Receita cria mais uma burocracia

 

Escrituração Fiscal Digital, mas podem me chamar de EFD Contribuições. Assim me foi apresentada mais uma obrigação fiscal imposta pelo Governo a empresas como a que mantenho que, registre-se, está muito distantes de ser uma corporação de faturamento significativo, com folha de pagamento extensa e sede majestosa. Pobre de mim. Sou apenas um amontoado de papéis dentro de uma gaveta que me dá direito ao CNPJ e à emissão de notas fiscais para receber o pagamento pelo serviço prestado. Mesmo assim, a Receita Federal, desde março, obriga as empresas tributadas pelo Lucro Presumido (inclusive as inativas) a entrega, retroativa a janeiro, da tal escrituração.

 

Meu contador explica que EFD é um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos da União, Estados e Municípios, bem como de registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte. Apesar de a EFD ser um arquivo digital, podendo ser transmitido via internet, o que insinua uma simplicidade para sua declaração, o formulário envolve o preenchimento de 1.000 campos e exige a implantação de tecnologia apropriada.

 

Com mais burocracia, mais custos. E quem paga a conta é o contribuinte que diante de uma EFD só tem a exclamar: FDP!

Congresso desonera empregador empresarial e onera domiciliar

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

As brasileiras idosas, as de classe média, as que conseguiram cargos executivos, todas dependentes do trabalho das empregadas domésticas, certamente não eram o alvo da comemoração no Senado, no dia 21 (e na noite de ontem), ilustrada pelo abraço da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, com a deputada Benedita da Silva. E pelas homenagens ao ex-senador Carlos Bezerra PMDB MT, autor da PEC que obteve 76 votos na segunda instância. Unanimidade que não deixou dúvida para a aprovação e consequente promulgação, pois mudança na Constituição não precisa de aval da presidente.

 

O importante momento, embora exagerado pelo senador Randolfe Rodrigues PSOL PI, que avaliou como “a segunda abolição da escravatura”, abria caminho para a igualdade total entre o trabalho doméstico e o corporativo. As mulheres festejadas eram as empregadas domésticas. O “animal em extinção” previsto por Delfim Neto acabara de receber o benefício do FGTS, da multa de 40% na demissão, limitação de 44hs de serviço semanal, horas extras remuneradas, e licença maternidade de quatro meses.

 

Curiosamente, no dia 26 de fevereiro, este mesmo Senado aprovou a MP 582/12 do relator Marcelo Castro PMDB PI que desonera a folha de pagamento de 40 setores empresariais, e não exige a manutenção dos empregos por parte das empresas. Sem entrar no mérito da PEC e da MP, é indecifrável a razão das duas antagônicas aprovações. A MP reduz impostos das empresas, enquanto a PEC legitimiza os mesmos impostos para os domicílios.

 

A MP já está sendo implantada e o ministro da fazenda sinaliza que irá continuar desonerando impostos. E a PEC do emprego doméstico, como será efetivada? Envolve contabilidade e legislação que o cidadão comum pode não ter acesso. De outro lado a fiscalização, necessária para o cumprimento da lei terá que considerar sete milhões de trabalhadores em endereços residenciais. Será possível?

 

É realmente um momento histórico!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Mundo Corporativo: construindo equipes na família empresária

 

Apenas 15% das empresas familiares conseguem passar o patrimônio para a terceira geração, ser uma dessas tem sido um dos desafios impostos aos gestores desses grupos. Para vencer esta etapa, o consultor Eduardo Najjar recomenda que se mude o modelo mental da família que está por trás da corporação transformando-a em uma família empresária. Najar foi entrevistado pelo Mundo Corportivo, da rádio CBN, e lançou o livro “Empresa Familiar – construindo equipes vencedoras na família empresária” (Editora Integrare)

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, a partir das 8 horas da manhã, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: como começar uma startup

 

Para você pensar em uma empresa no mínimo tem de saber o que está querendo fazer, mas o ideal é que esta ideia não surja de um produto, surja de uma necessidade, daquilo que o mercado e os consumidores estão precisando. A sugestão é do consultor de empresas e negócios Nei Grando, que falou sobre estratégias para a criação de uma startup, em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Grando é o organizador do livro Empreendedorismo Inovador, lançado pela Editora Évora, e ensina “criar uma startup de tecnologia no Brasil”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da Rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas no e-mail mundocorporativo@cbn.com.br, pelo Twitter @jornaldacbn e no grupode discussão Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: faça seu dia mais produtivo

 

“A administração do tempo é um grande desafio dentro das organizações. Então, a gente tem de dividir o nosso tempo no que é importante e no que é urgente. As pessoas vão deixando aquelas atividades que são importantes de serem desenvolvidas mas não são as atividades que elas mais gostam de realizar, então acabam deixando tudo para o amanhã e estas acabam se acumulando. Outra coisa, também, é o próprio gestor ter objetivos bem claros, metas bem claras, para que eles possam atingi-los”. A recomendação é de Ricardo Barbosa, diretor-executivo da Innovia Training & Consulting entrevistado do programa Mundo Corporativo da rádio CBN. De acordo com o consultor, outra maneira de melhorar a produtividade dos profissionais da sua empresa é criar um bom plano de carreira.

 

 

Você assiste ao Mundo Corporativo, em primeira mão, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, e pode participar com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: esqueça as velhas máximas da sua empresa

Esta entrevista foi ao ar, no dia 23 de setembro de 2012, e foi reproduzida, neste sábado, dia 09 de fevereiro

 

Nas empresas da nova era o resultado a ser alcançado não pode ser meramente quantitativo, tem de estar ligado a busca de um significado e ao valor percebido pelos clientes. A opinião é do consultor de negócios, Cezar Souza, da Empreenda Consultoria, autor do livro “A NeoEmpresa – O futuro da sua carreira e dos negócios no mundo em reconfiguração”. Nesta entrevista ao programa Mundo Corporativo da rádio CBN, Cezar descreve aspectos do que chama o novo universo empresarial e os desafios para sua carreira neste cenário. Ele sugere que se abandone algumas velhas máximas do mundo corporativo como a de que o segredo é a alma do negócio: “a alma é que é o segredo do negócio, ou seja o intangível, os atributos da empresa”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN

Mundo Corporativo: esteja preparado para liderar

 

“Ser líder dentro de uma empresa não depende do cargo que você ocupa”. A afirmação é de Edilberto Camalionte, sócio da Atingire, empresa de treinamento corporativo, em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Para Camalionte, o profissional que pretende se capacitar para o papel de liderança em um grupo precisa, primeiro, avaliar aquilo que você tem a possibilidade de ser versus o que você é, ou seja, identificar os seus talentos. Segundo, desenvolver olhar crítico a respeito daquilo que você faz hoje: “as pessoas passam muito tempo da vida delas reclamando daquilo que elas fazem, reclamando das empresas que elas passam, sem conseguir perceber a função especifica que elas tem nas empresas”. E, terceiro, você tem de refletir se está se preparando para exercitar a função de líder. Camalionte escreveu ao lado de Fernando Jucá, Ricardo Jucá e Ruy Bilton o livro “Academia de Liderança” (Papirus 7 Mares).

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN e você pode participar com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: o que seu sucesso tem a ver com o frescobol

 

As empresas que investem na ideia da cooperação já estão ganhando mais por isto. De acordo com o presidente do Instituto de Marketing Industrial José Carlos Teixeira Moreira pesquisas mostram que “as companhias que estão no foco do cliente, não as que perguntam o que o cliente quer, mas as que sabem o que ele precisa, vendem seus produtos de 5 a 27% acima do preço de mercado”. Nesta entrevista ao Mundo Corporativo da CBN, José Carlos Teixeira Moreira chama atenção para lições que as corporações devem aprender observando a natureza e o ser humano. Em uma das suas metáforas, mostra como o frescobol pode ajudar a entender as novas relações de trabalho.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo twitter @jornaldacbn. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN.

A adolescência das empresas, das instituições e das pessoas

 

Por Julio Tannus

 

Nas leituras sobre o que é ser um adolescente, vemos alguma proximidade com o que somos como povo.

 

Adolescência
É a fase que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Com isso essa fase caracteriza-se por alterações em diversos níveis – físico, mental e social – e representa para o indivíduo um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição de características e competências que o capacitem a assumir os deveres e papéis sociais do adulto.

 

Jacqueline Cavalcanti Chaves, em “Amor e ódio nos relacionamentos afetivos da contemporaneidade”, mostra que, paralelamente ao ideal amoroso romântico, surgem, hoje em dia, novos códigos de relacionamento e novas formas de sociabilidade. O “ficar com”, comum entre os jovens, é um exemplo destes códigos e se caracteriza pela busca de prazer imediato e pela ausência de compromisso com o outro. Levando adiante ideias desenvolvidas em trabalho anterior, a autora toma como exemplos o “ficar com” e a relação amorosa virtual para explorar o modo pelo qual o sujeito lida com sua ambivalência na atualidade, tendo em vista que a experiência amorosa é “limitada, ambivalente, imprevista e imperfeita”, considerando algumas características das sociedades ocidentais contemporâneas como a ênfase dada ao consumo, ao prazer imediato, à diversão permanente e ao bem-estar absoluto.

 

A construção da identidade do adolescente é contraditoriamente uma identidade individual e uma identidade coletiva. O adolescente precisa do adulto, precisa de referência; mas ele precisa diferenciar-se, construir sua própria identidade. Tornar-se adolescente é viver cercado por profundos conflitos.

 

Em “Jakob Willem Katadreufe: força e crueldade sem pertencimento”, trabalho de Elisa Maria de Ulhôa Cintra, temos minuciosa e sensível análise do filme holandês “Caráter”, que serve à autora como material para a discussão daquilo que chama de “eixo narcísico do desenvolvimento”. Como se constitui um adolescente cujo anseio por poder físico e intelectual e cuja aspiração à auto-suficiência domina o seu horizonte? Empregando em seu estudo noções como a de pulsão de domínio, Cintra diz que antes de mais nada será preciso verificar se houve, em sua história, experiências significativas de ser acolhido, de pertencer. O pertencimento implica sentir-se parte de um núcleo humano onde predominam trocas afetivas e capacidade de reconhecer o outro.

 

O que somos
Vemos-nos com irresistível capacidade de nos isolarmos e assim ficamos enfraquecidos, impossibilitados de enfrentar os desafios. Perdemos a capacidade de aglutinação, força necessária para dar legitimidade a uma representação efetiva. Nossa passividade torna-se permissividade.

 

No futuro, além de nos reservar grandes e rápidas mudanças, novos conceitos e demandas vão exigir um processo constante de adaptação e resposta, tanto por parte das empresas como das instituições em geral, reforçando cada vez mais a necessidade de estarmos juntos. E, para isso, cada vez mais necessitamos estar presentes coletivamente para fazer frente a essas mudanças.

 

Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada e escreve às terças-feiras no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Tenha calma, trabalhe duro e pare de reclamar

 

Uma frase tirada das redes sociais é das principais dicas que o consultor Sidnei Oliveira poderia oferecer aos jovens que se preparam para encarar o mundo corporativo: “keep calm, work hard, and stop the mimimi” ou, em bom português, “tenha calma, trabalhe duro e pare de reclamar”. Autor do livro “Jovens Para Sempre – como entender os conflitos de gerações” (Integrare), Sidnei foi entrevistado pelo jornalista Roberto Nonato, no programa Mundo Corporativo, da CBN. Na conversa, ele chama atenção para o fato de que muitos dos novos profissionais chegam ao mercado após anos de estudo e de terem adquirido profundo conhecimento técnico, mas sem saber como funciona o código corporativo: “a inteligência emocional não está preparada para a cultura corporativa”. Sidnei Oliveira explica que nas gerações anteriores, a vida profissional se iniciava mais cedo e em funções que permitiam que este jovem passasse a conviver melhor com as regras internas das empresas. Hoje, seja pela criação em casa, com superproteção e menor exposição ao risco, seja pela extensão da vida escolar, os sinais recebidos por estes jovens é de que sempre terão ajuda de alguém: “o mundo de verdade é onde ele vai viver e lá nem sempre terá alguém tão amistoso”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN