Adote um vereador e a lição de cidadania

 

Reunião do Adote dia 11 de junho 2011

Um jornalista interessado, uma recém-chegada entusiasmada e a vontade de sempre de contar o que foi feito no último mês estavam em torno das duas mesas que ocupamos no bar do Pátio do Colégio, nesse sábado à tarde, em São Paulo. É lá que o Adote um Vereador escolheu se encontrar uma vez por mês e conversar sobre avanços e recuos no esforço de influenciar o trabalho da Câmara Municipal de São Paulo.

Chico Junior é repórter do Metrô News e queria saber o que acontece nas reuniões do Adote. Conversou com alguns integrantes e “encalhou” ao sentar do lado de Alecir Macedo, dos que mais falam sobre política, cidadania e outras tantas coisas. Sempre de olho na própria pressão, Alecir às vezes parece não crer que a sua pressão sobre os vereadores resultará em sucesso. Interessante, porém, é ver que não desisti nunca. E não é porque é brasileiro, não. É porque nasceu assim, incomodado e interessado.

Luciana Bueno é novata na rede do Adote e experiente quando o tema é política. Mantém contato com parlamentares – no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Quer escolher um vereador para acompanhar o trabalho e se envolver com a política local. Desde agora tem um blog interessante no qual escreve e direciona seus leitores a entender conceitos políticos em discussão na reforma em curso, o Observatório da República.

O primeiro casal da cidadania paulistana, Sonia e Danilo Barbosa, fizeram-se presentes, também. Parece que eles recarregaram as baterias e se deram conta de que são reféns do compromisso que assumiram há alguns anos quando chegaram a São Paulo e se transformaram voluntários do Movimento Voto Consciente. Precisamos deles.

Massao Uehara, Audrey Danezi, Marcos Paulo Dias, Liliane Silva, Frederico Sosnowski. Cláudio Vieira e Camila Migliorini completaram a mesa nas mais de duas horas de bate-papo.

Um dos temas foi a baixa participação popular nas discussões em plenário e nas audiências públicas, além da manipulação que existe em muitas dessas reuniões que impede o debate aprofundado. Boa parte do tempo o microfone é ocupado por parlamentares, assessores de parlamentares, representantes de parlamentares e os convidados dos parlamentares.

Das coisas mais curiosas que ouvi, foi o Alecir quem me contou – ele conta muita coisa. Durante sessão no plenário, acompanhada pela Tv Câmara e comentada pelo Twitter, o vereador Antônio Carlos Rodrigues, do PR, decidiu dar a ele aulas de cidadania.

Lição nº 1 de ACR: “Você precisa conhecer o Regimento Interno para comentar sessões da Câmara”.

Lição nº 2 de ACR: “Entendo a importância do trabalho que vocês realizam e acredito que a fiscalização de parlamentares deve ser sempre pautada pela imparcialidade”.

O ex-presidente da Câmara se engana duplamente.

Para cobrar do vereador basta ser cidadão. O que o Adote um Vereador incentiva é que este cidadão esteja mais próximo do legislativo para entender como a casa funciona (ou não). Conhecer o regimento interno da Câmara Municipal pode ser importante, mas não é fundamental. Aliás, muitos dos vereadores não o conhecem e precisam da ajuda de colegas até mesmo para elaborar um projeto de lei. Não por acaso, usam e pagam com dinheiro público técnicos da área jurídica.

Para ser do Adote, exige-se tudo menos imparcialidade. A rede é formada por blogueiros e voluntários compromissados até o pescoço com a cidadania. E a ideia é aumentar o número de adeptos dispostos a escolher um vereador, abrir um blog e fiscalizar o trabalho dele desenvolvendo seu olhar crítico. Não há nada que exija destes voluntários isenção, apenas ação.

Se você estiver disposto a se unir ao Adote um Vereador, não espere o próximo encontro. Abra logo seu blog, conte para gente e seja mais um cidadão a fazer parte desta rede.

Conheça mais o Adote um Vereador:


Blog do Adote um Vereador


Site do Adote um Vereador

WikiSite do Adote um Vereador

Twitter @AdoteUmVereador

Álbum de fotos do Adote um Vereador, no Flickr

Jornal eletrônico do Adote um Vereador

Saudável cidadania no encontro do Adote

 

Esclerose lateral amiotrófica e a política municipal. Temas aparentemente sem conexão direta estiveram na mesa central do café do Pátio do Colégio, que todo segundo sábado do mês se transforma em ponto de encontro de integrantes do Adote um Vereador, em São Paulo.

Mesa eclética, sem dúvida. Em torno dela sentam não apenas integrantes do Adote, mas voluntários do Voto Consciente, e todos aqueles que estejam dispostos a discutir (ou apenas ouvir) temas de interesse do cidadão. Foi o caso do @maozero – desculpe-me se uso apenas o nome do perfil dele do Twitter, mas foi assim que o conhecemos emaranhado na rede social.

Maurício – assim passamos a chamá-lo – chegou vestindo a camisa da seleção brasileira e de óculos escuros. Nem precisou se apresentar, pois a maioria ali já havia “conversado” com ele. De cara mostrou que bandeira tem desfraldado nos últimos anos: é filho da Dona Catarina, diagnosticada com doença cruel que destrói o tecido muscular e interrompe movimentos – para qual existem regras, resoluções e leis poucas vezes cumpridas. Um exemplo: a internação domiciliar que ajuda o paciente e reduz custos do Estado, para a qual é preciso intervenção da Justiça pela falta de definição de políticas públicas.

Por coincidência, saúde havia sido o tema da conversa pouco antes dele sentar na roda que, neste sábado, estava cheia e entusiasmada. Falávamos dos debates na comissão da Câmara que trata do tema e tem causado espanto nos voluntários do Voto Consciente que assistem às discussões.

Vistoria dos vereadores da Comissão de Saúde no Pronto Socorro 21 de Junho, na Freguesia do Ó, administrado pela Santa Casa, havia identificado dificuldades no atendimento aos pacientes, equipamentos sem funcionar e o não cumprimento do contrato com a prefeitura. Duas das irregularidades encontradas: a administração do PS não contratou todos os médicos exigidos no acordo e o repasse de verba pública por serviço não realizado (leia mais aqui).

O baixo nível do debate sobre o uso de sacolas plásticas também foi motivo de comentários durante o encontro do Adote um Vereador, tema para o qual parece que a Câmara ainda não está preparada. Durante a semana, cenas de agressão verbal e ameaças físicas foram transmitidas pela Tv Câmara e internet e os projetos de lei que tratam do assunto estão pendentes ainda.

Abrimos um parênteses: as imagens amplamente transmitidas são um avanço na Casa, assim como a reunião do colégio de líderes abertos à participação popular.

A presença de Marcos Paulo Dias, jornalista e colaborador do Blog do Mílton Jung, trouxe para a conversa situações encontradas em São Miguel Paulista e demais bairros da zona leste da capital. Com sua inseparável máquina de fotografias nas mãos, mostrava imagens que, logo, estarão publicadas por aqui. E não pense que se falou apenas de problemas da região. Ele destacou, por exemplo, os encontros que ocorrem no espaço cultural Mundo da Lua, a Sexta Socialista, em Guaianazes, na qual música e roda de debate se misturam. Prometeu escrever sobre isso em breve.

Gente nova e dos primeiros encontros se misturaram em uma combinação que apenas aumenta o desejo de conquistar mais adeptos do Adote um Vereador. Hoje, somos 18 blogs ativos em São Paulo, três sites, um jornal eletrônico e um sem-número de boas intenções em favor da cidadania. Saudável cidadania !

Conte Sua História: Agente da cidadania

 

Claudio Vieira

Uma incrível enchente no caminho do emprego e a solidariedade de paulistanos que jamais havia conhecido foram duas das experiências vividas por Cláudio Almir Vieira já nos seus primeiros momentos na capital paulista. Ele foi o personagem do Conte Sua História de São Paulo.

Nascido em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, chegou em São Paulo, em 1990 e se transformou em um agente da cidadania. Hoje, é casado tem uma filha, mora na região do Morumbi e participa de associações de bairro e da rede Adote um Vereador.

Ouça o depoimento de Cláudio Vieira, gravado pelo Museu da Pessoa e sonorizado pelo Cláudio Antonio

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no programa CBN SP. Você também pode contar mais um capítulo da nossa cidade agendando um depoimento ou enviando um texto para o site do Museu da Pessoa.

Cidadonos é o cidadão no comando da sua cidade

 

Está na hora de o cidadão passar a interferir na vida política da sua cidade. Ser protagonista e não apenas plateia deste espetáculo – às vezes trágico – que assistimos há anos, no qual decisões do parlamento não estão em sintonia com o que a sociedade deseja.

Jundiai, no interior paulista, com seus 370 mil moradores, será exemplo nesta mudança de comportamento com o lançamento do concurso Cidadonos, que pretende coletar ideias para construir a Agenda Cidadã que será levada à Câmara Municipal de Vereadores e à prefeitura.

O cidadão poderá registrar sua proposta em um portal que segue o modelo do Cidade Democrática. Todo este material será público e terá espaço para receber sugestões e comentários. A população, além de discutir os temas apresentados, terá oportunidade de apoiar cada uma das ideias, “formando uma grande rede em busca de mudanças”, disse Henrique Parra Parra, um dos responsáveis pela iniciativa.

A participação não se restringe ao cidadão; ONGs, palamentares e gestores públicos também são convidados a fazer propostas e debatê-las com toda a cidade. As ideias estarão divididas em quatro temas: meio ambiente, educação, juventude e cultura. Todos votarão e a intenção é fazer com que a sociedade se comprometa a apoiar as iniciativas vencedoras, convencendo não apenas Executivo e Legislativo, mas provocando ações no terceiro setor e na iniciativa privada.

O concurso é outro caminho pelo qual o cidadão passa a influenciar as mudanças e melhorar a qualidade de vida no ambiente urbano, assim como propõe a rede de blogs Adote um Vereador, criada em 2008.

É a mesma linha de ação promovida, recentemente, na capital, pela Rede Nossa São Paulo que assinou protocolo de intenções com a Câmara de Vereadores no qual ambos se comprometem a fazer consulta pública para identificar as prioridades dos paulistanos. Com base nos resultados do IRBEM – Indicadores de Referência de Bem-Estar 2011, coletados pelo Ibope, uma comissão da Rede e da Câmara apresentará temas de interesse da cidade para que o paulistano defina as prioridades. O resultado pautará, a partir do segundo semestre, a criação de projetos de lei, emendas e o papel fiscalizador do vereador.

O Cidadonos, baseado na webcidadania, é uma iniciativa do Voto Consciente e tem o apoio do Cidade Democrática, Rede Social Jundiaí e SENAC. O lançamento do concurso será nesta sexta-feira, às sete da noite, na sede do Sesc, na rua Vicente Magaglio, 50, em Jundiai.

Fiscalizar não é punir, ser fiscalizado é corrigir

 

A avaliação do Voto Consciente sobre o trabalho dos vereadores na Câmara Municipal dominou as conversas do Adote um Vereador, na reunião mensal realizada nesse sábado, no Pátio do Colégio.

A presença de Sonia Barboza e colegas da ONG colaborou com a discussão. Aplausos para a atitude fiscalizatória se misturaram a pedidos de revisão de critérios de análise usados para identificar o desempenho dos parlamentares.

A experiência do Voto Consciente e a maneira responsável como atuam na Câmara são exemplos para nós. A avaliação, a partir de agora anual, transformou a pauta no parlamento municipal, revelando a importância deste trabalho.

Mesmo com todas as críticas que possam ter em relação aos critérios, o Voto faz com que os vereadores saiam da inércia, sejam sacudidos pela opinião pública. Não podemos jamais esquecer os muitos avanços que ocorreram graças a este trabalho: o aumento na participação das Comissões foi resultado desta fiscalização, por exemplo.

Do Adote surge apoio para ações na internet, seja na elaboração de um blog, no redesenho de um site, na edição de jornal eletrônico e, até mesmo, na colaboração para que vereadores se comuniquem melhor usando a rede. O trabalho colaborativo com outros cidadão, ONGs e a Câmara está no DNA do movimento. Não se constrói a rede Adote um Vereador sob a ótica da inimizade nem se enxerga os demais como adversários a serem enfrentados.

Nem mesmo os vereadores – por mais que alguns deles ainda vejam os movimentos sociais desta maneira. Fiscalizar não é punir, é alertar e cobrar. Ser fiscalizado, é ouvir e corrigir.

A mesa cheia e com presença de novos participantes também animou o encontro que se realiza sempre no segundo sábado do mês, em São Paulo. Antes do próximo encontro, porém, alguns integrantes do Adote estarão em Jundiai, onde será lançado o Concurso Cidadonos, sobre o qual falaremos mais esta semana.

Adote cobra Colégio de Líderes aberto ao cidadão

 

A votação no plenário está, ao vivo, na televisão – ao menos para quem tem sinal a cabo. As comissões permanentes, audiências públicas e CPIs já estão na internet. Chegou a hora de abrir as portas da reunião de líderes que ocorre, semanalmente, na Câmara Municipal de São Paulo, onde se decide a agenda parlamentar com partidos e Governo expondo seu pensamento em relação a cada um dos assuntos levados à Casa.

Com este objetivo, o Adote um Vereador, através do Cláudio Vieira, enviou mensagem para os 15 líderes de partidos e Governo perguntando se eles são a favor ou contra a divulgação na internet desta discussão dos vereadores.

Por enquanto, o esquema do jogo é o 7 x 2 x 6. Explico: sete disseram que aceitam a ideia de tornar pública toda discussão do Colégio de Líderes; dois são contra e seis não responderam.

Veja aqui a lista e a justificativa de quem é contra, a favor ou está em cima do muro

Questionada sobre o tema, a Ouvidoria da Câmara Municipal de São Paulo mandou a seguinte explicação para o fato de a reunião ser fechada:

A reunião de Líderes tem como objetivo a definição da pauta das Sessões que se realizarão na semana seguinte. Trata-se de reunião de trabalho preparatória, da qual o resultado, que é o aspecto relevante, é amplamente divulgado para a sociedade. Sempre que um debate sobre um determinado projeto, surgido durante a reunião de Líderes, ganha relevância, ele é disponibilizado para a sociedade na forma de audiências públicas ou debates pelas Comissões, que são os foros próprios e organizados para comportar essa discussão, preferencialmente com a participação ativa da sociedade, de tal sorte que, quando o projeto vier a ser pautado, estará amadurecido pelo mais amplo debate. Portanto, a reunião de Líderes não só é aberta à sociedade, como incorpora a sociedade como partícipe, através dos canais institucionais.” Se o conteúdo estiver adequado, será disponibilizado para a Ouvidoria.

Atenciosamente,
Ouvidoria da Câmara Municipal de São Paulo

#Adote1Distrital e #Adote1Vereador se encontram

 

O Adote um Distrital se inciou este ano e, de maneira estruturada, tem encaminhado questões interessantes na Câmara Distrital de Brasília, entre estas o combate aos 13º e 14º salários dos deputados. Conseguiram até agora cerca de 800 assinaturas em apoio ao fim do pagamento. Semana passada, integrantes do Adote um Distrital e do Adote um Vereador conversaram aqui em São Paulo. Para falar do movimento na capital paulista, estiveram Massao Uehara e Sérgio Mendes – foi este quem escreveu o texto a seguir:

Na tarde desta sexta feira, de cara cinza em São Paulo, tínhamos um motivo para deixarmos as nossas rotinas e abrir espaço para uma pausa e um café. Mundo pequeno este em que vivemos e onde todo mundo se encontra e interage o tempo todo, ao sabor de suas conveniências, necessidades e afinidades. Fomos nos encontrar com Cláudia Mesquita, do Adote um Distrital de Brasília/DF, com quem já de saída sentimos grande empatia e parecia uma velha conhecida destes mais de dois anos que a cidadania aproximou, aqui em São Paulo.

Não foi difícil reconhecê-la, que por precaução resolveu chegar um pouco mais cedo e esperar por nós lendo no café da livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Foi um encontro informal, como costumam ser os que fazemos todos os segundos sábados de cada mês. Para a nossa alegria, soubemos que em Brasília a ideia de adotar os representantes do povo no legislativo do Distrito Federal conta com o apoio e empenho de muitos jovens, são mais de 30 integrantes, que acompanham e publicam o que dizem e fazem os distritais. Falamos sobre nossas experiências, sobre nossos pontos de vista e comparamos as diferenças da maneira de fazer acontecer a cidadania lá e cá.

Colocamos para ela como foi no início e como temos colhido frutos tanto pelo contato com outros cidadãos quanto por fazer a voz da cidadania avançar dentro do parlamento. Falamos de como vemos mudada a relação representados e representantes e, também, de como a internet encurtou este caminho.

Cláudia mostrou-se interessada em saber dos blogs, do twitter e contou que o pessoal de Brasília pensa em fazer um seminário de cidadania por estes dias. Vai mandar convites quando tudo estiver combinado. Ficamos felizes com os avanços dos padrinhos em Brasília e de poder passar para ela e para eles um pouco da nossa experiência e, também, aprender.

Mas como eu dizia no início deste breve relato sobre ontem à tarde (sexta), mundo pequeno este em que vivemos. A Cláudia e eu descobrimos ter uma grande amiga em comum! Eu a conheço desde a minha adolescência lá no interior do MT e a Cláudia, trabalha com ela em Brasília.

Pequeno mundo de cidadãos interessados em cidadania, esta sim, grande e sem fronteiras. Como esperamos que seja o nosso país. Estivemos no café da Livraria Cultura do Conjunto Nacional com a Claudia Mesquita, o Massao e eu.

Por Sérgio Mendes

Adote: “Senta o dedo, porque agora é pessoal”

 

Mensagem enviada pelo “padrinho” Mário César Nogales que participa do Adote um Vereador e ampliou seu olhar para a Assembleia Legislativa e o Senado, também. Para ele, só tem uma saída para melhorar a política brasileira: fiscalizar o seu representante no parlamento.

Caros Leitores:

Hoje, após ver o filme Tropa de Elite 2, me inspirei a escrever estas poucas linhas e dizer o por que acho importante o trabalho de cidadãos como Almir Vieira, Sérgio Mendes, Massao, Audrey, Alecir Macedo e todos aqueles que participam de uma forma ou outra com a ideia do Adote um Vereador.

E porque o filme me inspirou? Há um sistema corrupto e mafioso instalado no Brasil, e não serão “Capitães Nascimento” que mudarão o sistema, bem que gostaria que houvesse heróis como ele que combatessem o sistema, porém, os únicos e reais combatentes do sistema são os cidadãos, que de uma forma ou outra acabam vendados e alienados pela grande maioria da mídia.

A corrupção em nossa cidade não é culpa do ladrão, traficante, policiais corruptos, jornalistas de mãos atadas, vereadores que fecham os olhos ou prefeitura que não faz seu trabalho. É culpa do
sistema implantado para que os poderosos se mantenham no poder e este sistema é alimentado pela população que acha que não pode fazer nada.

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Adote um Vereador em Cabo Frio (RJ)

 

Mensagem recebida de cidadão de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, disposto a integrar a rede do Adote um Vereador demonstra que a ideia ainda tem muito a ser ampliada. Seja bem-vindo, Elienai Batista:

Bom dia a todos,

Esta é minha primeira participação na lista e espero que eu esteja certo ao julgar que esta lista não é somente para São Paulo. Sou pastor de uma igreja histórica (Igreja Reformada do Brasil), pai
de 4 filhos (todos homens) e muito interessado em contribuir para que tenhamos um exercício politico mais ético e justo.

Conheci o projeto Adote um Verador quando estava criando um projeto no Wikia. Diante da possibilidade de contribuir de maneira concreta para mudanças em Cabo Frio, resolvi participar do projeto. Já criei uma página para Cabo Frio no site do projeto no Wikia, criei um site para
divulgar o projeto e reunir os blogs dos vereadores adotados em relação a Cabo Frio, e tendo adotado um verador, criei um blog para ele.

Além disso criei uma comunidade no orkut para divulgar o projeto (em relação a Cabo Frio (Tamoios o distrito onde moro) e para reunir as pessoas de Cabo Frio que se interessem pelo projeto. Vou divulgar pessoalmente e também nos meios de comunicação locais. Criei uma lista de email específica para os futuros integrantes do projeto em Cabo Frio.

Espero que consigamos reunir em Cabo Frio um número considerável de pessoas e que logo tenhamos pelo menos uma pessoa acompanhando cada um dos vereadores.

Espero contar com a ajuda e orientação de vocês.

Solicitação:

Alguém pode ajudar a colocar o município de Cabo Frio no mapa que aponta para as cidades que possuem o projeto? Eu não acerto lidar com o google maps (sempre apanho). Tem alguém do Estado do Rio de Janeiro na lista? Assim que terminar de melhorar as páginas no wikia, referentas ao
projeto em Cabo Frio, Pretendo dar uma ajuda em outras páginas do projeto.

Desde já agradeço.
Um abraço a todos,
Elienai Batista

Endereços:
Site do Projeto em Cabo Frio
Blog Adotei o Vereador Fernando do Comilão
Grupo de discussão Cabo Frio

Comunidade no Orkut

Adote um Vereador é ato de cidadão que faz política

 

O Distrito Federal conseguiu mobilizar 438 pessoas para fiscalizar a câmara legislativa local, desde o início do ano. Seguindo o modelo do Adote um Vereador e com a estrutura criada na campanha do Ficha Limpa, o estudante de direito Diego Ramalho levou mais de uma centena de jovens moradores de Brasília a assumir o compromisso de acompanhar o trabalho dos 24 deputados distritais.

“Para quem pensa que a cidadania brasileira é vítima desses deliquentes (da política), a juventude brasileira não é e não anda alienada, sabe o que é cidadania, o que é importante”- disse Jorge Maranhão sobre o sucesso do Adote um Distrital, no comentário A Voz do Cidadão, que vai ao ar terças e quintas no programa CBN Total, apresentado por Adalberto Piotto. Maranhão é publicitário, escritor e mestre em filosofia e dedica parte de seu cotidiano a incentivar atos de cidadania (seu link está aí ao lado entre os meus favoritos, e não é por acaso)

Ouvi o bate-papo deles, na quinta-feira passada, e fiquei feliz de saber como o Adote um Vereador, surgido em São Paulo, tem se fortalecido nacionalmente. O movimento de controle e fiscalização dos vereadores paulistanos também foi lembrado por ambos.

Ressaltando o quanto comentários como esses ajudam a empurrar mais jovens para a política e os incentiva a praticar a cidadania, gostaria de fazer apenas uma ressalva ao que disseram meus dois colegas. O movimento que hoje é exemplo em algumas cidades brasileiras não foi criado dentro de ONGs nem instituições oficiais. Surgiu de uma ideia lançada ao ar em um programa de rádio – no caso o CBN SP -, em 2008, que foi adotada por uma dezena de ouvintes-internautas sem nenhuma ligação com a emissora, apenas com a intenção de defender o cidadão.

Alguns anos antes, é verdade, o Instituto Ágora, liderado por Gilberto de Palma, desenvolveu em escolas paulistanas o Adote um Vereador, mas o projeto não tem relação direta com este que tem reunido cidadãos através de uma rede de blogs. A intenção de monitorar o legislativo é semelhante, mas o modelo é diferente.

A rede do Adote um Vereador depende de iniciativas individuais de cidadãos que se dispõem a escolher um parlamentar na Câmara Municipal de sua cidade e a levantar e publicar informações sobre eles em um blog. A intenção é que o “padrinho” passe a conhecer melhor a prática no legislativo e se transforme em fonte de consulta para a comunidade sempre que esta estiver interessada em saber o que o vereador realiza.

Faço questão de ressaltar o fato de que o Adote não está ligado a uma ONG pois este movimento – repetimos isso com frequência – não tem dono, é da sociedade que tem o direito e até o dever de controlar a ação dos parlamentares, seja na cidade, seja no Estado, seja na Federação. Ao mesmo tempo, a rede que conta, atualmente, com 17 blogs ativos na cidade de São Paulo (veja na lista de favoritos do Blog), está pronta para trabalhar ao lado de qualquer entidade, como já se faz com a ONG Voto Consciente – pioneira neste trabalho em São Paulo.

Mais do que isso, destaco a diferença para fazer justiça a um grupo de pessoas incrivelmente atuante que se identifica com o papel de fiscalizador dos políticos sem, necessariamente, ter vínculo um com outro, apenas pela consciência de que este deve ser o papel do cidadão. Gente que, a partir de seu trabalho individual, beneficiou o coletivo.

Na Câmara de São Paulo se conseguiu avanços significativos com a liberação das imagens das reuniões das comissões permanentes e audiências públicas e, até mesmo, a aceitação de propostas que se transformaram em projetos de lei. Um deles, inclusive, recebeu o prêmio de Boa Prática Legislativa, da Fundação Mário Covas.

Todos, sem dúvida, se orgulham de saber que a ideia chega a mais lugares como o Distrito Federal, onde um movimento bem organizado tende a conquistar vitórias interessantes ao cidadão, em especial em uma casa como a Câmara Distrital que esteve tomada por casos de corrupção e falta de ética, na última legislatura.

E agradecemos ao Jorge Maranhão e ao Piotto pelo destaque oferecido a esta ação cidadã.