Reestreia no Top Blog

 

Um troféu e sete meses depois, estou de volta ao Top Blog. Espaço que ocupei durante a primeira edição do prêmio oferecido à blogosfera brasileira e para o qual volto nesta sexta-feira quando as inscrições estão abertas para a temporada de 2010. Sou muito grato a organização deste evento que me convidou para comentarista e abriu as portas para que eu recebesse o primeiro reconhecimento público de meu trabalho como blogueiro. Verdade que o troféu ganhei muito mais pela “raça e determinação” – como diriam meus ídolos do futebol – do que pelo talento.

Que seja ! O que interessa é que estou de volta e bastante satisfeito com o desenho construído para o blog. Cores amigáveis, espaço confortável, distribuição melhor de texto, imagem e detalhes, além de edição facilitada. Sem contar as boas companhias das quais gostaria de citar uma em especial: Ricardo Kotscho, jornalista de mão boa e cabeça ainda melhor. Dessas pessoas que a gente tem o prazer de apreciar, observar. Na última vez que o vi trabalhando estava traçando o perfil do meu colega de CBN Heródoto Barbeiro para a revista Brasileiros. Com toda a experiência e talento, lá estava ele, cedinho da manhã, com o bloquinho em mãos.

Leia este texto completo aqui

Direitos dos pré-candidatos

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

Inicialmente disseminada entre partidos políticos e meios de comunicação, a referência às “pré-candidaturas” como forma de identificar aqueles nomes que provavelmente disputarão os cargos da eleição se estendeu à legislação. A Lei Federal nº 12.034 define que a participação de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates de rádio, televisão e internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, sem pedido de votos, não caracteriza propaganda antecipada.

Em função das informações e do interesse público que refletem nos veículos de comunicação, o Tribunal Superior Eleitoral, através do seu poder normativo de disciplinar questões que julga convenientes, já havia reconhecido tal figura. Sem dúvida, esta liberdade de espaços públicos reforça a transparência e realidade que deve predominar num processo eleitoral com a envergadura deste de 2010. A possibilidade da realização de programas de debates ou entrevistas entre pré-candidatos pelas empresas de rádio e televisão dá um caráter realista à discussão política. Afinal, desenvolver comentários ou críticas sobre a administração pública sem pedir votos ou declinar virtudes aptas a influenciar o eleitorado não caracteriza propaganda eleitoral antecipada. Aliás, repressões judiciais neste setor evidenciam o aspecto irrealista da norma eleitoral vigente, a ponto da mesma conter determinações que agridem a própria natureza dinâmica da vida política.

De outra parte, este mesmo TSE, que em 2006 condenou um eleitor paulista pela criação de uma página de apoio a Geraldo Alckmin, ao que tudo indica, tolerará a profusão de sites e blogs relacionados aos pré-candidatos. Uma brevíssima navegada e o eleitor encontrará endereços de José Serra (Eu quero Serra; José Serra Presidente 45), Dilma Roussef (Dilma13, Dilma Presidente) e Marina Silva (Movimento Marina Silva) sendo diariamente atualizados e aperfeiçoados com diversos links estimulando a participação do internauta em pesquisas, opiniões, criação de redes, comentários, opiniões, etc.

Não há menor dúvida de que estes endereços eletrônicos fazem indisfarçada apologia e propaganda pessoal dos nomes cogitados para disputar a eleição. Por outro, não há como inibir a ação de simpatizantes ou apoiadores, até porque, em decisão recentíssima (17.03.2010), o mesmo TSE disse que isto é algo que “decorre de terceiros” e não diretamente do interessado.

Para este longo período intermediário compreendido entre as desincompatibilizações (abril) e convenções partidárias (junho), a lei ainda permite a realização de encontros e similares em ambientes fechados, às expensas dos partidos, para tratar da organização dos processos eleitorais, planos de governos ou alianças partidárias visando às eleições, bem como a realização das prévias partidárias.

Estas permissões se estendem aos parlamentares candidatos à reeleição que permanecem no exercício de suas prerrogativas, que podem manter blogs, sites pessoais e seus perfis nos portais legislativos, bem como enviar seus boletins e participar de programas de rádio e televisão acerca de suas atividades. É um plus legalmente previsto. Afinal, não se pode punir os parlamentares dedicados e coerentes em função daqueles inúteis e parasitas.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Blog reúne mensagens não respondidas

 

adoteTem gente que gosta de arrumar sarna pra se coçar. O Cláudio Vieira que já foi citado mais de uma vez aqui no blog é um desses. Participa do Adote um Vereador de olho do Marco Aurélio Cunha, controla o cumprimento do horário de coleta de lixo da Loga, participa das reuniões do Conseg da região dele e, por e-mail, abriu diálogo com a Subprefeitura do Butantã.

Inventou mais uma: abriu um blog onde vai reunir mensagens não respondidas. Mandou e-mail para um vereador e não teve resposta, vai para o blog. Enviou recado para algum órgão da prefeitura e ficou por isso mesmo, vai para o blog. Pretendia tirar dúvidas com alguma entidade e nada acontecer, vai para o blog, também.

E o blog está aberto para qualquer pessoa que não teve sua mensagem respondida. Portanto, se por acaso você está com dificuldade para se comunicar por e-mail com alguém, registra sua bronca lá no blog enderecoseletronicos.blogspot.com

Blogs de pré-candidatos

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

Está consolidada entre partidos e meios de comunicação a referência usual às “pré-candidaturas” como forma de identificar aqueles nomes que provavelmente disputarão cargos na eleição que se anuncia. Perante a legislação eleitoral, o termo foi formalizado somente através da recente Lei nº 12.034 que, em função das informações e do interesse público que se refletem nos veículos de comunicação, regulou alguns direitos.

Faltando pouco menos de um ano para o pleito, é possível constatar, sem maior esforço, a intensa profusão de sites e blogs divulgando os pré-candidatos da eleição de 2010. Basta uma simples navegada e o eleitor encontrará endereços de José Serra (Jose Serra.com, Eu quero Serra, Jose Serra Presidente 45), Dilma Roussef (Dilma13, Dilma Presidente, Os amigos da presidente Dilma) e Marina Silva (Movimento Marina Silva) sendo diariamente atualizados e aperfeiçoados com links estimulando a participação do internauta em pesquisas, opiniões, perfis, etc. A legislação estabelece que a propaganda eleitoral somente é permitida a partir do dia 6 de julho do ano do pleito.

Ora, se de um lado não há menor dúvida que os endereços eletrônicos antes referidos fazem indisfarçada apologia e escancarada propaganda pessoal dos nomes cogitados para disputar a eleição presidencial de 2010, por outro, é fato incontroverso que a internet é um meio de comunicação dinâmico e unilateral quanto a sua formatação e acesso. Afinal, é indiscutível que o acesso às páginas da internet, aos blogs e aos sítios de relacionamento depende apenas da iniciativa dos usuários que, espontaneamente, buscam os endereços eletrônicos desejados. E mais: são estes que se habilitam para convidar ou estabelecer contatos nas comunidades virtuais.

Até as crianças sabem que a rede se converteu num ambiente democrático onde as pessoas se comunicam com enorme rapidez lançando suas ideias, opiniões, convicções, etc. A tal ponto se apresenta irreversível esta situação que estão aí as iniciativas de “inclusão digital” para ampliação do acesso da população ao “mundo virtual”. Casas legislativas pelo país afora disponibilizam espaços, funcionários e máquinas em suas sedes para viabilizar o acesso à rede.

Entretanto – no Direito parece sempre haver um “entretanto” –, há um registro que merece ser relembrado, seja por seu inusitado, pela sua circunstância ou porque significa um precedente de alerta. Temeroso de punições, Geraldo Alckmin, presidenciável em 2006, se viu obrigado a ingressar na Justiça Eleitoral no final de 2005 pedindo a exclusão de um site que divulgava o seu nome e a sua provável candidatura. Resultado: o responsável pelo site foi multado e o endereço eletrônico retirado do ar.

O Tribunal superior Eleitoral diz que se entende como “ato de propaganda eleitoral aquele que leva ao conhecimento geral, embora de forma dissimulada, a candidatura, mesmo apenas postulada, e a ação política que se pretende desenvolver ou razões que induzam a concluir que o beneficiário é o mais apto ao exercício de função pública. Sem tais características, poderá haver mera promoção pessoal – apta, em determinadas circunstâncias, a configurar abuso de poder econômico – mas não propaganda eleitoral”.

Portanto, se não há elementos identificadores de propostas ou planos de governo e a propaganda se restringe, por conta e risco do blogueiro, à pessoa ou ao currículo do pré-candidato, estes sites e blogs não tipificam propaganda vedada mas propaganda pessoal. No entanto, a apuração de excessos, fraudes e mesmo abusos é uma possibilidade prevista pela legislação eleitoral.


Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, autor do livro ‘Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Toda a segunda-feira escreve no Blog do Mílton Jung e nos ajuda a enteder as regras do jogo político.

Rádio na Era do Blog: Aos jornalistas arrogantes

 

“Os jornalistas terão de perder a sua arrogância e agir com seres humanos. A transição vai ser muito difícil para a maioria. Ainda temos muito a escrever, principalmente para investigar casos de corrupção. A internet treinou as pessoas para que elas recebessem as informações de uma forma social. Os repórteres tem de parar de encarar o seu público como um estorvo. Os jornalistas encaram os e-mails de um leitor como algo chato, principalmente quando endereçados ao editor. É hora de a voz institucional desaparecer. Os jornalistas online tem de encarar o leitor em primeira pessoa e dizer: ‘isto nós sabemos e isto nós não sabemos'”.

Joshua Benton, jornalista e diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, em palestra no MediaOn

Rádio na Era do Blog: A linguagem de Rui Barbosa

Para o editor Michael Gold, da PC World, a audiência na internet é preguiçosa, egoísta e impiedosa. Ele conta que o internauta tende a não ficar mais de 30 segundos sem dar um clique enquanto navega em um site. A persistirem os sintomas, o esforço para conquistar este público passará pelas características do texto e este terá de se aproximar, e muito, daquele recomendado para o rádio: simples, direto e objetivo.

As três palavrinhas mágicas – consideradas por mim, o mantra da boa comunicação – me vieram à cabeça nesta sexta-feira, assim que li a história que reproduzo a seguir e que teria tido Rui Barbosa como protagonista. Falo no condicional, pois o fato estava em um e-mail de fonte que desconheço. Mas não gostaria que isso fosse motivo para desperdiçar a graça do fato:

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:

– Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência do que o vulgo denomina nada!

E o ladrão, confuso, diz:

– Dotô, resumino: Eu levo ou deixo os pato?

Começa o Blog Action Day’09, no blog e no rádio

 

Com mais de 7 mil e 500 inscrições de 139 países e estimativa de cerca de 11 milhões de leitores, está no ar o Blog Action Day’09, uma rede mundial de blogs conectada em um só tema: mudanças climáticas. A ação principal é usar esta mídia nativa da internet para mobilizar as comunidades a discutirem o assunto através de posts.

Outras sugestões de atividades já surgem e das principais está a de pressionar o presidente dos Estados Unidos Barack Obama a aceitar o desafio de liderar políticas internacionais que proporcionem soluções sustentáveis, restringindo as emissões de gases que prejudiquem a camada de ozônio. Se você apoia esta ideia é convidado a assinar petição que será enviada ao presidente americano.

Além de convidarmos os ouvintes-internautas a participarem, tornando público no Blog do Mílton Jung todo o material (texto, foto, som …) que for enviado para milton@cbn.com.br, o CBN São Paulo vai discutir as mudanças climáticas no ambiente urbano.

Dentre os assuntos que fazem parte da nossa pauta desta quinta-feira, o impacto do automóvel no meio ambiente e a política estadual de redução de emissão de gases aprovada nesta semana, em São Paulo. Falaremos com técnicos, ambientalistas e políticos para entender qual a marcha que vamos implantar no desenvolvimento de nossas cidades levando em consideração os reflexos deste crescimento no meio ambiente. Claro, também vamos ouvir você

Rádio na Era do Blog, na Futurecom

 

Das pessoas com acesso a internet, 42% ouvem rádio no computador, e apesar deste índice ser maior na classe A, com 57% de participação na audiência digital, as classe D/E já tem forte presença, também, com 44%, segundo dados levantados pelo Ibope, em 2008. Estes números apenas comprovam a ideia que defendo há alguns anos de que a internet rejuvenesce o rádio.

É a partir deste pensamento que pretendo construir minha palestra desta sexta, 16.10, às 13h30, durante a Futurecom um dos principais eventos do setor de Telecomunicações e Tecnologia da Informação da América Latina, que se realiza no Transamérica Expocenter, zona sul de São Paulo. “Rádio na Era do Blog” fala, ainda, do uso das redes sociais como forma de construir comunidades em torno da emissora ou de programas, como o CBN São Paulo. Vou apresentar e comentar alguns dados de pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Profissionais do Rádio, sobre a qual tratei em post aqui no Blog (leia aqui, se for do seu interesse).

Todas as palestras e talk-shows promovidos pela rádio CBN durante a Futurecom serão transmitidas, em tempo real, pela internet.

Rádio na Era do Blog: Frases vencedoras

 

A jornalista Rosana Hermann e Mauro Gold vão receber um exemplar do livro “Jornalismo de Rádio”, lançado pela Editora Contexto, por terem participado do concurso lançado para comemorar o resgate do meu perfil no Twitter. A proposta era que os ouvintes-internautas-tuiteiros enviassem pelo Twitter uma frase relacionando rádio, blog e microblog.

Rádio na Era do Blog: Conversa ao pé do computador

 

O radinho de pilha ainda está sobre o balcão, mas no escritório foi abduzido pelo computador. O ouvinte-internauta navega nas novas mídias, mas ainda ouve no rádio o mesmo que ‘antigamente’ e nas mesmas emissoras que no passado (entenda por antigo e passado qualquer coisa que tenha acontecido mais de um ano atrás). São algumas das informações que podemos encontrar na pesquisa realizada pelo Grupo de Profissionais do Rádio, com a participação de 2.580 pessoas convidadas a entrar na internet e a responder ao questionário, em setembro.

Dos que responderam, 79% disseram que ouvem rádio em casa, 64% no carro e 46% no trabalho. Antes que você me cobre, a somatória ultrapassa os 100% porque as pessoas ouvem rádio de diferentes maneiras, dependendo a necessidade e a possibilidade. E a pesquisa permitia em algumas questões múltiplas respostas.

Para constatar a mudança de hábito na mesa de trabalho, onde provavelmente está o seu computador, tomei como base a questão “você costuma ouvir rádio através de …”. Apesar do aparelho de rádio ter sido citado por 74%, ouvir rádio na internet pelo computador alcançou a marca de 63%, superando, inclusive, o rádio do carro, 61%. Destaco ainda aqueles acostumados a sintonizar o rádio no celular (37%) ou no Ipod (21%).

É curioso ver que apesar da enorme quantidade de ouvintes-internautas, a maioria ainda busca as emissoras que estava acostumada no off-line. Somando as respostas, 88% ouvem na internet, emissoras que estão no AM e/ou FM. E o que ouvem ou buscam nos canais de rádio na internet ? O mesmo que ouviam no aparelho de rádio: a programação que está no ar, disseram 83% dos entrevistados, com destaque para o binômio música (66%) e notícia (60%)

Isto não quer dizer que o novo ouvinte não dá valor para os demais serviços oferecidos pelas emissoras que estão rede. Cresce o interesse a medida que ele passa a navegar no site da rádio. Mais da metade (51%), por exemplo, vai atrás dos blogs dos comentaristas/locutores (de minha parte, obrigado); e parte do público (28%) ouve podcast.

Por enquanto, a maioria dos ouvintes-internautas apenas trocou a forma de propagação do som, das ondas criadas pelo alemão Heinrich Rudolf Hertz pelas do britânico Tim Berners Lee. Não se engane, porém: estamos trabalhando com uma audiência de ‘migrantes digitais’ que aprende como boa parte de nós a navegar neste novo mundo, mas a audiência que dará vida ao rádio está nos ‘nativos digitais’ que nasceram na década de 80 e aprendem que tem o poder de controlar o consumo de mídia, ouvindo o que querem, na hora que podem ou quando precisam.