Desde 1922 quando foi fundado, esta é a primeira vez que o PCB lançou candidato ao Governo do Estado de São Paulo. Igor Grabois, mesmo não pontuando e na maioria das vezes não tendo seu nome lembrado nas pesquisas eleitorais, aproveita os poucos espaços que tem nos meios de comunicação para defender a principal plataforma de governo dos comunistas, o Poder Popular.
Hoje, Grabois estará no CBN SP para fechar a série com os candidatos ao Governo do Estado, que se iniciou há duas semanas. Ele é professor universitário e economista formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
A entrevista será das 10 e meia às 11 da manhã, com transmissão simultânea no rádio e na internet. E você pode participar com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens serão repassadas, após a entrevista, para a assessoria dele.
Para saber como foram as entrevistas com os demais candidatos, acesse os links a seguir:
“Me acusam de ser monotemático, mas só me perguntam sobre meio ambiente”. A frase é do candidato do PV Fábio Feldmann que acabara de deixar o estúdio do CBN São Paulo para gravar depoimento à TV Globo. Disse com um sorriso no rosto e sem elevar a voz (ele nunca levanta a voz), mas soou como uma crítica à imprensa.
No estúdio de internet da CBN, em 30 minutos de conversa, Feldmann falou muito sobre temas ambientais, mas também teve de apresentar propostas para as áreas de educação, saúde e economia. Respondeu várias perguntas, ainda, sobre transporte – afinal, foi ideia dele o rodízio de carros. Restrição que atingia toda a região metropolitana e tirava de circulação os automóveis durante o dia inteiro para combater a poluição do ar. E lá voltamos nós a temática verde.
Vasculhei as sugestões dos ouvintes-internautas,: qualidade da água, preservação das matas, queimadas no campo, transporte mais limpo … meio ambiente de novo.
Afinal, o que se pode esperar de um candidato que representa o Partido Verde ?
O que deve incomodar Feldmann é que apesar de haver mais consciência do cidadão em relação ao tema – a discussão está em todas as partes, na academia, nos meios de comunicação e no mundo corporativo – isto não se transforma em voto.
Em São Paulo, nenhum dos principais candidatos do PV consegue decolar nas pesquisas. Marina, presidente, Feldmann, governador, Ricardo Young, senador, aparecem com baixa preferência entre os eleitores. Resultado, também, da pequena exposição na campanha de rádio e TV. Registre-se que Feldmann acredita que o partido sairá maior deste pleito, ao menos em relação ao número de deputados.
Nem mesmo a baixa arrecadação parece lhe tirar a confiança. A candidatura dele conseguiu pouco mais de R$ 1 milhão, dinheiro que está publicado e registrado no site da campanha. Sendo um dos dois candidatos ao Governo de São Paulo que se cadastraram no site Ficha Limpa e assumiram o compromisso de atualizar as contas e divulgar o nome dos doadores antes das eleições, tive a curiosidade de saber se algum empresário havia pedido sigilo a ele: nenhum, respondeu.
Fiquei surpreso, afinal todos os candidatos ‘grandes’ com quem conversei alegam que o dinheiro costuma ser repassado apenas com a garantia de que o nome do doador não será divulgado antes da eleição.
Surpresa não tive quando ao ver o candidato deixando os corredores da rádio CBN lembrei de olhar a gravata dele. Adivinha qual era a cor ?
Perguntômetro
Antes e durante a entrevista, Feldmann recebeu 22 perguntas, comentários e sugestões. Todos os e-mails foram repassados à assessoria do candidato
Foram quatro debates na televisão até aqui. Várias entrevistas ou sabatinas. Mesmo assim, Fábio Feldmann do PV, ex-deputado-federal e ex-secretário de Estado, vê seu nome aparecer ao lado de candidatos pouco expressivos nas pesquisas eleitorais. Não supera a marca de 1%. Hoje, terá mais 30 minutos para tentar convencer o eleitor de suas ideias identificadas com os temas ambientais.
Feldmann fechará a segunda semana de entrevistas com os candidatos ao Governo de São Paulo, promovidas pela rádio CBN. Terá de falar sobre temas que vão além do meio ambiente, pois os assuntos foram propostos por especialistas e ouvintes-internautas.
A entrevista começa às 10 e meia da manhã com transmissão simultânea na internet. e você pode participar com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens encaminhadas ao candidato serão repassadas, após a entrevista, para a assessoria dele.
Acompanhe o calendário dos candidatos e as entrevistas já realizadas:
Cafezinho, número, debate, estatística, cazefinho de novo, mais debate, mais dados, e um cafezinho, por favor ! Assim tem sido o cotidiano do candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, apontado como favorito na disputa pelo Governo de Estado de São Paulo.
Na noite passada, estava em um debate. O quarto de seis que se realizarão até o fim do primeiro turno. “Com seis participantes fica cansativo”, confidenciou. Hoje cedo, saiu de casa para a rádio CBN e pouco antes de entrar na emissora, atravessou a rua para mais um cafezinho. É sempre oportunidade para ganhar o apoio de um eleitor que esteja no caminho.
Interrompeu o trajeto para cumprimentar o jornalista Heródoto Barbeiro que deixava a rádio naquele momento. “Fui aluno dele” contou aos mais próximos. E seguiu para o cafezinho. Abraços, foto, um sorriso contido.
Apesar de aparecer com chances de ganhar a eleição no primeiro turno, Alckmin não perde um minuto de sua agenda. Sabe que qualquer descuido é suficiente para ter de encarar mais uma etapa nesta corrida, o que significaria mais cafezinho, número, debate, estatística …
Chega no estúdio acompanhado de alguns assessores, fotógrafos e um cinegrafista da TV Globo que grava imagens para reportagem do dia. A propósito: Alckmin faz parte dos candidatos de gravata, e usa uma azul. Será retirada assim que voltar às ruas.
Antes disso, porém, mantém a pose de candidato na televisão (é no rádio e na internet nossa entrevista, mas é como se fosse na TV). Senta com a coluna ereta, não encosta na cadeira, usa as mãos de maneira sincronizada com a fala e mantém um hábito de políticos antigos: fala olhando para a lente da câmera, se esquecendo que ao lado dele tem um jornalista a fazer pergunta.
Da primeira a última pergunta tenta disparar dados, estatísticas e propostas de governo, mesmo que a questão tenha outro sentido. Se não é forçado a interromper a resposta, dá a impressão de que falaria sem errar os 30 minutos que tem à disposição. Este hábito torna a entrevista quase um embate. Posso perguntar, por favor ?
Falou muito de educação, metrô e segurança, sempre apoiado em uma quantidade enorme de dados, alguns dos quais difíceis de serem confirmados. Comentou sobre o Efeito Lula na eleição estadual e de denúncias durante seu governo quando foi acusado de estar beneficiando deputados da base aliada com verba de publicidade da Nossa Caixa.
Apesar de gostar tanto de números e dados (e cafezinho), Alckmin abre mão de usá-los quando o tema é transparência na campanha. Diz que não vai divulgar o nome dos financiadores antes da eleição, pois cumpre a lei rigorosamente. Se cadastrar no site do Ficha Limpa nem pensar: “daqui a pouco vem uma ONG e vai querer que a gente atualize as contas diariamente”, reclamou. Sugeriu que transformem a obrigação em lei. Deve ter esquecido que ONG na cria lei, deputados (inclusive os da base alida) é que têm este poder.
Seja como for, a entrevista termina e lá vai o candidato para mais um cafezinho, números, debate, estatística, cazefinho de novo … Ele torce para que dia 3 de outubro esta maratona acabe, seus oito concorrentes esperam que não.
Perguntômetro
Líder nas pesquisas e no número de mensagens, também. Entre perguntas, críticas e sugestões foram 78 as que contei em minha caixa de correio.
“Pode gravata vermelha ?” – perguntou uma assessora por telefone, um dia antes.
A pergunta endereçada à produtora Fabiana Boa Sorte, do CBN São Paulo, sinalizava o cuidado do candidato Aloizio Mercadante, do PT, com sua imagem. Todas as assessorias haviam sido informadas que o vermelho predomina no estúdio de internet da CBN, e foi sugerido que evitassem roupas com esta cor. Mas, vá lá, gravata vermelha, pode.
Preciosismo da assessoria, pois na hora da entrevista o candidato aparece sem gravata. O mesmo já havia acontecido com Celso Russomano, do PP. Melhor que Alckmin, do PSDB, não saiba. Como já falamos neste espaço, ontem, foi ele quem viu na semelhança das gravatas dos dois principais adversários um sinal da conspiração petista-malufista.
Gravatas à parte, ou guardadas na mala, Mercadante chegou meia hora antes da entrevista começar. Veio de carro do Alto de Pinheiros até o centro. E saiu cedo para não ser traído pelo congestionamento. “Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”.
No estúdio chegou com três assessores, fotógrafo, equipes de gravação e perseguido de perto pela TV Globo – parece ser a única televisão a cobrir o cotidiano da disputa estadual (eu disse, parece). Antes de começar a falar ao vivo, brincou com os santistas do estúdio, enquanto eu era assediado por um dos gremistas que o acompanha, o vereador Arselino Tatto, do PT.
No ar, tráfico de influência, sigilo fiscal, aloprados e ausência no Senado foram os temas que abriram a conversa, para depois entrarmos em propostas de governo. As respostas curtas na primeira parte da entrevista demonstravam incômodo com os temas; as longas explanações na segunda, revelavam um candidato mais à vontade a ponto de ter de interrompê-lo para que pudéssemos atender parte da demanda de perguntas enviadas pelos ouvintes-internauta.
Na área de educação, que mais me interessa no momento, disse que não é contra a progressão continuada, mas, sim, a aprovação automática. “Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”. Infelizmente, pretende jogar o bebê junto com a água da bacia. Chegou a arriscar um neologismo: pedagocídio – suicídio pedagógico. Que nenhuma criancinha aprenda estas coisas na sala de aula.
Também não vai se cadastrar no site do Ficha Limpa. Pelo menos, desta vez, não pôs a culpa no PSDB, mas nos empresários que doam às campanhas e não querem ser pressionados pelos demais concorrentes.
Meia hora de entrevista vai embora rapidamente, não dá tempo para mais nada. Mercadante espera ter oportunidade de continuar falando no segundo turno. Não depende só dele.
Da rua das Palmeiras, na capital, seguirá para Suzano, região metropolitana.
“Vai como candidato ?”
“De helicóptero” – respondeu
“Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”- deve ter pensado.
Perguntômetro
Antes e durante a entrevistas, foram enviados 65 comentários e perguntas ao candidato Aloizio Mercadante. Até aqui, é o líder no perguntômetro do CBN São Paulo.
Sem glamour de candidato nem apoio de filiados ou acompanhado por uma equipe de televisão, mas com o discurso do partido na ponta da língua. Assim, Luis Carlos Prates, o Mancha, do PSTU, se apresentou na quarta entrevista da série com os candidatos ao Governo de São Paulo, no estúdio de internet da CBN, nesta manhã.
Mancha faz parte dos candidatos sem-gravata, apelido que ganharam os representantes de partidos nanicos e de esquerda que disputam o pleito este ano após a indumentária masculina ter sido citada no primeiro debate eleitoral promovido pela TV Bandeirantes. Alckmin (PSDB) “acusou” Mercadante (PT) e Russomano (PP) de usarem gravatas iguais; e Paulo Bufalo (PSOL), único representante dos socialistas, aproveitou para mostrar que era tão diferente dos demais que nem gravata vestia.
O candidato do PSTU usa camisa de gola aberta, manga levemente arregaçada e calça jeans. O sapato não lembro bem, mesmo porque estava mais interessado em ouvir as propostas dele do que me ater as vestimentas.
A propósito disto, não é apenas a falta de gravata que o aproxima dos demais candidatos de esquerda, nesta campanha. Defende a bandeira socialista, redução na jornada de trabalho sem redução de salário, aumento do mínimo para os trabalhadores, reestatização e fim das privatizações, entre outros pontos.
Planos de governo vieram à tona, também, provocados por perguntas de ouvintes-internautas e assim Mancha falou sobre segurança, defendendo a criação de uma polícia unificada e comunitária; sobre educação disse ser a favor do fim da progressão continuada e a diminuição do número de alunos por sala de aula; e sobre transporte pediu o fim dos pedágios. As propostas dele você acompanha assistindo à entrevista no vídeo acima.
Antes de ir embora, perguntei sobre o cadastramento dele no site do Ficha Limpa. Assim como todos os demais candidatos ao Governo de São Paulo ainda não se cadastrou, mas disse que talvez o faça. Neste caso, tanto faz usar ou não gravata, todos se parecem.
Perguntômetro
Durante a entrevista, 9 perguntas e comentários foram enviados ao candidato do PSTU, Mancha, e todas foram encaminhadas a ele para que possa responder aos ouvintes-internautas.
O PSTU está sozinho na disputa deste ano. O partido não fez coligação com nenhum dos demais partidos de esquerda e extra-esquerda e decidiu lançar candidato para todos os cargos, inclusive para as duas vagas ao Senado. Para o governo do Estado, o nome escolhido foi o do metalúrgico e sindicalista Luis Carlos Prates, que atende por Mancha.
Ele será o entrevistado desta segunda-feira, no CBN São Paulo, na série com os candidatos ao Governo de São Paulo que se iniciou semana passada. A entrevista terá transmissão simultânea no rádio e na internet (com imagens), das 10 e meia às 11 horas da manhã. Ouvintes-internautas participam com perguntas que podem ser enviadas para milton@cbn.com.br, as quais serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que ele possa respondê-las diretamente
Os temas discutidos na entrevista com os candidatos foram sugeridos pelo público, nas duas últimas semanas. O CBN São Paulo conversou também com especialistas nas áreas de transporte, educação, saúde, segurança, meio-ambiente e gestão pública.
A ordem dos entrevistados foi decidida em sorteio com a presença dos representantes das nove coligações que disputam o cargo ao Governo de São Paulo:
Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)
Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)
Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni Pinto (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)
Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)
Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)
Trinta minutos no rádio, trinta segundos na televisão. O candidato do PSOL ao Governo Paulo Bufalo teve de encarar o difícil desafio de adaptar o mesmo discurso para tempos (e mídias) tão distintos, nesta manhã.
Primeiro, falou na CBN, onde chegou com meia hora de antecedência e sozinho, bem diferente dos candidatos que disputam o cargo pelos partidos mais tradicionais. E hoje ainda era o dia de sorte dele, pois na escala da TV Globo cabia a Bufalo o acompanhamento de duas equipes de reportagem. Isto significa aparecer nos dois telejornais locais e gravar depoimento sobre alguns temas propostos pela emissora.
Nada que mudará sua situação na preferência do eleitor, mas boa chance de “vender o peixe” do PSOL. Tem feito isto principalmente no interior, onde me disse que a cobertura da imprensa tem sido mais assídua no embate estadual. Não se sabe ao certo quanto tempo ainda terá para seguir em frente nesta campanha, pois a candidatura dele – por problemas com o vice Aldo Santos – está ameaça pela justiça eleitoral.
Parecia mais à vontade diante das câmeras do estúdio de internet da CBN do que os da reportagem da Globo. Certamente, o fato de o tempo da entrevista no rádio ser maior e menos rígido tenha colaborado para desenvolver suas ideias sobre educação, saúde, transporte, meio ambiente e gestão pública.
Na TV, o discurso não podia ser nem maior nem menor, 30 segundos exatos, controlado pela equipe. O não cumprimento do tempo o levou a gravar exaustivamente a mesma fala.
Demonstra timidez fora do ar, por isso surpreende quando sobe a voz para disparar críticas aos governos Estadual e Federal, na entrevista. Sobrou também para alguns adversários de campanha, entre eles Russomano e a ideia de disciplinar as escolas com polícia na porta.
Assim como todos os demais concorrentes ao Governo, porém, não se inscreveu ainda no site do Ficha Limpa. Pelo pouco que arrecadou até aqui e a forma como o dinheiro chega à campanha – “do meu bolso e alguns amigos” – não teria dificuldade. O problema, alega, é a falta de pessoal para organizar as contas. Mas prometeu que vai tentar. Mais uma promessa para nossa lista.
Fim de papo, no rádio e na Tv. E lá se vai o candidato agora acompanhado por mais um assessor.
Perguntômetro
Na caixa de correio, o reflexo da campanha sem estrutura do PSOL: quatro perguntas apenas.
Se cumprir promessa feita ao CBN SP, Celso Russomano do PP será o primeiro candidato ao Governo do Estado a se cadastrar no site do Ficha Limpa, apesar de faltarem cerca de 20 dias para a eleição. Se seguir a tendência dos candidatos ao Senado que estiveram no programa será mais um político a descumprir com a palavra assumida publicamente.
Na série de entrevistas com os candidatos ao Senado por São Paulo, perguntei a 10 deles se assumiam o compromisso de se cadastrar no site do Ficha Limpa. Apenas um se comprometeu e cumpriu: Marcelo Henrique do PSOL.
Sete, apesar de dizerem que iriam tomar a atitude no dia seguinte, até agora estão devendo a promessa: Netinho de Paula (PC do B), Ciro Moura (PTC), Afonso Teixeira (PCO), Dirceu Travesso (PSTU), Serpa (PSB), Mazzeo (PCB) e Redó (PP).
Dois se negaram a se cadastrar no site: Marta Suplicy do PT e Aloysio Nunes do PSDB.
O candidato ao senado Ricardo Young do PV não precisou ser cobrado, pois foi um dos primeiros em todo o Brasil a aderir ao Ficha Limpa.
Nessa quarta-feira, também fiz a pergunta ao candidato ao Governo Paulo Skaf (PSB) que disse não ter condições de fazer prestação de contas semanais, uma das exigências para ter o nome cadastrado no site. Ele também se negou a divulgar o nome dos financiadores de sua campanha antes das eleições.
Até a noite desta quinta-feira, 63 candidatos em todo o Brasil estavam cadastrados no Ficha Limpa dos quais sete concorrem ao Senado, três a governos estaduais e um à presidência. Confira a lista completa clicando aqui.
Um beijo gay e uma ficha suja deram destaque inesperado ao nome do candidato do PSOL ao Governo de São Paulo, Paulo Bufalo. O caso do beijo, que apareceu na propaganda eleitoral para mostrar que as pessoas tem opção, incomodou reacionários; o da Ficha, ainda incomoda o próprio partido que corre o risco de ficar fora da disputa antes mesmo da eleição.
Bufalo é o entrevistado desta sexta-feira, na série promovida pela rádio CBN. Ele ainda concorre ao cargo de Governador porque o PSOL recorreu da decisão do TRE que indeferiu o nome do candidato a vice Aldo Santos, condenado por ter usado carro oficial indevidamente quando era vereador em São Bernardo. Como aos olhos da justiça eleitoral a candidatura é indivisível, se a decisão for confirmada Bufalo também perde o direito de disputar o cargo.
A entrevista terá transmissão simultânea no rádio e na internet (com imagens), das 10 e meia às 11 horas da manhã. Ouvintes-internautas participam com perguntas que podem ser enviadas para milton@cbn.com.br, as quais serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que ele possa respondê-las diretamente
Os temas discutidos na entrevista com os candidatos foram sugeridos pelo público, nas duas últimas semanas. O CBN São Paulo conversou também com especialistas nas áreas de transporte, educação, saúde, segurança, meio-ambiente e gestão pública.
A ordem dos entrevistados foi decidida em sorteio com a presença dos representantes das nove coligações que disputam o cargo ao Governo de São Paulo:
Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates (PSTU)
Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)
Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni Pinto (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)
Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)
Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)