Em meados dos anos 50 Peter F. Drucker escreveu em seu livro The Practice of Management “Existe somente uma definição válida para os objetivos de um negócio: criar um consumidor”. Inaugura-se aí um paradigma: A Satisfação do Consumidor.
Na década seguinte, com a primeira grande crise do petróleo, as previsões e estratégias de negócio, até então baseadas em dados históricos, passam a trabalhar com base nos Cenários Estratégicos e Tendências Socioculturais. “Most U.S. companies continue to use a variety of forecasting techniques because no one has apparently developed a better way to deal with the future’s economic uncertainty.” (Scenarios – uncharted waters ahead – Pierre Wack – Harvard Business Review)
Um dos teóricos mais importantes da atualidade, o sociólogo polonês Zygmunt Baumann dedica os seus estudos, ensaios e obras à interpretação da modernidade e da época pós-moderna. Segundo o autor, a vida atual impõe uma condição humana onde predominam o desapego e a versatilidade em meio à incerteza, exigindo estar-se na vanguarda constantemente.
Paralelamente, em um congresso sobre marketing e pesquisa de mercado nos anos 90, o presidente da associação mundial de pesquisa de mercado e opinião declarou: “durante o século 20, o petróleo foi a fonte estratégica. A Gestão do Conhecimento muito brevemente terá o mesmo peso estratégico para os negócios… o conhecimento deverá tornar-se o petróleo no século 21”.
Sobre a Gestão do Conhecimento:
– A informação torna-se necessária, mas não é suficiente para a tomada de decisões correta.
– É preciso transformar a informação em conhecimento (o todo é maior que a soma de suas partes – Gestalt)→ compreensão real da dinâmica social, cultural, do marketing e dos cenários futuros.
– Conhecimento identifica oportunidades onde inicialmente havia somente ameaças e riscos.
Os Instrumentos:
– “Business Intelligence System”
– Listen (o que aconteceu?)
– Learn (por que aconteceu?)
– Lead (como fazer acontecer?)
(The Meeting of the Minds – Vince Barabba – Harvard Business Scholl Press/1995)
Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve no Blog do Mílton Jung, às terças-feiras.

Que admirável novo mundo é este em que estamos vivendo, em que pessoas de todas as idades, empresas de todos os tamanhos e instituições seculares sentem-se completamente perdidas em meio a uma nova ordem mundial?