Canto da Cátia: Sujeira na Lapa

Lixo na Lapa

Lixo em área verde e grama alta no passeio público foram encontrados pela repórter Cátia Toffoletto nesta manhã, no bairro da Lapa. A foto aí de cima foi feita na esquina das ruas Dalton e Racine e mostra o desrespeito do cidadão com sua cidade. O material está acumulado em local inapropriado. A grama alta que você vê nas fotos arquivadas no álbum do CBN São Paulo no Flickr (clique na imagem acima e faça uma visita as outras fotos) é resultado da falta de conservação da prefeitura.

Agora o outro lado

Resposta da Secretaria das Subprefeituras:

“Com relação à informação veiculada nesta quarta-feira (18) no Jornal da CBN e no CBN São Paulo referentes à presença de mato nas regiões de Freguesia do Ó e Lapa, informo que, por conta destas denúncias, equipes da Subprefeitura de Freguesia/Brasilândia realizarão nesta semana os serviços de poda e corte de mato na praça na Avenida General Edgar Facó, saída da Ponte do Piqueri. A Subprefeitura Lapa também irá providenciar corte de mato nos locais apontados pela rádio – ruas Dalton e Racine, canteiro central das avenidas Ermano Marchetti e Marquês de São Vicente e Praça Jácomo Zanella. Aproveito para informar que esta subprefeitura acabou de contratar mais seis equipes de poda, e irá dispor, a partir do dia 25 de fevereiro, de um total de dez grupos – com aproximadamente 60 funcionários – para cuidar de suas 320 áreas verdes. Ao todo, as subprefeituras contam com cerca de 700 responsáveis pela conservação de áreas verdes na cidade. No período de chuvas, de outubro a março, quando a grama cresce com mais rapidez, esse efetivo aumenta em 30% – ficando em torno de 900 pessoas. As subprefeituras que têm mais regiões arborizadas – Sé, Lapa, Vila Mariana, Pinheiros e Butantã – contam com cerca de oito equipes cada para a realização de poda e corte de grama.”

Samba, suor e… paladar, tato, olfato, audição e visão

Por Carlos Magno Gibrail

Águia de Ouro 2008

Baseado na pesquisa da empresa Millward Brown a respeito da ligação entre as marcas e o grau de sensibilidade que despertam nos consumidores, Martin Lindstrom publicou “BRAND SENSE construindo poderosas marcas através do Tato Paladar Olfato Visão e Audição”. “Best seller” internacional publicado em 2005, tem levado as empresas seguidoras a posições invejáveis no mercado. A Interbrand pesquisou e publicou um ranking considerando a utilização dos cinco sentidos. Singapore Airlines, Apple e Disney são as três primeiras colocadas.

Martin estava no centro nervoso de Tókio, cercado de out doors, luminosos, vitrines, sons variados e uma infinidade de odores quando identificou um cheiro familiar remetendo-o a sua infância na Dinamarca.
Foi o suficiente para iniciar o projeto que resultou no livro e posteriormente todo um negócio em torno dos cinco sentidos.

O “ovo de Colombo” de Lindstrom tem antecedentes isolados no passado. A Coca Cola “brifou” no século XIX a solicitação da garrafa pedindo um design que pudesse ser identificada também pelo tato. No século XVI os holandeses numa patriótica medida alteraram as variadas cores da cenoura usando uma semente mutante do norte da África, para a exclusiva cor laranja, ou hoje, cenoura.   Napoleão, após um longo período ausente, nas vésperas da volta, escreveu a Josephine “Chegarei a Paris amanhã. Não tome banho”.

A pesquisa Millward Brown em dois anos cobriu 20 marcas, 13 países e milhares de consumidores, chegando às seguintes conclusões: 83% das ações de marketing focam apenas a Visão, 40% dos consumidores consideram o Tato e o Paladar tem uma importância que ninguém poderia prever no relacionamento com as marcas.O Olfato para os consumidores é o mais importante na relação com as marcas. Ao agregar um segundo sentido a marca cresce 30%, ao acrescentar o terceiro aumenta 70%.
O carnaval brasileiro é indubitavelmente uma exaltação aos cinco sentidos e a Águia de Ouro foi para a avenida em 2008 com esta mensagem:

Vem cantar
A Pompéia vai te conquistar
Vamos nessa, o show vai começar
Hoje é dia de alegria
Vem sentir um frescor
Que é de arrepiar
Simples toque de magia

Que vai te refrescar
Que maravilha!!!!
Tem várias cores que enfeitiçam seu olhar
Obras de arte que fascinam o coração
Sedução

Sinta o aroma no ar, é festa
Deixe o meu samba te levar
No carnaval, entre essências brincar
Se entregar

Um mundo de sabores desfrutar
Se deliciar ao bel prazer
Seja feliz também, venha se divertir
Voltar a ser criança e ter a emoção
De um beijo doce, uma paixão
Que alimenta o corpo e a alma
Vamos brindar
E ouvir os sinos da felicidade
O ano inteiro apreciar
Um bom sorvete e se lambuzar

Embala, meu amor, que o teu calor me leva
Embala, minha Águia, meu amor sem fim
Fonte cristalina, doce ilusão
A bateria vai tocar seu coração

Mensagem que a indústria de joias, relógios e afins, recebeu, provavelmente via Martin, as chamar a 48ª FENINJER que se encerrou, ontem, em Sã Paulo, de “Os cinco sentidos do luxo”.

Sambódromo ou bateria de livros, consumidor ou empreendedor, é melhor se apressar e usufruir o melhor do seu Tato Paladar Olfato Visão Audição. Se consumidor, as marcas vão atacá-lo por aí; se empreendedor, os consumidores esperam que a sua marca assim os atraia. Não ignore a mensagem, como a comissão julgadora que desclassificou a Águia de Ouro, pois o eliminado será você.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira mostra aqui no blog que suas ideias fazem todo o sentido.

Foto-ouvinte: Cidade Inclusiva

A obra parou

É uma ponte, ou deveria ser, o local que este cidadão de cadeira de roda tenta atravessar. Há oito meses se iniciou obra que está paralisada, na rua Arraial do Bom Fim, no bairro de Itaquera, zona leste da capital.  A construtora Criciúma, contratada pela prefeitura, não está mais por lá, de acordo com informação do ouvinte-internauta que se identificou como Panzarini. Com a chuva, o piso é tomado pela lama, os moradores tem dificuldade para andar, o caminhão do lixo não chega até lá: “Toda essa demora prolonga ainda mais o sofrimento das pessoas que ali moram e precisam passar pelo local todos os dias para trabalhar”, escreveu na esperança de que alguma medida seja adotada pela prefeitura.

Avalanche Tricolor: Que venha a Libertadores !

Grêmio 3 x 0 Brasil-PE

Gaúcho – Olímpico Monumental

Herrera marca mais um gol
Herrera está em campo. Jonas, também. A bola vem dos pés de Jadilson. Vem pelo alto, girando sobre ela mesma. No momento em que começa a descer vai em direção a pequena área. É lá que o Grêmio tem seus dois atacantes. Estão prontos para concluir. Tem sede de gol. Aquele desejo que está no coração dos matadores. Eles já haviam tentado marcar de outras maneiras. Chutaram de fora da área, de dentro da área, de lado, de frente, de tudo que foi jeito.

A bola havia batido no poste, na trave, no zagueiro, havia parado nas mãos do goleiro Danrlei, que teve seu nome gritado pela torcida várias vezes durante o jogo, mesmo estando com a camisa do adversário, afinal poucos sabem valorizar seus ídolos como nós. A bola já tinha ido para fora, afastada pela defesa, em direção a linha de fundo, para lugar nenhum.

Naquele momento, porém, o Grêmio tinha Herrera e Jonas dentro da área. Tinha Vitor, o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro de 2008. Tinha Leo, Makelele, Douglas Costa, e uns meninos de quem ainda não havia ouvido falar em campo. Tinha Orteman no banco, um daqueles jogadores que parecem fazer parte do plantel apenas para impor medo no adversário. Que está lá apenas para que ninguém esqueça o significado da palavra raça.

O Grêmio também tinha Maxi Lopez assistindo ao jogo das arquibancadas. Tcheco e companhia fora de campo a espera da Libertadores. E uma torcida que canta, pula e vibra sem parar.

Tudo isso e mais uma história de mais de 100 anos marcada pelo heroísmo estavam ali na entrada da pequena área, vestindo a camisa de número 9 com o nome Herrera nas costas, para recepcionar a chegada daquela bola lançada por Jadilson, lá no segundo parágrafo.

Gol do Grêmio.

Foi apenas o primeiro. Makelele e Orteman, que entrou no segundo tempo, fizeram mais dois. E o adversário era o esfacelado Brasil de Pelotas que ganhou espaço no noticiário devido ao trágico acidente no início do ano.  Sei disso, e talvez o texto acima seja lido por você apenas como resultado do exagero de um torcedor que não tem oportunidade de estar no estádio de futebol e se vê obrigado aos caprichos da sua operadora de TV a cabo para vibrar com seu time de coração.

Não é não. Estou apenas ensaiando, me preparando para o que realmente importa, a Libertadores da América. A Avalanche Tricolor está pronta. Que venha o Universidad do Chile.

NET (não) responde sobre problema no PPV

Ao contratar os serviços do PPV para assistir aos jogos do Campeonato Gaúcho procurei a NET. Foi para lá que liguei. É de lá que chega a conta todo mês. Quando quis saber por que o jogo do Grêmio domingo passado não estava sendo transmitido foi para lá que liguei e fiquei esperando 40 minutos na soma das duas ligações, conforme relatei na última coluna Avalanche Tricolor. Foi, também, para a NET que escrevi com o objetivo de reclamar a falta de respeito com este assinante. Enviei mensagem para o ouvidor. Ou a ouvidora. Leiam abaixo a resposta que recebi. Resposta ?

“Contrato do Cliente: 003/23339090-1
Protocolo de Atendimento: 108119040

Milton

Informamos que a Net, na qualidade de operadora de tv por cabo, apenas retransmite os sinais diretamente
das programadoras nacionais ou estrangeiras, não influindo, portanto em seu conteúdo.

Atenciosamente,

Helena
Central de Relacionamento Net”

Candidatos mentem (ou se enganam) à Justiça Eleitoral

Nada como a transparência para entender algumas coisas da política brasileira. Todo candidato é obrigado a declarar seu patrimônio pessoal na Justiça Eleitoral. Ao mesmo tempo, tem de registrar os gastos na sua campanha. Foi com base nestes números que a Transparência Brasil, através do site Excelências.org, identificou que de 782 parlamentares que disputaram a eleição ano passado, 11% doaram para a campanha quantia maior do que o patrimônio declarado.

Dois exemplos caseiros: a vereadora de São Paulo Marta Costa (DEM) declarou não ter bens, mas tirou do próprio bolso R$ 52.850 para a campanha dela; o vereador também da capital paulista Marcelo Aguiar (PSC), declarou à Justiça que o total de bens dele chega a  R$ 1.020, mas na campanha doou para ele próprio R$ 4.500.

Não é menos curioso o caso do vereador Abou Anni (PV-SP) que doou mais de 60% do patrimônio dele para a campanha. Deve ter saído bem mais pobre desta eleição.

O maior problema é que mesmo sendo pegos na mentira, não há como punir os parlamentares.

Ouça o que disse ao CBN SP Claudio Weber Abramo, da Transparência Brasil

Em tempo: até o fim do CBN SP nenhum dos vereadores citados deram explicações sobre as divergências entre o patrimônio declaro e o dinheiro doado para a campanha.

Conheça a pesquisa da Transparência Brasil clicando AQUI

Ouvinte-internauta propõe crime de falsidade ideológica

A sugestão é do ouvinte-internauta Mauro Celso ao saber que a lei eleitoral não prevê punição aos parlamentares que registraram informações erradas no TSE:

“Omitir dados em declaração de bens pode, em tese, constituir crime sim!!!
Falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal)

Art. 299. Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa, se o documento é particular”

A pedidos: Piqueri e Freguesia do Ó

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Amigos do Picuí

A dona das receitas à base de carne de sol é a potiguar Maria do Carmo Cardoso de Souza, cuja família tem 79 churrascarias Brasil afora. Nas unidades paulistanas, com paredes de azulejo estilo boteco, o cardápio sofre algumas bem-vindas adaptações: a carne de sol é feita de contrafilé e, acredite, tem textura de filé mignon. O prato mais pedido é a carne de sol à picuí, acompanhada de feijão verde, arroz, farofa, macaxeira frita, purê de macaxeira e vinagrete. Dizem que dá pra dois, mas é exagero: dá pra quatro. Na sobremesa, não se consegue escolher entre o queijo coalho com melado e o doce de caju. Na dúvida, peça os dois.
R. Ministro Petrônio Portela, 412

La Rita all”Osteria dei Venitucci

Quem conheceu o antigo restaurante de Vincenzo Venitucci, a Casa Venitucci, em Perdizes, lembra que o proprietário ficou famoso pela ótima comida, pelos preços altos e pelo indomável mau humor. Após um tempo fora de cena, ele agora está à frente de uma casa beeem diferente. Seu temperamento se mantém o mesmo, o talento na cozinha também, mas a ambientação e o cardápio, sobretudo a coluna da direita, são bem diferentes. Instalada dentro de um galpão no Piqueri, com a cozinha aberta na parte dos fundos, a casa não oferece qualquer sofisticação – e os preços são condizentes com a simplicidade do lugar. Prepare-se para comer bem. Vincenzo prepara receitas de sua terra natal, aquelas típicas da nonna, nem sempre fáceis de encontrar em São Paulo, como frango capão cozido com legumes, azeite e vinho ou coelho ao molho de tomates, especiarias e ervas. Há ainda boas massas artesanais, como o tagliatelle com manteiga e raspas de tartufo (em porção simbólica, o que permite o preço baixo). É bom ter paciência com o serviço. O vinho tinto chegou geladíssimo à mesa e faltavam vários itens do cardápio no dia da visita.
Av. General Edgar Facó, 1.127, Piqueri

Empório Nordestino

Fica em um casarão antigo e muito simpático, ao lado de outros bares e restaurantes sempre cheios – as mesinhas na calçada, diante da matriz, são as mais disputadas. O cardápio privilegia a carne de sol grelhada, em vários pedidos bem parecidos. Quase sempre o acompanhamento é mandioca frita e feijão verde tropeiro, com a opção de queijo coalho assado. As demais guarnições ficam em um bufê: arroz, feijão verde (ótimo), paçoca, purê de abóbora, purê de mandioca, mandioca cozida… Não dispense a sobremesa. As compotas de frutas – jaca, goiaba e caju – são caseiras e deliciosas.
Lgo. da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 144

Canto da Cátia: Sem sinal

Sem sinal na Lapa

A pista é recuperada, mas a sinalização horizontal é esquecida e o transtorno fica para os motoristas. A cena registrada pela repórter Cátia Toffoletto no viaduto da Lapa, zona oeste de São Paulo, pode ser vista em vários pontos da cidade. A alegação da prefeitura é que antes de fazer a pintura na pista precisa da garantia de que o serviço de recapeamento está correto, além disso há a necessidade de esperar dias mais secos – o que parece impossível no verão paulistano.

A imagem marca o retorno de Cátia Toffoletto com equipamento novo e fôlego recuperado à coluna Canto da Cátia aqui do blog.

Rapin Hood participa da campanha do Unicef

O Fundo das Nações Unidas para a Infância recebe inscrições das comunidades populares de São Paulo, Rio de Janeiro e Itaquaquecetuba interessadas em melhorar as condições de vida de suas crianças e adolescentes. Os inscritos receberão acompanhamento e apoio técnico do Unicef e seus parceiros por três anos, para que possam ajudar a melhorar as condições de vida dos jovens.

As favelas, cortiços e conjuntos habitacionais populares participarão de uma iniciativa que vai mobilizar todos os setores do município pela garantia dos direitos de cada menino e menina.

O rapper Rapin Hood gravou um spot convidando as comunidades a atuarem no programa do Unicef.

Ouça aqui o depoimento de Rapin Hood

Mais informações no telefone do Instituto Sou da Paz 3812-1333 ou pelo endereço plataforma@soudapaz.org 

Ouça aqui a entrevista com a coordenadora do Unicef, Anna Penido