Mundo Corporativo: no comando de uma multinacional antes dos 40

 

“Uma boa estratégia para mudar de ramo é ampliar sua rede de relacionamento, construir redes com perfis diferentes, não apenas no seu mercado. Quanto mais diversa e multifacetada, mais você se enriquece e mais esta rede identificará em você competências que podem ser usadas em outros setores”. Esta é uma das dicas do empresário Sérgio Chaia, ex-presidente da Nextel , que após ver sua carreira de jogador de futebol frustrada decidiu que chegaria ao comando de uma empresa multinacional antes de completar 40 anos. A estratégia que usou para alcançar esta meta, Chaia conta na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN. Recentemente, Sérgio Chaia lançou o livro “Será que é possível – Aprendizados, historias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, pela Editora Integrare.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Mundo Corporativo: crie um futuro diferente para sua empresa

 

“Estratégia é você surpreender os outros criando um futuro diferente para a sua empresa, posicionando-a de forma diferente no mercado. Isso impõe você pensar de forma inovadora e criativa. Usar a imaginação e não só a análise e a razão. Essa foi a razão que me levou a buscar como é que eu estimulo as pessoas a criarem o futuro e não ficarem analisando o passado ou trabalhando em cima de uma planilha Excel como se aquilo fosse solucionar o problema da empresa.” As dicas são de Moisés Fry Sznifer, professor dos programas de mestrado e doutorado da FGV e professor visitante da UC Berkeley, nos Estados Unidos, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da CBN. Sznifer fala sobre o comportamento dos novos CEOs que devem saber trabalhar com as emoções, com as suas e de seus comandados. Ele deixa também um recado para você que reclama de ter um chefe que não sorri: ele não vai durar muito tempo.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN.

O prefeito como CEO

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

Avenida Paulista

 

Que as empresas privadas inseridas em mercado competitivo são mais eficientes que as públicas é fato incontestável. Por que então nas cidades, a mais importante célula do organismo estatal, a direção das mesmas não segue os trâmites do mundo corporativo?

 

Esta questão a fiz, ao ler neste blog o artigo do Claudio Vieira do “Adote um vereador”. A perfeita descrição da função de Prefeito, idêntica às usadas nas organizações particulares, poderia sugerir igualdade de desempenho.

 

A missão da Prefeitura é a mesma, ou seja, atender às necessidades e desejos do consumidor alvo, e manter relações de ganho mútuo com funcionários, fornecedores e acionistas.

 

Prefeituras e empresas também comungam com Planejamentos orçamentários, operacionais e administrativo-financeiros. Assim como projetos de novos produtos e mercados. Que por sua vez, são apresentados às câmaras municipais e tribunais de contas ou a conselhos de administração e de acionistas.

 

Os candidatos a prefeito são recrutados pelos partidos políticos e a seleção é feita pelos eleitores. Os CEOs são recrutados por empresas especializadas e a seleção é feita pela qualificação e experiência anterior. Eis aí a diferença. Candidatos sem qualificação adequada, recrutados por partidos sem atributos técnicos e objetivos muitas vezes camuflados, apresentados ao voto obrigatório de eleitores. Nestas condições a probabilidade do recrutamento de perfis distantes do ideal é grande. Assim também a vitória dos mesmos. Como tem demonstrado o histórico das eleições, até com candidatos analfabetos, com fichas reprovadas, etc.

 

No mundo corporativo, a admissão de um CEO exige uma clara descrição de funções e as qualificações necessárias para o desempenho do cargo. No ambiente político durante as campanhas eleitorais, não são cotejadas as qualificações e as funções. Nem pelos partidos, nem pelos candidatos e muitas vezes nem pelos eleitores.

 

Para CEO de uma empresa de 40 bilhões de reais anuais, aproximadamente o orçamento anual da cidade de São Paulo, a qualificação necessária exigirá no mínimo formação acadêmica compatível, e experiência na área com comprovado sucesso. E, um perfil de liderança acentuada. Honestidade é condição essencial. Para ser admitido o candidato terá que convencer hábeis avaliadores.

 

Para Prefeito de São Paulo, uma ligeira análise mostrará que poucos se inserem nas condições mínimas. Os que conferem a premissa básica deveriam demonstrar a capacitação pela experiência, pelo conhecimento da cidade e por soluções técnicas aos principais problemas. Não é o que estamos vendo. É hora de chamar os “universitários”, ou melhor, os jornalistas preparados.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung