A lição do Seu Paulo a oportunistas de plantão

 

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A imagem do apoio do pai de uma refém à mãe do sequestrador é de  Pedro Teixeira/Agência O Globo

 

Foram cerca de quatro horas de transmissão, ao vivo, descrevendo as cenas de um homem que mantinha reféns o motorista de um ônibus e 38 passageiros. No seu entorno, forte aparato policial, agentes especializados em negociação de risco, atiradores de elite e uma quantidade enorme de gente que teve seu caminho para o trabalho bloqueado. A história que monopolizou os programas matutinos —- incluindo o Jornal da CBN —, nessa terça-feira, e tinha a ponte Rio-Niterói como cenário nos trouxe de volta à memória o sequestro do ônibus 147, que resultou na morte do sequestrador e de uma refém, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, em 2000.

 

 

Cada momento da negociação, a liberação dos primeiros reféns, o atendimento médico, a movimentação estratégica dos policias, a angústia do trabalhador que estava preso no congestionamento ou do motoboy que teve entrega interrompida foi contada minuto a minuto. A participação de repórteres que levantavam as informações possíveis no local ou à distância, assim como a palavra de porta-vozes oficiais e especialistas em segurança pública e gerenciamento de crise colaboravam na construção daquela crônica de uma cidade tensionada pelo medo e a violência.

 

Os tiros que deram fim a atuação do sequestrador —- que se soube depois ser um rapaz de apenas 20 anos —- não puderam ser registrados pelas câmeras, mas foram ouvidos e relatados pelos jornalistas que estavam próximos. Tiros seguidos de gestos de comemoração expressados por pessoas transformadas em plateia viva daquele drama, em uma reação expontânea de um público acuado e já incomodado com a demora para o desfecho do caso. Nada que estivesse a altura do espetáculo grotesco proporcionado na sequência pelo governador do Rio, Wilson Witzel, que desceu saltitante do helicóptero, com um sorriso no rosto, braços erguidos e punhos cerrados como se comemorasse a vitória da barbárie. Tudo devidamente registrado pelo celular de um aspone que buscava o melhor ângulo para as redes sociais —- não se tem notícia onde foram parar aquelas imagens, após a repercussão negativa do comportamento do governador. 

 

Nas declarações que se seguiram, Witzel tentou recuar e disse que estava comemorando a vida salva dos 39 reféns, jamais festejando a morte do sequestrador. Agora já fala em ajudar a família do rapaz, oferecendo apoio psicológico. Difícil acreditar nessa retratação, especialmente se levarmos em consideração o histórico do governador —— “a polícia vai mirar na cabecinha”, declarou logo após eleito ao definir a política de segurança pública que colocaria em vigor no Estado. De lá até agora, o que assistimos foram muitos jovens inocentes sendo mortos com esses tiros a esmo disparados em confrontos entre policiais e bandidos nas comunidades mais pobres do Rio.

 

Após os diversos relatos ouvidos ao longo do dia, nos deparamos com o gesto do pai de uma das reféns em solidariedade a mãe do sequestrador morto. Paulo César Leal, de 54 anos, ainda tinha o coração dolorido pelo drama que enfrentou durante as quase quatro horas em que temeu pela vida da filha, Raiane, de 24. Todos os dias ele a deixava no ponto de ônibus para embarcar na linha Alcântara x Estácio e não demorou muito para saber que a jovem estava entre os 39 reféns. Nada disso foi tão forte que o impedisse de dar um abraço na mulher que havia acabado de ver seu filho ser morto por ter protagonizado aquelas cenas de ameaça e violência.

 

“Como ser humano, fui ajudar, porque naquele momento a dor é dos dois lados. Eu não tenho poder de julgar nem falar qualquer coisa que seja boa. Só falei para ela ter calma e confiar. O que eu vou dizer para ela, de conforto? Não tem o que dizer”, declarou aos jornalistas que se aproximaram dele. 

 

Obrigado, Seu Paulo. Seu gesto não apenas apaziguou o coração daquela mãe como nos serviu de lição de que ainda é possível acreditar na generosidade do ser humano. Que nossas autoridades, perturbadas pelo populismo, um dia aprendam com o senhor.

E foi dada a largada!

 

X-102

 

A rivalidade entre Rio de Janeiro e São Paulo não é novidade. Do campo político aos gramados de futebol, a turma dos dois estados —- em especial das duas capitais —- nunca deixou barato para o outro lado. Na música, na moda e até nos hábitos entorno da mesa do boteco as diferenças sempre foram motivos de discussão.

 

Como vim do Sul, nunca me meti nessa história — até porque sei de alguns gaúchos (não é mesmo, Getúlio?!?) que mais causaram confusão do que ajudaram a apaziguar os ânimos. Por isso, fiquei com um pé atrás logo cedo quando vi no meu WhatsApp o tema proposto para o bate-papo matinal com meus colegas que apresentam o CBN Primeiras Notícias, diretamente do estúdio do Rio de Janeiro: “vamos falar dessa briga entre RJ x SP?”.

 

Era muito cedo e o olhar ainda estava embasado pelo sono, o que me fez demorar um pouco para entender que a discussão que pretendiam promover tinha como foco a disputa pela sede do Grande Prêmio de Fórmula 1, provocada pelo desejo do presidente Jair Bolsonaro de levar o evento de volta para o Rio, onde já foi disputado nos anos de 1978 e de 1981 a 1989 — ideia rechaçada pelo governador João Doria que empunhou a bandeira da resistência em nome de São Paulo.

 

Essa é uma briga de cachorro grande.

 

Primeiro, pelo fato de contrapor desejos de dois dos maiores e mais importantes estados brasileiros.

 

Segundo, tem como foco um dos principais eventos esportivos anuais do planeta, a Fórmula 1, que só no ano passado rendeu à capital paulista R$ 344 milhões e gerou perto de 10 mil empregos.

 

E para fechar o circo, é protagonizada por duas lideranças políticas do momento.

 

De um lado temos o presidente Jair Bolsonaro que nos últimos dias rasgou a fantasia. Ele que criticava a possibilidade de reeleição durante a campanha, a ponto de considerá-la responsável por parte dos malfeitos da política nacional, não esconde o desejo de concorrer a mais um mandato, mesmo que não tenha completado sequer seis meses do primeiro. Dá a impressão de que o palanque eleitoral é seu palco preferido.

 

De outro lado, temos o governador João Doria que sempre revelou sua ansiedade pelo poder, a ponto de ter interrompido o trabalho na prefeitura para disputar o Governo do Estado, quando até os cupins do Palácio dos Bandeirantes sabiam que o sonho dele era mesmo o Palácio do Planalto.

 

Semana passada, os dois já haviam ensaiado uma disputa constrangedora. Durante visita conjunta ao Centro Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo, provocado por Bolsonaro, Doria aceitou o desafio de fazer exercícios de flexão de braços —- sabe aquelas brincadeiras sem graça de adolescentes em busca de afirmação? Pois é, foi isso mesmo que eles fizeram.

 

Agora, resolveram exercitar outra parte do corpo muito apropriada aos políticos: a língua.

 

Bolsonaro falou, ontem, que a F1 tem 99% de chances de ser do Rio e cutucou o governador paulistano afirmando que se ele é pré-candidato à Presidência deve pensar no Brasil em primeiro lugar.

 

Doria não se fez de rogado. Respondeu que não é hora de eleição, mas de gestão. Hoje, voltou ao tema após receber o CEO da F1, Chase Carey — o mesmo que esteve na companhia do presidente um dia antes. Em lugar de apenas defender sua posição, acelerou contra o concorrente ao ironizar o local onde o Rio quer construir o autódromo: em Deodoro só da para chegar de cavalo, disse o governador paulista.

 

Como falei logo cedo e reitero aqui, essa é uma briga de cachorro grande e não vou me meter nela de graça, até porque Bolsonaro e Doria demonstraram que o Grande Prêmio de Fórmula 1 é apenas coadjuvante nessa disputa. Em jogo está o espaço que cada um ocupará no grid de largada das eleições de 2022. Sim, políticos tem sempre o olhar voltado para o futuro. Deles.

Inaugurando cemitério

 

Aproveitando-se do aviso feito pelo Mestre de Cerimônia que dispensava os convidados a discursar de fazerem o agradecimento a todas as autoridades presentes, o governador Geraldo Alckmin abriu sua fala, durante evento da Apas 2012, nessa segunda-feira, em São Paulo, com uma piada:

 

“Depois de ouvir o prefeito desperdiçar muito tempo com a nominata de autoridades, o governador da época sugeriu que ele se resumisse a apenas duas saudações, de acordo com o motivo da festa. Se fosse no hospital bastava cumprimentar os médicos e pacientes; na escola, apenas professores e alunos; e para um público muito grande, senhoras e senhoras seriam suficientes. Foi quando o prefeito teve de cumprir agenda na inauguração de um cemitério da cidade e após muito refletir, sem deixar de cumprir a sugestão do excelentíssimo governador, tascou: conterrâneos e subterrâneos”.

 

Geraldo Alckmin garante que não foi Odorico Paraguassu, nosso prefeito de toda sexta-feira na Rádio Sucupira, o autor da gafe.

Alckmin diz que “briga” com Serra é pimenta da imprensa

 

À uma sequência de manchetes que contrapõe Alckmin a Serra, o governador de São Paulo respondeu: “isto é pimenta da imprensa”. Aproveitei a conversa para saber se não seria resultado da relação dele com o ex-candidato à presidência estar apimentada: “Posso falar por mim …” E a entrevista nesta manhã no CBN SP, transmitida, também, pela internet, foi em frente.

Acompanhe aqui a entrevista do Governador Geraldo Alckmin para o CBN São Paulo.

O Governador que volta ao Palácio dos Bandeirantes tem habilidade com as palavras, evita usar expressões fortes e desconfortos mesmo com opositores. Por isso, não era de se esperar que fizesse alguma declaração bombástica, principalmente em consideração a um colega de partido. Mas que o tema tem pautado conversas nos corredores do palácio e da política não tenha dúvida.

Para ser justo, Alckmin usou apenas uma palavra mais forte: “frouxa”, para definir a política cambial do Banco Central, que anunciou nesta manhã algumas medidas para conter a desvalorização maior do dólar. Porém, prefere o tom mais ameno para falar sobre suas relações com a União. Conversou, ontem, com o ministro José Eduardo Martins Cardoso, e conversaria logo após a entrevista com o vice-presidente Michel Temer, também presidente do PMDB. Conversas protocolares, disse.

Sobre planos de governo, reforçou as promessas de campanha na área de transporte, rodovias, educação e saúde. Tem os dados e nomes na ponta dos dedos. Apenas não prometeu aumento salarial para ninguém, o que certamente desagradou a série de ouvintes-internautas que enviaram perguntas sobre o tema. Eram, especialmente, professores e policiais que reclamam da falta de valorização da categoria.

Por falar em policiais, não conseguiu explicar por que o Detran não funciona nas mãos da polícia, a ponto de determinar a mudança do departamento de trânsito para secretaria distante da Segurança Pública. Se depender dele, vai para a Secretaria de Gestão. Ainda não bateu o martelo. Nem respondeu a pergunta, preferindo falar da metade cheia do copo em vez da metade vazia: “teremos mais policiais atuando na sua função, nas delegacias e investigando”.

Da Copa, Alckmin praticamente descartou plano B e depositou confiança no estádio do Corinthians para a festa de abertura: “sem dinheiro do estado”, garante. De qualquer jeito, anunciou encontro com o presidente da CBF Ricardo Teixeira, nos próximos dias.

O governador Geraldo Alckmin parecia bem mais à vontade desta vez do que na época em que esteve no estúdio como candidato ao governo. Àquela foi entrevista tensa, preocupada, apesar de liderar as pesquisas com folga. Chegou a tirar a gravata azul assim que chegou à rádio, logo após tomar café em padaria de Santa Cecilia. Vendo às câmeras, se arrependeu, pediu para um assessor trazê-la de volta, mas o programa estava no ar (e as imagens, também). Foi sem gravata mesmo.

Após uma hora de entrevista, com participação de ouvinte-internautas, por e-mail e Twitter, se despediu de todos, agradeceu a oportunidade, pegou seus assessores, um número razoável de seguranças e subiu no helicóptero rumo ao Palácio.

Próxima conversa (protocolar, lógico): Michel Temer.

Alckmin é o entrevistado do CBN SP, no rádio e na internet

 

Alckmin do PSDB na CBNAs negociações com o Governo Federal, a revisão das contas do Governo Serra, as mudanças na educação e os planos para o transporte são alguns dos temas da entrevista, ao vivo, com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira, no CBN SP. Das 9h45 às 10h45 da manhã, ele estará no estúdio de internet da CBN e responderá perguntas enviadas por ouvintes-internautas.

Um dos assuntos que mais motivam a participação do público é o da educação. Nesta semana, após entrevistar o secretário-adjunto João Cardoso Palma Filho vários e-mails chegaram relatando preocupação com a qualidade de ensino e as dificuldades que os professores enfrentam em sala de aula. O mesmo tem ocorrido desde ontem quando anuncie a entrevista com o Governador.

Desde que assumiu o Governo, Alckmin tem retomado ideias de sua administração anterior e chamou atenção ao anunciar que iria rever os contratos assinados por José Serra. Falou-se em auditoria, expressão negada pelo tucano. Com certeza, pretende reestudar os contratos com as concessionárias das rodovias com a intenção de reduzir o valor dos pedágios – conforme prometeu durante a campanha eleitoral.

Logo após a entrevista, Alckmin segue para o Palácio dos Bandeirantes onde se reunirá com o vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB Michel Temer. Oportunidade em que poderá discutir parcerias do Estado com a União e tratar da presença do partido na administração paulista, a medida que o PMDB perdeu espaço na gestão dele.

Resultado final do Perguntômetro do CBN SP

 

Pelo fim da progressão continuada, redução ou cancelamento do pedágio nas rodovias, extensão do sistema de trem e metrô na região metropolitana de São Paulo e aumento salarial para professores, policiais e qualquer outro tipo de servidor público. Tivesse feito um controle mais apurado sobre as propostas mais vezes citadas pelos candidatos ao Governo do Estado de São Paulo não tenho dúvidas de que os temas citados acima estariam na lista dos mais mais.

Oito dos nove concorrentes ao cargo participaram da série promovida pela CBN na qual durante 30 minutos cada um deles discutiu temas relacionados a organização da coligação e campanha eleitoral, além de terem tido oportunidade de apresentarem alguns projetos de lei nas áreas de educação, transporte, segurança, saúde, meio ambiente e gestão pública.

Do ponto de vista do eleitor, os dois temas que mais tiveram repercussão foram educação e transporte. O nosso “perguntômetro” que mede o nível de interesse do eleitor pelos candidatos entrevistados a partir da quantidade de perguntas e comentários enviados pelos ouvintes-internautas, mostrou que Alckmin do PSDB e Mercadante do PT foram os que mais receberam e-mails antes e durante a entrevista – sem surpresa pois são os dois primeiros colocados nas pesquisas eleitorais. Feldmann do PV e Skaf do PSB apareceram acima de Russomano do PP. Os candidatos socialistas não chegaram a despertar tanta curiosidade. Anai Caproni do PSTU foi a única a não comparecer na entrevista.

Todas as perguntas foram encaminhadas aos candidatos e suas assessorias. Da estatística final não foram calculadas as perguntas feitas a todos os candidatos. Veja como foi o resultado final no Perguntômetro do CBN SP:

Perguntômetro

Grabois quer união socialista além da eleição

 

Na última entrevista da série com os candidatos ao Governo do Estado, não havia militantes na porta nem equipe de televisão no corredor. A presença de Igor Grabois, do PCB, mobilizou apenas a sua assessora de comunicação – mais do que isto, uma defensora dos ideais socialistas pregados pelo partido. Foi dela que veio o alerta para o fato de que a entrevista seria transmitida pela internet, portanto “cuidado com a imagem”.

Gola da camisa e blazer arrumados no que era possível, Grabois começa a falar com a tranquilidade de quem dá aula e domina o tema. A união dos partidos socialistas, a atuação dos conselhos populares, o fim das privatizações e o não pagamento da dívida de São Paulo com a União são assuntos que fazem parte do cotidiano dos comunistas brasileiros – sim, eles existem para espanto de alguns ouvintes-internautas que teimam em não entender como seria possível inserir na sociedade o discurso anti-capitalista. E para a surpresa dos institutos de pesquisa que não conseguem registrar um só voto em favor do candidato.

Grabois sabe bem qual o papel do PCB nesta eleição e defende o Poder Popular, a principal plataforma política do partido. Não dá sinais, porém, de esperança de vitória. Seria preciso, como ressaltou na entrevista, uma frente socialista que reunisse não apenas os partidos de esquerda, mas os movimentos sociais, também. Um encontro que não visasse apenas a eleição. Uma utopia quase tão distante quanto a sociedade que deveria surgir após a derrocada do sistema capitalista.

Houve essa tentativa de união na eleição presidencial de 2006 quando o PCB se juntou com o PSOL e o PSTU. Não funcionou: “a candidatura ficou concentrada em uma personalidade”, disse o candidato em referência a Heloísa Helena.

Grabois, assim como a maioria dos candidatos ao Governo de SP, também não se inscreveu no site do Ficha Limpa, no qual se compromete a atualizar as contas da campanha a cada semana, divulgando o nome dos doadores e a forma como o dinheiro é gasto. Nem tanto pelo custo da campanha – R$ 50 mil -, muito mais pela falta de organização: “sei lá o que aconteceu no partido”.

Fora do ar, seguimos a falar de educação, tema que tem sido discutido de forma superficial no debate político. Ele é a favor da progressão continuada, mas não da maneira como foi instituída na rede pública paulista; e se espanta quando ouve candidatos propondo boletim de notas contra todas as recomendações pedagógicas em vigor. Porém, não se assusta ao saber da ideia de um de concorrentes ao cargo de Governador de que para resolver o problema vai colocar dois policiais na porta de cada escola. “Se ouve de tudo”.

Antes de ir embora, a assessora de Grabois, em tom entusiasmado, anuncia: voltaremos aqui com o Poder Popular constituído.

Perguntômetro

Seis perguntas e comentários foram encaminhados diretamente para o candidato Igor Grabois. Todas foram repassadas para a assessoria do PCB, juntamente com questões que haviam sido enviadas para todos os candidatos entrevistados pela CBN.

Igor Grabois, do PCB, fecha série de entrevistas

 

CBN SP painelDesde 1922 quando foi fundado, esta é a primeira vez que o PCB lançou candidato ao Governo do Estado de São Paulo. Igor Grabois, mesmo não pontuando e na maioria das vezes não tendo seu nome lembrado nas pesquisas eleitorais, aproveita os poucos espaços que tem nos meios de comunicação para defender a principal plataforma de governo dos comunistas, o Poder Popular.

Hoje, Grabois estará no CBN SP para fechar a série com os candidatos ao Governo do Estado, que se iniciou há duas semanas. Ele é professor universitário e economista formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

A entrevista será das 10 e meia às 11 da manhã, com transmissão simultânea no rádio e na internet. E você pode participar com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens serão repassadas, após a entrevista, para a assessoria dele.

Para saber como foram as entrevistas com os demais candidatos, acesse os links a seguir:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Feldmann é verde mas quer falar de todas as cores

 

“Me acusam de ser monotemático, mas só me perguntam sobre meio ambiente”. A frase é do candidato do PV Fábio Feldmann que acabara de deixar o estúdio do CBN São Paulo para gravar depoimento à TV Globo. Disse com um sorriso no rosto e sem elevar a voz (ele nunca levanta a voz), mas soou como uma crítica à imprensa.

No estúdio de internet da CBN, em 30 minutos de conversa, Feldmann falou muito sobre temas ambientais, mas também teve de apresentar propostas para as áreas de educação, saúde e economia. Respondeu várias perguntas, ainda, sobre transporte – afinal, foi ideia dele o rodízio de carros. Restrição que atingia toda a região metropolitana e tirava de circulação os automóveis durante o dia inteiro para combater a poluição do ar. E lá voltamos nós a temática verde.

Vasculhei as sugestões dos ouvintes-internautas,: qualidade da água, preservação das matas, queimadas no campo, transporte mais limpo … meio ambiente de novo.

Afinal, o que se pode esperar de um candidato que representa o Partido Verde ?

O que deve incomodar Feldmann é que apesar de haver mais consciência do cidadão em relação ao tema – a discussão está em todas as partes, na academia, nos meios de comunicação e no mundo corporativo – isto não se transforma em voto.

Em São Paulo, nenhum dos principais candidatos do PV consegue decolar nas pesquisas. Marina, presidente, Feldmann, governador, Ricardo Young, senador, aparecem com baixa preferência entre os eleitores. Resultado, também, da pequena exposição na campanha de rádio e TV. Registre-se que Feldmann acredita que o partido sairá maior deste pleito, ao menos em relação ao número de deputados.

Nem mesmo a baixa arrecadação parece lhe tirar a confiança. A candidatura dele conseguiu pouco mais de R$ 1 milhão, dinheiro que está publicado e registrado no site da campanha. Sendo um dos dois candidatos ao Governo de São Paulo que se cadastraram no site Ficha Limpa e assumiram o compromisso de atualizar as contas e divulgar o nome dos doadores antes das eleições, tive a curiosidade de saber se algum empresário havia pedido sigilo a ele: nenhum, respondeu.

Fiquei surpreso, afinal todos os candidatos ‘grandes’ com quem conversei alegam que o dinheiro costuma ser repassado apenas com a garantia de que o nome do doador não será divulgado antes da eleição.

Surpresa não tive quando ao ver o candidato deixando os corredores da rádio CBN lembrei de olhar a gravata dele. Adivinha qual era a cor ?

Perguntômetro

Antes e durante a entrevista, Feldmann recebeu 22 perguntas, comentários e sugestões. Todos os e-mails foram repassados à assessoria do candidato

Feldmann, do PV, na entrevista com o CBN SP

 

CBN SP painelForam quatro debates na televisão até aqui. Várias entrevistas ou sabatinas. Mesmo assim, Fábio Feldmann do PV, ex-deputado-federal e ex-secretário de Estado, vê seu nome aparecer ao lado de candidatos pouco expressivos nas pesquisas eleitorais. Não supera a marca de 1%. Hoje, terá mais 30 minutos para tentar convencer o eleitor de suas ideias identificadas com os temas ambientais.

Feldmann fechará a segunda semana de entrevistas com os candidatos ao Governo de São Paulo, promovidas pela rádio CBN. Terá de falar sobre temas que vão além do meio ambiente, pois os assuntos foram propostos por especialistas e ouvintes-internautas.

A entrevista começa às 10 e meia da manhã com transmissão simultânea na internet. e você pode participar com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens encaminhadas ao candidato serão repassadas, após a entrevista, para a assessoria dele.

Acompanhe o calendário dos candidatos e as entrevistas já realizadas:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)