Foto-ouvinte: Boa Noite, São Paulo !

&nbsp

Noite na tarde de São Paulo Eram quatro e 55 da tarde quando o ouvinte-internauta e colaborador do Blog, Armando Italo, fez esta foto na zona sul de São Paulo. Pela manhã, a Patrícia Madeira, da Climatempo, havia anunciado que o tempo iria fechar. E fechou mesmo. Aliás, anoiteceu bem mais cedo, caiu aquele pé de água e mais uma vez os alagamentos voltaram a brotar por todos os cantos.

Cidades não sabem quanto pode render obra pública

 

Obra cara é obra parada. O jargão na política ganhou forma a partir de estudos que demonstram o retorno financeiro – através da geração de impostos – que o poder público pode ter em investimentos planejados em infra-estrutura.

Em palestra realizada na Conferência das Cidades, promovida pela Câmara dos Deputados, o economista Joaquim Aragão, usou como exemplo a construção do metrô de Brasília que proporcionou o desenvolvimento de dois núcleos urbanos : “o ganho fiscal supera o valor aplicado na obra”.

Para o vice-diretor científico do Centro de Estudos Avançados em Transporte da Universidade Federal de Minas Gerais, as cidades brasileiras não tem necessidade de novas fontes de investimento, precisam é aprender a fazer conta. Muitas obras acabam tendo seus investimentos paralisados devido a necessidade de cortes no Orçamento que não levam em consideração o quanto esta poderá render aos cofres públicos.

Ouça a entrevista do economista João Aragão ao CBN SP

Matarazzo fora da prefeitura

 

Uma entrevista ao CBN São Paulo, com Fabíola Cidral, teria sido o ponto final na relação entre o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-secretário das Subprefeituras, Andréa Matarazzo (PSDB). Há duas semanas, ele disse que a sujeira na região central da cidade se devia a corte no pagamento para as empresas que fazem a varrição. Quem faz esta avaliação é o jornal Estado de São Paulo, em reportagem assinada pelos jornalistas Diego Zanchetta e Sílvia Amorim.

Matarazzo chegou a ser apresentado pela Veja SP como o xerife da cidade, após ações com destaque na mídia de fechamento de casas noturnas e lojas de luxo por falta de alvará. Desde o início da atual gestão, lia-se notas e notícias sobre a perda de poder dele. A criação da Secretaria Municipal de Controle Urbano era outro sinal claro de esvaziamento de quem chegou a prefeitura como homem forte de José Serra (PSDB).

O avanço pífio do projeto de recuperação da Cracolândia, centro de São Paulo, durante a primeira gestão, levou a prefeitura a mudar sua estratégia de atuação e tirou da Secretaria das Subprefeituras, sob o comando de Matarazzo, a administração do processo de revitalização da área.

Nota oficial divulgada pela prefeitura de São Paulo tem tom completamente diferente. Diz que a saída teria sido decisão dele e agradece pela dedicação à cidade. Sabe-se, porém, que notas oficiais são apenas “oficiais” e a história se conta no bastidor.

Fora da prefeitura, a expectativa é que Andréa Matarazzo se una a equipe que prepara a campanha de José Serra à presidência da República.

Parteiro por um dia

 

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

São Paulo, segunda-feira, 31 de Agosto de 2009 – 17:33 – Hospital M’Boi Mirim, Quarto 313 – 3º Andar, Zona Sul. “Enfermeira, enfermeira, tá nascendo”… cadê a enfermeira? E nada da enfermeira! O pai, em estado de desespero, decidiu fazer o parto por conta própria.

Depois de muitos gritos, suor e lágrimas, finalmente o abraço e o carinho da mãe. Isabele Mosquetto da Conceição veio ao mundo-, por obra completa do seu pai. Enfim, chegou a enfermeira, meio sem graça. – “Que horas que nasceu?” “Ainda bem que tinha um relógio na parede do quarto”.

Ricardo Rafael da Conceição, o pai, achou tudo muito estranho. “E se ela estivesse sozinha?” Na hora fiquei com medo de destroncar a ‘bichinha’. Sou marinheiro de primeira viagem”!

Giliane Vieira Mosquetto, 18, primeiro filho, já está em casa, andando. Isabele nasceu com 45 centímetros, 2 quilos e 145 gramas, foi registrada, passa bem e já sorri.

Senado proíbe propaganda eleitoral em muros

 

De um mal devemos estar livres na eleição do ano que vem. A pintura dos muros e paredes externas está proibida de acordo com o texto aprovado nas comissões de Constituição e Justiça e de Ciência e Tecnologia, do Senado. Porém, faixas e cartazes com até quatro metros quadrados poderão “sujar” as cidades desde que colocados em bens particulares.

A medida – pequena diante dos temas que estão em destaque na imprensa – interessa diretamente à capital paulista, pois garante, em parte, a conquista da última eleição, quando a lei Cidade Limpa prevaleceu.

Para o ano que vem, os vereadores paulistanos, com aval do prefeito Gilberto Kassab, se precipitaram e derrubaram barreira que havia em lei municipal para a publicidade nos muros e fachadas. Alegaram que sofreriam concorrência desleal os candidatos a deputado estadual ou federal com base na capital, já que esta propaganda estaria liberadas nas demais cidades do Estado. Registre-se: parte dos vereadores pretende disputar a eleição, em 2010.

O risco de a cidade se transformar em uma imundice ainda existe pois outras formas de publicidade externa devem ser permitidas como o uso cavaletes, bonecos e cartazes, entre as seis da manhã e às oito da noite.

As medidas que fazem parte do projeto que muda regras para a eleição do ano que vem devem ser votadas em caráter de urgência pelos Senadores. Rosean Kennedy, em Crônica do Planalto, repete há dois dias de que a pressa dos parlamentares é porque novas formas de financiamento de campanha foram criadas (internet e telefone, por exemplo). Em contrapartida, o controle dessas contas permanece frágil e o cidadão desprotegido dos abusos.

Da mala do Heródoto (III)

 

Depois de termos nossa série interrompida para uma notícia extraordinária (a volta do Heródoto ao trabalho), retomamos a caminhada pelas lembranças encontradas na bagagem de viagem do mestre. Réu confesso, HB disse que teve conhecimento de novas técnicas de rejuvenecimento durante as férias. Falou, em voz alta para todos ouvirem no estúdio, de uma clínica que oferece “botox express” e outra que faz leves aplicações nas rugas de expressão. Desconhecia tanto uma como outra. A preocupação de estar sempre motivado para novas aventuras ficou ainda mais clara quando descobrimos entre calças e camisas o anel que aparece na foto. A princípio imaginei ser uma pedra de ágata que estava em destaque. Soube – informação tirada do manual de uso – que tem a intenção de jamais deixar seu dono desprevinido. Em caso de emergência quebre o vidro e usufrua dos poderes da pílula azul. Bem sacado, além do anel ser de uma elegância ímpar.

Twittada do dia: Vaga para deficiente e crítica ao Kassab

 

Cid Torquato, do Cidade Inclusiva, na cadeira de roda, quase apanhou por reclamar vaga no estacionamento do aeroporto, em Guarulhos (SP). Ciro Vidal, advogado especialista em trânsito, bateu boca com uma moça que parou o carro em lugar reservado para deficiente, em aeroporto do Refice (PE). De um segurança de shopping, um dos muitos ouvintes-internautas que participaram do CBN SP, nesta quarta, ouviu: “pior quando eles saem mancando de dentro do carro para fingir que tem problema para depois passearem normalmente”.

Os três casos foram contados durante o programa no qual se falou sobre o Termo de Ajustamento de Conduta acordado entre o Ministério Público Estadual e 19 shoppings da capital paulista. Parte das vagas destinadas a deficientes terá de ser cercada para impedir que gente sem respeito ocupe o local indevidamente. Para abri-las, será preciso chamar um funcionário que não pode demorar mais de 15 minutos para aparecer.

Orientado pelo Cid, que entende muito do assunto e por isso é comentarista do CBN SP, soube que esta medida é bem-vinda. Confesso, porém, minha estranheza com esta necessidade. Colocar corrente e obrigar o deficiente esperar o segurança abrir a vaga é impor mais uma barreira por causa da falta de consciência do cidadão.

No Twitter cheguei a comentar: “se eu fumar no shopping, o estado multa; se eue estacionar na vaga de deficiente, não”. Ciro Vidal me ajudou a entender a dificuldade para impedir a irregularidade: por ser área privada, os agentes públicos de trânsito não podem agir. Agem dentro dos shoppings, fiscais da prefeitura e do Estado que não podem lavrar multa de trânsito.

Do que escrevi no Twitter, foi o que mais rendeu reprodução e comentários. Inclusive com manifestação da vereadora Mara Gabrilli (PSDB) criticando o prefeito Gilberto Kassab (DEM) que vetou lei para punir os shoppings que permitissem ocupação ilegal das vagas de deficientes: Reproduzo alguns:

Continuar lendo →

Tá fedendo: cocô de cachorro e saco plástico

 

Uma montoeira de sacos plásticos guardando cocô de cachorro para a eternidade. Escatológica e real esta cena, se levarmos em consideração hábito comum nas cidades. Os donos passeiam com seus cães, recolhem as fezes deles em saquinhos, destes que temos nos supermercados, fecham e jogam na lata do lixo. Eles vão se acumular nos aterros sanitários e levar uma centena de anos para se decompor.

Este foi um dos assuntos que levaram os ouvintes-internautas a enviarem mensagens para o CBN São Paulo, provocados pela reclamação de uma moradora do bairro do Morumbi, Soraya Lesjak, contra os donos de cães que usam a Praça Vinícius de Morais como banheiro público para seus bichinhos de estimação.

Claro que deixar o dejeto no meio do caminho é nojento e falta de respeito. Assim como recolher no saquinho plástico e jogá-lo embaixo da primeira árvore que aparecer, como foi descrito pela ouvinte-internauta, a Joana, que mora na Vila Mariana. Mas está na hora de darmos um passo a frente nesta história e abandonar o saco plástico.

Marcos Valenti, que por sinal frequenta a Vinicius de Morais e diz que a maioria das pessoas respeita o local, disse que ao sair para passear com seu cão leva sacos de papel, destes usados em padaria. Mesma tática da Tate Vieira.

Ricardo Ushida, dono do Tião, um dog alemão de 70 quilos, e do Elvis, um sheepdog de 36 quilos, depois de se dar conta que gastava três sacos plásticos por dia, mudou a estratégia: “Saio de casa com quatro folhas duplas de jornal, cada uma dobro no meio e depois dobro mais duas vezes, suficiente para ficar do tamanho do bolso. Quando os cães fazem suas necessidades, abro o jornal e recolho as fezes jogando na lixeira mais próxima.

A mudança de comportamento e o zelo pelo espaço público dependerão muito mais da consciência cidadã do que a força da lei. O Cláudio Vieira, do Adote um Vereador, alertou que a lei 13.131/2001, que disciplia a criação, propriedade, posse, guarda, uso e transporte de cães e gatos na cidade de São Paulo, determina, multa de apenas R$ 10 para quem desrespeitar o artigo 16: “O condutor de um animal fica obrigado a recolher os dejetos fecais eliminados pelo mesmo em vias e logradouros públicos”

A charge deste post é colaboração do cartunista Fausto Bergocce.

Ovo, água e moeda arremessados contra vereadores

 

Do site Taboão em Foco, do ativo Allan dos Reis, que aderiu a campanha Adote um Vereador e virou padrinho de todos os parlamentares da cidade de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo:


A Câmara Municipal de Taboão da Serra se transformou em campo de batalha nesta terça-feira, dia 01 de Setembro, depois que o prefeito Dr. Evilásio Farias encaminhou para votação, em regime de urgência, um projeto de lei complementar, que vai transformar a licitação do transporte alternativo de pessoa física para pessoa jurídica. A categoria teme que grandes empresas, inclusive de outros municípios, entrem e ganhem a licitação.

Leia a reportagem completa aqui

Ao Belluzzo, sem carinho

 

Por Carlos Magno Gibrail

Como avô e economista, chego à conclusão que os últimos dias não tem sido os melhores para ostentar estas condições.

Sarney (dono do Mar, do Maranhão, do Pará, do Senado e da maior cara de pau) o avô que apóia o nepotismo, Mercadante (economista tratadista da irrevogabilidade) revogou o irrevogável e Belluzzo (economista bom de bola, mas nem tanto de contas) conseguiu errar em 200 bilhões uma conta de 288 bilhões do Mantega, mandou publicar no Globo, mas não assessorou o assessorado Giannetti, que hoje chora os 200 bilhões a pagar e a “quebra dos exportadores”.

Eis aqui a fala de Belluzzo retratada no jornal O GLOBO há dias, antes, portanto do almoço com o Ministro da Fazenda na sexta feira:

“Em abril de 2007, a pedido de um grupo de exportadores – a Belluzzo e Associados Ltda. e a LCA Consultores Associados – realizaram um estudo sobre os valores do Crédito Prêmio de IPI, chegando ao expressivo valor de R$ 69,7 bilhões. Tomando-se em conta uma margem de erro de 20% para cima ou para baixo, este valor pode oscilar entre R$ 55,8 bilhões e R$ 83,7 bilhões.

Chama a atenção particularmente a cornucópia de cifras absurdas apresentadas em editoriais e matérias editorializadas: R$ 288,0 bilhões, nem R$ 208, nem R$ 280, mas R$ 288 bilhões. A unanimidade em torno dos valores do Crédito Prêmio de IPI permaneceu inabalável nas manchetes e artigos que circularam nos últimos dias nas várias cidades brasileiras: R$ 288,0 bilhões. Diante de retumbante unanimidade, deveríamos, no mínimo, destinar um pouco de atenção – e curiosidade, por que não – para a fonte que alimentou nossos formadores de opinião: o terrorismo anti-exportador e anti-nacional”.

O economista sofismou, pois ignorou que os 288 bilhões foram calculados e extensivamente publicados pelo Ministério da Fazenda, o que explica a unanimidade, além de confundir incentivo com subsidio o que gerou o grito do GATT.

É bom lembrar que os exportadores tiveram incentivos de todos os lados: eliminação dos impostos diretos, Befiex, investimentos do BNDES em modernização, empréstimos favorecidos através de ACEs, etc. etc. Foi com esses incentivos que os exportadores contribuíram, em cinco anos, para a formação do maior volume de reservas de nossa história.

Dizer que o não reconhecimento do crédito-prêmio é o mesmo que lutar contra as exportações é uma forma de terrorismo que fica bem em campos de futebol, mas não se justifica em questões técnicas como essa.

O veto do presidente Lula, seguindo a decisão do STF ainda não dá sossego, se atentarmos aos interesses e as armas envolvidas.

Aqui, verdadeiramente, o nosso país nunca antes teve tal montante em risco para pagar.

Como presidente do Palmeiras, o economista deve ter noção do absurdo destes números, pois mesmos os originais calculados por ele, 55, 88 ou os 288bilhões da Fazenda, estão muito distantes dos “modestos” 14 bilhões para a COPA 14.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, economista, avô, escreve às quartas no Blog do Mílton Jung e ainda assim dá conta do recado.