Avalanche Tricolor: um jogo bem jogado

 

 

Grêmio 0x0 Atlético-PR
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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O gol é o maior prêmio que o futebol pode oferecer ao torcedor, não tenho dúvida. É o momento da festa. Do êxtase. Da exaltação É a foto que estampará os cadernos de esporte na segunda-feira. É o lance em que os narradores de rádio capricham no grito. É a imagem que a TV destaca, após a rodada

 

O drible elegante, o chapéu, a meia-lua, a caneta, a velocidade, a precisão do passe, o chapéu no adversário, o desarme na bola, a defesa postada corretamente e o contra-ataque de bola bem trocada — todo o resto fica em segundo plano diante do gol.

 

O que dizer da estratégia montada pelos técnicos — esta a maior parte de nós sequer consegue enxergar.

 

Costumamos comemorar o plano tático que ganha a partida, sem pensar o que realmente foi treinado durante a semana e discutido exaustivamente no vestiário. O gol saiu por acaso ou foi pensado? O que vale é o gol.

 

O time que perdeu fica apenas com as críticas mesmo que seus jogadores tenham se movimentado em campo com maestria, trocado de posição em jogadas bem ensaiadas ou chegado mais à frente do que o adversário. Perdeu, nada valeu.

 

Nesta noite de domingo, em Porto Alegre, em que pouco mais de 20 mil torcedores foram à Arena, o gol não se apresentou, mesmo que as bolas tivessem passado perto e, em ao menos um caso, explodisse no travessão.

 

O Grêmio merecia ter marcado, mas não marcou quando teve as chances. E o adversário soube impedir mais pressão, apesar de ter um jogador a menos nos 15 minutos finais.

 

O gol não saiu e quero pensar que não saiu para que a gente tenha tido tempo de apreciar o talento de duas equipes que privilegiam o futebol bem jogado. Para que não deixássemos em segundo plano fatores que são importantes para quem pensa em conquistar títulos, seguir encantando e deixar seu legado — para quem não quer ganhar apenas um jogo, mas o campeonato.

 

Tenho orgulho que uma dessas equipes, na noite de hoje, foi o Grêmio, mais uma vez o Grêmio de Renato. Não marcamos nem levamos gol — aliás, Marcelo Grohe completou 660 minutos sem tomar gols — mas continuamos a levar a campo o futebol que nos fez campeão da Libertadores, da Recopa, da Copa do Brasil e do Gaúcho.

 

E o gol? É uma pena, não saiu. Porque com o gol, na segunda-feira, todos estariam falando do Grêmio mais uma vez. Sem o gol, somente quem aprecia o futebol qualificado haverá de se lembrar desta partida — eu vou lembrar.

Avalanche Tricolor: meu programa preferido na TV foi oxo

 

Grêmio 0x0 Atlético PR
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Meu programa preferido na televisão mudou de horário, neste domingo. Foi ao ar pela manhã, ainda quando a maioria da turma na vizinhança dormia. Aqui em casa, também. Todos preferiram ficar embaixo das cobertas. Não era para menos, fazia frio e chovia, em São Paulo. A temperatura variou dos 15 aos 17 graus, um pouco mais alta só do que em Porto Alegre. Como estou acostumado a madrugar, ver o Grêmio às 11 horas, convenhamos, estava longe de se transformar em sacrifício. Ao contrário, programa de primeira e no conforto da minha sala.

 

Pena que o jogo foi oxo, como dizia o narrador da extinta TV Tupi, Walter Abrahão, aqui de São Paulo. Oxo no placar e no futebol jogado. Muito esforço e pouca produtividade. Muito ensaio e pouco protagonismo. Às vezes se tentava um drible, em outras um toque de bola mais rápido. No gol mesmo, quase nada, exceção a uma boa jogada de Everton já no segundo tempo, que se completou com a precipitação de Kaio para fora. O adversário impôs mais perigo do que nós, o que ao menos serviu para testar Paulo Victor e mostrar que estamos em boas mãos. De resto, desperdício. Falta de criatividade. Oxo.

 

O time alternativo, ops, reserva do Grêmio tenta jogar no mesmo molde que o titular. Faz parte da mesma ideologia. Não poderia ser diferente. Por que então não funciona da mesma forma? Claro, tem a ver com a qualidade técnica de jogadores: ninguém conseguiria manter dois times – titular e reserva – com atletas do mesmo nível. Mas tem também a ver com um aspecto tático importante, que faz muita diferença dada a maneira com que o futebol gremista se desenvolve.

 

Um dos motivos que põem o Grêmio acima da média dos demais clubes brasileiros é o fato de ter passe preciso e veloz. Isso ocorre não apenas pela qualidade do passe dos seus jogadores, mas pelo posicionamento daqueles que vão receber a bola. No plural mesmo. Porque cada jogador que está com a bola tem mais dois se movimentando próximo para recebê-la. Com opções para passar, o marcador tem dificuldade para interceptar. E assim evolui o futebol gremista.

 

No time reserva, tenta-se o mesmo ritmo de passe, mas falta entrosamento. O que é totalmente justificável. Nem todos os jogadores conseguem se movimentar de maneira harmônica e o jogo não flui, passa a depender mais do desejo em acertar e de algumas jogadas individuais. Infelizmente nada disso deu certo neste domingo pela manhã e o elenco do meu programa de TV preferido teve uma perfomance sem muita graça, abaixo da esperada. Foi oxo.

 

Agora não pense que saio de frente da televisão frustrado pelo resultado, mesmo porque sei que o sacrifício de hoje está diretamente relacionado às necessidades de quarta-feira quando se conquistarmos um “OXO” maiúsculo estaremos mais uma vez na final da Copa do Brasil.

Avalanche Tricolor: um time que não se ilude com o talento e sempre disposto a lutar

 

Atlético PR (0) 2×3 (4) Grêmio
Copa do Brasil – Arena da Baixada/Curitiba-PR

 

 

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Everton e Pedro Rocha marcaram para o Grêmio (reprodução SportTV)

 

 

Fomos forjados no sofrimento. Nascemos precisando quebrar a hegemonia regional do adversário; tivemos de nos transformar para ganhar dimensão nacional, e assim que a alcançamos fomos buscar a América e o Mundo. Quando tudo parecia conquistado, descobrimos que sofrer era preciso: recomeçamos nossa saga para registrar na história uma batalha nos Aflitos.

 

Como torcedor criado nessas condições, aprendi a respeitar cada resultado e ser comedido nas comemorações. É verdade, uma vitória me deixa feliz e uma goleada, extasiado. Porém, jamais iludido. Por isso, a classificação à semifinal da Copa do Brasil somente foi uma certeza após o jogo desta noite, mesmo que tenha sido larga a vantagem da primeira partida.

 

Se eu como torcedor tenho essa percepção, Renato, que além de torcer como nós é um estrategista (e gênio), tem certeza. Portanto, soube conter a excitação dos seus jogadores, colocou a cabeça da turma no lugar e os convenceu de que nada estaria garantido antes do apito final.

 

A forma como o Grêmio jogou, mesmo com mudanças em cinco posições, mostrou a seriedade com que este confronto foi encarado. Havia inteligência no passe e na posse de bola. Nem mesmo o gol tomado nos primeiros 15 minutos tirou o time do seu foco. A velocidade na movimentação e o talento no drible se sobrepuseram à vontade e ao desespero do adversário que corria atrás de um feito histórico.

 

O 7×2 final – conquistado nos dois jogos destas quartas-de-final – esteve à altura da qualidade deste time que sabe jogar bola como poucos no Brasil e, ao mesmo tempo, tem maturidade suficiente para não se iludir com seu talento. Aprendemos na vida e nos gramados que nada vem de graça, precisamos jogar muito e lutar, jogar mais ainda e lutar ainda mais, se quisermos ser campeões. E nós queremos!

Avalanche Tricolor: o Rei de Copas mostrou o tamanho do seu futebol

 

Grêmio 4×0 Atlético PR
Copa do Brasil – Arena Grêmio

 

Talento e autoridade fizeram do Grêmio um time muito superior ao seu adversário na abertura das quartas-de-final da Copa do Brasil. O futebol que tem conquistado os críticos país à fora, voltou a fluir com marcação intensa e leal, toque de bola veloz, passe preciso e deslocamento por todos os lados do campo. A força com que se chegava ao ataque deixava claro que o gol seria questão de tempo, como tem sido na maior parte das partidas que jogamos até aqui nesta temporada.

 

Para azar do adversário, tínhamos em campo também um time com nítida disposição para provar que o tropeço de domingo, em casa, no Campeonato Brasileiro, era um ponto fora da curva. A entrevista de Barrios, no intervalo, comprovava essa sensação. Falhar não era uma opção. Desperdiçar jogadas, também não. Perder divididas, nem pensar. Marcar e atacar se transformaram em obsessão. E fomos fulminantes nesta tarefa.

 

Barrios fez aos 22 e aos 29 minutos, e Kannemann matou o jogo, aos 32 do primeiro tempo. Para o segundo, reservamos o gol de Everton, já aos 41 minutos, que praticamente nos colocou na semifinal da Copa do Brasil, mais uma vez.

 

O sentimento do time contaminou o torcedor e vice-versa.

 

A bola mal havia começado a rolar e se ouvia da arquibancada o nome de Marcelo Grohe sendo gritado em coro. Era como ouvir um pedido de desculpas ao goleiro que nos permitiu chegar a tantas conquistas e nos salvou em momentos cruciais, nesta e em temporadas passadas. Uma demonstração de que as críticas de domingo surgiram de gente mal-acostumada com o revés, que precisa encontrar um culpado para aquilo que o coletivo não é capaz de alcançar. Coisas do futebol.

 

Gritou-se o nome de Barrios, de Luan, de Pedro Rocha, de Geromel … de Renato, também, afinal ele é o técnico que nos trouxe de volta a alegria de um título e construiu as condições para desenvolvermos ainda mais o futebol qualificado que tanto admiramos, deixando-nos próximo de outras conquistas

 

O Grêmio mostrou porque é o Rei de Copas.

Avalanche Tricolor: O Grêmio voltou!

 

 

Grêmio 1×0 Atlético PR
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

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Pedro Rocha em mais um lance de ataque, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA
 

 

 

O Grêmio venceu. E isso seria suficiente nesta altura do campeonato. Mas o Grêmio não se limitou a vencer. Venceu e voltou a jogar bem.

 

 

Vimos desfilar na Arena o futebol que fez do Grêmio sensação na primeira parte da competição, que havia sido esquecido em algum lugar qualquer do vestiário a ponto de nos levar a perder Roger, técnico que deixou um legado importante à equipe.

 

 

Há algum tempo não via movimentação tão intensa em todas as partes do campo. A troca de passe veloz, o apuro no toque da bola e o deslocamento de jogadores por um lado e outro reapareceram sob o comando de Renato.

 

 

Já disse algumas vezes, que o futebol bem jogado servia-me de consolo mesmo quando o placar não estivesse a nosso favor. Fazia-me sofrer menos. E temia que a mudança de técnico nos levasse de volta àquele futebol sofrido de garra e determinação – lugar comum nos times de coração, mas sem muito talento.

 

 

A passagem de Roger deixou-me exigente. Queria ver o Grêmio lutador de sempre, mas com o futebol qualificado. Nesta noite, liderado por Renato, parte de meu desejo se fez realidade.

 

 

Michael, Walace, Douglas, Ramiro e Luan trocaram passes com qualidade. E dava prazer ver a bola correndo de pé em pé, às vezes de um calcanhar para outro. Os laterais, especialmente Edílson, apareceram para auxiliar o ataque.

 

 

Dentro da nossa área, Bruno Grassi, Geromel e Kannemann seguraram qualquer tentativa de ataque adversário.

 

 

E aqui um parênteses: Kannemann me parece muito com aqueles zagueiros de antigamente, que tinham um missão a cumprir, despachar a bola para longe de seu gol. E cumpriam do jeito que desse, chutando a bola para o lado em que o nariz estiver apontado. Função que faz com maestria.

 

 

Deixei Pedro Rocha por último nesta lista. E não foi por acaso. Quando tenho a impressão de que vamos desistir dele, o atacante aparece. Seja chutando e provocando o rebote; seja rebotando, como, aliás, fez hoje para marcar o único gol da partida.

 

 

Lembrei de entrevista que fiz com o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, em março deste ano, quando comentei que Rocha perdia muitos gols: “mas ele está sempre lá”, disse o dirigente.

 

 

Rocha estava lá mais uma vez e para resolver a partida.

 

 

O Grêmio voltou a brigar em campo e jogar com talento.

 

 

Com a vitória, cola no G6 e a Libertadores está logo ali.

 

 

O Grêmio voltou!

Avalanche Tricolor: o Grêmio está na disputa, sim senhor!

 

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Grêmio 2 x 1 Atlético PR
Brasileiro – Arena Grêmio

A Arena era destaque na Porto Alegre que via lá da janela do avião, assim que partimos da cidade. Até pouco antes, enquanto aguardava a decolagem, assistia ao jogo na tela do meu celular, que se parecia minúscula diante do futebol que jogávamos contra o líder do campeonato.

 

Marcação na saída de bola, pressão no meio de campo e defesa firme se uniam a velocidade na troca de passe e deslocamentos pelos lados com a entrada em diagonal na área. Chegávamos à linha de fundo e de lá disparávamos cruzamento ou passes para quem viesse de trás, conforme a conveniência.

 

Foi em uma dessas investidas, com bola aberta pela direita, boa condução até a proximidade da área e cruzamento forte e rasteiro para o meio que saiu o primeiro gol, de Giuliano, e único que consegui assistir dos três marcados na partida desse domingo à tarde.

 

Por força dos compromissos, e algo que o destino insiste em fazer comigo, afastar-me da Arena em dias de jogos, precisei deixar a capital gaúcha em meio a partida. Havia aproveitado muito bem os dias anteriores – cheguei à cidade no fim da tarde da sexta-feira – com a família. Matei a saudade dos irmãos e sobrinhos, colocamos os assuntos em dia, relembramos os bons momentos em que crescemos unidos e sentamos entorno do pai para aproveitar o carinho que ele transpira por todos nós, mesmo quando os filhos defendem restrições para que ele preserve sua saúde.

 

As curtas caminhadas em volta da casa de infância, o cumprimentar dos vizinhos que resistiram às investidas imobiliárias e a visão do estádio Olímpico, que fica logo ali ao lado, sendo colocado à baixo, tijolo por tijolo, ofereceram um ar de nostalgia à visita. Porto Alegre sempre me faz bem, especialmente quando para comemorar conquistas como o aniversário da minha sobrinha Vitória.

 

Quando o avião partiu, fui obrigado a desligar o celular e fiquei com a imagem da Arena na janela. Dali pra frente, tudo ficaria por conta do Grêmio e sua capacidade de suportar a pressão adversária que, inevitavelmente, ocorreria. Somente conseguiria manter contato com o time e saber de seu desempenho quando tudo estivesse decidido. Sem nenhuma condição de secar as investidas contra nossa defesa e menos ainda de torcer por um placar mais tranquilo. Naquela altura, em meio as nuvens, meu desejo é que nada mais acontecesse em campo e de lá saíssemos com os três pontos.

 

O avião acabara de taxiar na chegada a São Paulo quando voltei a ligar o celular e descobri que muitas coisas aconteceram depois daquele gol. E, felizmente, a nosso favor. Mesmo com o empate na cobrança de falta, conseguimos retomar a vitória com uma bola lançada dentro da área e o desvio de cabeça de Rhodolfo. Mais do que isso, se é que fosse necessário, enfrentamos um jogo disputadíssimo e de alto nível. E fomos fortes o suficiente para vencer.

 

O resultado desse domingo contrastou com o do fim de semana anterior. E nos aproximou do que havíamos feito duas rodadas antes. Os altos e baixos na competição se explicam pelo rejuvenescimento do elenco e o amadurecimento do time sob nova direção. Ao contrário do que disseram e li, o Grêmio está sim, na disputa!

 

A foto que ilustra este post é reprodução feita da tela do meu celular

Avalanche Tricolor: bote o disco a rodar

 

Atlético PR 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Orlando Scarpelli (SC)

 

 

“Quando estiver desanimado e a ponto de desistir da luta, rode este disco, reviva através dele as emoções que sentiu com o seu time durante o campeonato nacional de 81 e aproveite-o como uma lição de vida, persevere, seja humilde, trabalhe e vença. Como o Grêmio”. Essas linhas fazem parte do texto que está na contracapa do disco que conta a história do primeiro título brasileiro conquistado pelo Grêmio, produzido pela rádio Guaíba de Porto Alegre, e assinado por Milton Ferretti Jung (o pai), que você, caro e raro leitor deste blog, conhece muito bem. Ele também faz a locução dessa vitória memorável. Hoje cedo, rodei o disco na minha eletrola recém recuperada, como já lhe contei dia desses em post neste mesmo blog, muito mais para ouvir essas preciosidades que estavam guardadas na casa do meu irmão, Christian, a quem visitei no feriado de Páscoa, do que para buscar ânimo para os próximos desafios. Trouxe comigo, além desse long play, nome que dávamos ao que hoje você conhece por vinil, os que contam as glórias do Campeonato Gaúcho de 1979 e a Libertadores de 1981. O Mundial Interclubes está registrado em um compacto que também botei na mala e, em breve, vai ecoar na sala que reservei para ouvir meus velhos discos de coleção.

 

Como escrevi no parágrafo anterior, escutar o disco de 1981 e ler o texto que está na contracapa têm muito pouco a ver com o momento pelo qual estamos passando. As duas derrotas seguidas e em competições diferentes, a perda do título regional de maneira catastrófica, a lesão dos jogadores de melhor desempenho da defesa, Rhodolfo e Wendel, além da precariedade física de Marcelo Grohe e Luan, no momento em que entramos na etapa decisiva da Libertadores e para enfrentar o forte San Lorenzo, no estádio em que tem se consagrado imbatível, talvez fossem justificativas suficientes para começarmos a pensar na evocação da Imortalidade. Não podemos esquecer, contudo, que bem depois desses vinis, já na era dos discos de acrílico, CDs e DVDs, tivemos instantes imortalizados na história do futebol e aprendemos que não desistimos nem desanimamos facilmente diante dos mais complicados desafios. Sendo assim, que venham os novos percalços, os chutes desperdiçados, as falhas na defesa, os erros de escalação e as lesões previsíveis, pois estaremos aqui prontos e dispostos a acreditar sempre. Como gremistas que somos.

 

Vou ali trocar o disco e volto já!