Cidadania conquista rotatória em cruzamento perigoso

 



Por Marcos Paulo Dias
Ouvinte-internauta e colaborador

Lembra-se da rotatória improvisada de pneus velhos (leia aqui) ? Uma ação que partiu de moradores devido ao alto índice de acidentes no cruzamento das ruas Dr. José Ferreira Crespo e José de Aguiar, no Jardim São Vicente – São Miguel Paulista, zona leste.  Pois é, no mesmo dia que você levou ao ar (07/10/2010), o trabalho artesanal  dos moradores e comerciantes atraiu a atenção do Poder Público. O pessoal  da CET e subprefeitura tratou de dar uma passadinha no local  para  conferir. Depois de 10 dias, a rotatória oficial  foi construída.

Hoje estive lá e encontrei  Marcelo Macedo e Marcos Rogério,  comerciantes , dupla que fez parte da construção da rotatória  de pneus. Eles lembram dos acidentes que ocorriam no cruzamento e das  diversas vezes que construíram junto com os moradores rotátorias de pneus velhos – parte doados, parte comprados: “com a construção da rotatória acabaram-se os acidentes”. Um mural foi montando no comércio deles com  reportagens  que foram publicadas nos veículos de comunicação.

A calçada do descaso

 

A avenida Estrela da Noite tem nome bonito, visual nem tanto. Quem passa por lá todos os dias sabe que a situação, ao menos em uma das calçadas, é vergonhosa. Os alunos que chegam a escola se deparam com uma cena de desrespeito, descaso e falta de cidadania. Sensibilizado, o jornalista e ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias decidiu pegar uma câmera de vídeo e “passear” pelo local que fica ao lado da linha Safira da CPTM, no bairro do Itam Paulista, zona leste da capital paulista.

O passeio pela calçada lotada de entulho chama atenção pois durou 3 minutos e meio e em todo o percurso pedaços de madeira, ferro, tecido, papel e uma dezena de materiais expõe a falta de respeito com o ambiente urbano. Marcos descreve as cenas e conta um pouco do que acontece todos os dias por ali.

Veja a cena até o fim e não deixe de publicar aqui a sua opinião sobre esta situação

Olhos e ouvidos abertos na Câmara de São Paulo

 

As câmeras de segurança da Câmara Municipal de São Paulo ganham nova função. Desde terça-feira, são os olhos do cidadão a vigiar o trabalho dos vereadores. Se antes serviam apenas para preservar o patrimônio, agora transmitem pela internet as sessões das comissões permanentes e audiências públicas, onde são realizados os principais debates em torno de projetos de lei e temas de interesse da cidade.

A estrutura técnica do site da Câmara permitirá que cerca de 300 internautas assistam aos encontros de uma só vez, número que aparentemente é baixo se levarmos em consideração a audiência possível na internet, mas é muitas vezes maior do que a quantidade de eleitores que comparecem no parlamento.

Foi Massao Uehara, um integrante do Adote um Vereador – projeto que convida o cidadão a controlar ação parlamentar através de blogs -, que identificou a possibilidade de transformar as imagens das câmeras de segurança em fonte de informação da sociedade, no ano passado.

Naquela época, a demanda já havia sido apresentada pela ONG Voto Consciente em uma lista de sugestões para tornar mais clara a atuação dos vereadores. Restrições técnicas eram alegadas para impedir o acompanhamento das comissões na internet. Pura balela, como pode se ver agora.

Bastou o grupo que mandava na Câmara ser derrotado na eleição à Mesa Diretora para o projeto ser executado. Foi um dos primeiros atos do novo presidente da Casa José Police Neto (PSDB) que sem gastar um só tostão em equipamento colocou as imagens na tela do nosso computador. Para a transmissão serão desembolsados cerca de R$ 7 mil por ano.

Mais importante, porém, é o que esta medida tomada pelo novo comando da Câmara Municipal de São Paulo significa na relação do legislativo com a sociedade. “Foi mais do que um passa à frente, foi um enorme pulo”, disse Sônia Barbosa do Voto Consciente entusiasmada com as raras ações que tornam a vida no parlamento mais acessível ao cidadão, nestes cerca de 20 anos em que a ONG acompanha o trabalho dos legisladores.

“Vai facilitar nosso controle, pois boa parte é feita pela internet”, reforçou Cláudio Vieira que ao lado de Audrey Danezi e Sérgio Mendes representaram o projeto Adote um Vereador no lançamento do sistema.

A falta de transparência é um dos motivos que levam o legislativo paulistano – e não é diferente nas demais cidades – a um índice de confiança vergonhoso. Dentre 24 instituições, é a pior avaliada, tendo a desconfiança de 62% das pessoas ouvidas em pesquisa do IRBEM – Indicador de Referência de Bem-Estar no Município, encomendada pela Rede Nossa São Paulo.

Para mudar esta percepção será preciso ir além. Por isso, depois dos olhos eletrônicos é preciso abrir bem os ouvidos para o que a sociedade pensa.

Seria importante criar um canal para receber, examinar e encaminhar as reclamações, sugestões e pedidos da população. Comentários deixados neste blog revelam o quanto a ausência de respostas indigna o eleitor.

Mais do que reduzir a frustração deste à falta de atenção a e-mails e cartas enviadas, o serviço poderia funcionar como um representante dele dentro do parlamento, identificando as demandas não atendidas e cobrando medidas em determinadas situações.

A luta (literal) eleitoral que ocorreu na disputa pela Mesa Diretora em dezembro, a troca de favores por cargos no Executivo e o surgimento de denúncias de vereadores que se beneficiam com verbas indenizatórias – como a que atinge Antonio Goulart (PMDB) – mostram que a Câmara tem muito a melhorar.

Portas escancaradas – seus olhos e ouvidos, incluídos – à comunidade pode induzir esta transformação de comportamento. E caberá ao cidadão ocupar estes espaços com sua voz para que as decisões no parlamento se traduzam em melhor qualidade de vida no ambiente urbano.

Cocô de cachorro, quem pega ?

 

Por Dora Estevam

Passeando com Gisele

A cena é a seguinte: a babá leva o cachorro em lugar de um bebê, passeia lentamente, aos passos do cachorrinho, é claro. Cumprimenta as pessoas das lojas, o porteiro, alguém mais que não identifiquei. Enquanto isso o cachorro aproveita para dar uma cheiradinha na grama, que lhe parece familiar. Para e pumba: cocô na calçada.
 
Quem pega? É pegar ou largar.
 
A moça não pode fazer feio na frente do amiguinho, então recolhe a caca, põe num saquinho de plástico, amarra bem amarradinho e depois, e depois … tchan tchan … atira ao pé da primeira árvore que encontra pela frente.
 
Situação como esta que vi dia desses acontece diariamente por todas as ruas dos bairros residenciais  da cidade. O caso desta moça foi apenas um exemplo, são muitas as pessoas que passeiam com seus cães e não pegam a sujeira. Fica lá aquele cocô na calçada que você é obrigada a desviar para não se sujar. As calçadas com grama ficam  insuportáveis, tem que andar pela rua. Nas residenciais misturadas com comércio, então, é uma constante briga entre lojistas e passeadores de cães.
 
O problema é do dono do cachorro, e pronto!
 
Incrivelmente é do conhecimento de todos que o caso virou Lei e se não recolher o cocô e jogá-lo na lata de lixo é multa (na incerta).
 

Elegância de Sienna Miller

Tenho falado aqui na coluna sobre comportamento, moda, beleza e estilo de vida. Sempre na intenção de inspirar e não criticar. Mas eu não posso deixar de falar da falta de educação destas pessoas que continuam agindo de má fé.
 
Eu não posso acreditar que o dono ou a dona de um animal de estimação não tenha consciência  que o bicho também faz as necessidades  dele e estas não são feitas em privadas, mas em quintais e gramas, muitas do vizinho.
 
Da mesma maneira que você passa no Pet Shop para fazer compras para o seu doguinho deveria aproveitar para se informar qual a melhor saída na hora de recolher o que ele deixa pra trás.
 
A vergonha e falta de educação é você largar a sujeira na calçada achando que com a primeira chuva vai tudo embora. Ou colocar em saquinhos plásticos e abandoná-lo no pé da árvore. Quem vai pegar aquilo? A faxineira da loja ou do salão de beleza, é isso?

Sem contar que aquele saquinho deve demorar anos para se dissolver na natureza (outra questão que já foi tema de debate aqui neste blog) – ou seja, deixarão de herança uma montanha de plástico recheada de cocô de cachorro.

As fezes na rua podem trazer muitas doenças através das moscas que atraem. E você não vai querer que a sua família seja contaminada por isso, vai?
 
Para você que tem animal em casa, certifique-se de que a pessoa que esta saindo com ele recolhe a sujeira e a despeja no lixo da sua casa. Melhor ainda, dê você mesmo o exemplo e mostre qual o procedimento correto.
 
Seja um fiscal da sua calçada e se vir alguém cometendo esta falta de educação não deixe de alertá-la.  
 
Tenha um bom e elegante passeio com o seu dog!

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

Árvore vira lixeira na avenida

 

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Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

As árvores recém-plantadas ao longo das calçadas da avenida Duque de Caxias, na região central de São Paulo, se transformaram em lixeiras.
 
O plantio de árvores em locais de grande circulação, principalmente nas áreas centrais, requer planejamento, manutenção periódica e fiscalização da empresa contratada. E (por que não?) um pouco de criatividade: uma plaquinha educativa com o nome da espécie. É indispensável a instalação de protetores bem organizados e não gambiarras – com pedaços de pau e tela plástica – como as que foram feitas no entorno das árvores da movimentada avenida .
 
Plantar e abandonar, além de ser um grande desrespeito para com o meio ambiente, por parte da Prefeitura, é desperdício de dinheiro público.

Foto-ouvinte: Lixo na escola

 

Lixo de escola

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

Nas regiões mais pobres da cidade de São Paulo, o lixo ganha as ruas de forma assutadora e muito perigosa -,por se tratar essencialmente de uma questáo de saúde pública. É gritante  o entulho ao longo da calçada da Escola Estadual Sargento Alves da Silva, na rua Bernardo Gomes de Brito, Parque Independência, extremo sul da Capital , área de responsabilidade da Subprefeitura de Campo Limpo. Um professor, perguntado como se sentia em  ter um lixão na porta de sua escola, respondeu:  “A minha obrigaçao aqui é dar aula.”
 
Se a população não tem nenhum ato de responsabilidade cidadã – ao emporcalhar o bairro  onde mora – o poder público é omisso na fiscalização e na aplicação da lei. Pouco ou quase nada faz na criaçao de políticas públicas eficientes para o setor. Faltam investimentos , sim , na limpeza urbana. Não adianta a Prefeitura  querer fugir dessa responsabilidade…  A modernização da limpeza  patina na lama ,em dias de  chuva fraca . Por exemplo ,até quando a retirada de grande quantidade de entulhos será braçal ?
 
 Como ficou o concurso de agentes vistores e a informatizaçao do serviço de fiscalização ? Por que não adotar o serviço de remoção  de entulho 24 horas? Seria um grande avanço na limpeza urbana, para tirar a cidade do atoleiro da sujeira .
 
Quanto aos “ecopontos”, passou da hora a terceirização da manutenção desses equipamentos.
 
 
Ainda impera o atraso no serviço de varrição e coleta  de São Paulo,que ,em alguns casos, chega a ser tratada  com descaso por parte do poder público municipal. Vale lembrar que até há pouco tempo os garis  da Zona Sul eram transportados em pau de arara  (…)

Ação Pegada Berrini quer mobilidade e um bairro cidadão

 

Trabalhei no WTC por dois anos seguidos. O prédio fica ali próximo da Ponte Estaiada, entre a Marginal Pinheiros e a Avenida Berrini. Naquela época, a ponte ainda não existia e muitos apostavam que com o trânsito da Roberto Marinho sendo despejado do outro lado, os carros que seguissem por baixo, vindo lá dos lados da Bandeirantes, ou no sentido contrário, lá dos lados do Shopping Morumbi, andariam com mais rapidez e, finalmente, os motoristas estariam livres dos congestionamentos.

Nunca acreditei no resultado prático dessas obras gigantescas e o que se via na Berrini dava pouca esperança de que a situação iria melhorar, principalmente levando em consideração as notícias de novos empreendimentos empresariais e aumento da frota de carro – naqueles tempos se falava em 6 milhões, hoje os jornais já dizem que serão 7 milhões até início do ano que vem (ouça esta notícia aqui)

Sair da redação no horário de pico era impossível. Os elevadores estavam sempre lotados e o congestionamento nos deixava parado dentro do estacionamento. Lá fora ainda havia o medo de assaltos no trânsito travado. A ideia era atrasar o fim do expediente para encarar situação mais amena. Cada vez era preciso deixar o local mais tarde.

Lembrei-me deste cenário, hoje, quando entrevistei o artista plástico Fábio Woody que participa do projeto Ação Pegada Berrini, iniciado há algumas semanas quando empresários, moradores, trabalhadores, pedestres, ciclistas e toda esta gente que se encaixa na tag #cidadão sentaram em uma sala grande e começaram a discutir soluções e criações para resolver o problema da mobilidade na região.

Ouça a entrevista de Fábio Woody, no CBN SP

O curioso é que o investimento inicial feito pela cidade na Avenida Berrini e arredores tinha como intenção criar um ambiente em que moradias e empresas convivessem e a necessidade de grandes deslocamentos fosse evitada. Se não me engano isto pode ser lido, inclusive, na Operação Urbana da Roberto Marinho.

Apesar da construção sem parar de apartamentos, esta realidade não se concretizou. E a Berrini para – ou continua parando – nos horários de pico que se estendem para além das 7 às 10 e das 18h às 20h.

Incentivar o deslocamento de bicicleta com prédios e comércio criando espaços para estacioná-las e escritórios com direito a banho, além de promover seu uso das estações da CPTM/Metrô até o local de trabalho pode ajudar.

Restringir o uso de carro com mudanças de vias e limitar os pontos de estacionamento nas ruas no entorno da Berrini são medidas que devem ser adotadas mas com o cuidado de a emenda não ficar pior do que o soneto. Haverá comerciante que ficará de cabelos em pé.

Rever o horário de entrada e saída, evitar reuniões presenciais e promover o trabalho em casa devem ser alvo de análise, mesmo que muitos escritórios já façam isso.

Criar espaço específico e exclusivo para ônibus circularem me parece um bom caminho, mesmo que gere revolta em quem não pensa na possibilidade de deixar o carro em casa ou à distância – para estes, quem sabe espécies de bolsões de estacionamento?

Talvez seja o caso de a Secretaria Municipal de Transportes reavaliar a restrição aos ônibus fretados, medida adotada há pouco mais de um ano para “facilitar o deslocamento na região” – diziam os técnicos na época.

A CET pode, também, dar uma espiada no tempo dos semáforos das vias principais. Quantos dos que estão espalhados por ali são considerados ‘inteligentes’? E a distribuição da faixas para pedestres, permite o passeio seguro ? Nunca devemos esquecer: calçadas são espaços que privilegiam as pessoas, portanto toda barreira tem de ser eliminada.

Bem mais complicado, pelo impacto econômico que teria, é o aumento das restrições para a construção de prédios e ocupação da terra naquela área. Mas se a intenção é mudar a Berrini, talvez seja necessário, sim, pensar nisto com base no que está no Plano Diretor Estratégio e na revisão deste plano que, pelo visto, não sairá da Câmara Municipal.

Como se vê, mesmo sem tempo para a reflexão, há muitos interesses que, na entrevista, chamei de difusos. Mas que o Woody fez questão de ressaltar têm o mesmo objetivo: melhorar a qualidade de vida na área da Berrini.

Se é assim mesmo – e eu acredito -, quem vive, trabalha e precisa da região tem obrigação de se mexer, se unir a este grupo, antes que a Berrini pare de vez.

Caso você não tenha nada a ver com esta história, pense como poderia organizar ação semelhante onde você vive, transformando o entorno e a si mesmo. Construindo um bairro cidadão.

Vereador, garanta o direito do cidadão à informação

 

Saber como um vereador vota é informação tão complicada de ser obtida quanto levantar dados sobre investimentos feitos pela prefeitura. Nos dois casos, o conteúdo é público e deveria estar à disposição da cidade, sem burocracia nem barreiras. Infelizmente, a realidade é outra.

Recentemente, ouvimos a dificuldade do Movimento Voto Consciente para ter em mãos a relação dos votos dos parlamentares em cada um dos projetos discutidos. Mais de dois meses após o pedido feito – já que este dado não aparece publicado em nenhum lugar na Câmara – a lista ainda não havia sido divulgada.

Entidades de bairro e comunitárias também se deparam com a falta de organização, de conhecimento e de interesse de órgãos públicos. Da Associação dos Moradores do Jardim da Saúde ao Morumbi Melhor, da AMAPAR (Jardim Previdência) ao Jardim das Bandeiras, cada organização tem uma história de descaso a contar.

“O próprio Defenda São Paulo pediu vistas e cópias dos estudos de capacidade de suporte viário e foi negado, por exemplo”, contou em e-mail Heitor Marzagão, que representa moradores no Jardim da Saúde.

Há situações em que a resposta até é enviada, mas errada. O Defenda SP queria saber da Siurb – Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (e não do DAEE como escrevi, originalmente) sobre o piscinão que será construído na Vila Livieiro, bairro do Ipiranga, na capital. “A informação foi que o piscinão será em São Caetano do Sul”.

O que os agentes públicos parecem ignorar – ou fazem de conta – é o fato de que o acesso à informação está respaldado em lei, portanto não há justificativa para mantê-la escondida.

Em São Paulo, capital, tem a lei 14.141, de 2006, que regulamentada pelo Decreto Municipal 51.714, de 2010, diz: “qualquer pessoa, na qualidade de interessada, tem o direito de obter vistas e cópias de processos administrativos na Prefeitura Municipal de São Paulo”.

Os vereadores de São Paulo poderiam usar de sua autoridade para fazer com que o Executivo cumprisse a lei em todas as secretarias, repartições e subprefeituras em lugar, por exemplo, de ficarem fazendo desafios públicos a líderes de movimentos sociais.

Neste fim de semana, o vereador Dalton Silvano (PSDB), vice-presidente da Câmara, usou seu perfil no Twitter para acusar Sônia Barbosa do Voto Consciente de ter “atentado contra a democracia” ao divulgar que a casa iria gastar R$ 17 mi para montar seu site (aquele que ainda não está no ar). Além disso, desafiou a cidadã a provar o que havia dito à imprensa.

A curiosidade é que o dado foi divulgado em entrevista na qual Sônia reclamava da dificuldade para conseguir a lista com o voto dos vereadores. Mas a sonegação desta informação parece não revoltar o vereador. Deveria.

Fui presidente por dois dias

 



Carolina Marcelino

Repórter da CBN

Aos 18 anos, tirei meu título de eleitor com a plena certeza de que contribuiria para as mudanças da minha cidade e do meu país. Mas minha participação foi mais além, três anos se passaram e agora, em 2010, fui convocada pela primeira vez a ser Presidente de Mesa Receptora de uma das salas da Emeb Prof. Kazue Fuzinaka, no Rude Ramos, em São Bernardo do Campo.

No primeiro turno, a falta de experiência fez com que minha sala atrasasse a abertura em oito minutos. Ontem, a história foi diferente. Às 7h30, a urna já estava ligada a espera do primeiro eleitor.

Logo no início da manhã, duas notícias me chocaram. A primeira foi que a segunda secretária da seção não havia sido convocada para o segundo turno.
A coitada não foi avisada e acordou cedo no domingo para ir trabalhar nas eleições. Assim que soube do engano do Cartório, que simplesmente esqueceu de comunicá-la desse pequeno detalhe, votou e foi embora.

O outro choque foi quando soube que a Presidente da Seção ao lado havia sido condenada a pagar uma cesta básica por mês durante um ano à Justiça, pois no primeiro turno um dos seus mesários entregou o comprovante de votação de uma pessoa para outra. Sim, ela respondeu pelo erro de um outra pessoa. Nesse momento, implorei pela atenção redobrada dos meus novos amigos, que provavelmente verei com certa frequência nas próximas eleições.

De 231 eleitores, apenas 200 apareceram para votar na seção. A votação em meio a um feriado prolongado pode ter sido um fator determinante para a ausência de algumas pessoas. Não foi o caso da aposentada Maria de Lourdes, de 63 anos. Ela foi votar bem cedo e em seguida pegou a estrada rumo ao litoral. “Temos que exercer nosso papel antes de aproveitarmos o feriado”, disse Maria. 


A dúvida em quem votar ainda estava no ar. A “minha” urna registrou 21 votos nulos e dois brancos.

Game em defesa da água não tem investimento

 

Quero dar minha contribuição para esse importante dia voltado para a preservação do bem mais precioso desse planeta que apesar de se chamar Terra é o planeta azul, “azul da cor do mar”. Minha contribuição vai como um protesto. Eu sou sócio de uma produtora de animação e criação de jogos e há alguns anos tento viabilizar a produção de um jogo educacional e conscientizador sobre a importância da água para as pessoas e cidades e no equilíbrio de toda a vida na Terra.

Foram criados diversos personagens, ambientes e uma história muito envolvente que leva a criança para uma situação virtual onde a água potável não existe mais, devido o grande desperdício e mau uso das fontes de água.

Apesar de tudo isso, não conseguimos nenhum investimento, apoio nem incentivo para levar o projeto adiante. Assim como comentou o Sr Sergio Leitão do Greenpeace, há várias empresas privadas e entidades estatais que possuem grandes somas de verba para investimento em educação, conscientização e marketing, mas que nem sempre são bem utilizadas.

Esse jogo faz parte de um projeto de uma série de jogos, livros e animações sobre ecologia, reciclagem, cidadania, energias alternativas entre outros assuntos sociais e ambientais que eu sempre quis desenvolver, mas cada vez torna-se mais complicado, se não for com recursos próprios.

Caso esse pequeno protesto desperte o interesse em alguma instituição em apoiar o projeto, favor entrar em contato comigo pelo e-mail dean@enesolutions.com ou pelo fone (0xx11) 9128-5148.

Atenciosamente,

Dean Palma Ivatchkovitch