A vida secreta das abelhas: irretocável

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA
“A Vida Secreta das Abelhas”
Um filme de Gyna Prince Bythewood
Gênero: Drama
País:USA

 

Lili é uma adolescente inconformada com a morte da mãe e triste com a frieza do pai, a quem chama pelo primeiro nome. Sua grande companheira e única fonte de amor, é a sua empregada Rosaleen. Esta é negra e a história se passa na América dos anos 1960, racista e cruel.
Lili foge de casa e encontra no lar de outras três negras uma família.

 

Por que ver:
Uma fita doce e amarga ao mesmo tempo. Sabe aquela “felicidade triste”? Bom é este sentimento que o filme me provoca.

 

Toda a parte cinematográfica, desde a atuação ao roteiro, são irretocáveis.

 

Estas temáticas racistas e também relacionadas ao holocausto, me provocam reação exacerbada de emoção…É de uma injustiça cortante… mas ainda assim, muito importante pois a cada dia tropeçamos com o preconceito latente em muita gente. Velado na maior parte das vezes… Quem sabe mais filme como este façam as pessoas a se colocar no lugar do outr, nem que seja por 1hora e 50 minutos…

 

Como ver:
Com aquele babaca que adora piadinhas racistas…O cara vai se tocar!!!

 

Quando não ver:
Para as mulheres na TPM… Uma vez assisti (na TPM) ao filme “Homens de Honra” no cinema, com uma pegada parecida com este, no qual o racismo é discutido. Bom, passei vergonha de tanto chorar e achei melhor sair no meio…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

The Bridge: um corpo, dois policiais e uma série imperdível

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“The Bridge”
Uma série de Gerardo Naranjo
Gênero: Suspense Policial
País:USA

 

Um corpo é achado na fronteira do México com os Estados Unidos…Uma metadizinha para cá ,outra para lá…Exatamente…!!! Então, um policial mexicano conformado e uma policial CDF americana começam a investigar o crime.

 

Por que ver:
Em 8 adjetivos: eletrizante, angustiante, genial, original, agressivo, misterioso, paralizante, crível …Não consigo definir com uma só palavra para esta série . Um dos melhores suspenses policiais que já vi na vida. O roteiro é impagável, os atores e direção perfeitos e na medida!

 

Genial, gostaria de ver uma continuação já que só tem até a segunda temporada.

 

Como ver:
Em casa, com quem quiser e tiver estômago forte. Não é nada apropriado para crianças.

 

Quando não ver:
Após comer, ou se tiver em recuperação “unhas” (acabei de inventar o termo), pois se você for um roedor de unha contumaz, ah, meu amigo, esqueça esta série pois não vai existir cotoco para contar história.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Azul é a Cor Mais Quente: dramas, descobertas e sexo

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Azul é a Cor Mais Quente”
Um filme de Abdellatif Kechiche
Gênero: Drama, Romance
País:França

 

Uma menina de 15 anos começa a descobrir suas preferencias sexuais e se apaixona por outra garota. Juntas vivem uma história intensa de paixão…

 

Por que ver:
É um filme de arte, tá…Pelo ritmo, abordagem, roteiro e ousadia… A atuação das duas é de uma entrega e perfeição que poucas vezes eu vi.

 

Tem uma das cenas mais picantes de sexo na história do cinema em filmes não considerados explícitos…Bom…Eu achei quase explicito!!! Li algumas entrevistas onde as atrizes diziam usar próteses minúsculas…Bom, mesmo assim deve ter rolado… Impossível ser técnico demais ali… Vejam!!!

 

A história em si é ok, não tem grandes tramas, apenas a vida da protagonista com enfoque em suas descobertas sexuais.

 

Como ver:
Sozinho! Ou, se você tem intenção de propor ao seu parceiro assistir aos “XXX”movies, este pode ser um começo…

 

Quando não ver:
NUNCA EM HIPÓTESE ALGUMA,COM FAMILIARES, AMIGOS (a menos que seja aquela noite que vai rolar), E COLEGAS DE NENHUMA ESPÉCIE!!! Sim, estava gritando…Sério, muito forte. Depois não diga que não avisei… Para você ter ideia, minha funcionária estava limpando o escritório e eu aqui escrevendo, fui ver o trailler, mas achei melhor parar!

 

OBS: não precisa me contar suas impressões, este é um blog sério e de boa família! HAHAHAHAHAHAH

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

Magic Mike XXL: comédia, musical e, com certeza, sexy

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Magic Mike XXL”
Um filme de Gregory Jacobs
Gênero: Musical sexy … Comédia dramática???
País: USA

 

Nosso velho conhecido desta coluna, Mike, vou chamá-lo assim, é um homem que conseguiu que seu negócio fosse adiante. Mesmo assim, e para nossa alegria, sai para se apresentar como stripper pela última vez… Sabe, bateu aquela saudade dos palcos… Hum e nossa tb! hahahahaha

 

Por que ver:
Ah, meu pai! Vamos lá: o cara , opa, OS CARAS, são espetáculares, dançam MUITOOOOO bem, são super sexy, e não tem alma viva feminina que não se empolgue… JURO!

 

E o corpo sarado, minha gente…Meninos, nós também gostamos e REPARAMOS!!!hahahahahaha

 

A história é meio “lé-com-cré”…Tanto faz…O bacana mesmo é ve-los dançando e “endeusando” todas as mulheres! Sua imaginação vai voar…

 

Gente, tem outros motivos(MUITO BONS) mas não rola ficar falando tudo por aqui, pois acho que meu marido anda lendo esta coluna… Misteriosamente está acertando meu gosto para filmes ultimamente…

 

Como ver:
Com as amigas deve ser BEEEMMMM divertido. Sugestão: se tiver aquela amiga que vai fazer despedida de solteira, alugue uma casa e leve TODA a mulherada, alugue o filme e, em uma das noites, assistam… Óbvio, com caipirinha ou champagne… Me contem depois, hein!!!

 

Quando não ver:
Como eu… Vi no avião com uma senhora de uns 80 anos chinesa ao meu lado… As caras dela me constrangiam, pois ela fazia questão de mostrar espanto nas horas calientes!!! Sai pra lá!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

Promises: o conflito Israel-Palestina pelo olhar das crianças

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Promises”
Um filme de B.Z. Goldberg
Gênero: Documentário
País: USA

 

O filme foi gravado entre 1995 e 2000, tendo continuidade em 2004. É a captura do olhar de sete crianças palestinas e israelenses sobre o conflito Israel/Palestina.

 

Por que ver: estamos nos deparando com estas questões em torno deste conflito há tempos e, pelo menos eu, não consigo chegar a uma conclusão. Através deste doc., algumas perspectivas são colocadas em pauta e outras derrubadas. O olhar das crianças é muitas vezes fruto do pensamento de seus pais. Existe um ódio que não é deles, apenas uma repetição da fala dos mais velhos… O diretor, que conduz tudo com habilidade, vai quebrando tais ideias pré-concebidas com conversas e questionamentos interessantes. É engraçado como as visões viciadas se quebram aos poucos.

 

Como ver: chame aquele seu amigo jornalista, ou CDF que ama história, que será um bom debate…

 

Quando não ver: se você for do tipo de pessoa que se nega a repensar seus ódios e vícios, e, portanto, fechado a mudanças.

 

Ano novo, vida nova a todos!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos, deseja a todos um super ano!

Boychoir: o talento do menino rebelde do coral

 

 

FILME DA SEMANA:
“Boychoir”
Um filme de François Girard
Gênero: Drama
País:EUA

 

Um menino rebelde vê sua vida desmoronar após recentes incidentes. O passado parece vir salvá-lo pois ele descobre que seu pai existe, mas, na verdade, o que o salva é seu inestimável talento para o canto que será desenvolvido em uma prestigiosa escola interna especializada em coral.

 

Por que ver:
É uma mistura de musical, drama e motivacional. Um filme emocionante no melhor estilo “Ao Mestre Com Carinho”, “Fame”…

 

O talento das crianças do filme é impagável. Todos os meninos são cantores e o principal, o Stet, é um ator que canta bem e estudou para fazer o filme…Uma graça!

 

Como ver:
Com a família, de preferência com os filhos. Todos irão se emocionar.

 

Quando não ver:
Com a galera do Jiu Jitsu… Será meio estranho ver aqueles grandalhões chorarem… Escolha algo tipo “Os Vingadores” ou “Transformers”

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

De memória e da falta dela

 

Por Maria Lucia Solla

 

IMG_7773

 

Memória? Sim, assunto corriqueiro no papo com amigos e, pasmem, com filhos e netos.

 

Desço as escadas, decidida, e quando chego lá em baixo: o que é mesmo que eu vim fazer aqui?

 

São mínimos segundos de branco, mas incomodam. Fica um ranço de será?

 

Quem ainda não passou por algo parecido, com certeza vai passar.
Estamos sendo atualizados com uma frequência nunca imaginada, e nossa memória dá sinais de sobrecarga. Vai rateandoo.

 

Mas enquanto tem ainda alguma função, quero contar que ontem assisti a Para Sempre Alice, com Julianne Moore, (que atriz!) por sugestão de um amigo. Bah! Faz muito tempo que um filme não consegue fazer isso comigo. Biba Mello, você concorda comigo? Você assistiu? É um arraso, do começo ao fim, não é?

 

Me organizei: café, água, celular por perto. Acontece que a cada tanto eu punha o filme no pause. Assistia até onde dava para assimilar a emoção, punha no pause de novo e ia fazer outras coisas. Sim, no plural. Aí voltava com um café e um petisco, e lá ia mais uma dose de filme. Assim passei o dia todo.

 

É um filme com efeito prolongado, que desperta sem jogar água fria. Mostra a tristeza e o desalento que tomam conta de uma família, quando a mãe é diagnosticada com Alzheimer precoce. Ela é jovem, tem 50 anos. Não vou contar mais nada, além de que ela é professora/doutora universitária, na área das letras. Apaixonada pelas palavras, vai perdendo uma a uma. Perde o contato com o mundo do modo como o conhecemos. Tudo parece ir se escoando por um ralo.

 

Será que esse é o momento em que superamos a barreira do tempo? Ou é o tempo que se afasta e leva consigo as antigas regras?
Será?

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Encontre o “defeito” de Sniper Americano e concorra ao livro “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’nRoll Salvou Hollywood”

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Sniper Americano”
Um filme de Clint Eastwood.
Gênero: Guerra, Drama.
País:USA

 

Conta a história verdadeira de Chris Kyle, texano, cowboy e caçador; que se emociona com os ataques de 11 de setembro e resolve se alistar no exército para servir o seu país e acabar com os terroristas. Logo seu talento para o tiro é percebido e ele vira o soldado mais “efetivo” (matou mais de 160 inimigos) da história do exército americano.

 

Por que ver:

 

Clint Eastwood consegue criar um épico atrás do outro. Neste caso, é um filmão de guerra de primeira grandeza, que te envolve e te faz segurar o fôlego algumas vezes. Não vou discutir sobre política internacional, ou posicionamento politicamente incorreto do diretor, relacionados aos iraquianos, e/ou ao patriotismo americano exacerbado….Afinal já esperamos isto vindo dos USA, assim como também esperamos um filme que seja impecável e que sirva como um excelente entretenimento.

 

Bradley Cooper cresceu para todos os lados. Esta mais forte e mais gordo, bem parecido com o Chris original. Sua interpretação esta irretocável. Uma das melhores de sua carreira.

 

Como ver:

 

Comendo um hambúrguer para entrar no clima enquanto procura um único defeito na produção de Clint (contarei para o Mílton Jung para não ter marmelada). Vou até lançar um desafio: o primeiro que achar o defeito até 30 de junho, vai ganhar meu livro predileto sobre a história do cinema na década de 70: “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’nRoll Salvou Hollywood”… (só vale resposta aqui no Blog)

 

Quando não ver:

 

Se detestar filmes americanóides…Mas aviso, vai perder um filmaço!!!

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando: vai amarelar!?

Uma garrafa no Mar de Gaza: mais um de Guillaume, sem floreios

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Uma Garrafa no Mar de Gaza ”
Um filme de Guillaume Galliene.
Gênero: Comédia
País:FRANÇA

 

 

Uma menina judia, classe média, nascida na França, de 17 anos, foi morar em Jerusalém com a familia. Em meio a guerra entre Israel e Palestina, tenta encontrar uma resposta do porquê desta guerra que a assusta e faz tantas vítimas. A garota pede ao irmão, que está no exército, para que jogue uma garrafa ao mar com uma carta que ela escreveu. Um rapaz de Gaza, mulçumano, encontra a garrafa. Na carta, a menina pede que eles se comuniquem por email e, então, nossa história fica bastante interessante.

 

Por que ver: A diversidade cultural é o que mais me encanta neste filme. De um lado, os judeus; vivem com conforto e são os que mais se aproximam da cultura ocidental. De outro os palestinos; sofridos, pobres e com limitacões impostas pela religião que não se assemelham em nada com nossa cultura. É um filme profundo, quase documental, sobre essa guerra. A atuação é bem próxima da realidade, sem floreios.

 

Como/quando ver: Toda vez que sentir raiva da situação política atual. No meu caso, toda vez que assisto ao jornal. Pense que a situação poderia ser pior. Ao menos não estamos em guerra. Será?

 

Quando não ver: com aquele seu amigo de “esquerda radical”. Vai deixar de ser um entretenimento e sua casa vai virar um palanque político.

 

Biba Mello é diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Sugere ótimos filmes aqui no Blog do Mílton Jung, todas as semanas.

Eu, Mamãe e os Meninos: Guillaume não tem medo do ridículo

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Eu, Mamãe e os Meninos ”
Um filme de Guillaume Galliene.
Gênero: Comédia
País:FRANÇA

 

 

Em uma história autobiográfica, Guillaume nos mostra sua vida desde a adolescência. Sua mãe o criou como garota, pois sempre foi diferente de seus irmãos. Percebemos o preconceito com sua possível condição homossexual em situações constragendoras e engraçadas que o autor nos expõe. O filme é contado com uma linguagem original que permeia a peça teatral de mesmo nome.

 

Por que ver: Passada a estranheza dos primeiros dez minutos por conta da linguagem original em que o filme é contado, nos entregamos às cenas tragicômicas muito bem construídas pelo autor. O filme é garantia de entretenimento pois Guillaume não tem medo do ridículo e expõe sua vida nos mais constrangedores detalhes. Em relação à atuação no filme, tem um aspecto mais teatral, o que é justificável, uma vez que deriva de uma peça de teatro que, por vezes, se mistura à narrativa. Outra curiosidade é que o Diretor/Ator interpreta sua mãe e ele mesmo em diferentes fase da vida.

 

Como ver: Eu acabei vendo este filme sozinha, o que foi uma pena, pois tenho certeza que meu marido iria gostar. Fui tolhida de sua presença em resposta a uma negativa minha em assistir, pela vigésima vez, à reprise de Transformers. Você, caro leitor, pode assistir, a qualquer momento que desejar, a um filme original e engraçado. Poderá também apelar a esta “fita” quando tiver alguém próximo com dúvidas em relação a própria sexualidade.

 

Quando não ver: logo após alguém contar que saiu do armário. Vai parecer provocação.

 

Biba Mello é diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Todas as semanas traz ótimas sugestões de filmes ao Blog do Mílton Jung