Tire 25 min para pensar na sua vida em São Paulo

IRBEMTire um tempo do seu dia. Não precisa ser muito, não. Bastam 25 minutos dessas 24 horas que temos à disposição. E pelo tamanho da tarefa, o tempo até é pouco. Você está sendo desafiado a refletir sobre sua vida na cidade de São Paulo. Os fatores que o levam a ter melhor qualidade de vida, a se sentir bem no ambiente urbano.  E para ajudar, está na internet o relatório com os Indicadores de Referência de Bem-Estar (IRBEM), uma série de perguntas sobre temas que variam da beleza que queremos na nossa vida – e pode ser na sua casa, bairro ou cidade, assim como no seu corpo – até os hábitos de consumo que lhe levam a comprar novidades tecnológicas a todo momento ou a gastar apenas com o razoável. No IRBEM vai-se medir ainda nossas percepções de bem-estar na educação, transporte, saúde, habitação entre outras áreas.

O CBN São Paulo vai acompanhar de perto este projeto do Movimento Nossa São Paulo por acreditar que temos a oportunidade de enxergar a capital paulista de forma mais crítica, um olhar que pode fazer a sociedade mais consciente de suas reivindicações e direitos.

Para responder o questionário você não precisará de mais de 25 minutos. É só clicar AQUI e pensar na sua vida em São Paulo.

Ouça a reportagem de Juliano Dip sobre o IRBEM

Ouça a entrevista com Oded Grajew, da Nossa São Paulo

Ouça a entrevista do sec. municipal de Educação, Alexandre Schneider

Canto da Cátia: Fila para o título

Corinthians ingresso

Desde sábado já havia gente rondando o Pacaembu. Era da torcida do Corinthians, de olho na fila para a compra de ingressos à final da Copa do Brasil, quarta, contra o Inter. A multidão começou a se formar mesmo de domingo para cá. E, lógico, a Cátia Toffoletto não poderia se ausentar. Lá estava, bem cedinho, contando para os ouvintes-internautas da CBN qual o clima para a venda de ingressos. Dizem que conseguiu comprar dois bilhetes: um para ela. E o segundo ? Pra quem vai ficar ?

“Se você tem uma cidade onde as pessoas pedalam …”

“… esta é uma cidade agradável”, diz um dos entrevistados de documentário produzido pela ONG Interface for Cycling Expertise, com sede nos Países Baixos, que incentiva projetos em favor do uso da bicicleta e iniciativas de mobilidade de baixo custo. Uma das muitas lições que você receberá ao assistir ao vídeo ‘Ciclovia para cidades que queremos’ à disposição no You Tube.

A dica foi do ouvinte-internauta Reginato Andre Rezende Moschen que encontrou o material no site English Experts.

Vereadores trocam tapa em São Bernardo

adote.pngLadrão, leviano, tapas e U$ 23 mi de dólares a menos para a área da saúde. Das palavras ao ato, a sessão da Câmara Municipal de São Bernardo, quarta-feira 10.06, não resultou em coisa boa para uma das principais cidades do ABC Paulista. A briga foi entre dois vereadores que decidiram levar ao pé da letra o sobrenome de família:  Admir Ferro (PSDB) e Zé Ferreira (PT).

O desentendimento se deu devido a tentativa dos governistas convocarem a secretária municipal de Educação Cleuza Repulho para que explicasse a situação em que encontrou a pasta que havia sido ocupada por Ferro na gestão anterior do prefeito Willian Dib (PSB). Os vereadores passaram a discutir de forma agressiva e não se contiveram: partiram para tapas e empurrões. Teve vereador jogado sobre a mesa de taquigrafia e outro que marcou presença com pontapés nas canelas dos adversários políticos.

A confusão travou a sessão e a Câmara não pode aprovar projeto que previa empréstimo do BID para a saúde. Como era último dia para votação, agora somente ação judicial da prefeitura poderá fazer copm que U$ 23 mi cheguem à cidade.

Tá na hora do cidadão adotar os vereadores de São Bernardo e passar a controlar o comportamento de seus representantes.

TV Câmara explica falha na internet para Adote

adote.pngProblemas técnicos na transmissão da sessão da Câmara Municipal de São Paulo  pela internet levaram integrantes do Adote um Vereador a discutir sobre a qualidade do serviço prestado pelo legislativo. Durante seminário realizado há uma semana sobre a participação da sociedade civil no parlamento, alguns participantes do encontro também reclamaram de dificuldades para assistir à programação.

Uma das queixas foi pela falta de informação sobre a data em que o programa ou sessão foram gravados. Além disso, criticou-se a necessidade de a TV Câmara dividir espaço com a TV Assembleia.

A reclamação do Adote um Vereador chegou ao diretor da TV Câmara, Fernando Lancha, que explicou, por e-mail, que o sumiço do áudio durante o discurso dos vereadores teve origem “em um problema em nossos servidores”. O diretor colocou seu endereço eletrônico à disposição para caso alguém encontre dificuldade na transmissão das sessões: lancha@camara.sp.gov.br.

A TV Câmara é transmitida na TV a Cabo pelos canais 9 e 66 da TVA e nos canal 7 da Net. Em alguns pontos analógicos a transmissão é feita no canal 13. O horário de exibição vai das 12hs às 20 hs e retorna às 2hs e vai até as 6hs. Nos fins de semana, o horário vai das 8hs até as 20hs. O horário na internet é o mesmo que na TV a Cabo.

Avalanche Tricolor: O esquema não é tudo, a vitória é

Fluminense 0 x 0 Grêmio

Brasileiro – Maracanã


Foi a campo finalmente o esquema 4-4-2. Talvez tenha sido imaginação minha ou problema no áudio da televisão, mas juro que ouvi ecoar nas arquibancadas do Maracanã o grito da torcida tricolor (o gaúcho, é lógico): “1, 2, 3  o 4-4-2 é no Rei”. Se não foi isso, foi algo parecido.

Minha incapacidade de enxergar os tais posicionamentos, já confessada nove dias atrás, quando escrevi a última “Avalanche”, só me permitiu identificar que o time jogava de maneira diferente quando ouvi o locutor do PPV anunciar que o Atlético Mineiro de Celso Roth fazia o primeiro gol contra o Náutico e assumia a liderança do Campeonato Brasileiro naquele momento.

Foi ali que lembrei que Roth formava o Grêmio com um tal de 5-3-2 que por algum motivo era odiado pela crônica esportiva e por torcedores. Corri para ver como o ex-técnico gremista havia montado o seu Atlético. Não é que o Galo dava show no Mineirão jogando em um 4-4-2.

Fiquei sem entender. Lá com esse posicionamento o Galo já fazia 3 a 0 no Náutico e no Maracanã, Grêmio e Fluminense empatavam. Qual a diferença ? Simples, os gols. Aqueles mesmos que Parreira, por coincidência no comando do nosso adversário de hoje, um dia disse que era apenas um detalhe.

Seja qual for o esquema se não resultar em gols, o futebol perde a graça. E eu ainda sou dos torcedores que vou a campo para me divertir. Com a vitória do meu time, é claro. Que esta venha no meio da semana quando estaremos em campo pelo que realmente nos interessa: o tri da Libertadores.

Pra falar de amor

Por Maria Lucia Solla


Olá,

Pra falar de amor precisa ter coragem, porque amor é coisa séria, entremeada de muita bobagem.

Amor é feito de tudo, principalmente de cor, de alegria e de muito bom humor.

Amor é leve mas tido por pesado; é livre, corre solto, e sofre se acorrentado

Não importa. Se eu disser que sei de amor, estou mentindo; num dia disserto, no outro penso: será que enlouqueci? De certo!

Pensando no amor, suspiro, me viro, busco palavras e quase piro!

Faz três dias que me afino, buscando o termo certo, mas não encontro nem um por perto.

As letras brincam comigo; me espreitam e riem de mim, fugindo, se escondendo, quando eu acho que tô podendo.

Me dá as costas não é, palavra danada. Se me irrito, me calo e não digo mais nada. Você vai ver, eu paro de escrever.

Dito isso, penso: que doida esta situação! Eu querendo escrever e as palavras se pondo a correr.

Se vão então as palavras, aos saltos, aos centos e eu correndo atrás delas, tentando salvar  aos menos os seus acentos.

Pensa que vão em procissão, cabeça baixa balbuciando uma oração?

Que é isso, que nada! Saem correndo de mão dada, rindo e pulando, em bando, uma alegre gurizada!

Então me faço menina pra surpreendê-las na esquina.

Não há estratégia que vingue, se a gente se põe muito sério. Amor quer flor,  quer cor, mas aceita também um leve impropério.

Peço a Deus e a Nossa Senhora que me mostrem o rumo do amor e ouço claramente a resposta ao meu clamor:

E amor tem rumo certo? Amor é livre, é solto. Deixa teu coração escancarado de tão aberto que você vai encontrar, de certo!

Ainda teimando, palavras eu tento ajustar. O sujeito vai aqui, e um verbo não pode faltar. E o resultado e que minha mente também teima e continua a falhar.

E ouço ainda de longe a voz de um anjo que insiste. E amor tem regras, menina? Só se você quiser perdê-lo ali, na próxima esquina.

Que é isso? Insisto. palavra é palavra e eu sou gente! Sou o máximo da criação, penso toda imponente.

E é aí que apanho, levo um tombo tamanho que me deixa tonta, sem conseguir pensar, e é só então que consigo do amor começar a falar.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, escreve no Blog do Milton Jung.

Hoje é dia da Parada Gay

Foto da Parada do Orgulho Gay 2008, São Paulo, do álbum de Savaman, no Flickr

Neste domingo, milhares de pessoas seguem para a avenida Paulista para comemorar a diversidade e gritar contra a homofobia, temas que se destacam em meio as cores que marcam a Parada do Orgulho LGBT. Mas é em 28 de junho que se realiza o Dia Internacional do Orgulho Gay, data na qual, no ano de 1969, se iniciou uma série de manifestações contra a violência policial no bar Stonewall Inn que reunia gays em Nova Iorque. O movimento ficou conhecido como Rebelião de Stonewall.

No ano passado, o Grupo Nuances em parceria com a rádio Ipanema FM, ambos do Rio Grande do Sul, levaram ao ar campanha bem humorada e atrevida, batizada “Encha o peito também de orgulho”, que provocou uma diversidade de reações.

Ouça a campanha publicitária do Dia Internacional do Orgulho Gay, do Grupo Nuances e Rádio Ipanema FM

Conte Sua História de São Paulo: Dos velhinhos

Por César Cruz
Ouvinte-internauta do CBN SP

Ouça o texto “A história dos velhinhos” de César Cruz

Como são gostosas as histórias que os velhinhos contam!

Quando eu era menino lembro de ouvir meu pai dizer a cada vez que perdíamos um ancião da família: “Que pena, mais um velhinho que parte levando suas histórias!”. Uma grande pena mesmo!

Meu tio Milton, irmão mais velho do meu pai, contava causos sensacionais passados na meninice deles. Tais histórias envolviam tios e parentes que eu e meus primos nem havíamos conhecido! Era sempre uma delícia ouvir relatos de uma época tão diferente da nossa, e de imaginar nossos pais ainda crianças, aprontando as mais diversas safadezas em uma cidade tão diferente da que conhecemos hoje, com poucos carros, outros hábitos de vida… Tão ingênua!

Minha mãe também era dona de histórias ótimas. Eu gostava de uma em especial.   Nela, papai e mamãe ainda namorados, no final dos anos 50, foram certa tarde ao cinema e depois a uma lanchonete no centro da cidade comer um hot dog, programa típico de casaizinhos jovens da época.

Pouco antes de irem embora, já à noitinha, minha mãe, que era linda – e as fotos não desmentem -, levantou-se e desfilou em direção ao banheiro. Na outra extremidade do estabelecimento havia um grupo de 4 sujeitos mal-encarados rindo e bebendo. Quando ela passou toda graciosa em sua saia e blusa, um deles curvou-se para trás na banqueta e segurou-a pela cintura: “oi chuchuzinho, vem comigo, vem…”. Minha mãe, temperamento forte que sempre teve, não titubeou, desceu-lhe um sonoro tapa na cara.

Meu pai que terminava seu cachorro-quente na outra ponta da lanchonete ouviu o bafafá e quando se virou viu parte da cena. Tomado por uma ira explosiva, característica de sua personalidade, não contornou o balcão em formato de “U” duplo, preferiu ir saltando-o olimpicamente, pisando alternadamente nas banquetas fixas e nas mesas, para desespero dos casais de namorados que, assustados, tiravam da frente suas garrafas de Grapete e Coca-caçula e seus pratos com misto-quente! Em segundos estava cara a cara com os sujeitos!

Deste momento em diante, minha mãe dizia que sua vista havia escurecido e que ela não conseguiu ver mais nada. Apenas alguns flashes teriam ficado tatuados em sua lembrança. Neles via homens sendo arremessados pelo ar e se estatelando sob pilhas de copos e pratos, como nos filmes de saloon.

Em certa parte do relato, Dona Diva passava a falar baixinho e a espiar por cima do ombro, como se houvesse o perigo de alguém, 50 anos depois, ouvi-la. Confidenciava que, na escuridão do seu pânico, pode escutar os sons dos murros, os gritos abafados de dor na voz dos homens e os ruídos secos de maxilares e ossos sendo quebrados… Terminava dizendo que não esqueceria aqueles sons ainda que vivesse 100 anos, e que desde aquele dia, passou a morrer de medo a cada vez que meu pai ficava nervoso: “ninguém segura ele, Cesar… ninguém!”.

No final da história, o jovem Aloísio, atleta praticante de judô e boxe, deixara os 4 maus-elementos moídos no chão em meio aos escombros.

Partiram correndo a tempo de pegar o bonde andando.

Minha mãe, assim como o meu tio Milton, já se foram. Partiram levando com eles todas aquelas apaixonantes histórias… Irrecuperáveis, por mais que nós, os filhos, tentemos reproduzi-las.

Eu, infelizmente, não tenho mais avós nem pais vivos. Transformei-me precocemente em um órfão de causos sensacionais como estes… Arrependo-me tanto por não ter gravado os meus velhos contando alguns deles!

O autor de hoje foi César Cruz. A sonorização é de Cláudio Antonio. Você também participa enviando seu texto ou arquivo de áudio para  contesuahistoria@cbn.com.br.