O carro à frente circula em São Paulo com uma placa que tem o nome Brasil grafado no lugar da cidade. O ouvinte-internauta Ivo Herzog, curisoso, fotografou e enviou para o blog. Quer saber quem pode usar este tipo de placa no carro ? Você sabe ? Eu, não. Ainda não.
Relatório da Câmara questionou terceirização da merenda escolar
A denúncia de cartel das empresas que fornecem merenda escolar na cidade de São Paulo chamou atenção para o sistema de terceirização implantado na administração Marta Suplicy (PT) e expandido pelos governos José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). No ano passado, a Câmara de Vereadores já havia analisado o serviço prestado nas escolas municipais através de subcomissão da Comissão de Finanças e Orçamento.
Do relatório final saíram algumas propostas, a começar pela necessidade de haver uma avaliação sobre a conveniência de se manter o serviço de terceirização da merenda. Outras sugestões:
– Banir os alimentos enlatados e pré-cozidos industrialmente nas merendas direta e terceirizada;
– Realizar o acompanhamento nas escolas da preparação da merenda direta por nutricionista da Prefeitura Municipal;
– Investir na melhoria da qualidade dos produtos perecíveis que compõem a merenda escolar;
A merenda escolar também foi alvo de comissão parlamentar de inquérito que investigou o desrespeito aos direitos de crianças, adolescentes, idosos e pessoas portadoras de deficiência, na capital. No relatório final havia o pedido para que o texto foi enviado ao Tribunal de Contas do Município para que este verifique os processos de terceirização da merenda escolar, “uma vez que várias empresas vencedoras desse processo licitatório são alvo de investigações de superfaturamento, corrupção e outras irregularidades”.
Caminhoneiros se apaixonam pelo transporte de passageiros
Por Adamo Bazani
Do transporte de cargas ao transporte de passageiros, muitos motoristas sentem na pele a diferença. Por causa das instabilidades da estrada, por falta de segurança, de horários e ganhos definidos, muitos motoristas de caminhão e, até mesmo, de carretas que transportam cargas perigosas optam por mandarem currículo, pedirem a indicação de amigos com a intenção de arrumar emprego em uma empresa de ônibus.
Pensam que a situação vai ser melhor. Quando a linha é urbana, o trabalho é perto de casa, há horários previstos, e uma série de outras facilidades. Mas quando pegam um ônibus pela primeira vez veem que o transporte de passageiros nas cidades não é para qualquer um, é difícil e exigem qualificação específica.
Foi esse o impacto que sentiu o motorista da Viação Januária, hoje inspetor de tráfego, Natanael Lopes da Silva, de 66 anos. Estava acostumado com as longas viagens, boa parte das vezes entre o interior paulista e o Porto de Santos.
“Tem de trabalhar muito pra ter um lucro. Então, em 1972, consegui uma vaga na empresa Barão de Mauá. Meu primeiro dia de trabalho me surpreendeu. A carga a gente põe no caminhão e vai embora, é claro, tem de ter alguns cuidados, mas no ônibus urbano, a gente tem de estar ligadão a toda hora. Isso nos anos 70, que o trânsito era bem melhor, imagine hoje”.
Natanael começou dirigindo um ônibus Scania, carroceria Carbrasa, que hoje não existe mais. O veículo era duro e pesado, mas não muito diferente dos caminhões. A diferença estava na indispensável atenção ao passageiro.
“É gente pedindo informação, é parando toda a hora, é cuidado para não engatar a marcha enquanto tem passageiro desembarcando…Meus primeiros meses dentro de um urbano foram um batismo, um vestibular mesmo”
Outra diferença, segundo ele, é acompanhar de perto a rotina das pessoas, sendo possível fazer muitos amigos, e também o crescimento das cidades. Bairros praticamente desabitados em Mauá, como Itapeva, Nova Mauá, Itapark, que tinham estreitas ruas de paralelepípedos ou eram estradinhas de barro e muito atoleiro, se tornaram regiões fortemente adensadas.
Petshop sem veterinário é perigo aos animais de estimação, diz conselho regional
Toda loja de animais de estimação tem de ter um veterinário responsável. Caso contrário, há riscos aos cães e gatos que forem deixados no local, mesmo que seja para um simples banho. É o que afirma o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo que denuncia a existência de muitas destas casas funcionando irrgularmente.
O presidente do CRMV-SP, Francisco Cavalcanti de Almeida, disse que os proprietários dos animais tem de prestar atenção também na qualidade dos produtos vendidos nos petshops, principalmente em relação a ração à granel, comum em casas da periferia.
Ouça os alertas do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo feitos no CBN São Paulo.
Em caso de dúvidas ligue para (011) 5908-4799. Mais informações no site do CRVM-SP.
Defenda São Paulo pede bom senso de Kassab
Apesar da mobilização política para a retirada do Plano Diretor Estratégico da Câmara Municipal não ter sensibilizado a prefeitura, o Movimento Defenda São Paulo ainda tem esperanças de que haja mudanças no processo. A diretora técnica da entidade que reúne associações de bairros na capital, Lucila Lacreta, pede que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) tenha bom senso e atenda a reivindicação de 111 organizações que assinaram documento de protesto contra a proposta enviada pelo Executivo.
Ouça a entrevista de Lucila Lacreta, do Movimento Defenda São Paulo ao CBN São Paulo.
Leia outras opiniões e conheça o texto do abaixo-assinado AQUI.
Exame que “reprovou” professores será desconsiderado
Atendendo decisão judicial, a Secretaria Estadual da Educação não vai levar em consideração o desempenho dos professores temporários no exame aplicado no ano passado. De acordo com o órgão, o critério para atribuição de aulas será o mesmo do ano passado, por tempo de serviço e títulos. A medida tem o objetivo de garantir que as aulas comecem em 16 de fevereiro. A liminar que impede o uso do resultado das provas foi obtida pela Apeoesp, sindicato que reúne os professores da rede pública de ensino.
O desempenho no exame chamou atenção pelo baixo rendimento de grande parcela dos professores a medida que dos 241 mil que participaram da prova 3 mil tiveram nota zero e metade dos que realizaram o teste tiraram menos de cinco. Apenas 111 tiraram 10.
O resultado provocou uma série de mensagens ao CBN São Paulo de professores que estivaram no exame e de pais de alunos da rede pública. Ouça aqui o que disse sobre o tema o comentarista Gilberto Dimenstein, no Mais São Paulo.
Para a Apeoesp, o desempenho dos professores não pode ser avaliado pelo exame, pois alguns sequer teriam participado da prova e aparecem na lista com a nota zero.
Rodízios de comida japonesa
Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN
Dhaigo
Se a intenção é almoçar rapidamente, o Dhaigo é uma ótima opção, tanto que é bem popular entre o pessoal que trabalha no Itaim. O restaurante está sempre lotado, mas a espera é curta. Detrás do comprido balcão do salão principal, cinco sushimen preparam bandejas com sushis variados de quatro tipos de peixes (tainha, robalo, atum e salmão) e camarão. Essas são passadas de mesa em mesa e, talvez por isso, o frescor dos peixes deixa a desejar. Já o temaki de salmão com cream-cheese e o sashimi, que vem direto à mesa de quem pede, estavam no ponto: alga crocante, fresquinhos, corte médio e boa qualidade do salmão. O hot-roll de goiabada – crocante por fora e cremoso por dentro – pode não primar pelo tradicionalismo, mas estava bem gostoso. A banana flambada deixou a desejar: a fruta, cortada em rodelas, veio com um excesso de calda que mais parecia a cobertura do sorvete de creme que acompanha o prato. Rodízio almoço: R$ 33,50 (sem sashimi) e R$ 39,50 (com sashimi). Rodízio jantar: R$ 39,50 e R$ 44,50
R. Araçari, 178
Hideki
Restaurante tradicional no bairro de Pinheiros, atrai japoneses e descendentes no jantar e executivos da região no bom e variado bufê de almoço. Se você quer conhece o que o Hideki tem de melhor, é melhor ir à noite. É nesse horário que são servidos os sushis exóticos, como barbatana de tubarão, e especiais, como toro. O corte, extremamente bem feito é, ao contrário da maioria dos japoneses da cidade, grosso– por isso, se você prefere aquelas fatias quase transparentes de tão fininhas, pode estranhar. Uma boa sugestão para variar do tradicinal combinado é o Tirashi-Sushi especial, 20 fatias de sushi (polvo, salmão, atum, prego) acompanhada de arroz com nori, gergelim, gengibre e ovo mexido. A brincadeira aqui é você montar seu próprio sushi. A carta de saquês e sochus traz bons rótulos importados. O rodízio de almoço é super famoso e concorrido. Além de suhis e sashimis há uma boa variedade de pratos quentes como tempurá, yakissoba e bolinhos de peixe. R$ 45 (seg. a qui.); R$ 50 (sex.); R$ 55 (sáb.)
R. dos Pinheiros, 70
Sassá sushi
O restaurante, que antes ficava a duas quadras da Horácio Lafer, onde está agora, mudou de endereço, mas não de cardápio. São oferecidas as opções a la carte e dois tipos de rodízio: um mais simples (R$ 47,90), com pedaços limitados de sashimi, e um com a iguaria à vontade e mais algumas entradas especiais, como carpaccio de salmão ao molho de shoyu e maracujá (R$ 53,90). Os peixes (além de salmão e atum havia duas opções de peixe branco) chegaram frescos à mesa e cortados na largura certa. O arroz estava um pouco adocicado demais e poderia ter sido menos “espremido”. A carta de saquê, porém, compensa o deslize e vem com boas opções nacionais e internacionais a preços surpreendentemente baixos para a região.
Av. Horácio Lafer, 640
As peruas da fila dupla
Com o retorno da garotada às aulas, o trânsito se complica na cidade. Muito mais carros deixando suas casas mais cedo e ao mesmo tempo. Nas ruas próximas das escolas a movimentação é intensa. E o desrespeito, também. A jornalista Paula Calloni Do Blog Jabuticaba Brasil descreve a experiência de uma mãe que leva os filhos no colégio de carro e quer cumprir a lei. Reproduzo o texto aqui no blog e o convido a visitar o trabalho da Paula lá no Jabuticaba Brasil que tem um “olhar atendo as pequenos detalhes da vida”:
Começa mais um ano escolar e com ele, entram em cena novamente as peruas da fila dupla.
Explico: todos os dias busco meus filhos na escola onde estudam, em Moema. Há anos cumpro essa rotina, mas ainda não me conformei com a falta de sensatez e civilidade de certos pais, que pagam por uma educação particular, mas na frente dos próprios filhos, dão péssimos exemplos de cidadania e civilidade.
A escola deles provê um esquema de fila de carros, autorizada pela CET e que dá a volta na quadra. Seguranças se comunicam por rádio. Anunciamos os nomes das crianças e a saída deles é autorizada, assim que nos aproximamos do portão principal.
Isto não significa que eu deva parar EM FRENTE ao tal portão, porque meus filhos são capazes de andar um metro e meio ou dois pra chegar ao carro. Mas alguns pais, mães, principalmente, não pensam assim. Muitas vezes os filhos já são marmanjos de pernas peludas, adolescentes, mas os pais insistem em parar seus carrões último tipo em frente ao portão, geralmente em fila dupla, atravancando todo o trânsito já complicado de Moema. Grosseiramente berram o nome do filho, não sem antes arremessar suas bitucas de cigarro na calçada.São as “peruas” da filha dupla: cabelo tingido, blusa de oncinha, brincos dourados enormes, óculos escuros idem. O carro quase sempre importado. Nada contra a ostentação…não é problema meu. Mas parece que a falta de educação tem sempre a mesma imagem peruesca, comprovando a tese de que educação nem sempre tem a ver com classe social.
Sou turrona: na minha frente, ninguém fura fila. Não deixo mesmo. Não acho justo.
A CET não dá refresco. Mas já que não pode ajudar mais, poderia ao menos não atrapalhar. No segundo semestre de 2008, ampliou as áreas onde é proibido estacionar e nós, pais que agimos direito, ficamos sem alternativa. E dá-lhe fila.
Tenho sugerido à escola que chame estes tipos de pais para uma conversa. Afinal, civilidade vem de berço, como dizia a minha avó. Se as tais “peruas” continuam assim, certamente seus “peruzinhos” seguirão o mesmo caminho.
Desmanche da história paulistana
E lá se vai mais um casarão da região da Paulista. Enquanto manifestantes lutavam para manter a Casa do Barão de Bocaina, próximo do Conjunto Nacional, este outro era levado abaixo na Haddock Lobo com Bela Cintra, nesse sábado. O Conpresp negou o pedido de tombamento do imóvel: 5 a 4, apesar de concluirem que a casa tinha valor histórico, conta Célia Marcores, da Samoorc, sociedade que reúne defensores do bairro Cerqueira César e arredores.
“O que mais chama a atenção é que em dias foi concedido alvará para demolição da casa e em horas a casa já está indo para o chão”, escreveu ao CBN SP. “Talvez ainda possamos salvá-la se hoje o Sr. Prefeito se dignar a determinar a paralisaçao da demolição, cassando o alvará”, diz mantendo ainda uma esperança.
Marcondes escreve logo abaixo de sua assinatura “porque a história é a referência de um povo !”
Avalanche Tricolor: Esperar o quê ?
Grêmio 1 x 2 Inter
Gaúcho – Erechim
A chuva no sábado estragou o programa da noite, ver a comemoração dos 70 anos de Jair Rodrigues, no Auditório do Ibirapuera. Já havia feito a luz apagar enquanto concluía artigo encomendado por um jornal do interior interessado na campanha Adote um Vereador. Não estava salvo, é claro. O temporal também estragou o portão automático de casa.
No domingo, havia sol. Mas a briga com o computador ainda não havia se encerrado. Gravar mais de 4 mil fotos armazenadas desde 2004 tornou-se um martírio. Os CDs não liam os arquivos quando buscava confirmar a gravação em outras máquinas que tenho em casa. Um delas travou e, sabe-se lá o motivo, passou a reiniciar por conta própria. O portão da garagem não estava apenas estragado, travara no alto, aberto. Haja habilidade para voltá-lo à posição segura, fechado.
A visita a casa de um amigo que mora próximo foi cancelada. Desde ontem não havia energia elétrica no bairro dele. E o telefone da Eletropaulo não atendia as reclamações. “Reclama lá na CBN, Milton !”, pediu após se desculpar pelo almoço desmarcado.
O dia ainda me reservaria uma visita forçada ao Hospital São Luiz para levar a mulher a consulta no pronto socorro. Exames, remédio, soro, mais exames, só mais um pouco de soro. Médicos e enfermeiros. E o diagnóstico: “A senhora está bem, pode voltar para casa”. Como sair do hospital com o pé d’água que atingia o Morumbi naquela hora ? Melhor ir embora assim mesmo, a energia elétrica foi cortada duas vezes enquanto estávamos lá.
Ao chegar em casa, lembrei do portão não-automático. Você já tentou levantar um desses de ferro enquanto chove torrencialmente na sua cabeça ? Eu tentei. Levei um banho. Do portão e de chuva. Os meninos dispostos a assistir ao filme 3D no cinema do shopping da região também voltaram: “quebrou o ar-condicionado”.
Com um fim de semana desses, o que eu poderia esperar do Gre-Nal ? Um gol contra, um gol anulado, uma injustiça
Boa semana a todos !



