do Sul. Sei que não era preciso muito. Mas o que quero dizer é que não é o horário que afasta o torcedor, é a falta de infra-estrutura e segurança.
O vereador petista Enio Tatto está com projeto de lei que pede o encerramento das partidas no máximo às 11 da noite. Que me desculpe o parlamentar – torcedor do Grêmio assim como eu, mesmo morando há muitos anos em São Paulo -, mas esta questão me parece perfumaria. Muito mais significativa será a discussão em torno de outros ítens da proposta dele que prevê a identificação do comprador dos ingressos, bilhetes nominais, obrigações para os cartolas que doam entradas às organizadas e punição aos baderneiros com o afastamento dos estádios.
Você deve se perguntar por que falo deste assunto se poderia mais uma vez “rasgar seda” para o Imortal Tricolor. Primeiro, porque para escrever sobre este tema não precisava esperar até o fim da partida; segundo, porque com 59 segundos de jogo o Grêmio já vencia e começava o segundo turno como encerrou o primeiro: vencendo e na liderança.








