Ironia, na avenida Cruzeiro de Sul em Osasco, atingida por enchentes (Foto: Cátia Toffoletto)
Contraste, na poluição do Rio Pinheiros que ‘transborda’ sob a majestosa Ponte Estaiada, na zona Sul de São Paulo. (Foto: Pétria Chaves)
Nomes de ditadores e torturadores estão em praças, viadutos, ruas e avenidas de cidades brasileiras. Dificilmente, alguém se atreve a propor mudanças revendo as homenagens (indevidas) feitas no passado. A cidade de São Carlos, na região central de São Paulo, teve esta iniciativa descrita em reportagem publicada no site Jornalirismo e assinada por Wellington Ramalhoso, substituindo o delegado Fleury por Dom Helder Câmara:
A história é feita e refeita todos os dias, de todos os lados. O ano de 2009 vai embora e arrasta um triste símbolo da história recente do país. Na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo (a 230 quilômetros da capital), chegou ao fim uma homenagem ao mais cruel torturador da ditadura militar. A rua que levava o nome do delegado Sergio Paranhos Fleury passou a se chamar Dom Hélder Câmara.
Por mais de 29 anos, o nome do delegado batizou a pacata via com duas quadras residenciais no bairro Vila Marina, perto da movimentada rodovia Washington Luiz e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Era como se o sarcasmo e a crueldade característicos do personagem estivessem ali reproduzidos, perturbando nos mapas a consciência de quem tenta construir uma sociedade mais justa e livre. Era como se o desrespeito e o desprezo ao sofrimento dos torturados se perpetuassem.
Era assim por causa de um decreto assinado em 15 de maio de 1980 pelo então prefeito de São Carlos, Antonio Massei. Até então a rua levava o nome de travessa G. O entorno era pouco ocupado, mas a referência da região já era a delegacia erguida ali ao lado, na rua Santos Dumont, da qual sai a via em questão.
Massei foi uma figura histórica da política local. Teve três mandatos como prefeito da cidade – o primeiro ainda na década de 50. Segundo o presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lineu Navarro (PT), autor do projeto que retira o nome de Fleury, Massei sempre foi eleito com o apoio das camadas populares do município e não tinha vínculos com o movimento de repressão à oposição durante a ditadura. Lineu e moradores da rua atribuem a decisão de Massei de homenagear Fleury à influência de policiais que atuavam na delegacia vizinha. O batismo da rua foi determinado sem consulta aos vereadores da época.
Naquele mês, completava-se um ano da morte de Fleury. O delegado teria se afogado no mar de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, ao lado de um iate recém-comprado, no dia primeiro de maio de 1979. O caso ganhou ar de mistério por causa do passado de Fleury e pelo fato de a polícia paulista não ter permitido a autópsia do corpo.
O pedido inusitado está no no boletim Landmarketing, da Madiamundomarketing, que tem a frente Francisco Madia. Mas antes de deixar comentários aqui ou lá, leia até o fim, sem preconceito:
“Segundo estudos realizados pela FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA da USP, o chamado CENSO ANIMAL, em 2030, mantidas as taxas de crescimento atuais, o número de cães poderá superar o número de habitantes da cidade de São Paulo. Se até lá formos uma democracia de verdade, deveríamos eleger um cachorro para prefeito, e um gato para vice. Brincadeiras a parte, até que não seria uma má idéia, considerando a “qualidade” dos prefeitos da cidade de São Paulo, e da quase totalidade das cidades brasileiras.
O crescimento da população de cães e gatos na cidade de São Paulo é de arrepiar. De preocupação, e para muitos, de medo. Enquanto o número de paulistanos cresceu 3,6% nos últimos 6 anos, a população de cachorros cresceu 60%, e a de gatos – ATENÇÃO – cresceu 152%. Ou seja, o que já aconteceu em muitos países que famílias estão trocando seus cães – pelo trabalho que dão e envolvimento emocional que provocam – pelos gatos, também acontece por aqui. Uma outra razão pela preferência crescente pelos gatos, é que cães demandam espaços físicos maiores e gatos se ajeitam em qualquer cantinho.
Segundo o CENSO ANIMAL, a população canina oficial da cidade de São Paulo totalizou 2,4 milhões, e a felina, 580 mil. No CENSO ANIMAL anterior, 2002, o número de cães era de 1,5 milhão, e o de gatos, 230 mil. O CENSO constatou, também, total relação entre a presença de animais e lares com maior concentração de idosos, casais com filhos pequenos, ou grandes famílias.
Considerando-se que esse comportamento deve prevalecer em todos os próximos anos, o chamado PET MARKET continuará crescendo a taxas expressivas, e atraindo, cada vez mais, um número maior de empresas.
Com um cão na prefeitura recuperaríamos o verdadeiro sentido da expressão “eleger nossos representantes”.
Cidade com pouco mais de 63 mil habitantes, Fernandópolis é o primeiro município brasileiro a implantar o Cadastro Único de Violência Contra a Criança e o Adolescente, a partir de ação da Vara de Infância e da Juventude. O juiz Evandro Pelarin entendeu que o sistema poderia ajudar a identificar casos de meninos e meninas abusadas sexualmente ou vítimas de outras formas de violência, crimes subnotificados no Estado de São Paulo.
Há cerca de um mês a organização do Cadastro se iniciou e, de acordo com Pelarin, o primeiro caso de suspeita de violência contra criança foi apontado e está sob investigação.
Ouça a entrevista com o juiz Evandro Pelarin ao CBN SP
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Mais dinheiro em publicidade do que na área de risco. Menos verba para coleta de lixo em 2010 do que se teve em 2009. Menos grana para a canalização de córrego. Previsão de investimento menor nos corredores de ônibus. E mais um monte de números que causaram espanto no paulistano e ganharam destaque na mídia fazem parte do Orçamento da cidade de São Paulo para o ano que vem. São quase R$ 28 bilhões que podem ou não ser aplicados na capital, de acordo com o desejo do prefeito Gilberto Kassab (DEM), afinal o Orçamento não é impositivo – usa se quiser – e a prefeitura pode mudar o destino de até 15% desse dinheiro de acordo com seus critérios e necessidades.
Para cada polêmica, o líder do Governo na Câmara, vereador José Police Neto (PSDB), tentou dar uma explicação, durante entrevista ao CBN São Paulo:
Ouça a entrevista com José Police Neto
Por Carlos Magno Gibrail
De Roberto Campos a Walter Maierovitch.
A decisão do plenário do STF Superior Tribunal Federal manteve na quinta feira a censura ao Estadão. A liminar acatada pelo desembargador Dácio Vieira do TJ do DF iniciou o processo que foi ao STF pela ação do jornal O Estado de São Paulo contra a decisão de publicar informações relativas à operação Boi Barrica da Polícia Federal. A investigação apura irregularidades cometidas pelo filho de José Sarney, Fernando Sarney. O desembargador foi afastado do cargo por notória relação com a família Sarney.
Depois de 24 anos de democracia vimos o STF apontar contra a imprensa, jornalistas e agora contra um jornal.
É a censura à imprensa, escancarada e balizada na forma e não no conteúdo pelo que se viu quinta feira, quando seis ministros votaram a favor do arquivamento .
Roberto Campos, técnico renomado, mas critico implacável do tecnicismo inócuo, certamente abriria mais um capítulo no seu inesquecível “A Técnica e o Riso”.
Walter Maierovitch, desembargador e comentarista atuante, após uma aula de Direito em telefonema ontem, bem nos definiu tecnicamente a atitude da maioria do STF: “puro escapismo”.
Escapista e maniqueísta. É uma técnica ou uma inversão. Quando os meios se tornam os fins não se tem resultados. É o excesso da técnica que se converte em algo estéril, sem sentido.
A gravação que todos vimos, da neta pedindo cargo para o namorado, de entendimento direto e sem necessidade de explicações, chega ao STF e de repente através de um turbilhão de tecnicidades se distancia da realidade, ficando apenas a forma e ignorando-se o conteúdo.
Tão claro quanto o artigo 220, parágrafo segundo da Constituição que diz : “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.
E a quem compete em primeira instância salvaguardar a Constituição se não ao STF?
O STF utilizou argumento técnico para inviabilizar a ação de O Estado de S. Paulo. A principal justificativa para a negativa foi de que o STF não seria a instância correta para que o Estadão recorresse da decisão. Foi também considerado que esse tipo de ação não era adequado para os questionamentos que estavam sendo feitos.
O diretor do Grupo Estado, Ricardo Gandour considerou que o STF tratou com tecnicalidade o caso e enfatizou que os veículos devem ser acionados pelo que publicam, e não impedidos de publicar.
A jornalista Lúcia Hippolito numa inspirada e emocionante intervenção na rádio CBN na sexta feira lembrou, que nem na ditadura os ministros do STF sucumbiram ao poder estabelecido. Aliomar Baleeiro ao saber que três ministros tinham sido punidos por discordarem dos chefes militares, sapateou em cima da Constituição, como inversamente fizeram agora os seguintes ministros ao apoiar o arquivamento: Gilmar Mendes, Antonio Pelluso, Eros Grau, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski, José Toffoli. De outro lado os que votaram pela liberdade de imprensa: Carlos Ayres Brito,Celso de Mello e Carmen Lucia. E atenção Brasil, a família Sarney estende seu poder além do Maranhão e Pará, às Minas e Energia e Petrobrás. Além, claro, dos Mares.
Contemporânea a inserção na rádio CBN da atemporânea Sucupira, reapresentando O Bem Amado, estrelado pelo igualável Odorico Paraguaçu. Sucupiras e Odoricos temos as pencas. De bem amados, tenho minhas dúvidas.
Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e às quartas-feiras escreve no Blog do Mïlton Jung.

Os moradores de um bairro se reúnem e passam a levantar informações sobre casos de violência na região. Assaltos a residências, roubos de carro, furtos de celular ou sequestros relâmpagos são registrados no endereço em que houve a ocorrência a partir de um mapa que está à disposição na internet. A partir desta coleta, a polícia é mobilizada para atuar nos pontos em que mais ocorrem os crimes.
Esta ação comunitária se torna possível a partir de serviço desenvolvido pelo professor de computação da Universidade de Fortaleza, Vasco Furtado, com base em tecnologia que promove a construção colaborativa do conhecimento. O Wikicrimes está no ar há dois anos e nesta etapa inicial mobiliza comunidades para que estas registrem os atos de violência, mesmo aquelas que não foram transformadas em boletim de ocorrência.
Houvesse o apoio oficial das autoridades de segurança, o serviço conseguiria ter uma dimensão ainda maior, mas apenas o Estado de Minas Gerais se dispôs a colaborar até o momento. Em Fortaleza, onde vive o criador do serviço é onde está o maior número de casos registrados. São Paulo ainda tem pouca participação do cidadão.
Falta estrutura – e interesse – para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes no Estado de São Paulo. Centenas de casos de abuso deixam de ser registrados e punidos por falta de controle nas instituições de saúde, de acordo com o trabalho do advogado Paulo Ernani Bergamo dos Santos, que defende a implantação do Cadastro Unificado na Rede Hospitalar.
Com a informação em rede, seria fácil identificar se a criança que chegou ao hospital para atendimento teve passagem recente em outra instituição com quadro semelhante. A partir da suspeita, o profissional de saúde realiza triagem para verificar se havria sinais de violência.
A ideia está sendo desenvolvida em Fernandópolis, interior paulista, por iniciativa do Poder Judiciário, através da Vara da Infância e da Juventude. Cinco cidades baianas também iniciaram o controle, mas a falta de capacitação dos profissionais para identificar os atos de violência prejudica o combate aos agressores. Por isso, Paulo Ernani defende que ao mesmo tempo que seja criado sistema de coleta de informação, médicos, enfermeiros e atendentes sejam preparados para a tarefa.
Ouça a entrevista do advogado Paulo Ernani Bergamo dos Santos
Mulheres com colchões novos, doados pela prefeitura, retornam para suas casas que ainda estão tomadas pela água da chuva de uma semana atrás, no Jardim Pantanal. A cena demonstra como são frágeis os serviços de atendimento a população e parece não sensibilizar quem toma decisão em nome dela.
No Orçamento aprovado pelos vereadores de São Paulo, na tarde de terça-feira, estão destinados apenas R$ 25 milhões para as áreas de risco. Em contrapartida, R$ 126 milhões poderão ser gastos em publicidade da prefeitura. O total previsto para a ser investido pela prefeitura em 2010 é de R$ 27,8 bilhões.
Na votação, 42 vereadores foram favoráveis e 13 contrários ao projeto de lei que define como a cidade deve gastar o dinheiro arrecadado dos impostos e outras receitas.
A imagem é do Blog Notinhas de São Paulo, de Gilberto Travesso, enviada ao CBN São Paulo por e-mail
As caixas de madeira ainda estavam sendo abertas e as esculturas de Abelardo da Hora já atraiam os olhares no vão livre do Masp. Ao chegar lá no momento em que a instalação não havia sido concluída, o colaborador do blog Marcos Paulo Dias registrou imagens curiosas a medida que as fitas protetoras e a própria madeira dos caixotes se transformavam em uma intervenção capaz de mudar a mensagem original de cada peça.
Ele também conversou com o filho do escultor que acompanhava o desembalar das 25 toneladas de obras. Abelardo da Hora Filho contou que a retrospectiva celebra os 60 anos da primeira exposição do artista com trabalhos feitos em concreto polido e bronze que trazem para o coração paulistano a realidade do sertão, a cultura pernambucana e o apelo social que sempre inspirou o pai dele. O nu feminino que demonstra a admiração de Abelardo pelas mulheres completa a mostra “Amor e Solidariedade” que ficará na capital paulista até fevereiro de 2010.