Vereadores de Diadema perdem 13º e vale-refeição

Adote um VereadorO Ministério Público conseguiu liminar que suspende o pagamento de 13º salário e a concessão de vale-refeição aos vereadores de Diadema, benefícios aprovados por eles próprios no início dos trabalhos legislativos deste ano. Um dos argumentos usados pelo promotor público Jairo Edward De Luca é que a fixação do valor do subsídio somente valeria para o ano seguinte a aprovação.

O presidente da Câmara Municipal de Diadema, Manoel Eduardo Marinho (PT-SP), na época em que os projetos estavam em discussão, justificou a mobilização dos colegas dizendo, ao CBN São Paulo, que “vereador é trabalhador”.  O pagamento do 13º salário e do vale-refeição custaria ao cidadão de Diadema quase R$ 208 mil.

Por ser liminar, fique atento, pois pode ser derrubada a qualquer momento.

Vereador vê ‘gordura’ na Câmara de São Paulo

Adote um VereadorA reforma administrativa realizada na Câmara Municipal entre 2003 e 2004 teria economizado cerca de R$ 30 milhões do Orçamento Público com o corte de serviços e cargos, segundo o vereador Cláudio Fonseca (PPS) que coordenou o projeto que extinguiu barbearia, parte da gráfica, funções de assessores da mesa diretora e dos gabinetes, entre outras ações.

Fonseca disse que na reforma proposta haveria, por exemplo, o fim do departamento médico o que ainda não ocorreu, segundo pode-se constatar na entrevista do presidente da Câmara Antonio Carlos Rodrigues (PR) à Cristina Coghi que você ouve dois posts abaixo.

De acordo com o vereador do PPS que retornou à Câmara Municipal neste ano, o legislativo teria realizado a “reforma da reforma”. No programa apresentado em 2003, a Câmara teria estrutura mais enxuta do que a existente hoje.

Ouça a entrevista do vereador Cláudio Fonseca (PPS), ao CBN SP

Excesso de cargos é para indicação política, diz professor

Adote um Vereador

A existência de 56 cargos de supervisor na Câmara, mais de 60 diretores na Assembleia e 180 no Senado tem um motivo em comum: a criação de vagas para atender indicações políticas de parlamentares. A constatação é do professor de economia da FGV e PUC/SP Nelson Marconi, especialista em setor público e desenvolvimento, entrevistado no CBN SP.

Marconi entende que há diferenças entre a administração pública e privada, mas não se justifica que o número de diretores no legislativo seja muito maior do que aquele mantido nas empresas privadas. Nem mesmo a ideia de que os cargos são criados com o objetivo de melhorar o salário do servidor é aceita por ele.

Ouça a entrevista do professor Cláudio Marconi ao CBN SP

Câmara gasta mais com supervisor do que Assembléia com diretor

Adote um VereadorA Câmara Municipal de São Paulo gasta R$ 4 milhões 774 mil em salário para manter 56 funcionários no cargo de supervisor – média de pouco mais de um supervisor por vereador. O custo é maior do que os R$ 4 milhões que a Assembléia Legislativa desembolsa para sustentar 67 diretores, fato que causou escândalo semana passada.

O levantamento na Câmara de Vereadores foi feito pela repórter Cristina Coghi que constatou que na estrutura da casa existem duas secretarias gerais, oito diretorias e os tais 56 supervisores. O cenário atual é um retrocesso a reforma administrativa que havia sido realizada em 2004 na qual uma série de funções foram extintas. Na época, o anúncio dos cortes foi comemorado pelos vereadores que tentavam comprovar o cuidado que tinham com o dinheiro público.

De acordo com reportagem que vai ao ar no Jornal da CBN e no CBN São Paulo desta terça 31, o inchaço da Câmara foi retomado em 2007. O presidente atual da casa, vereador Antônio Carlos Rodriguez (PR), prometeu que pedirá novo estudo para revisão dos cargos.

Ouça a reportagem completa de Cristina Coghi

Foto-ouvinte: O velho e a criança

A criança e o velho

O avô – ou seria o pai ? – todos os dias leva duas crianças para a esquina da rua Paula Souza e Florêncio de Abreu, centro de São Paulo. E lá deixa sua equipe de plantão a pedir esmola quando o sinal fecha. Eles ficam ali “onde todos veem mas ninguém enxerga”, escreveu o ouvinte-internauta Samuel Oliveira que está indignado com a situação encontrada a 200 metros da sede da Fundação Casa e bem próximo do Palácio da Polícia.

Da semente do café nasce uma empresa de ônibus

Por Adamo Bazani

ônibus da Parque das Nações

Fundada em primeiro de agosto de 1956, a empresa Transportes Coletivos Parque das Nações, é uma das mais antigas do ABC Paulista, ainda em operação. Sempre teve a mesma garagem, na Praça Chile, onde,  havia brejos e ruas de terra, sinais de que a região pouco se desenvolveria. Não para quem era visionário. E otimista.

Apesar de a empresa ter sido criada em Santo André e ter sua história ligada ao crescimento do ABC e da capital paulista, a viação começa mesmo em Laranjal Paulista, interior, em uma lavoura de café. Os irmãos Antônio Sófio e Eunízio Sófio davam duro na plantação, desde as cinco da manhã até o cair da tarde. De família italiana, os dois eram obstinados pelo crescimento e não se conformavam com pouco.

No período pós-Segunda Guerra Mundial, a crise econômica afetava todos os setores. A indústria do café não era mais a mesma. No entanto, o fluxo de imigrantes para as plantações não parava. Os irmãos, que já eram casados e tinham família para sustentar, não tiveram dúvida: é na cidade que vai dar pra fazer a vida.

Depois de obter informações sobre as cidades que cercavam a capital com os próprios vendedores de café, viram que, apesar da crise, um setor não iria parar: o de transportes. As pessoas precisavam se locomover, enquanto a indústria dava sinais de que seria a solução nacional para uma economia que sucumbiria no pós-guerra, se continuasse majoritariamente agrária.

Foram 16 anos de luta: entregando leite em caminhões Ford surrados, levando operários por conta própria em peruas velhas, até que, “raspando todas as economias da família até o osso”, os irmãos conseguiram fundar a empresa de ônibus.

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Prefeitura anuncia hoje Plano de Metas

A prefeitura de São Paulo anuncia nesta terça 31 o Plano de Metas para os próximos quatro anos da gestão Kassab. O programa está previsto na Lei Orgânica do Município, modificada no ano passado, por iniciativa popular. Uma das novidades será a criação do Observatório do Cidadão no qual poderá ser feito o monitoramento do trabalho realizado pela administração municipal no sentido de atingir até 2012 os resultados apresentados no Plano. O Óbservatório estará acessível na internet a partir de amanhã, quarta 01.04, no endereço www.prefeitura.sp.gov.br/agenda2012.

Na área de educação, por exemplo, um dos pontos previstos pela prefeitura é o de oferecer vagas em creches suficientes para atender toda a demanda de crianças com até quatro anos, indo ao encontro do programa de governo que elegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM). No meio ambiente, a pespectiva é de se plantar até 800 mil árvores em quatro anos. As metas vão muito além, pois tratam de todas as secretarias municipais e mais as 31 subprefeituras.

O secretário municipal do Planejamento, Manuelito Magalhães, chamou atenção para a criação de metas internas na própria prefeitura para que a gestão do serviço prestado tenha melhores resultados.

Ouça a entrevista do secretário Manuelito Magalhães, ao CBN SP

Ouça o que disse Oded Grajew, do Nossa São Paulo, sobre o Plano de Metas da prefeitura

Avalanche Tricolor: Noves fora

Entra de uma vez, deve pensar Makelele (Foto: Grêmio.net)

Grêmio 2 x 0 São Luis
Olímpico – Gaúcho

Segunda-feira, 7 e meia da noite. Arquibancada quase vazia, via-se muito mais faixas e bandeiras do que torcedores. O barulho que sempre toma conta do Olímpico era quase um ruído por trás da transmissão do PFC – que voltou a apresentar problemas no sinal, por três ou quatro vezes. Os loucos da Geral estavam lá porque sempre estão. O Grêmio também estava porque é obrigado a dividir a saga da Libertadores com jogos pelo Campeonato Gaúcho.

Foi, aliás, o primeiro jogo de uma série de quatro que serão disputados em apenas nove dias. Desses, um para garantir presença entre os classificados à próxima fase (já foi), outro para se manter em primeiro lugar no grupo (será quinta à tarde), o terceiro válido pelas quartas-de-final do Estadual (no domingo). Para fechar a sequência, dois dias depois da disputa de uma das partidas eliminatórias do Gaúcho, pega o Aurora pela Libertadores (na terça).

Mal tratado pelos cartolas, ao Grêmio resta encarar este desafio e provar a todo jogo que é capaz. Hoje, foi com os titulares e mostrou o que os comentaristas gostam de chamar de “volume de jogo” excepcional. Pouco deixou o adversário fazer em campo. Vitor, sério, praticamente não sujou o uniforme. Mesmo assim, a bola parece ainda ser um obstáculo a ser vencido. Apesar de bem cuidada, tocada com carinho, deslocada para que se apresente diante do gol, teima em não entrar.

É certo que entrou duas vezes, hoje, pelos pés de Makelele, o simpático coringa, e de Reinaldo, talvez o último dos atacantes na lista de preferência do torcedor (a propósito, bonito gol fez Reinaldo).  Assim como também é certo que a bola entrou no gol adversário sempre que mais precisamos: na Libertadores. Mas bem que poderia ser um pouco mais generosa nem que fosse por gratidão ao time que tantas vezes estará em campo na semana que apenas começa.

Fiscalização incomoda vereador Apolinário, em São Paulo

Adote um VereadorO parlamentar brasileiro não está acostumado a ser fiscalizado. Parece se sentir ameaçado pelo olhar apurado do cidadão. Por isso, alguns reagem de maneira negativa como ocorreu com o vereador Carlos Apolinário (DEM), de São Paulo.

Ao receber mensagem de Alessandro Temperini que decidiu adotá-lo, mostrou inconformidade com o trabalho deste jornalista e da ONG Voto Consciente, sobre a qual disse “não tem legitimidade para acompanhar o trabalho de quem tem mandato popular”. Explica que enviou um questionário para obter informações sobre a entidade e poder avaliar (dar nota) a ONG, mas não teria recebido resposta.

A informação não está correta. O Movimento Voto Consciente encaminhou por e-mail a resposta ao vereador Apolinário que talvez não tenha identificado a resposta em sua caixa de correio. Sendo assim, aproveito este espaço para reproduzir as perguntas do vereador Apolinário e as respostas da ONG Voto Consciente:

C.A –  Quem são seus diretores (nome completo)?
V.C – Os nomes estão disponíveis no site do Movimento Voto Consciente (www.votoconsciente.org.br)

C.A –  Qual o salário de cada diretor?
V.C –  O trabalho dos membros é VOLUNTÁRIO. Desde sua fundação, em 21 anos de trabalho, nunca houve e não há qualquer remuneração financeira de qualquer membro da Diretoria.

C.A – Quantos funcionários tem a ONG e qual o valor da folha de pagamento?
V.C – O Movimento Voto Consciente conta com o trabalho estritamente voluntário de conselheiros, associados e colaboradores. Consta da folha de pagamento do Movimento Voto Consciente uma única funcionária, que exerce seus préstimos profissionais (em meio período diário), devidamente registrada conforme as leis trabalhistas vigentes.

C.A – Quanto a ONG gasta por ano e no quê?
V.C – Os recursos do Movimento Voto Consciente são angariados através de anuidades dos voluntários contribuintes, doações e colaborações. Estes são direcionados aos trabalhos Movimento Voto Consciente. No site http://www.votoconsciente.org.br estão descritos as propostas,as metas e os trabalhos realizados.

C.A – Qual a filiação partidária de cada membro da diretoria?
V.C – O Movimento Voto Consciente é uma entidade cívica,totalmente APARTIDÁRIA, onde todos os voluntários (diretoria, inclusive) não apresentam filiação partidária. A filiação partidária de qualquer membro do Movimento Voto Consciente incorre em seu desligamento da entidade.

C.A – Os senhores concordam em colocar suas declarações de bens na Internet, como fazem os vereadores?
V.C – Os vereadores são FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS eleitos pelo cidadão, de onde provêm os recursos para seu trabalho. A resposta seria Sim, se a lei assim exigisse de cada cidadão da sociedade civil. O Movimento Voto Consciente tem por finalidade conscientizar os cidadãos sobre a importância do direito ao voto no exercício da cidadania e valorizar a postura ética e transparente dos representantes políticos eleitos, ou por estes nomeados. Cobrar a atuação do parlamentar para colaborar no aprimoramento de mecanismos que garantam maior participação da sociedade civil, contribuindo com valores democráticos.

As conclusões são minhas:

O vereador Apolinário confunde suas obrigações de homem público com o direito do cidadão de fiscalizar.

Critica a forma como é fiscalizado pois diz ter mandato popular, legitimado pelo povo. Ou seja, entende que eleito tem direito a fazer o que bem entender e dar explicação a quem quiser.

A ONG Voto Consciente tem todo o meu respeito, mas não faço parte da organização.

Aguarda-se, ansiosamente, a nota que o vereador Apolinário dará à ONG após ler as respostas aos seus questionamentos.

O Adote um Vereador não tem dono, nem mesmo apoio oficial de qualquer entidade, pelo menos em São Paulo. No entanto, tem recebido o incentivo (moral, vereador, apenas moral) de grupos que defendem a participação do cidadão no parlamento, inclusive de alguns vereadores.

A campanha é resultado de uma ideia levada ao ar no CBN SP e aceita por dezenas de cidadãos. Hoje, uma rede social aberta organiza as informações na internet, mas há muitas pessoas que, motivadas pelo programa, decidiram acompanhar o trabalho do parlamentar por conta própria. Um direito do cidadão, apesar de muita gente ainda não entender desta maneira.

40 mil já bloquearam ligações dos tele-chatos

O consumidor já pode cadastrar números de telefones fixo ou móvel, do Estado de São Paulo, que ficarão bloqueados para o recebimento de ligação de empresas de telemarketing. O Procon paulista abriu um canal em seu site para que o cidadão ou empresa registre as linhas que estejam em seu nome, sem nenhum custo.

No mesmo espaço, além de pedir o bloqueio ou o desbloqueio, será possível registrar reclamações contra quem desrespeitar a lei 13.226/08.

As empresas de telemarketing de outros estados também ficam proibidas de efetuar ligações para os números bloqueados, em São Paulo.

De acordo com informações do assessor chefe do Procon de São Paulo Carlos Coscarelli, desde sexta-feira, cerca de 40 mil linhas telefônicas foram cadastradas.

(novas informações publicadas às 11 horas, 30.04)