Charge do @jornaldacbn: “vista a roupa meu bem”

 

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Em meio a tensão do debate da Reforma Trabalhista, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se envolveu em discussão com o deputado Assis Melo (PCdoB-RS) por causa da roupa vestida pelo parlamentar.

 

Melo entrou no plenário da Câmara como se fosse um metalúrgico, com uma roupa branca, avental, luvas e máscara de proteção. Teve o pedido da palavra negado por Maia sob a justificativa que no parlamento só se fala com terno e gravata.

 

O deputado trocou de roupa, falou, reclamou e a discussão dele com Mais inspirou a equipe do Jornal da CBN:

 

Conte Sua História de SP: De gravata no cinema

 

A gravata era peça obrigatória para quem pretendia ir ao cinema de São Paulo, nos anos de 1940, e o comerciante José Leite da Silva, mesmo quando não tinha uma disponível, encontrava um jeitinho de se vestir a rigor. Pernambucano, nascido em 1922, ele falou sobre esta curiosidade paulistana ao Museu da Pessoa em depoimento que foi ao ar no Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 458 anos da cidade.

 

Ouça o depoimento de José Leite da Costa, sonorizado por Cláudio Antônio

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, a partir das 10 e meia da manhã, no CBN São Paulo. Para participar deste quadro, você pode enviar um texto para milton@cbn.com.br ou marcar uma entrevista, em aúdio e vídeo, no site do Museu da Pessoa.

Muito além do paletó e gravata

 

Por Dora Estevam

A questão não é só o nó da gravata.

Têm homens que amam gravatas, de todas as cores e padrões. Quando viajam compram centenas delas de várias marcas ou sem-marca, o importante é gostar e achar que aquela vai fazer a diferença.
 
Bom, com verão ou sem verão quem usa gravata obrigatoriamente e não pode evitá-las, acaba sempre encontrando um jeitinho de produzir o visual de maneira que a gravata não pese e, sim, que ela fique charmosa e irresistível aos olhares femininos.
 
Separei alguns modelos para vocês se inspirarem:

  
 
Mas também tem a turma dos sem-gravata. Eles não suportam as compridinhas, quando tem um casamento que pede o uso delas ficam numa frescura só, usam, mas logo fazem aquele charme de tirar na festa. Enfim, tem gosto pra tudo e para todos.
 
Como toda produção, sem gravata também é possível ficar charmoso e elegante com muita classe. Até que passa um ar de conquistador e despojado. Também separei alguns modelos para você ter ideia do que estão usando pelo mundo.

Ah, não pense que são modelos para revistas, são pessoas clicadas na rua. São os fotógrafos de streetstyle que adoram saber o que as pessoas normais usam no dia-a-dia.


  
Ah tá ! Ai você me diz, mas eu não gosto de gravata muito menos de paletó. O seu estilo é muito mais esportivo e descontraído. Sem problema. Também vale e muito, ainda mais no Brasil onde temos clima favorável para exibir corpos saudáveis e roupas coloridas.
 
Inspire-se:


 
Então, gostaram? Use a química do seu bom gosto com bom senso e a sua simpatia e arrase nestas festas.
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

Com que terno eu vou ?

 

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Dora Estevam

Para as marcas nacionais, a moda masculina da próxima estação já está garantida. Das mais tradicionais que trabalham com terno (paletó, colete e calça) às casuais com suas coleções no estilo alfaiataria moderna – aquela que você pode misturar paletó com outras roupas. Tem moda para todos os gostos. Paletós com dois ou três botões, calças largas ou ajustadas ao corpo.

O editor de moda da Playboy Fernando de Barros diz que “um guarda-roupa inteligente deve sempre conservar o terno”. No livro O Homem Casual (Mandarim, 1998), ele já explicava que as variações de cores das camisas e os diferentes tipos de gravatas criativas, o tornariam menos formal. Casual ou não, o terno é necessário no guarda-roupa masculino.

As produções são as mais diversas: um jovem pode fazer o look blazer+camisa+jeans. Outro, usar paletó+malha+camisa+calça (de veludo, por exemplo). O blazer com jeans é uma sobreposição versátil e bem equilibrada entre os informais. Executivos que precisam de ternos para os grandes negócios – tipo multinacionais, mercado financeiro -, têm de combinar camisas claras com gravatas listradas. Belíssimos ternos com sapatos sociais, ficam perfeitos.

Cada vez mais as pessoas reparam na maneira como as outras se vestem, o que não dá é para julgá-las pelas roupas. Bill Gates não costuma usar ternos para trabalhar, cantores de rappers ficaram bilionários com camisetas, bermudas e correntões brilhantes. Para enriquecer não precisa de terno. Depende do seu talento. A roupa traduz e molda o seu estilo. Enquanto a moda vai lhe dizer para qual caminho seguir em termos de criatividade.

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O mesmo cantor de rapper quando se tornou bilionário começou a gastar milhões em ternos luxuosíssimos e abandonou a velha roupa. O ator britânico Robert Pattinson (foto acima), astro da série de filmes de vampiros Crepúsculo, foi eleito o homem mais bem vestido do ano pela edição britânica da revista masculina GQ. E ele só tem 23 anos.

O homem que está habituado a usar paletó e gravata para trabalhar dificilmente usaria outra roupa menos formal. Em 2005, o Japão foi invadido por uma onda de informalidade decretada pelo governo. Os funcionários de escritórios teriam que deixar seus paletós e gravatas em casa, com objetivo de diminuir o consumo de energia e a emissão dos gases que provocam o efeito estufa. Pois com o calor insuportável no País, aumentava ainda mais o número de aparelhos de ar-condicionado ligados. Houve enorme resistência e muitos diziam que não se sentiam confortáveis sem a formalidade dos ternos. Aí o governo lançou a campanha “Cool biz”, impondo aos ministros e parlamentares a mudança de hábito. Esta não havia sido a primeira campanha japonesa, no passado houve um precedente desencorajador para a iniciativa. Em 1994, o então primeiro-ministro Tsutomu Hata criou a roupa batizada de “terno para economizar energia”, que consistia em um paletó com as mangas cortadas na altura do cotovelo. Poucas pessoas seguiram o exemplo (ainda bem), e o governo de Hata durou apenas 64 dias.

Executivos japoneses no verão

Os senadores brasileiros são mais conservadores ainda. Em 2008, a proposta do senador Gerson Camata (PMDB) de acabar com a obrigatoriedade do paletó e gravata nas dependências do Congresso Nacional foi rejeitada. “Eu estou inscrito no grupo dos que acham que não chegou a hora de abrir mão do paletó e da gravata”, disse o então presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), na ocasião.

E você já decidiu com que terno vai em 2010?

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre estilo e moda aos sábados no Blog do Mílton Jung