O carroceiro saiu a passear com as crianças que pareciam se divertir na carona do carrinho usado para transportar material reciclável. A imagem foi registrada pelo ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, na rua Professor Picarolo próximo da avenida Nove de Julho, na Bela Vista, em São Paulo.
Avalanche Tricolor: Minha paciência vale R$ 6
Ulbra 1 x Grêmio – B 1
Gaúcho – Canoas
Emoção, muita emoção. O futebol brasileiro nos leva a prender a respiração, sentir o sangue pulsando mais forte nas veias, e o coração bater como se fosse explodir, mesmo antes de a partida se iniciar. A medida que a hora do jogo se aproxima este sentimento aumenta. Tensão. O controle remoto treme na mão apontado para o aparelho de TV, os números teclados demoram a aparecer; antes da imagem surgem os letreiros sobre uma barra azul e o nome do seu time não está ali. Você se apressa a teclar outros números, outro canal, e mais um momento de hesitação, espera. Nada, nada de o clube pelo qual você torce aparecer na tela. Quem sabe mais para frente ? Não, mais para trás. Quem sabe na grade de programação ? Não, em lugar nenhum.
Frustração. Apesar de você pagar quase R$ 50 pelo direito a assistir às partidas do seu time na televisão, o PFC – nome do canal que oferece (?) os jogos dos campeonatos regionais de vários estados brasileiros, inclusive o Gaúcho – mais uma vez lhe deixa na mão. Em nenhum canal pago, o seu Grêmio está presente. Pela segunda vez em pouco mais de um mês.
A bola já rola, e você corre ao telefone para saber o que está acontecendo. Logo que liga para o serviço de atendimento da NET é vítima de um golpe que a operadora de TV a cabo aplica no Código de Defesa do Consumidor. O sistema automático atende sua ligação e gera um número de protocolo (no meu caso 003090055082539) para, em seguida, deixar-lhe pendurado ao telefone sob a promessa de que um atendente vai lhe atender. Foram mais de 30 minutos de espera, ouvindo sempre a mesma gravação, o anúncio de um programa qualquer pelo qual não estou interessado. De repente, um ser humano fala do outro lado e seu coração volta a bater forte. Meu problema será solucionado.
Após ouvir minha reclamação, e eu ter de ouvir alguns “um minuto, senhor” e “estou verificando, senhor”, descubro que um problema técnico impede a transmissão da partida, em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre. Mas, incrível, o jogo passa na TV aberta, diz o atendente. Ou seja, quem não pagou, lá no Rio Grande do Sul, assistiu ao jogo do Grêmio e Ulbra, pela RBS TV, quem pagou não teve este direito.
Questionei o funcionário sobre os meus direitos, e descobri que terei um desconto na minha fatura de R$ 6,00. É o preço da minha paciência e da incompetência do serviço oferecido aos assinantes. Detalhe: só terei o desconto porque reclamei, pois este não me foi oferecido como deveria ser de praxe em empresas que respeitam o consumidor.
Após tantas emoções, descubro que, em campo, o futebol que o time reserva do Grêmio apresentou não valia sequer os R$ 6 que recebi de desconto.
De céu e inferno
Por Maria Lucia Solla
Olá,
A turba alvoroçada prepara-se para um encontro com um mestre. Esperam que, num passe de mágica, ele possa lhes abrir as portas do céu. Ansiedade campeia e prolifera no ar.
A figura do mestre se aproxima sem que ninguém perceba. Nada de carruagem de fogo, helicóptero, ou nave espacial. Chega sem cortejo. Passeia o olhar pela multidão, sorri e não diz; pergunta: Quem sabe onde ficam Céu e Inferno?
Após um mergulho no silêncio da surpresa, segue-se um ensurdecer de vozes descompassadas, pipocam desmaios, e alguns entram em transe, falando línguas só conhecidas no recôndito de suas próprias almas. Ninguém sai incólume. Há os que ficam imóveis, o olhar perdido num horizonte qualquer, tomando coragem para ver, e há outros, fisicamente agitados, que despejam, em público, o conteúdo de malas e malas de conceitos sufocantes, dos quais nunca haviam se separado. E endireitam a coluna, aliviados do peso. Ele olha. Sorri novamente um sorriso maroto, e vai embora. Parte como chegou. Sem Pompa e Circunstância.
Se isso aconteceu ontem, hoje, nesta realidade ou noutras paralelas; se ainda está para acontecer ou ainda se nunca aconteceu, não faz a mínima diferença.
Se eu estivesse lá, faria parte do grupo que fala mais que a boca. Diria que hoje vejo claro e cristalino que céu e inferno não ficam nem lá em cima, nem lá embaixo. À esquerda, à frente, à direita ou atrás. A gente se acostumou a olhar para fora.
Quantas vezes transitei por esses dois conceitos! Pior do que o esquizofrênico que constrói o castelo de areia e vai morar nele, eu acabava morando num castelo de areia que nem era meu. Tropeçava no céu e dizia: Inferno! Vivia um tempão ardendo no mármore do inferno, acreditando que aquilo era o mais próximo do céu que eu conseguiria chegar.
Então, fi-nal-men-te entendi, na mente e no coração ao mesmo tempo, que não fazia mais sentido continuar acreditando num céu e num inferno tamanho-único Não fazia sentido continuar a fingir que acredito que tudo acontece do lado de fora. Joguei fora a crença de que alguém pode manejar as rédeas da minha vida, enquanto eu descanso dela.
Não acredito mais que ter razão seja importante, e procuro não desperdiçar os preciosos minutos da minha vida, perseguindo sonhos que decididamente não são meus.
E você? Como andam seus conceitos de céu e inferno?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.
De céu e inferno na voz da autora e com a música War cantada por Edwin Starr
Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e autora do livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês. Todo domingo relata por aqui a experiência conquistada desde os tempos em que pulava amarelinha
Avalanche Tricolor (extra): Corinthians é tricolor (gaúcho)
Com o patrocínio que vai lhe garantir o ano, o Corinthians assume as cores do tricolor gaúcho. E foi o próprio patrocinador quem chamou atenção para o fato, certamente interessado em valorizar a camisa corinthiana: “A camisa ficou muito bonita, preta, branca e o azul da nossa marca”, disse José Antônio do Prado Fay, diretor-presidente da Batavo, que se declarou torcedor do Grêmio. Já tem o Mano, já tem o Willian, já tem o mosqueteiro como símbolo. Agora com a camisa “tricolor”, quem sabe o Corinthians chega a Libertadores.
Foi a caipirinha: Cartilha com erro vira galhofa no Chile
Com ironia e bom humor, foi assim que o jornal chileno La Nacion tratou do erro encontrado em cartilhas de geografia distribuídas pela Secretaria Estadual de Educação, em São Paulo. A manchete entre aspas grafou as duas palavras de maneira errada, e a reportagem diz que os autores brasileiros teriam decidido refazer o trabalho de Simon Bolivar e redesenharam a América do Sul, beneficiando o Paraguai com uma saída para o Atlântico e lhe oferecendo mais um território, afastando o Uruguai do mar, retirando um pedaço da Bolívia – “sem ao menos dar-lhe uma prainha” – e eliminando do mapa o Equador.
Para que não ficasse dúvida, o jornal resolveu ilustrar a reportagem com as correções feitas no mapa entregue aos alunos das escolas públicas do Estado de São Paulo. E concluiu o texto: “Buena la caipiriña!”.
Foto-ouvinte: No trilho
“Foi uma emoção boa, semi-nostálgica, quando vi os trilhos aparecendo nas escavações”, escreveu o ouvinte-internauta Maurício Petrosino que após ouvir a notícia de que durante uma obra no Jardim Paulista haviam sido descobertas estas relíquias foi até lá para registrá-las em foto. Os trilhos apareceram na esquina das ruas Veneza e Antônio Bento quando uma retroescavadeira estava em ação. Para Petrosino, “aquele local mais parecia um retorno dos bondes de alguma linha que tanto poderia vir da Av. Paulista, como ‘pegar’ a Avenida Brasil no sentido Pinheiros ou Ibirapuera”.
Heródoto Barbeiro me garantiu que não foi ali que sofreu o atropelamento de bonde aos 5 anos de idade, fato já contado no quadro Conte Sua História de São Paulo.
Conte Sua História: Um homem, muitos sentimentos
Do preconceito a oportunidade, a história contada pela ouvinte Cristina Novaes passa por diferentes sentimentos. Em trabalhos sociais, ela pode conhecer um pouco mais da nossa cidade. E gravou seu depoimento para o programa Conte Sua História de São Paulo.
Ouça a história de Cristina Novaes
Leia outros capítulos da nossa cidade, no livro Conte Sua História de São Paulo, publicado pela Editora Globo. E participe deste quadro enviando o seu texto ou depoimento em áudio para contesuahistoria@cbn.com.br
Síndrome de Down: sexo é tabu; preconceito é doença
A mãe de um jovem britânico portador da Síndrome de Down faz campanha para que o filho tenha relações sexuais, segundo informa o Portal Terra. A iniciativa dela está registrada em documentário que será transmitido pelo canal 3 da BBC. Lucy Baxter sempre defendeu a ideia de que Otto Baxter, 21, tivesse uma vida normal, apesar da doença.
A notícia chama atenção, é claro. Mas o que me leva a escrever dela neste espaço é o espanto que tive ao ler as mensagens deixadas por internautas no Portal.
Bizarrice, disse um. Notícia a não se levar a sério, comentou outro. Impedir qualquer tipo de relação para que mais crianças não nasçam com o problema, surgeriu um terceiro. Houve quem aproveitasse o anonimato para gracinhas sem-graça. Salvaram-se os comentários de pessoas que, direta ou indiretamente, tem relação com o assunto.
A relação sexual de pessoas com Síndrome de Down ou com alguma restrição intelectual é tabu e tema dos mais complicados para as famílias, educadores e profissionais da área de saúde. Há dúvidas sobre a melhor forma de se comportar diante do desejo natural de homens e mulheres. Muitas vezes, o constrangimento dificulta a conversa mais aberta e esclarecedora. Mas é realidade a ser discutida.
Dois vereadores já apresentam nota fiscal, em São Paulo
O primeiro foi o petista Donato. Nesta semana, o tucano Floriano Pesaro, questionado pelo Adote um Vereador, também passou a prestar conta dos gastos com a verba indenizatória, publicando as notas fiscais e o CNPJ das empresas contratadas. Dos demais 53 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo sabe-se pouco, a maioria não deu sinal de vida.
Dalton Silvano (PSDB) respondeu a “madrinha” Michelle Teixeira que os valores gastos são divulgados no portal da Câmara e os fornecedores, CNPJ, e outras informações são de domínio público e estão registrados no 10º Cartório de Registro de Título e Documentos. Michelle não se deu por vencida, procurou o cartório e soube que precisaria entrar com um pedido com o número do microfilme, pagar R$ 20 – valor que pode aumentar dependendo o número de documentos – e esperar até o material ser liberado. Bastante prático.
Toda esta dificuldade certamente não se deve ao fato de o tucano ter sido um dos vereadores que mais usaram a verba indenizatória na Câmara, em janeiro: R$ 10.242,00. Dalton Silvano havia declarado, há duas semanas, de que a publicação da lista de fornecedores seria usada para os jornalistas pegarem no pé das empresas.
Mara Gabrilli (PSDB) disse, por e-mail, que vai divulgar os dados provavelmente a partir de abril após a reformulação do site dela. A vereadora defende que não se deve avaliar o parlamentar apenas pelo total de gastos da verba indenizatória. É preciso ver como este dinheiro está sendo aplicado.
Tem razão, mas enquanto a Câmara Municipal não toma a iniciativa de fazer esta divulgação detalhada fica impossível avaliar qualitativamente o uso desta verba. Mara gastou R$ 3.115,94, em janeiro. Donato R$ 4.118,09 e Floriano Pesaro R$ 782,83.
Cada vereador paulistano tem direito a reembolsar R$ 14.859,38 por mês para cobrir gastos com telefone, material de escritório, correio, combustível, consultoria, transporte e locação de veículo. Caso não gaste toda a verba em um mês pode acumular para os demais. Até esta data, a verba indenizatória do mês de fevereiro não foi publicada no site da prefeitura.
Aproveite o tema e pergunte ao seu vereador como ele gasta o dinheiro do gabinete e peça para ele divulgar a prestação de contas com CNPJ, nome dos fornecedores e as notas fiscais emitidas. Lembre-se, é com dinheiro público que eles mantém o gabinete.
Foto-ouvinte 2: Carro à deriva
Um veículo navegando nas águas do Córrego do Menino causou medo e surpresa entre as pessoas que passavam pela estrada das Lágrimas, em São Caetano do Sul, região do ABC, no fim da manhã desta quarta 19.03. A imagem foi feita pelo ouvinte-internauta Luis Felipe Delacasa que registrou o fato no seu telefone celular. O motorista do Fiar Idea perdeu o controle do carro devio a água que encobria a pista e foi parar dentro do córrego.


