Canto da Cátia: Pobre da zebra

Desrespeito no trânsito

Por esta rua, os carros chegam a avenida Francisco Matarazzo, na Lapa. A atenta Fernanda Toffoletto, filha da famosa Cátia, sacou o celular para registrar o carro que passava pela faixa zebrada, proibida para circulação. A cena lembra o que veremos aos montes nesta sexta-feira com a saída para o litoral e interior, no feriado de Carnaval: motoristas invadindo o acostamento para escapar do congestionamento. Outra constatação da foto feita pela repórter-mirim: tem de reforçar a sinalização de pista. Sobre isso, aliás, já falamos bastante nesta semana.

Serviço no asfalto é muito ruim, dizem autoridades

A avenida acaba de receber o recapeamento, nem chegou a ser pintada a sinalição na pista (o que demora muito, conforme falamos em post mais abaixo) e daqui a pouco chega um caminhão da Sabesp, descem os funcionários e começam a arrombar o piso, novamente. Para piorar, quando vão embora deixam aquela cicatriz na avenida que se revela na figura de um calombo no asfalto.

A cena é muito comum na cidade de São Paulo e protagonizada pela má-qualidade do serviço de recuperação do asfalto. A prefeitura e a Sabesp concordam que o trabalho feito é ruim, dizem que já sentaram várias vezes para falar sobre o problema, e acreditam que a situação está melhor (?).

O secretário das Subprefeitura Andrea Matarazzo  afirmou ao CBN SP que a multa é uma das maneiras de fazer com que as concessionárias como Sabesp e Congás melhorem o serviço prestado. O diretor de Sistemas Regionais da Sabesp Humberto Semeghini admite a má-qualidade do serviço.

A prefeitura nem pode reclamar tanto assim das empresas, pois ela própria realiza um trabalho de baixo nível na Operação Tapa-Buraco. Aliás, interessante notar que tanto o secretário Matarazzo e o diretor da Sabesp dizem que as empresas que prestam este serviço de recapeamento são muito ruins.

 Ouça a entrevista do secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo

 Aqui você tem a resposta de Humberto Semeghini, da Sabesp

Aviso aos navegantes e carnavalescos, também

Terça-feira de Carnaval não é feriado oficial. Não quer dizer que você terá de se apresentar no escritório de terno e gravata. Mesmo porque se o fizer talvez dê de cara na porta. Mas se for convocado para trabalhar, será obrigado a tirar a fantasia e não vai receber o dia trabalhado em dobro. Quem afirma é Ana Palmira Arruda Camargo, chefe da fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo.

Italianos novinhos em folha

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Amaroni

O lugar ainda tem cheiro de tinta fresca. Abriu as portas em janeiro, com a proposta de oferecer uma cozinha italiana simples, com uma ou outra pitada criativa. As saladas socorrem quem procura um almoço mais leve e também fazem o papel de entradas. Com preço de prato principal (R$ 26,50), a salada brasiliana combina folhas, surubim defumado, castanhas salteadas com ervas e vinagrete de laranja. A receita só desanda na quantidade exagerada de um creme azedo que esconde o gosto delicado do peixe. Entre as massas, fique com os tradicionais nhoque e lasanha. A cozinha do chef João Velasco ainda peca por alguns preparados pesados e um tanto ácidos, como o molho de limão que acompanha o conchiglione de alcachofra. De sobremesa, ponto altíssimo para a torta de maçã servida quente com calda de doce de leite e sorvete de canela.
R. Clodomiro Amazonas, 77, Itaim-Bibi

Antonietta

Mais um restaurante abre as portas na R. Mato Grosso, região em torno do Cemitério da Consolação que virou reduto gastronômico. A nova casa é de dois ex-sócios do Genova, Eduardo Ursini e Mario Martini, que desta vez apostaram num perfil mais moderninho, com menos jeito de cantina. O cardápio é reduzidíssimo, uma única folha que lista cerca de 20 pratos de massa, carne e peixe, do clássico spaghetti a carbonara, servido al dente, bem gostoso, ao atum crestado, selado na chapa, acompanhado de refogado de tomates. Os preços não são baratos: o prato mais em conta sai por R$ 38. Para a sobremesa, poucas escolhas: frutas assadas com sorvete de creme (muito sequinhas, sem graça), torta de chocolate cremosa, sem farinha, ou pudim de pão à italiana, a opção mais saborosa. No subsolo funciona uma pequena adega, onde são armazenados os vinhos da Itália, França, Chile e Argentinos. Só que o ambiente ainda não está climatizado, as garrafas são resfriadas à mesa, o que nem sempre funciona a contento.
R. Mato Grosso, 402, Higienópolis

Cara feia prá mim é intestino preso

Por Abigail Costa

Não sei se você já se deu conta de quantas pessoas com as quais cruzamos corredor a fora tem a mesma cara:  fechada, de mau humor, sem paciência.

Um dia ou outro, vá lá. É a enxaqueca que persiste. O cheque especial explodindo. A conta no vermelho. O tempo mais apertado do que o orçamento. Mas não me refiro desses de-vez-em-quando. E sim da cara fechada de-vez-em-sempre.

Pode estar certa, na maioria dos casos esse fenômeno vem com segundas intenções: provar autoridade, querer se impor.

A grosseria é um torto pedido de respeito. “Eles” se esquecem de um detalhe; SOMOS PARCEIROS APENAS DE QUEM ADMIRAMOS. Aí sim, de forma respeitosa.

Se eles e elas conhecessem o diagnóstico médico do mau humor tenha certeza que a cara ENFEZADA seria amenizada.

Enfezado (a), vem de IRADO (A), ENRAIVECIDO (A), BRAVO (A), MUITO NERVOSO (A). Literalmente quer dizer “CHEIO DE FEZES”,  situação que provoca rancor na pessoa quando esta acumula muitas fezes no organismo.

Olhando por este lado fica mais fácil de compreender. Aceitar já são outros tostões.

Essa é mais uma bobagem que alguém copiou de alguém que pensa que deu certo e passou a diante.

Bom humor é para poucos e bons. Se você é uma delas, não se intimide, passe a frente.

Como de louco e médico cada um tem um pouco, se cruzar com alguém enfezado por aí, sugira um laxante (no mercado há vários naturais, sem efeito  colateral).

Ao persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado.

Abigail Costa é jornalista e toda quinta-feira escreve aqui no blog porque nunca teve medo de cara feia.

Buraco e falta de sinalização põem motorista em risco

Pista na USP

Buraco demais, sinalização de menos. Em um caso ou em outro, os motoristas correm risco de acidentes, além de haver prejuízo para a fluidez do trânsito. E São Paulo é campeã nestes quesitos. Com o período de chuva, a situação se agrava. No entanto, mesmo com tempo seco a falta de conservação das ruas e avenidas é evidente. No início da administração Serra/Kassab se tentou acelerar o ritmo das obras de recuperação de pistas, principalmente nas vias de maior movimento. Os números de quilômetros asfaltados porém são insuficientes para amenizar o drama de quem anda de carro pela cidade.

Nesta semana, os dois casos ganharam destaque no CBN SP. Os buracos chegaram na bronca do diretor da ONG Transparência Brasil  Cláudio Weber Abramo durante entrevista no programa. Apesar de o tema ser o comportamento ético de vereadores, Abramo não se conteve ao ouvir a leitura de e-mail de um ouvinte-internauta, pediu licença e tascou a criticar a prefeitura pela falta de manutenção das pistas: “tem de andar de caminhão para suportar os buracos”, disse ele.

De acordo com o ouvinte-internauta   Fernando Garcia mesmo avenidas há pouco tempo recapeadas sofrem com os buracos. Ele cita em mensagem as avenidas Marechal Tito (São Miguel), Pires do Rio (Itaquera) e a Rua Mohamad Ibrahin Saleh (Vila Curuçá)  que “estão se esfacelando, com enormes buracos e ondulações, principalmente na faixa de rodagem dos ônibus”. Fernando pergunta se a empresa que presta o serviço não deve oferecer garantias para a prefeitura.

O Fábio Eduardo Flório diz que este é o mesmo caso da rua Tabapuã que foi recuperada, em seguida apresentou buracos e agora “a prefeitura faz a operação tapa-buraco de maneira porca”.

Fora quando a prefeitura recupera e chega uma das concessionárias (Sabesp e Congás, principalmente) que resolve fazer obras no local, como lembra Daniel Aveiro. Na rua Marechal Mallet, na Vila Zelina, o trabalho da Sabesp chegou a ser realizado duas vezes seguidas, com diferença de 30 dias, afirma Claudinei Di Angelis, logo após a recuperação das calçadas e da via pela prefeitura.

A falta de sinalização também foi tema provocado pelos ouvintes-internautas.

“A sinalização horizontal tem a finalidade de transmitir e orientar os usuários sobre as condições de utilização adequada da via, compreendendo as proibições, restrições e informações que lhes permitam adotar comportamento adequado, de forma a aumentar a segurança e ordenar os fluxos de tráfego”. (Resolução nº 236/07 do Contran).

Portanto, a prefeitura ao permitir que avenidas de grande fluxo fiquem sem a sinalização na pista está infringindo o Código Brasileiro de Trânsito. E não apenas nesta via da zona sul.

De acordo com o ouvinte-internauta Renato Primi também não há pintura na Estrada de Itapecerica, entre os números 5 mil e 8 mil e 500. Júlio Melo diz que na rua da Mooca, no Brás, a situação é semelhante. Lembra, ainda, da avenida Zachi Narchi, onde inclusive as lombadas não estão sinalizadas.

Problemas foram constatados, também, na avenida Nossa Senhora do Sabará, na zona sul da cidade, recentemente recapeada em um de seus trechos. Aliás, o registro desta reclamação no ar gerou uma incrível resposta da Companhia de Engenharia de Tráfego: “o serviço se iniciará em 45 dias”. Não bastasse a demora para fazer a pintura na pista, a CET ainda pede um mês e meio para executar o trabalho. Haja paciência !

Agora o outro lado: “Temos prioridades”

Ouça a resposta do Secretário Municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes

Foto-ouvinte: Mais um lançamento imobiliário

área verde à disposição

Fácil acesso ao centro da capital, vista para o rio, ampla área verde, vagas ilimitadas na garagem e energia elétrica gratuita são algumas das vantagens oferecidas a estas famílias que estacaram suas barracas na alça de acesso da Ponte do Limão, zona norte da capital paulista. As imagens (clique acima e você verá as demais) foram enviadas pelo ouvinte-internauta Alexandre Távora de Matos Mangueira e mostram o início de mais um empreendimento imobiliário irregular na capital paulista.

Meninas da CBN ganham Prêmio Imprensa-2009

Rosean Kennedy conquistou espaço nobre na programação da CBN com o comentário “Crônica do Planalto”. Passo a frente na carreira que construiu como repórter na cobertura política, em Brasília.  Agora é reconhecida, mais uma vez, ao vencer o Troféu Mulher Imprensa, promovido pela revista e portal Imprensa. O nome dela foi o preferido na pesquisa feita pela internet na categoria “Repórter de Rádio”.

Nesta quinta edição, a CBN venceu em mais duas categorias. Lucia Hippolitto conquistou a categoria “Comentarista de Rádio”, enquanto Mariza Tavares levou a melhor como “Diretora ou editora de redação”, concorrendo com mulheres-executivas de todas as demais mídias.

Da casa, também, Miriam Leitão levou a melhor na categoria “Comentarista de Jornal” pelo trabalho realizado em O Globo.

A entrega dos troféus será realizada em festa, nove de março, no Bar Brahma, em São Paulo.

Marcelo Aguiar diz que patrimônio aumentou após declaração

O vereador Marcelo Aguiar (PSC), de São Paulo, nega irregularidades na declaração de bens feita ao TSE antes da campanha eleitoral, em 2008. Ele é um dos três vereadores da capital paulista citados pela Transparência Brasil pela incompatibilidade entre o que alegam ter de bens e o que doaram para a própria campanha.

Na declaração de bens de Marcelo Aguiar aparece o valor de R$ 1.020,00 referentes a cota em uma sociedade (R$ 1.000,00) e duas contas bancárias (R$ 10,00 em cada uma). No entanto, ao prestar contas da campanha a vereador informou ter feito doação de R$ 4.500,00. De acordo com o parlamentar, o dinheiro foi obtido após a declaração de bens pois “a vida continua”.

Ouça a explicação do vereador Marcelo Aguiar (PSC-SP)

A vereadora Marta Costa (DEM) alegou, pela assessoria, que não tinha como falar sobre o assunto no CBN SP, mas prometeu dar uma resposta ainda na tarde desta quarta-feira. O vereador Abou Anni (PV) não atendeu as ligações do CBN São Paulo. E no gabinete dele a informação passada foi de que somente ele poderia falar sobre o assunto. 

Acesse AQUI a entrevista com a Transparência Brasil sobre as divergências das declarações feitas pelos vereadores de São Paulo e outros parlamentares brasileiros.

Mais uma leva de novas casas

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Meu sushi

O restaurante moderninho, instalado num charmoso sobrado nos Jardins, segue a linha saudável. O cardápio oferece opções de combinados, com cortes grossos e frescos, com pouco carboidrato (Leve light), com mais carboidrato para quem pratica atividades físicas (Esporte), veggie (com pouco peixe), com peixes grelhados e na chapa (Nada cru) e vegan (só com legumes e verduras) e entradinhas leves como o gostoso e sequinho bolinho de soja com nozes e hortelã. Para beber, o suco Meu sushi leva abacaxi, clorofila e hortelã é ótimo e bem natureba (não leva açúcar). Caso prefira refrigerante, no almoço, o refil é grátis: é só encher direto na máquina. Se a pressa for muita, pegue o seu combinado na grande geladeira que fica na entrada do salão e leve para viagem.
Al. Campinas, 1179, Jardim Paulista

Na Cozinha

O nome diz tudo: quem escolhe um lugar no diminuto salão se sente praticamente dentro da cozinha da nova casa, pilotada pelo chef e professor Carlos Ribeiro. Dentro do ambiente envidraçado, oito ex-alunos dele se revezam no fogão, no preparo de receitas brasileiras renovadas e servidas com capricho. O picadinho, prato de resistência do almoço executivo, chega à mesa em porções delicadas, tudo separadinho em cumbucas de cerâmica – só o feijão, apesar de bem temperado, tinha caldo meio ralinho. À noite, entram em cartaz algumas opções mais elaboradas, como um curioso pastel aberto de pernil agridoce oferecido como entrada; risoto de rabada; nhoque de batata com ragu de galinha e quiabo; e moqueca paraense com arroz negro com coco. Para a sobremesa, tem arroz vermelho brûlée com creme de goiabada cascão e um mix de compotas brasileiras. Na sobreloja, um espaço para cursos e eventos estava programado para funcionar a partir deste mês.
R. Haddock Lobo, 955, Jardim Paulistano

Zena

A nova casa de Juscelino Pereira, do Piselli, é comandada pelo filho, Dudu Pereira em parceria com o chef Carlos Bertolazzi. O restaurante tem jeitão despojado, salão arejado e serviço atencioso mas não lembra em nada o Piselli: é feito para petiscar, tem pouquíssimas opções no menu e muitos “lanches”. O cardápio traz deliciosas e crocantes focaccias com o della casa (recheada com queijo stracchino) e saborosos paninnis como o Bologna (focaccia aberta recheada com mortadela com pistache, alface e pasta de limão siciliano) e o integral com lascas de salmão defumado ao azeite e dill. Para quem quer algo mais consistente, a casa oferece cinco pratos, como a massa de lasagna servida no prato com molho de funghi– no ponto, mas sem graça e tempero. As saladas, todas com ingredientes orgânicos, também precisam de mais sabor e, pelo preço sempre acima de R$ 20, maior fartura de ingredientes.
R. Peixoto Gomide, 1901, Cerqueira Cesar