Avalanche Tricolor: categoria e vigor deixam o Grêmio próximo da final

 

 

Cruzeiro 0x2 Grêmio
Copa do Brasil – Mineirão

 

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Torcida do Grêmio no Mineirão (reprodução da SPORTV)

 

Raro momento este que exercito agora: escrever esta Avalanche antes mesmo do fim da partida. E se me atrevo a tal, é porque o Grêmio me proporcionou esta oportunidade.

 

Poucas vezes nestes últimos tempos, vi o Grêmio jogar com tanta maturidade. O estádio lotado e a experiência do adversário não foram suficientes para intimidar nossos jogadores.

 

Exceção aos 15 primeiros minutos, o Grêmio dominou o jogo, tocou a bola, se movimentou com inteligência e voltou a desfilar o futebol ensinado por Roger e desenvolvido por Renato.

 

Foi solidário na marcação com os jogadores da frente atrapalhando a saída de bola, deu pouco espaço para que o adversário impusesse perigo e a dupla de área foi de uma seriedade de chamar atenção.

 

O primeiro gol deu a cara da partida com a bola rolando de pé em pé. Foram 23 toques em pouco mais um minuto, com jogadores passando a bola e se deslocando para receber livre, a ponto de desnortearem os marcadores. E um chute genial de Luan que voltou a marcar após 12 partidas. E que gol, ele marcou!

 

O segundo gol foi resultado da vantagem conquistada no primeiro tempo. O Grêmio obrigou o adversário a dar mais espaço, e isso costuma ser fatal diante da qualidade do toque de bola gremista. Foi resultado, também, da forma voluntariosa – nem sempre com bons resultados – com que Marcelo Oliveira atua, pois ao cortar a bola na lateral do campo proporcionou nosso contra-ataque. E, sem dúvida, foi resultado da maneira como Ramiro e Douglas – principalmente Douglas – tratam a bola.

 

Chego ao fim do texto no momento em que a partida se encerra. E nada mudou desde que comecei a escrevê-lo.

 

O Grêmio foi melhor, jogou futebol de verdade e fez o placar que lhe põe muito próximo da final da Copa do Brasil. Mas a gente sabe que nada está resolvido ainda. É preciso confirmar o resultado na Arena semana que vem, pois, como disse lá no inicio, escrever esta Avalanche com o jogo em andamento é coisa rara e sabemos que as conquistas não costumam ser fáceis para os Imortais.

Avalanche Tricolor: tem de combater o Monstro do Desperdício

 

Cruzeiro 1×0 Grêmio
Brasileiro – Mineirão/Belo Horizonte-MG

 

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Renato comanda o Grêmio (Foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA no Flickr)

 

Lá na redação onde trabalho, tem cartazes espalhados por todos os cantos e adesivos colados em pontos estratégicos nos quais a imagem que se destaca é a de um monstro em sua pior versão. Uma imagem horrível e desfigurada, a ponto de ser cômica.

 

O material faz parte dessas campanhas que as empresas costumam realizar periodicamente com o objetivo de incentivar os funcionários a controlarem o desperdício. Dizem que custos é como unha, tem de se cortar a toda hora, pois não param de crescer.

 

A ideia é chamar atenção para a necessidade de se combater o “Monstro do Desperdício” – nome que deram à figura horrenda – evitando gastos com energia elétrica, água, material de escritório e outros quetais.

 

Pois não é que o “Monstro do Desperdício” entrou em campo nesse início de noite de sábado, no Mineirão? E não bastasse estar lá, ainda vestiu a camisa do Grêmio.

 

Aos 2 minutos de jogo, na casa do adversário, que estava amedrontado por outro monstro, o da Segunda Divisão, iniciamos jogada com Wallace Oliveira, que encontrou Ramiro, que passou para Luan, que enfiou a bola para Pedro Rocha. Nosso atacante recebeu a bola em posição legal e por trás da defesa, sem marcação. Bastava ajeitar e bater para o gol. Desajeitou e desperdiçou o primeiro gol.

 

Aos 4 minutos, a bola veio lá de trás, dos pés de Geromel, que acionou Luan, que correu livre em direção ao gol. Ele chegou a driblar o primeiro marcador que apareceu, mas deixou a bola correr para as mãos do goleiro.

 

Aos 10, o adversário sai errado, Luan fica com a bola, tabela com Wallace Oliveira e, mais uma vez, jogamos fora a chance de abrir o placar e escrever de forma diferente a história do jogo.

 

E como o “Monstro do Desperdício” não perdoa, passamos a ser atacados, nossas chances diminuíram e, no fim, pagamos caro com a perde de três pontos que poderiam nos colocar mais próximo do grupo de cima.

 

Assim como o Monstro que nos amedronta lá nas paredes da rádio, no Mineirão privilegiamos a pior versão … no caso a pior versão do futebol proposto por Renato: o chutão – aquele que pode salvar uma defesa, como na partida anterior, mas que em excesso faz sumir qualquer chance de organização no ataque.

 

E como o tema aqui é combater o desperdício. Por favor, não caíamos na tentação de acreditar que o caminho mais curto para a Libertadores é a Copa do Brasil. Nesta, disputamos contra oito clubes uma só chance. No Brasileiro, a possibilidade de estarmos no G5 ainda existe … basta combater o “Monstro do Desperdício”.

Avalanche Tricolor: que o DNA de Roger prevaleça sempre

 

Cruzeiro-RS 1×3 Grêmio
Gaúcho – Estádio do Vale/Novo Hamburgo

 

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Bobô e Lincoln comemoram mais um gol Foto: Lucas Lebel/Grêmio FBPA

 

Jogadores titulares preservados para a próxima batalha logo ali na esquina, não se esperava muito da equipe escalada por Roger para a partida do fim de tarde de sábado, em Novo Hamburgo. Eram atletas que costumam treinar do mesmo lado, no time reserva, mas para os quais o técnico não dedica toda atenção tática. Treinam juntos, mas não coletivamente.

 

Verdade que alguns dos que entraram em campo a todo momento aparecem no time principal, muitas vezes sacados do banco como solução encontrada por Roger para resolver qualquer problema que por ventura ocorra no decorrer do jogo, casos de Fernandinho, Bobô e Henrique Almeida.

 

Dar oportunidade para Bruno Grassi no gol é sempre bom, pois ele demonstra segurança e personalidade no que faz. E a seleção está aí de olho em Marcelo Grohe.

 

As duas laterais apresentaram guris em ascensão: Kaio, que me pareceu mais disposto a ir ao ataque do que os próprios titulares, e Marcelo Hermes.

 

Ver Ramiro de volta ao time também me alegra, pois é daqueles jogadores que o grupo sempre precisa ter: se não deslumbra o torcedor pelo talento, o faz pela eficiência na função cumprida. Soube até que temporadas passadas foi dos que mais passes acertaram. Se não o que mais acertou. Informação a ser confirmada, mas que não me surpreenderia se verdadeira fosse.

 

Havia, também, Pedro Rocha, que inclusive já esteve entre os titulares e de quem sempre se está a espera de uma arrancada em direção ao gol, papel que cumpriu bem aos 26 minutos do primeiro tempo, ao empatar a partida.

 

Contra um adversário que disputava “copa do mundo”, a adversidade inicial, com mais um gol tomado de cabeça, não me assustou como deveria. Pois, mesmo diante de todas as fragilidades que pudéssemos ter, havia algo que me agradava: o DNA de Roger.

 

Sim, apesar de ser a equipe reserva, percebia-se a tentativa de tocar a bola com rapidez, se deslocar com agilidade, aproximar-se para receber e passar, e reduzir o espaço para o adversário jogar. Nem sempre com a habilidade necessária para que se protagonizasse em campo o ensaiado no treino, mas do jeito que Roger quer que o Grêmio jogue.

 

A satisfação de ver o esforço de a equipe reserva colocar em campo o que Roger pensa e gosta se deve ao fato de me sinalizar de que estamos criando uma cultura diferente no futebol gremista, que o tempo ainda reconhecerá com títulos.

 

Na partida desse sábado, porém, nada me agradou mais do que assistir ao futebol jogado por Lincoln.

 

Talentoso e aguerrido, nosso guri se agiganta no meio de campo. Técnico e destemido, torna nosso ataque melhor, pelo perigo que leva aos adversários ou pela qualidade em servir aos colegas mais bem posicionados na área – como no segundo gol, marcado por Bobô, aos 42 do primeiro tempo. Foi premiado com gol de pênalti provocado por seu domínio de bola, aos 11 do segundo tempo.

 

Talvez ainda seja muito novo para assumir a responsabilidade da camisa titular, especialmente diante dos compromissos mais sérios que temos pela frente, a começar pelo de terça-feira, quando teremos de ser maior do que fomos até aqui. Porém, Lincoln se transforma em esperança (e opção) de que o futebol qualificado, que tanto defendemos, terá vida longa.

 

Que chegue logo a terça-feira e o DNA de Roger prevaleça!

Avalanche Tricolor: consolidados na vaga da Libertadores, ganhamos um ponto

 

Cruzeiro 0x0 Grêmio
Brasileiro – Mineirão

 

Meu velho time de botão da década de 70 reforçado pelo goleiro Danrlei

Meu velho time de botão da década de 70 reforçado pelo goleiro Danrlei

 

Fui colecionador de times de botão, esporte que era muito praticado antes do surgimento dos jogos eletrônicos conquistarem a garotada com as franquias do Fifa e do PES – Pro Evolution Soccer. Claro que os botões com as cores gremistas eram os que mais faziam sucesso na minha mesa com vitórias heróicas sobre os adversários. Um deles também tinha o azul em destaque, era o do Cruzeiro, time que havia sido comprado pelo pai, se não me engano devido a admiração que ele tinha pelo volante Piazza.

 

Era uma época em que as informações não circulavam com a mesma velocidade de hoje nem era possível assistir aos jogos pela televisão com a mesma frequência. Mas os mineiros tinham conquistado a Libertadores e disputado o Mundial de Clubes, naquele tempo chamado de Copa Intercontinental, quando foram vencidos pelos alemães do Bayer de Munique. Talvez isso tenha levado o pai a encomendar o time de botão do Cruzeiro. Se não me engano, aquele time segue por aí guardado em alguma gaveta entre Porto Alegre e São Paulo.

 

Os tempos mudaram, o Grêmio já até foi campeão mundial enquanto seu adversário ainda não foi capaz de alcançar esta glória. Jogar botão não é mais uma prática tão comum, ao menos para mim, apesar de ainda ser possível encontrar muitos adeptos e minha mesa estar armazenada no depósito de casa. De qualquer forma, as partidas lá em Minas são sempre complicadas, especialmente depois da sequência de títulos que o adversário conquistou no Brasil. E hoje não seria diferente, a começar pelo fato de estarmos enfrentando um daqueles técnicos que admiramos: Mano Menezes, chegado recentemente à equipe de Belo Horizonte.

 

Muitas vezes quando empatamos é comum dizermos que perdemos dois pontos, mas, pelas circunstâncias da partida, arrisco dizer que ganhamos um. Sei lá por quais motivos, atacamos pouco e chutamos menos ainda. Foram apenas duas tentativas no gol adversário e em cobranças de escanteio finalizadas pelo zagueiro Geromel, que voltou ao time (será coincidência que ele voltou e não tomamos gol apesar da pressão sofrida?).

 

Aquela troca de bola precisa e movimentação veloz de nossos jogadores não se repetiram. Fomos incapazes de superar a marcação no meio de campo, coisa que já fizemos contra times muito mais competentes neste campeonato. Até parecia que ainda estávamos de ressaca dos acontecimentos do meio de semana.

 

Bem que Roger fez suas tentativas ao colocar no time, no segundo tempo, Fernandinho, Bobô e Max Rodriguez. Mesmo assim, nosso desempenho ficou aquém do nosso potencial. Menos mal que lá atrás nos mostramos firmes e fortes, reduzindo ao máximo o risco de gol.

 

Alguém haverá de lembrar que desperdiçamos a chance de nos aproximarmos do líder, mas jamais devemos esquecer que se há um título que queremos, este será disputado ano que vem na América, não no Brasil. E, a nove rodadas do fim do Brasileiro, estamos cada vez mais consolidados na vaga que nos credenciará a disputar a Libertadores, campeonato que na época dos meus times de botão jamais imaginara ter o direito de vencer.

 

Obs: nessa terça-feira, o técnico Roger será o entrevistado do programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, e eu estarei na bancada de entrevistadores. Se você tiver alguma curiosidade e quiser fazer perguntas a ele, pode deixar registrada aí nos comentários.

Avalanche Tricolor: no passo certo

 

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Campeonato Gaúcho – Arena Grêmio

 

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A troca de passe tem se tornado nos últimos tempos quase uma obsessão para mim. Poucas jogadas em uma partida têm me chamado mais atenção. Fico prestando atenção na movimentação do jogador que entrega a bola para o companheiro e se desloca para receber mais à frente. Gosto quando é tocada de uma só vez de pé em pé, às vezes em triangulação e outras em profundidade. Incomoda-me quando o ‘passador’ prefere jogar para trás em lugar de entregar a bola para um companheiro que esteja mais avançado. Temos de ganhar terreno, por que, então, decidiu recuar? Futebol exige dos jogadores um poder incrível de tomada de decisão. Toca para lá? Toca para cá? Arrisca o drible? Quem sabe lança para dentro da área? Tudo tem de ser decidido com muita rapidez. Não há tempo a perder. O adversário marca firme. Tenta fechar todos os espaços. Para roubar a bola, usa de todos os recursos. Legais ou não. Quando a decisão é certa e o passe preciso, desmancha-se a marcação e a possibilidade de gol aumenta.

 

Em meio a forte defesa enfrentada no jogo de sábado à noite, ver Douglas puxar a bola para a esquerda e, com alguns leves toques, conseguir espaço para fazê-la correr pela grama entre cinco adversários e alcançar Marcelo Olivera, já dentro da área, como aconteceu no segundo tempo, me faz vibrar. Melhor se fosse gol, mas não foi daquela vez. Bem antes desse passe, ainda no primeiro tempo, gostei também da jogada em que Giuliano, pela direita, tocou a bola à frente, em profundidade, para Matias Rodríguez surgir por trás da defesa, chegar a linha de fundo e cruzar. Braian Rodríguez se esticou todo. Foi quase, mas não seria ainda daquela vez. Tivemos outras chances de chegar ao gol que resultaram de passes certos ou de chutes à distância.

 

Mesmo sem entrosamento, Cristian Rodríguez, o estreante, mostrou que além de passar bem, não tem medo de driblar. Quando precisou, também arriscou de fora da área. Pode fazer muita diferença em campo. Para não esquecer a outra estreia: Maicon também foi forte em campo, distribuiu a bola, desarmou e chutou quando possível. Luis Felipe fez mudanças, trocou jogadores de lado e de posição, mas apesar de todo esforço, não conseguíamos furar a defesa. Até que drible e passe combinados fizeram a diferença. A começar por Everton que costuma entrar no segundo tempo mais endiabrado do que quando sai jogando. Teve personalidade ao carregar a bola da lateral em direção à intermediária, e precisão ao enxergar Giuliano se deslocando para a área. Nosso outro meio-campo, Giuliano, também. Foi preciso no drible e solidário no passe. Escapou da marcação e deixou Braian Rodríguez livre para fazer o gol que nos daria a vitória e a liderança do Campeonato Gaúcho. Braian fez o que se espera: seja com presença na área, seja ao provocar o pênalti, seja no momento de decidir. É só isso que precisamos de um centroavante (como se fosse pouca coisa!).

 

Com paciência para esperar o momento certo, a confiança que os novos reforços trazem e a melhora de desempenho de alguns que já estavam no grupo, como é o caso do Giuliano, estamos construindo a caminhada para o título. Já somos líderes!

Iates de luxo são fretados para festas e lazer

 

Por Ricardo Ojeda Marins

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Já pensou ou sonhou em fazer sua festa de aniversário em um iate fretado especialmente para seus convidados? Sem ter o trabalho de “cuidar de tudo”, claro. Afinal, luxo é ter tempo e usufruí-lo ao máximo com as pessoas que você gosta.

 

A companhia SeaDream é famosa por seus fretamentos. Aniversários, casamentos, festas corporativas. Tudo em um iate com capacidade para até 112 passageiros. Diferentemente de cruzeiros, os iates são mais privativos e com extremo conforto, mesmo se comparados aos cruzeiros de luxo. O SeaDream inclui atividades como esportes aquáticos, piscina, jacuzzi, fitness center, Spa com tratamentos da suíça La Prairie, aulas de ioga, gastronomia de excelência, além de uma tripulação altamente treinada. São 95 profissionais, o que garante tratamento personalizado e sistema “all-inclusive” sofisticado.

 

Sua marina portátil inclui jet skis, caiaques com fundo de vidro, equipamento de snorkeling, esqui aquático, placas de vigília, plataforma de natação, banana boat e ilha flutuante. Durante a noite, as camas balinesas com vista elevada do mar são a atração de casais que curtem admirar as estrelas, ou assistir a filmes especiais mostrados tanto no salão principal como sob o céu à beira da piscina.

 

Para que a comemoração seja incrível e memorável, é essencial contar com uma agência de viagens especializada. Afinal, nada melhor do que ter quem possa cuidar de cada detalhe com sabedoria e experiência. Agências de viagens como PrimeTour, Teresa Perez, Platinum Travel Service, Matueté, e Selections são algumas das que realizam esse sonho de muitos clientes. Todos os detalhes dessas viagens são cuidados minuciosamente por um profissional da agência, customizando a comemoração de acordo com os desejos singulares de cada cliente. Partes aérea e terrestre, serviços de recepção no destino, guias bilíngues, serviços de mordomia. Muitos clientes fretam inclusive o avião para chegar ao destino da partida da viagem. Tudo é cuidado pela agência pré, durante e pós viagem para que a experiência do cliente seja realmente impecável e inesquecível.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: sofrendo no ar, sofrendo em terra, nosso destino é sofrer até a vitória

 

Grêmio 1 x 2 Cruzeiro
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

O dia começou para mim muito cedo, em São Paulo, como sempre começa, mesmo sendo feriado para a maior parte da cidade, nesta quinta-feira. Não contente com a carga de trabalho diária, acrescentei viagem a Florianópolis, onde fui convidado para falar sobre comunicação para os principais dirigentes da indústria catarinense e algumas dezenas de assessores. É da capital catarinense, cenário de muitas das minhas férias na adolescência, que estou retornando esta noite, abordo de um avião que leva a marca Gol – registre-se, apesar da minha escolha ter se dado pela conveniência do horário, gosto de pensar que tenha sido uma premonição.

 

Deveria ter saído do Aeroporto Hercílio Luz muito mais tarde, atendendo a marcação do voo feita pelos organizadores do evento, mas me apressei em chegar a tempo de uma troca de avião. Por mais que minha cabeça consiga se concentrar nos compromissos assumidos em São Paulo e Florianópolis, confesso-lhe, caro e raro leitor desta Avalanche, que o coração passou o dia batendo em Porto Alegre. E agora bate ainda mais angustiado, pois sem acesso às informações em tempo real, aqui do alto, fico imaginando o clima em torno da Arena Grêmio.

 

Vejo as arquibancadas lotadas e tomadas pelo nosso azul em tom que se sobrepõe ao do adversário. Faz alguns dias que penso em cada momento deste jogo, mesmo porque meus colegas paulistanos não passaram um minuto sem me lembrar do grande desafio que tínhamos pela frente: a melhor campanha deste segundo turno diante da melhor campanha do campeonato até agora. Todos esperando nada mais do que uma vitória contra o líder, pois provocaria uma reversão de expectativa na competição: uma esperança pequena, é verdade, mas uma esperança. Mal sabem que estava pouco me importando com as intenções deles, pois para mim, para nós gremistas, a vitória tinha outras motivações: seria a certificação para a Libertadores, nosso sonho maior.

 

A partida vai começar em instantes e quando isto acontecer ainda estarei chegando de volta a São Paulo. Talvez ainda consiga descer em tempo de ouvir os locutores de rádio transmitindo os primeiros minutos ou ao menos o primeiro tempo do jogo. Talvez não. Nunca se sabe o que as viagens de avião podem nos proporcionar de atraso. Na dúvida, sofro sozinho pensando como estará nosso time em campo. Partimos para o ataque desde o início no embalo do torcedor, fórmula que tem funcionado nos últimos compromissos? Ou resolvemos respeitar o adversário e chutar a bola lá de atrás, o que torna o drama desta decisão ainda maior? Fico na expectativa de que a defesa volte a demonstrar segurança, sua marca neste novo momento do time. Torço para que o meio campo e o ataque estejam inspirandos, trocando bola rápido, driblando, chutando, quem sabe marcando gol logo cedo. Tenho vontade de descer aqui mesmo apenas para saber o que está acontecendo em Porto Alegre.

 

Sei que minha presença diante da televisão tanto quanto no estádio não mudaria uma vírgula do nosso destino, pois mais que eu sofra, vibre e grite, não jogo. Dependo exclusivamente do desempenho do time e da luz irradiada por Luis Felipe Scolari. Mas quero estar ao lado do time com a ilusão de que sou capaz de ajudá-lo.

 

O piloto pede para colocarmos o cinco de segurança, pois vamos enfrentar uma área de turbulência. Será que ele está sabendo de alguma coisa da partida que eu não sei? Será que nossa situação se complicou diante do mais forte adversário que poderíamos enfrentar nesta competição? Daqui a pouco, todas estas minhas dúvidas serão dirimidas. O comissário de bordo passa ao meu lado e pede para desligar o computador, estamos praticamente chegando ao Aeroporto de Congonhas. Assim que aterrisar, ligo meu celular, acesso a primeira rádio que conseguir de Porto Alegre, e passarei a sofrer pelos ouvidos.

 

Pés na terra, ouvidos ainda sob a pressão do voo, rádio ligado, descubro que saímos na frente com um gol de Riveros, ainda na primeira parte do jogo; o árbitro irritou mais uma vez; o adversário foi maior do que tudo isso; e acabamos derrotados. Perdemos essa batalha, mas temos mais três pela frente. E em cada uma delas, assumo o compromisso, estarei ao lado do Grêmio, onde o Grêmio estiver. Talvez não faça muita diferença para o desempenho do time, mas para mim faz. Sofrer à distância é muito pior do que apenas sofrer.

Apesar dos pesares, Felipão e o Grêmio se preparam para iniciar mais uma Avalanche Tricolor

 

Cruzeiro 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Mineirão (MG)

 

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Os comentaristas de resultado já estão com sua língua afiada para criticar Luis Felipe Scolari e o Grêmio que sofreram mais uma derrota, neste Campeonato Brasileiro. Brincadeiras e ironias vão se misturar na boca de torcedores adversários, pois estes têm pouco compromisso com a realidade. Nós, porém, não podemos nos abalar com o que aconteceu na noite desta quinta-feira, em Belo Horizonte. Temos de entender que o time está sendo reconstruído. É apenas a terceira rodada em que Felipão comanda a equipe. Alguém vai lembrar que sua campanha é fraca até o momento: duas derrotas e uma só vitória e contra equipe sem tradição. Não podemos cair nessa armadilha e atrapalhar o trabalho que, nitidamente, vai dar resultado em breve.

 

Diante do único adversário realmente forte nesta competição, e na casa dele, o Grêmio demonstrou futebol mais bem estruturado e lógico do que apresentava até aqui. Com jogadores bem posicionados e um conceito de jogo inteligente, criou mais oportunidades de gols no primeiro tempo. E quando digo oportunidades de gols, não são aqueles chutes fortuitos que os estatísticos registram como válidos. Refiro-me a ataques bem construídos como a primeira jogada de Dudu que infernizou a defesa cruzeirense e só foi parado pelo goleiro. Ou aos dribles de Luan que ludibriava o marcador com suas passadas lentas e olhar insosso.

 

Não lamento o gol que levamos, mesmo porque é difícil conter um ataque tão intenso por tanto tempo. Lamento, sim, não termos marcado quando tivemos chances. Infelizmente, mais uma vez faltou-nos o matador, aquele que decide a partida nos raros instantes em que as oportunidades surgem. Essa sim é uma carência na equipe de Luis Felipe Scolari que foi obrigado a escolher a terceira opção depois de ver dois de seus atacantes principais machucados, em duas partidas seguidas. Assim como foi levado a mudar a equipe no intervalo devido a lesão de um de seus mais consistentes volantes. Gols desperdiçados abalam a confiança e fortalecem o adversário.

 

Independentemente do que disserem, Luis Felipe Scolari e o Grêmio têm de seguir apostando nesta equipe – talvez com mudanças pontuais – e se conscientizar que apesar da diferença de pontos para o líder, não podemos desistir da busca pelo título. Há ainda mais do que um turno pela frente para a nossa recuperação. Ponto a ponto, vitória a vitória, sofrimento atrás de sofrimento. Assim nós conseguiremos asfaltar a caminhada ao topo da tabela. Felipão já mostrou que tem condições de comandar mais uma Avalanche Tricolor.

 

A foto deste post é do site Gremio.Net

Avalanche Tricolor: torcedor está entusiasmado com o time

 

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Gaúcho – Vieirão/Gravataí

 

 

O cartaz na mão da torcedora pedindo Barcos na seleção só percebi ao conferir as fotos publicadas no site oficial do Grêmio, nesta manhã. Deve ter aparecido durante a transmissão da TV, mas, confesso, não me chamou atenção, talvez porque estivesse mais preocupado em entender porque desperdiçamos tantos gols em uma só partida. De qualquer forma, a reivindicação da moça, que soa irônica diante do fato de o nosso atacante ser argentino e, claro, não ter a menor possibilidade de ser chamado pelo Felipão, demonstra o entusiasmo da torcida com o time neste início de temporada. Muitos amigos gremistas, por exemplo, não se cansam de me telefonar ou escrever por e-mail (ainda não inventamos o verbo emeiar, certo?) para elogiar Luan, que a cada partida revela-se melhor. Há os que preferem destacar o trabalho de Enderson Moreira, técnico que chegou sem tanta banca nem fama e tem imposto sua marca na forma de o time jogar.

 

A satisfação do torcedor faz sentido, pois apesar de sairmos de campo com um empate e sem marcar gols, ontem à noite, foi evidente o bom futebol demonstrado mais uma vez. Pode-se até lamentar os gols perdidos, mas é inegável que um time que finaliza 22 vezes e tem 17 oportunidades de marcar está produzindo bastante. Sem contar que no caso de ontem, o ponto conquistado foi suficiente para selar a passagem às quartas de final do Campeonato Gaúcho no momento em que estamos iniciando mais uma desrespeitosa maratona. Sim, desrespeitosa, pois um time que conquista o direito de representar o Brasil na Copa Libertadores não poderia ser punido pelo calendário como o Grêmio será, pois disputará seis jogos em apenas 15 dias. Para se ter ideia, amanhã, 48 horas após a partida com o Cruzeiro, em Gravataí, enfrenta o São Luis em Ijuí, e, no domingo, tem o Passo Fundo na Arena, antes do compromisso mais importante contra o Newell’s Old Boys, da Argentina, na quarta-feira, pela Libertadores.

 

Se por um lado nossos jogadores serão expostos a esse sacrifício, nós torcedores não temos o que reclamar: não faltarão partidas para vibrarmos com as boas jogadas do tricolor e, de preferência, com os gols que serão marcados.

Avalanche Tricolor: um gol, um protesto e um campeão

 

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Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

Foram sete jogos sem vitória e seis e meio sem gols até que a bola saiu dos pés talentosos de Zé Roberto, na cobrança de escanteio, encontrou a enorme testa de Rhodolfo dentro da área, e caiu no fundo da rede adversária. Longe de ter sido o mais belo gol dessa competição, o mais emocionante ou mais importante. Mas era desse gol que precisávamos para tirar o peso do retrospecto ruim das últimas rodadas do Brasileiro em momento crucial do campeonato. Era fundamental vencermos essa partida diante da disputa acirrada pela segunda vaga para a Libertadores que será decidida nos quatro jogos finais. O gol não foi suficiente para esconder nossas deficiências e impaciências, que ficaram claras na troca de passe, na falta de chutes a gol e mesmo na dificuldade para afastar os riscos impostos pelo adversário. A intranquilidade se refletiu na reação da torcida que vaiou Renato pela primeira vez desde que me conheço por gremista, mesmo depois de já estarmos à frente no placar. A substituição do Zé da Galera por Maxi Rodríguez foi arriscada, mas teve resultado com o time jogando melhor, apesar de continuar a cometer erros de acabamento nas jogadas. E nos oferece mais uma opção de jogo para a reta final.

 

Apesar da relevância do resultado em rodada que nos mantém entre os três melhores times do campeonato, aconteça o que acontecer até amanhã, não quero dedicar toda esta Avalanche ao desempenho gremista. É preciso que se destaque o que considero o fato mais importante da história recente do futebol brasileiro: a reação dos jogadores à desordem da CBF e dos cartolas. O Bom Senso Futebol Clube conseguiu mobilizar os atletas profissionais de forma nunca antes vista no Brasil. Jogadores de Grêmio e Vasco entraram lado a lado com faixa nas mãos que pedia: “Por um futebol melhor para todos”. Ato que antecedeu ao gesto mais marcante da noite. Todos de braços cruzados durante um minuto logo após o árbitro apitar o início da partida, em uma demonstração de que são capazes de parar por muito mais tempo, provocando uma inédita greve dos jogadores nos campos brasileiros, se a Confederação e seus dirigentes insistirem em fechar os ouvidos para as reivindicações deles. Foi emocionante (mais do que o futebol mostrado nos gramados).

 

Resignado

 

Vencer todos seus adversários, conquistar o título com quatro rodadas de antecedência e jogando futebol de extrema qualidade. Além de aprender com o Cruzeiro, nos resta parabenizar o time mineiro e se contentar com o fato de que ao menos o campeão é azul.