Avalanche Tricolor: por Geromel e Kannemann

 

Atlético GO 1×1 Grêmio

Brasileiro – Estádio Olímpico/Goiânia-GO

 

Kannemann é gigante na área; foto de LUCAS UEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Antes de o domingo acabar, convido você a fazer comigo um exercício de imaginação. Faz de conta que o time para o qual você torce tenha disputado sete partidas em um campeonato de pontos corridos e só tenha perdido uma delas. Você olha os demais adversários e descobre que apenas um deles perdeu menos; três perderam tanto quanto; e os demais 15 perderam mais do que o seu time.

 

Isso não seria motivo de otimismo para você?

 

Depende. 

 

E depende porque no futebol não basta não perder. É preciso ganhar. Mais do que ganhar. É preciso jogar bom futebol. Especialmente se o seu time o acostumou a ver a bola sendo rolada com maestria no gramado, e os jogadores se movimentando em uma coreografia capaz de encher os olhos do torcedor e atrapalhar a visão dos marcadores. 

 

Assim tem sido desde 2016 com o Grêmio. Nosso time entra em campo e, independentemente do resultado, o futebol jogado é de alta qualidade —- com as exceções de praxe. Muitas vezes a perfomance era capaz de nos deixar satisfeitos apesar do revés no placar. Competições foram perdidas, mas nosso time deixava o gramado com a certeza de que enfrentou o bom combate; e de cabeça erguida se preparava para o confronto seguinte.

 

O futebol do Grêmio pós-Covid tem se revelado muito abaixo daquilo que nos acostumamos e do que somos capazes de fazer, levando em consideração os jogadores que integram o elenco. Esse desempenho tem dado espaço a críticas, estimulado teorias de conspiração e levado a escolhas precipitadas — dentro e fora de campo. 

 

Se a você —- caro e raro leitor desta Avalanche —-, no primeiro parágrafo deste texto, convidei a fazer um exercício de imaginação; faço agora um pedido à diretoria gremista, comissão técnica e seus jogadores: um exercício de humildade. 

 

Deixemos as conquistas recentes em seu devido lugar —- na memória e no passado. Encaremos a realidade. Saibamos ouvir uns aos outros. Identificar as fragilidades. Corrigir nossas fraquezas. Solucionar nossa escassez. Fortalecer nossos méritos —- e se há mérito e motivo que ainda me fazem felizes quando assisto ao Grêmio em campo, é saber que Pedro Geromel e Walter Kannemann vestem nossa camisa.

 

Os dois seguem sendo a maior dupla de zaga do futebol latino americano. Jogadores que se diferenciam pela maneira de se portar em campo. Ao contrário da maior parte dos zagueiros brasileiros, não têm medo de atacar o adversário, de dar o bote — como se diz no jargão do futebol. E o fazem com precisão, na maior parte das vezes. Se necessário for, dão a vida pelo time. Foi o que fizeram neste domingo de futebol muito mal jogado em Goiânia.

 

Geromel entregou-se a uma rara expulsão em sua carreira para evitar o mal maior. Kannemann sacrificou seus músculos. Os dois foram gigantes para manter vivo o desejo de vermos o Grêmio ser o time que admirávamos — aquele Grêmio que já jogou o melhor futebol do Brasil e da América do Sul. Que um dia haverá de voltar aos estádios.

 

Avalanche Tricolor: que baita zagueiro é esse Geromel!

Flamengo 1×1 Grêmio

Brasileiro — Maracanã/RJ

 

 

Geromel nas alturas, em foto de LUCAS UEBEL/GRÊMIOFBPA

 

O Grêmio saiu do Maracanã lamentando a perda de dois dos três pontos que pareciam garantidos ao menos até o VAR e o árbitro da partida negarem o princípio que deveria mover suas decisões —- o mesmo que sustenta a justiça brasileira: in dubio pro reo. Na dúvida se a bola bateu na cabeça de Kannemann e depois no braço, que sequer as imagens conseguiram esclarecer, os senhores do apito e da telinha interpretaram contra o acusado. 

 

Tem de lamentar mesmo — nem tanto pelo árbitro e seus colegas, deles não costumo esperar muita coisa —- , mas principalmente porque foi superior ao adversário desde os 10 minutos do primeiro tempo. Aliás, que primeiro tempo. Coisa para ver, rever, repetir e ensinar.  Controlou o adversário quando este estava com a bola, a defesa foi muita segura e desarmou de maneira precisa e a saída para o ataque foi qualificada, mesmo que faltando um pouco mais de lances pelas laterais.

 

O gol de Pepê em uma jogada típica da equipe de Renato, com velocidade, deslocamento e passes precisos, fez justiça ao nosso domínio — e foi pelo lado.

 

Antes do gol já havíamos realizado duas ou três belas jogadas que mereceriam terminar na rede, mas que foram desperdiçadas por nossos atacantes. 

 

Aliás, como temos perdido gols ultimamente —- e não estou falando apenas de pênaltis, não. Jogadas bem elaboradas, às vezes de mais, que pecam no acabamento. Na última partida, em casa, passamos pela mesma situação. E também fomos punidos com um empate em jogo que tinha a cara da vitória.

 

No segundo tempo, faltou gás. Foi a impressão que tive. Alguns caíram antes do jogo terminar: casos de Maicon e Diego Souza, que preocupam pelas lesões que tiveram. Outros, se mantiveram em pé, mas revelaram cansaço, resultado da intensidade de jogo, da marcação acirrada e de um preparo físico ainda prejudicado pela parada fora de época, imposta pela pandemia.

 

A despeito de todos os lamentos. e considerando que seguimos invictos a 14 jogos e sem derrota no Campeonato Brasileiro, peço licença para encerrar essa nossa conversa —- caro e raro leitor —- com um expressão que tem me acompanhado jogo após jogo, especialmente após a volta da temporada. Uma frase que soa forte na minha garganta como se fosse grito de gol. Capaz de assustar a vizinhança e a turma aqui em casa. 

 

A cada desarme que faz dentro ou fora da área, por cima ou por baixo, com os pés ou com a cabeça; quando domina a bola em meio a confusão proporcionada pelo ataque adversário, livra-se de todos eles, ergue os olhos e encontra um companheiro para que este de início a jogada seguinte, comemoro com um só grito:

 

Que baita zagueiro é esse Geromel!

Avalanche Tricolor: um Gre-Nal com muita coisa fora da ordem

 

Grêmio 0x0 Inter
Libertadores —- Arena Grêmio

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Geromel mitou mais uma vez em foto de LUCAS UEBEL/GRÊMIOFBPA

 

O clima está estranho aqui na Terra, você não acha?

 

Um vírus deixou o Mundo de joelhos. Mais de 128 mil pessoas já foram infectadas. Mais de 4 mil e 700 morreram. O valor das empresas derrete na bolsa. As pessoas fazem compras no mercado como se fosse a última vez. Tem líder político combatendo a contaminação com canetaço e galhofa. Fecham portos, aeroportos e fronteiras. O cumprimento com a mão está cancelado. Os encontros e eventos, também.

 

O futebol deixou de ser jogado na maior parte do hemisfério Norte. Aqui pelas nossas bandas, demorou-se um pouco mais para se tomar a mesma decisão. Depois de algumas partidas disputadas no Continente com estádios vazios, adiou-se as eliminatórias para o Mundial e foi anunciada a interrupção da Libertadores, mas antes era preciso assistir ao Gre-Nal das Américas.

 

Mais de 50 mil torcedores se aglomeraram na Arena para ver esse que foi o primeiro clássico gaúcho em uma Libertadores — o jogo merecia pela sua dimensão, mas, convenhamos, era muita gente junta para quem vive o medo do coronavírus.

 

Mais de 2 milhões foram obrigados a assistir à partida pelo Facebook —- em uma experiência que, ao menos de minha parte, é muita estranha e pouco efetiva se considerarmos quão acessível sempre foi ligar a televisão para torcer por seu time do coração.

 

A partida, enquanto a bola rolou foi de alto nível e extremo perigo. Bola no poste, no travessão ou na cavadinha para fora; chute espalmado para o lado, espirrada para escanteio ou despachada pelo zagueiro.

 

Mas havia algo estranho no ar. E não era apenas o risco de um vírus.

 

Desde os primeiros minutos, ninguém tirava o pé na dividida, alguns elevavam o cotovelo acima do razoável e a dureza das faltas obrigava o árbitro a agir e punir para por ordem na casa.

 

Quando tudo se encaminhava para um final sofrido, o que assistimos foi a uma pancadaria sem freio: gente chutando gente, batendo em gente, agarrando o pescoço da gente. Tinha até gente tentando afastar toda aquela gente.

 

O árbitro entrou em ação e distribuiu o cartão vermelho, expulsando ao menos três jogadores de cada lado —- fora uma turma que estava no banco de reservas e não fez falta nenhuma.

 

Ficou feia a coisa em campo e fomos obrigados a ver uma cena estranha nos minutos restantes, com cada time jogando com um no gol e mais sete na linha. Bem que tentaram ensaiar alguma coisa, mas naquela altura tudo estava fora da ordem — como, aliás, está o Mundo nessa altura do Campeonato.

 

Em meio a tudo isso, salvou-se um: Geromel. Nosso zagueiro foi o dono da área, colocou mais uma vez o principal atacante adversário no bolso e se comportou diante dos colegas que se engalfinhavam com a mesma elegância e respeito com que veste a camisa do Grêmio.

 


E quando já havia encerrado esta Avalanche, ouço as palavras de Geromel, ditas ao fim da partida:

“O país tá polarizado. Ninguém respeita ninguém. Nós temos aqui a oportunidade de dar um exemplo. Eu, como capitão do Grêmio, estou envergonhado”.

 Geromel é um mito.

Avalanche Tricolor: te mete com eles!

 

Grêmio 2×0 Inter
Brasileiro —- Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

 

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Pepê, Rômulo, Geromel e Matheus em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

O domingo estava apenas começando e o movimento no entorno da Igreja do Menino Deus era grande. Tinham fiéis a caminho da missa das 10 e uma gurizada acompanhada por pais, tios e avós que seguiam na direção da Escola São Francisco, que fica logo atrás e onde, pelo que percebi, haveria alguma competição esportiva. O guri mais à minha frente estava de mãos dadas com o pai e a mãe, com toda a parafernália de um promissor craque. Em seguida vinham os avós que ouviam o neto falando alto provavelmente do que pretendia fazer assim que a bola começasse a rolar. “Te mete com ele!”, ouvi a vó dizer para o vô, em tom de orgulho e com um sotaque típico da terra.

 

“Te mete com ele!” soa espanhol e quando dito no ritmo desgarrado da fala do gaúcho se revela um alerta para que os atrevidos fiquem à distância. É uma demonstração de confiança no outro. Mas pode ser entendido também como um desafio: pode vir que ele está pronto para encarar qualquer bronca.

 

Fui à missa, enquanto a família ficou no portão de ferro da escola. Mas a voz da vó ficou nos meus ouvidos. “Te mete com ele!” me acompanhou no churrasco com a família, na casa da Saldanha, e no caminho para o aeroporto, de onde partiria de volta a São Paulo. Permaneceu na minha cabeça mesmo diante da frustração provocada pela companhia aérea que levou para o Salgado Filho um avião com 50 lugares a menos do que o previsto e atrasou o vôo por mais de uma hora e 15, desacomodando alguns passageiros e incomodando a todos.

 

Frustrou-me porque havia programado o desembarque em São Paulo a tempo de chegar em casa e assistir ao Gre-Nal na televisão —— antes que você pergunte, caro e cada vez mais raro leitor desta Avalanche, meu compromisso na CBN me impediria de ir ao jogo na Arena no fim do domingo, mesmo estando em Porto Alegre. Com o atraso, passei a maior parte do jogo no ar e somente quando o avião tocou a pista de Congonhas pude conferir o gol de Geromel, marcado de cabeça ainda no primeiro tempo. Disseram, também, que ao lado de Kannemann, o nosso Mito colocou o ataque adversário no bolso e fez com que Paulo Victor assisti-se à partida de graça. Te mete com ele, logo pensei enquanto puxava a bagagem.

 

Não demorou muito para perceber pela narração esportiva que o Grêmio dominava o Gre-Nal a ponto de levar o goleiro deles a cometer o suicídio em campo.

 

Soube ainda pelos comentaristas que àquela altura Matheus Henrique já havia colocado a bola embaixo do braço e comandado a vitória, sem errar passe, se desvencilhando da marcação dura e deixando seus companheiros em condições de gol. Te mete com ele, balbuciei comigo mesmo, fazendo com que o passageiro que estava à minha frente olhasse para trás na tentativa de entender o que eu dizia.

 

O Grêmio ainda faria o segundo gol assim que Pepê, em sua primeira jogada, alucinava seus marcadores e encontrava Rômulo, que também entrara no segundo tempo, chegando para marcar um golaço em pleno Gre-Nal. Logo ele, tão criticado, tão sofrido nesses últimos tempos. Te mete com ele, agora! — falei sorrindo com a motorista de táxi que me levava para casa. E não entendeu coisa nenhuma.

 

Quando cheguei ao meu destino, o jogo já havia acabado. A alegria estava no meu rosto. E a imagem daquele guri acompanhado pelos pais e avós a caminho do futebol se mantinha na minha cabeça. Ele era Geromel, se preparando para bater bola nos campinhos da Vila Maria; era Matheus Henrique, desfilando talento aos sete anos na várzea, em Paradas de Taipas; era Rômulo, correndo descalço atrás da bola, em Picos; era cada um daqueles jogadores que um dia sonharam jogar futebol e vestiram a camisa do Grêmio neste domingo de Gre-Nal.

 

Te mete como eles!

Avalanche Tricolor: o gol do guri da Vila Maria

 

Grêmio 2×1 Ceará
Brasileiro — Centenário, Caxias do Sul/RS

 

Gremio x Ceara

Geromel comemora o gol, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Sou suspeito para escrever. Sei que sou. Minha Avalanche do último fim-de-semana escancara ainda mais essa suspeição, especialmente diante do tema que pretendo dedicar esse post. O que importa, também, se sou ou não isento no que escrevo? Jamais neguei que essa coluna, mantida desde muito tempo, foi ocupada por um torcedor apaixonado em vez de um jornalista em busca do equilíbrio. Portanto, azar do que pensem.

 

Por torcedor apaixonado e gremista que sou, assim como todos os demais que compartilham comigo esse sentimento, como não se emocionar ao assistir ao primeiro gol desta noite em Caxias do Sul. Nem tanto pelo caminho que usamos para chegar ao gol —- apesar de torcer muito para que cobranças de escanteio, assim como as de falta, se transformem em nosso diferencial competitivo, principalmente nos jogos mais intricados desta e das demais competições da temporada.

 

Emocionei-me pelo protagonista do gol.

 

Geromel estava voltando à equipe. Vamos lembrar que ele ficou de fora da primeira decisão da Libertadores por uma lesão isolada em partida do Campeonato Brasileiro. Já estávamos ganhando o jogo com larga vantagem quando ele despachou a bola para frente e o músculo acusou o golpe. Uma dor que foi sentida na alma de cada gremista. E como nos fez falta.

 

Todos sabem que Geromel impõe respeito ao adversário, oferece segurança aos colegas de equipe e é a esperança do torcedor de que se tudo der errado, ele vai fazer o certo. É um dos jogadores mais simbólicos deste Grêmio que Renato construiu nos últimos três anos. É unanimidade nas arquibancadas da Arena. E hoje ainda entrou com a braçadeira de capitão — que lhe caiu muito bem.

 

Diante de tudo isso, vê-lo saltar mais alto que seus marcadores e desviar de cabeça para as redes me fez ainda mais feliz nesta noite. Porque não era apenas um gol de escanteio ou um gol para abrir o caminho da vitória. Era um gol do filho de Seu Valmir e da Dona Eliane. Do irmão do Ricardo. Do guri da Vila Maria. Um gol de Geromel. De GeroMito. 

Avalanche Tricolor: uma ótima leitura e as boas notícias de sábado

 

Grêmio 0x0 Corinthians
Brasileiro — Arena Grêmio Porto Alegre, RS

 

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Que o cara entendia do riscado, eu já havia ouvido falar —- dele próprio quando o entrevistei em um dos programas que apresento na CBN, o Mundo Corporativo. Que era o verdadeiro craque da família mas que não seguiu carreira, soube nesse sábado enquanto aguardava na fila para pedir-lhe um autógrafo. Era o que um dos mais próximos de mim contava entusiasmado: o Geromel bom de bola era ele —- só não lembro bem se jogava na mesma posição ou de lateral. Mas jogava muito, falava com entonação capaz de me fazer acreditar no que dizia.

 

Estávamos falando de Ricardo Geromel, 32 anos, empreendedor e escritor, que pelo sobrenome tem parentesco que carece de apresentações, especialmente a você caro e raro leitor desta Avalanche. Ele era o destino da fila que se estendia do salão da Livraria da Vila até o corredor do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Estava lançando o livro “O poder da China” (Editora Gente).

 

Com escritório sediado em Xangai, Ricardo é um entusiasmado com os avanços que a China implementou nos últimos anos, transformando-se de “fábrica” do mundo em fabricante de bilionários, além de uma das maiores criadoras de startup do oriente ao ocidente.

 

Para ter ideia, havia 64 bilionários chineses em 2010. Oito anos depois, já eram 372. A cada 3,8 dias nasce um novo unicórnio no país —- são aquelas empresas de capital fechado com valor de mercado de US$ 1 bilhão ou mais. E tudo isso impactando a vida das pessoas em seu cotidiano, pois, em cerca de 30 anos, a China tirou 850 milhões de pessoas da situação de pobreza. Tem porque se entusiasmar, não é mesmo?

 

Se quiser outros motivos, leia o livro —- ou ouça a entrevista que fiz com ele no Mundo Corporativo. Eu já avancei alguns capítulos apenas neste fim de semana e recomendo (se é que vale alguma coisa a minha recomendação).

 

Mas vamos voltar a esta Avalanche.

 

Sou resistente a essas histórias que já foram contadas nas mais variadas famílias do futebol brasileiro. Sempre haverá alguém para garantir que Dondinho, pai de Pelé, é quem jogava muito. Teria feito cinco gols de cabeça em uma só partida de futebol. Sem contar os que descrevem as habilidade de Zoca, irmão do Rei, que aliás jogou ao lado dele no Santos.

 

Edu, por sua vez, tinha futebol refinado, dribles curtos e desconcertantes, passes e lançamentos precisos —- o que parece ser verdade, mas não o suficiente para torná-lo maior do que Zico, o irmão mais moço. A não ser nas palavras da turma que sempre gosta de uma boa história para puxar papo.

 

Diante de tudo isso, ouvi os elogios ao futebol que Ricardo Geromel jogou no passado e coloquei na conta dos contadores de história. Prefiro admirá-lo por aquilo que ele é do que por aquilo que poderia ter sido. Até porque duvido muito que alguém pudesse ser maior do que Geromel, o Pedro —- zagueiro que trouxe uma nova maneira de jogar dentro da área, tem uma ótima leitura de jogo e forma, ao lado de Kannemann, uma das maiores duplas de zaga que já passaram pela história do Grêmio.

 

Abracei Geromel, o Ricardo, o cumprimentei pelo livro que lançava, recebi orgulhoso o autógrafo dele, e voltei para casa para assistir ao Grêmio no Campeonato Brasileiro. Do sofá, vi o meu time tentar o gol de várias maneiras sem sucesso e terminar mais uma partida contra o Corinthians no zero a zero.

 

Jogo que não foi de todo perdido, pois tivemos ao menos duas boas notícias para quem entra em campo no Brasileiro mas tem a cabeça na semifinal da Libertadores: Léo Moura está de volta e Maicon desfila talento com a bola no pé — leio nas estatísticas de que de 111 passes que deu, errou apenas três.

 

A terceira boa notícia, tive lá na livraria mesmo: Geromel, o Pedro, não jogaria logo mais à noite, mas está prestes a voltar ao time titular depois da lesão que o tirou da primeira semifinal da Libertadores. Que o Ricardo faria diferença se tivesse seguido em sua carreira como jogador, deixo por conta dos amigos de infância que o viram jogar. Mas que o Pedro faz uma baita falta para a gente, ah, isso eu garanto!

Avalanche Tricolor: um Dia dos Namorados muito especial para mim

 

Botafogo 0x1 Grêmio
Brasileiro — Estádio Nilton Santos/RJ

 

Gremio x Botafogo

Jean Pyerre comemora em cena flagrada por LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

O 12 de junho é dos namorados. Data criada pelo comércio, em 1949, que contaminou os corações e mexeu com as emoções. São tantos os estímulos — dos anúncios, dos colegas, dos amigos e dos amantes —- que nenhum casal se atreve a passar o dia em branco. Eu, por exemplo, passei em azul, preto e branco.

 

Um post no Instagram, um WhatsApp logo cedo, uma lembrança comprada na loja da esquina, um beijo intenso antes de levantar da cama ou uma música oferecida no rádio —- e meus ouvintes se esbaldaram em sugestões durante todo o programa que apresentei na CBN. Vale todo o artifício para revelar o seu amor. Há os que preparam surpresas, enchem a casa de rosas, escrevem cartas melosas ou servem um jantar inesquecível.

 

O dilema é que tudo isso tinha de ser feito em uma noite na qual os clubes brasileiros se despendiam por um tempo de seus torcedores. A bola só voltará a rolar no Campeonato Brasileiro na metade do mês de julho, devido a parada para a Copa América. Imagine a saudade que vão nos deixar, especialmente quando assistimos ao nosso time iniciando a prometida decolagem como é o caso do Grêmio.

 

Sei que muita gente torce o nariz para essa prioridade que os apaixonados dedicam ao futebol. Deve ter quem nos condene por gostarmos tanto de um time, por sofrermos diante das derrotas, por nos descabelarmos com o chute mal dado ou por chorarmos na inacreditável conquista. Coisa ridícula! — é o que ouço da consciência enrustida dessa turma.

 

Pensem o que quiserem. O que importa é que nossas amantes — e os amantes, também — entendem esse sentimento. Sabem que não desdenhamos da companhia, do carinho e da troca de carícia deles e delas. Nosso coração tem espaço para as diversas paixões que nos movem, desde o time de futebol que aprendemos a amar quando ainda éramos pequenos até a pessoa que escolhemos para dividir angústias, sonhos e amenidades em algum momento qualquer da vida.

 

É nesse entender que uma relação se constrói. Por isso, a noite desta quarta-feira deixou de ser um dilema para se transformar em mais uma prova de amor nesse relacionamento que já preservamos por 27 anos. Adaptamos nosso dia, curtimos nosso almoço, trocamos juras de amor durante a tarde, jantamos no intervalo do jogo e compartilhamos o presente mais incrível que eu poderia ter ganhado em um Dia dos Namorados: a camisa autografada por Geromel.

 

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A camisa de Geromel entregue pelo mano Ricardo

 

Sou fã de carteirinha do nosso zagueiro. Não bastasse o que ele representa para o Grêmio, ainda demonstra a todo momento o quão gente boa consegue ser na vida. Conheci a mãe dele na felicidade de um gol, na semifinal do Mundial de Clubes em Abu Dabhi, há dois anos — história que acredito já ter contado para você nesta Avalanche.

 

Hoje, recebi o irmão de Geromel, Ricardo, para entrevista em programa sobre negócios, carreiras e empreendedorismo que apresento na CBN. Assim que chegou, replicando o sorriso do mano, me entregou a nova camisa tricolor com a mensagem grafada em tinta: “Ao Amigo Milton Jung, Geromel”.

 

Sim, isso mesmo. O melhor presente que poderia ganhar neste Dia dos Namorados tem a marca de uma das minhas mais fortes paixões: o Grêmio. E chegou até mim pelas mãos de um cara que recém conheci, mas que há muito sabe dos meus amores.

 

O mais legal é que ela — o amor com quem compartilho, sem vergonha, minhas paixões —- sabe muito bem o quanto isso é importante para mim. E não me julga por isso. Me adora assim mesmo. É capaz de me endereçar um sorriso ao me ver vibrar sozinho na sala diante da televisão pelo golaço que Jean Pyerre, esse gênio com futebol e sobrenome de craque (leia a Avalanche anterior se ficou curioso), marcou na vitória desta noite — outro  presente a todos aqueles que adoram torcer pelo Grêmio, como eu.

 

Por seu gol, obrigado Jean Pyerre!

 

Por sua dedicatória, obrigado Geromel! 

 

Por sua compreensão, obrigado Abigail!

 

Vocês fizeram este Dia dos Namorados ainda mais especial para mim.

Avalanche Tricolor: o guri que vestia a camisa 3 está de volta

 

Rosário Central 1×1 Grêmio
Libertadores – Gigante de Arroyito/Rosário ARG

 

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Todos querem a camisa de Geromel, como se vê na foto de LUCAS UEBEL/GRÊMIOFBPA

 

A estreia na Libertadores 2019 me colocou diante de uma das raras fotos que consegui preservar da época em que jogava na escolinha de futebol do Grêmio. Perfilado, com os braços soltos ao longo do corpo, sobre a linha lateral do gramado do saudoso estádio Olímpico, fui flagrado por um dos fotógrafos esportivos que aguardavam o time principal entrar em campo. Não tenho o nome do autor da foto, mas se o fez, tenho certeza, foi para presentear meu pai, que deveria estar orgulhoso de ver o guri naquela posição.

 

Naquele tempo, não tínhamos acesso ao uniforme oficial dos clubes de futebol. Comprava-se as camisetas na lojinha do bairro. A minha era de um tecido mais grosso, com o azul, o preto e o branco desbotados pelas inúmeras lavagens feitas por minha mãe. Com a gola em vê e sem direito a emblema do Grêmio no peito, o único adereço que havia —- e não aparece na foto —- era o número 3 nas costas, que mais do que minha posição preferida, revelava a admiração por um dos maiores zagueiros que já vestiram nossa camisa, Atilio Genaro Anchieta — capitão da seleção do Uruguai e do próprio Grêmio. Uma espécie de Geromel dos anos de 1970.

 

Ver aquela foto me fez voltar para um tempo em que a Libertadores era sonho distante para os gremistas. Nos satisfazíamos com o aguerrido campeonato gaúcho. Nos orgulhávamos das vitórias sobre times do eixo Rio—São Paulo. Ganhar um campeonato brasileiro seria uma façanha. Foi lá, porém, que forjamos o caminho que nos levou ao topo do Mundo e nos coloca, hoje, entre os maiores times do futebol do planeta.

 

Em campo, o Grêmio é respeitado mesmo pelos arquirrivais argentinos, contra quem travamos alguns dos grandes e heróicos clássicos sulamericanos. Afinal, estamos em nossa décima nona participação de Libertadores, competição que já vencemos três vezes — a última em 2017, ou seja, coisa recente, que segue na memória dos adversários. Sem contar o futebol qualificado que temos jogado há três anos, desde o retorno de Renato ao comando técnico do time —- futebol reconhecido aqui e lá fora.

 

Nossa reputação, contudo, não significa vida fácil contra nossos adversários. Ao contrário. Eles transformam a partida em uma guerra. Como se ganhar do Grêmio fosse um troféu à parte na competição. Por isso, não surpreende a maneira até violenta com que fomos recebidos em campo na noite de ontem, na Argentina — boa parte dessa violência ocorreu sem qualquer punição por parte do árbitro.

 

Pelas fotos feitas por Lucas Uebel —- fotógrafo oficial do Grêmio e autor das imagens que costumo reproduzir nesta Avalanche —, o árbitro não apenas deixou de advertir o adversário com a rigidez necessária como também não viu um pênalti sobre Geromel, no qual teve sua camiseta de número 3 agarrada pelo marcador. Foi um pouco antes do entrevero que ocorreu entre o mesmo Geromel e o atacante adversário, já na área gremista, ao fim do primeiro tempo.

 

Independentemente da marcação mais forte do que as regras esportivas recomendam ou da disposição do adversário para nos superar —- e isso são apenas motivos de mais orgulho para esse gremista —-, o Grêmio foi maduro em campo. Não perdeu a cabeça, mesmo tendo sofrido gol logo no segundo minuto de partida. Evitou cair em provocações. Colocou a bola no chão, trocou passes, esperou brechas na marcação adversária e chegou ao empate.

 

O gol que marcou foi resultado dos muitos méritos que essa equipe leva a campo, além da própria maturidade para encarar reveses. Após pressionar muito, ameaçar jogadas por um lado e por outro, contamos com a visão de jogo e a precisão do passe de Marinho. Ele estava marcado pelo lado direito e teve capacidade de enxergar Everton lá do outro lado. A partir daí, ficamos por conta do talento de nosso atacante que driblou dois marcadores dentro da área e completou a jogada colocando a bola no fundo do poço.

 

Não tenho mais aquela camiseta desbotada da foto antiga. As que me acompanham em casa estão emolduradas ou dobradas no armário a espera de um espaço na parede — ainda quero ter uma de Geromel, um Anchieta redivivo e melhorado pelo tempo. Mas o guri com a camisa 3, sem emblema, lá do gramado no estádio Olímpico, voltou a se revelar na noite dessa quarta-feira de cinzas, ao vibrar como louco, com os punhos cerrados e o grito de gol que nos garantiu o primeiro ponto na estreia da Libertadores, jogando fora de casa naquele que é conhecido por Grupo da Morte.

Avalanche Tricolor: tropeço nas férias, não muda humor nem busca pelo título

 

Sport 4×2 Grêmio
Brasileiro – Ilha do Retiro/Recife

 

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A lua quase cheia me acompanhou pela madrugada enquanto assistia ao Grêmio, na Itália (foto: Abigail Costa)

 

Havia um tempo em que assistir aos jogos do Grêmio quando estávamos no exterior era um desafio à parte. A internet não havia se expandido, a tecnologia era precária e as transmissões pela televisão não alcançavam tão longe. Alguns sites com endereços duvidosos e arquivos maliciosos pirateavam as imagens da TV, que nem sempre chegavam com a qualidade desejada.

 

Os tempos são outros. O sinal de internet está muito mais acessível e os aplicativos estão disponíveis, desde que você tenha a assinatura da TV a cabo ou do pay-per-view. Já havia visto partida a bordo de um avião, cruzando o Oceano Atlântico, na tela do meu celular, portanto minha estada na Toscana, na costa do Tirreno, não seria motivo para me deixar longe do Grêmio.

 

De estranho mesmo, apenas o horário, pois aqui na Itália estamos cinco horas na frente do Brasil, e, assim, o que era final da tarde de domingo para você, já era fim de noite para mim. O jogo se iniciaria antes da meia noite e se estenderia pela madrugada. Como meu compromisso nessas férias é esperar o sol chegar e descansar na beira da praia, dormir tarde também não seria um problema.

 

Ipad conectado à internet, tela ampliada, transmissão iniciada e uma noite de verão europeu agradável, com lua quase cheia no céu: o cenário era perfeito para curtir meu Grêmio neste meio de férias. Pra deixar a turma com inveja: o vinho estava servido, também.

 

Aquela bola no poste assim que o jogo começou era o sinal para que aumentassem meu entusiasmo pelo time e a expectativa pelos três pontos que nos colocariam na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Os fatos que se sucederam, porém, frustraram meu programa de férias.

 

Depois de estarmos perdendo por dois a zero e desperdiçando muitos gols, no primeiro tempo, bem que Geromel se esforçou para me devolver a satisfação nesta noite, na volta para o segundo tempo. A reação durou pouco e nossos erros defensivos se repetiram.

 

Deixar de somar três pontos fora de casa, não é uma tragédia. Tem gente desperdiçando esses pontos diante da sua própria torcida. Mas como temos pretensões que vão bem além da maioria dos que estão disputando este campeonato, não devemos simplesmente aceitar o resultado passivamente.

 

Roger terá muito que conversar e treinar, conversar mais ainda e treinar ainda mais, nos próximos dias, para ajustar o que nos falta e darmos o salto maior nesta competição: chegar à liderança e lá permanecermos.

 

Como confio no trabalho de Roger e do elenco, sigo em frente com minhas férias, tranquilo, porque não será um tropeço no caminho que irá me tirar o bom humor nem estragar o sabor do vinho.

Avalanche Tricolor: o Grêmio fez por merecer neste Carnaval

 

Grêmio 1×0 Coritiba
Copa Sul-Minas-RJ – Arena Grêmio

 

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Geromel salva de cabeça foto LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA no Flickr

 

Carnaval no Brasil já foi coisa séria. Antigamente, o país parava de sexta à quarta-feira de cinzas; o consumidor ainda não estava acostumado com a cultura dos shoppings, que nos ensinaram a fazer compras de domingo a domingo; e ai de quem se atrevesse a questionar se era ou não feriado oficial na terça-feira gorda. Claro que sim!

 

Nas festas de Momo ninguém se metia a jogar futebol, porque na avenida o Rei era outro. Mesmo no Rio Grande do Sul, onde Momo não tem lá essa fama e passei boa parte dos meus Carnavais, a bola deixava de rolar pela total ausência de torcedor. A turma toda se mandava para praia. Exceção para confirmar a regra: o Rio abria as portas do velho Maracanã e botava seus times mais tradicionais em campo de olho nos turistas que visitavam a cidade.

 

Hoje, por mais que a maioria ainda acredite que nada se faz nos quatro dias de Carnaval, as lojas funcionam aos domingos; o comércio de ruas populares abre às segundas-feiras, a espera do pessoal do interior; supermercados, mesmo desabastecidos, estão com os caixas à disposição; e jogador de futebol não tem mais folga no entrudo: o calendário gordo dos clubes os obriga a jogar em pleno domingo carnavalesco.

 

Foi assim que ontem, em meio a desfiles de blocos e escolas, no Brasil, e com uma cidade esvaziada pela migração temporária, em Porto Alegre, o Grêmio apareceu no gramado da Arena com time titular e tudo para disputar partida pela Copa Sul-Minas-RJ e foi recebido por cerca de 11 mil pessoas.

 

Ao menos quem estava lá teve o direito de ver o lance do único gol da partida. Para quem, como eu, assistiu ao jogo, pela TV, restou o replay, pois o diretor, responsável por escolher as imagens que seriam levadas ao ar, dormiu no ponto, assim como o zagueiro adversário ao tentar devolver a bola para o goleiro.

 

Ao vivo, a TV perdeu o lance do gol a 24 minutos do primeiro tempo. O que foi uma pena, pois até então nada de mais havia sido produzido pelo nosso ataque. Depois, a jogada foi repetida à exaustão destacando a pixotada do zagueiro. Foi descuidado, sem dúvida. Afoito, ao tomar a decisão do passe.

 

Quero, porém, ver a jogada por outro ângulo.

 

Dos muitos méritos de Roger no Grêmio está o sistema defensivo que montou. Longe de ser retranqueiro, amontoando zagueiros e volantes, o técnico sabe que apenas roubando a bola pode-se pensar em atacar. Impõe a participação de toda a equipe na marcação, que começa na saída de bola. Quem não está prestes a tomá-la, ou não tem habilidade para tal, encurta o espaço em campo e obriga o adversário a forçar o passe.

 

Na cobrança do tiro de meta, em vez de voltar para o meio de campo a espera do adversário, o Grêmio estava com seus jogadores mais avançados perto da linha da grande área. No momento em que o goleiro, em vez de repor a bola com um chutão para o alto, decidiu sair jogando com o zagueiro mais próximo, caiu na arapuca montada por Roger. Com Luan de um lado e Douglas de outro, o defensor se atrapalhou. Aproveitando-se do vacilo, Douglas ficou sozinho diante do goleiro e fez uso de sua categoria para, com o pé esquerdo, desviar a bola para o gol.

 

O Grêmio fez por merecer o gol!

 

Escrevi alguns parágrafos acima sobre os muitos méritos de Roger. Destaco outro: eliminar o chutão como alternativa de ataque. Sempre que retomam a bola, os jogadores se aproximam e formam triângulos e losangos em campo, segundo descrição do próprio técnico. Isso facilita o passe, faz a bola correr, deixa o marcador desorientado e permite que se chegue ao ataque com rapidez.

 

Ontem, como uma bateria que atravessa o samba na avenida, o Grêmio não conseguia manter a harmonia regida por seu técnico, por mais que ele tentasse, aos berros, acertar o ritmo. Preferiu a ligação direta ao passe preciso e desconcertante. Isso fez o time render bem abaixo do que está acostumado e o torcedor sofrer muito mais do que era necessário.

 

E se sofremos para vencer, fizemos por merecer!

 

Aliás, mais um pitaco deste escrevinhador na transmissão das partidas de futebol: com tantos microfones captando o som ambiente, sugiro que falem menos nas transmissões na TV e nos deixem ouvir as instruções enviadas pelos técnicos aos seus comandados. Teria sido excelente, se tivéssemos tido oportunidade de saber o que Roger tanto gritava com Everton, Wellington Oliveira e companhia. Principalmente porque ouvir Roger instruindo nos ajuda a entender melhor o futebol.

 

Como estou no clima de Carnaval, para encerrar esta Avalanche destaco mais um mérito gremista: Geromel. Ontem, novamente, foi precioso. Não bastasse exercer com eficiência o papel de zagueiro, senhor da área, ainda defendeu no gol e driblou no ataque quando necessário. Foi aplaudido e aclamado como melhor jogador em campo.

 

Geromel, fez por merecer!