Jornalistas aderem a serviço chamado de idiota por Jabor

 

Arnaldo Jabor está com raiva da internet pelos textos apócrifos que o transformam em machista, gay, corno, idiota e facista – palavras dele. Tanto ódio que descreveu o Twitter, que está nas mãos de mais de 44,5 milhões de pessoas pelo mundo, como “a revolução dos idiotas on line”, no Estadão de domingo. Ainda bem que nem todos analisam o microblogging de maneira figadal.

Pesquisa on line com mais de 900 jornalistas brasileiros, realizada pela S2 Comunicação Integrada, mostra que quase metade deles usa o Twitter, seja para assuntos pessoais, seja profissionais. Apenas o “velho” Orkut, de 2004, tem maior participacão de jornalistas entre as redes sociais com a presença de 83,46% dos entrevistados.

Como o Twitter é das redes a mais recente, comecou em 2007, a pesquisa evidencia forte adesão por parte da mídia ao microblogging. Com 48,77% da preferência dos jornalistas, superou o Facebook (33,11%), My Space (20,09%), Flickr (18,94%) e Linkedin (15,81%).

A pesquisa constatou que quase 80% dos jornalistas de todo o Brasil estão em redes sociais, havendo maior predominância entre os de São Paulo (83,25%) e menor entre os da região Sul (72,01%). Leve em consideração que a participacão no levantamento foi espontânea e on line, portanto a tendência é que mais profissionais com habilidade na internet tenham aceitado responder as questões.

É curioso notar que boa parte do acesso às redes sociais ocorre de casa, conforme resposta de 75% dos jornalistas paulistas e da região Sul. Fico imaginando que isto ainda se deva a falta de permissão para o uso desses serviços no local de trabalho, o que se consagra um enorme erro na estratégia corporativa, pois as redes sociais são rica fonte de informação.

Jornalista que ainda não enxergou isto é um idiota.

Obs 1:Veja aqui outros resultados da pesquisa sobre uso das redes sociais, realizada pela S2

Obs 2: Antes de criticar o Jabor entenda o pensamento dele lendo o artigo completo

A campanha eleitoral de 2010

 

A um ano da eleição, o Blog do Mílton Jung passará a publicar, semanalmente, artigos do advogado especialista em direito eleitoral Antônio Augusto Mayer dos Santos que lançou, recentemente, o livro ‘Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). A ideia é que o ouvinte-internauta possa discutir, opinar e se informar sobre as regras que movem a política brasileira e a campanha de 2010 quando teremos de escolher representantes para os cargos de presidente da República, senador, governador, deputado federal e estadual.

Antônio Augusto que passará a fazer parte da nossa equipe de voluntários esteve conosco no CBN São Paulo há duas semanas quando explicou o processo de cassação de vereadores da capital paulista – você pode acessar a entrevista neste link. Os artigos dele serão postados toda segunda-feira. Acompanhe o primeiro:


O Congresso Nacional promoveu, recentemente, algumas alterações nas regras das campanhas eleitorais. Relativamente às questões da internet, foi o avanço tecnológico que determinou a inserção eleitoral nos ambientes da rede (blogs, Orkut, Twitter, etc), em toda a sua disponibilidade: debates, discussões, chats. Isto era inexorável: o fenômeno é irreversível, há um evidente esgotamento dos mecanismos tradicionais de convencimento (santinhos, folders, etc), a internet é mais barata, integrativa e depende, exclusivamente, do usuário para o acesso ao seu conteúdo.

Por outra, no mesmo período, a Câmara dos Deputados frustrou a sociedade rejeitando a proposta do Senado que exigia idoneidade e reputação ilibada dos candidatos. Alegou subjetivismo e ofensa ao princípio constitucional da inocência. Equívoco. Vida pregressa e bons antecedentes não se confundem com o esgotamento de recursos judiciais (trânsito em julgado) e presunção de inocência. O estabelecimento de um critério de valoração dos antecedentes judiciais dos candidatos oxigenaria a política e a vida partidária, ambas esgotadas. Existe um componente lógico nesta exigência porque a mesma se relaciona com o perfil de que pretende representar cidadãos.

A introdução de restrições para candidaturas moralmente reprováveis e juridicamente cambaleantes permanece inadiável, sob pena de um expressivo contingente de cidadãos abandonar a vida pública por não tolerar a convivência com desajustados e criminosos.

Doações eleitorais através de cartões de crédito pela rede mundial de computadores, a par da comodidade e praticidade, viabilizam micro ou pequenas adesões individuais por simpatizantes que tenham interesse em colaborar financeiramente com o seu candidato. Isto aconteceu na eleição norte-americana que consagrou Barack Obama.

Aqui, a façanha não se repetirá exatamente da mesma forma, sobretudo porque o eleitorado brasileiro, em sua maioria, ante tantos escândalos e mazelas, despreza a política. Todavia, é razoável cogitar que o procedimento possa ampliar e diversificar a participação de eleitores, inclusive por ser uma novidade. Por outra, ao menos num exame preliminar, pelo fato de condicionar a identificação do doador aos números de CPF e do cartão à conta de campanha, a modalidade impõe rigores e controles idênticos às demais vigentes (cheques cruzados e nominais, transferências eletrônicas de depósitos ou estes em espécie).

Por fim, ainda que se possa questionar a qualidade e mesmo utilidade de grande parte do conteúdo que consta na rede, a pertinência das alterações se justifica em razão do pleito de 2008, que registrou divergências na Justiça Eleitoral quanto às interpretações.

As alterações introduzidas permitem que sites, noticiosos e de informação, blogs e redes tenham liberdade de expressar opiniões durante a campanha. Não se trata de um texto exuberante mas ao menos agora se tem certeza quanto à possibilidade do uso da rede, o que antes não havia. Já é um avanço.

MediaOn: Internet, jornalismo e negócio

 

Foi Pedro Doria, quem sempre gostei de ler e está no meu Bloglines, que resumiu a conversa que tivemos nesta manhã no primeiro painel de debates do dia no MediaOn: “a internet foi feita para o jornalismo, ainda que não profissional”. A discussão foi batizada pelos organizadores “Revolução Digital – o planejamento dos grandes grupos de mídia num universo de mudanças”. E foram desafiados a falar sobre o tema, além do editor-chefe de conteúdos digitais do Estadão, Fabiana Zanni, diretor de mídias digitais da Abril, e Antonio Guerreiro, diretor de conteúdo do R7.com.

As propostas desses encontros costumam ser pretensiosas para o tempo oferecido, mas da conversa foi possível tirar a temperatura do trabalho realizado em algumas das grandes organizações de comunicação do País. Do Estadão que “está no azul”; da Abril que “cresce em visitas 73%, enquanto o mercado aumenta 20%”; do R7.com que “montou um portal em cinco meses e tem, hoje, 160 funcionários”. Aspas para afirmações de cada um de seus representantes.

Fabiana, concisa em sua apresentação inicial, falou o suficiente para mostrar como a Abril aplica o conceito de 360o. em seu negócio. Títulos de revistas que sempre fizeram sucesso na banca, (Capricho foi o exemplo) ganham importância nas redes sociais, na construção de sites e blogs específicos. Para o negócio se manter “acreditamos na publicidade, mas também em e-commerce, transação de produtos e abertura de outros negócios”.

Guerreiro deu ênfase na ideia de que o R7.com é independente da Record. Busca no Twitter mostra que não convenceu a audiência com este discurso. Por falar no micro-blogging prometeu que o mais novo portal da rede vai trabalhar o Twitter de uma maneira diferente. De tudo, gostei quando explicou da linguagem usada nos textos da internet: “No R7 nós contamos, não redigimos. Compramos, não adquirimos”. Bom se no rádio se investe nesta ideia sem ser popularesco.

De volta ao Pedro Dória, o cara do Link, lembrou que o jornalismo foi criado para servir comunidades e alimentá-las de informação. Por isso, acredita que a notícia bem apurada é que dará sustentação para o negócio da internet. Estou com ele, mas ainda assim tenho dúvidas de que isto será suficiente para viabilizar as empresas no ambiente de internet.

Fui chamado de “antigo” por um tuiteiro devido a insistência em saber como estas organizações vão arrumar dinheiro para manter os jornalistas empregados e produzindo conteúdo. Sabe-se, por exemplo, que os grandes portais ainda são subsidiados. Por quanto tempo isto será possível ? Ou necessário ? Parece que ainda há gente que acredita que a internet – livre, geral e irrestrita – vai viver de luz.

Doria, Fabiana e Guerreiro não pensam assim. Pelo bem do jornalismo.

Rádio na Era do Blog: Aos jornalistas arrogantes

 

“Os jornalistas terão de perder a sua arrogância e agir com seres humanos. A transição vai ser muito difícil para a maioria. Ainda temos muito a escrever, principalmente para investigar casos de corrupção. A internet treinou as pessoas para que elas recebessem as informações de uma forma social. Os repórteres tem de parar de encarar o seu público como um estorvo. Os jornalistas encaram os e-mails de um leitor como algo chato, principalmente quando endereçados ao editor. É hora de a voz institucional desaparecer. Os jornalistas online tem de encarar o leitor em primeira pessoa e dizer: ‘isto nós sabemos e isto nós não sabemos'”.

Joshua Benton, jornalista e diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, em palestra no MediaOn

Velocidade da internet: Abuso ao consumidor

 

Imagine você assinar um contrato em uma escola de inglês para fazer 20 aulas por mês, mas esta se reserva o direito de dar apenas duas aulas. Certamente você iria reclamar, pedir o dinheiro de volta e cancelar o contrato com a empresa. Esta relação absurda e desrespeitosa com o consumidor ocorre sempre que você assina contrato com operadoras de banda larga. Está lá no texto assinado e não-lido por você que a empresa pode oferecer apenas 10% da velocidade contratada. Ou seja, se você compra o serviço que oferece 2 MB corre o risco de receber apenas 256 kbps e não pode se quer reclamar. Ou pode, mas ainda terá de esperar por algum tempo para que a Anatel – empresa que deveria regular o mercado e evitar abusos como esse – mude as regras na compra de serviços de internet, segundo a representante do Procon de São Paulo Selma do Amaral.

Na entrevista ao CBN SP, ela criticou a atuação da agência e disse que as regras criadas para regular o mercado são distorcidas e imperfeitas. Selma comentou, ainda, que contratos assinados com esta cláusula que permite a empresa entregar uma pequena parcela daquilo que foi comprado é um abuso ao direito do consumidor

Ouça a entrevista de Selma do Amaral, do Procon-SP (22.10)

Site da Câmara informa pouco e mal

 

Se você já tentou encontrar alguma informação útil no site da Câmara Municipal de São Paulo vai concordar comigo. Raramente você acha o que realmente quer. O Movimento Nossa São Paulo, por exemplo, tentou se informar sobre a agenda de trabalho na quinta-feira passada. Soube que haveria duas audiências extraordinárias, mas os assuntos não haviam sido publicados. Pior foi constatar que se decidisse assistir aos debates na Câmara, o cidadão descobriria que ambas tinham sido canceladas.

De acordo com Gilberto de Palma, do Instituto Ágora e do Grupo de Trabalho de acompanhamento da Câmara no MNSP, nem mesmo o texto completo dos projetos de lei apresentados pelo prefeito e pelos vereadores está lá. Em entrevista ao CBN SP, ele destacou que nem sempre o que é público é transparente:

Ouça a entrevista de Gilberto de Palma ao CBN SP

Nós sequer conversamos sobre o fato de que muitos vereadores não respondem aos e-mails que são enviados pelos cidadãos através do endereço informado no site da Câmara Municipal de São Paulo. Voltaremos a este tema, em breve, com o resultado de pesquisa que o CBN São Paulo está fazendo.

Leia mais sobre a falta de transparência no site da Câmara Municipal no site do Movimento Nossa São Paulo.

Agora o outro lado

O site da Câmara Municipal de São Paulo corrigiu o texto, após o alerta feito no CBN SP e no Blog do Mílton Jung, informando que a medida foi suspensa temporariamente para quatro dos 13 vereadores condenados em 1ª estância.

Rádio na Era do Blog: A cultura wiki

<p>&nbsp;</p>Um dia qualquer do programa CBN São Paulo. Um e-mail de fonte amiga informa interrupção do tráfego em uma rua da Vila Olímpia, zona oeste da capital paulista. Levo a notícia ao ar e sete minutos depois mensagem de outro ouvinte comenta que o problema é o vazamento em tubulação de gás. Pouco mais de 15 minutos após a primeira nota, chega uma foto na qual aparece o caminhão de bombeiros e as equipes de manutenção. Ao mesmo tempo a repórter do trânsito anuncia as alternativas para os motoristas não ficarem presos em congestionamento. Mal havia passado das 10 e meia da manhã e tinham chegado mais mensagens de ouvintes-internautas com links de reportagens anteriores que mostravam a série de problemas que os moradores e trabalhadores daquela região vinham sofrendo com as intermináveis obras públicas. O programa não havia se encerrado e todo o material além de ter sido levado ao ar estava postado aqui no Blog.

A seqüência que relato é verdadeira, ocorreu em novembro do ano passado, e se repete com muita frequência durante o CBN São Paulo, programa que tem como objetivo mobilizar o cidadão a discutir temas relacionados a cidade, denunciar irregularidades e apresentar soluções. A colaboração na construção do fato me faz lembrar a cultura Wiki que se desenvolve na internet com resultados impressionantes. Haja vista, seu o maior ícone: a Wikipedia, enciclopédia digital com milhares de verbetes criados pela comunidade.

A possibilidade de se explorar no rádio esta característica típica do mundo colaborativo que se desenvolve na internet é um dos tema que pretendo discutir com quem participar da palestra “Rádio na Era do Blog”, hoje, às 13h30, na Futerecom, no Transamérica Expocenter, zona sul de São Paulo. A palestra será transmitida também pela internet. Espero você lá, no estande da CBN ou diante do computador.

Rádio na Era do Blog: Conversa ao pé do computador

 

O radinho de pilha ainda está sobre o balcão, mas no escritório foi abduzido pelo computador. O ouvinte-internauta navega nas novas mídias, mas ainda ouve no rádio o mesmo que ‘antigamente’ e nas mesmas emissoras que no passado (entenda por antigo e passado qualquer coisa que tenha acontecido mais de um ano atrás). São algumas das informações que podemos encontrar na pesquisa realizada pelo Grupo de Profissionais do Rádio, com a participação de 2.580 pessoas convidadas a entrar na internet e a responder ao questionário, em setembro.

Dos que responderam, 79% disseram que ouvem rádio em casa, 64% no carro e 46% no trabalho. Antes que você me cobre, a somatória ultrapassa os 100% porque as pessoas ouvem rádio de diferentes maneiras, dependendo a necessidade e a possibilidade. E a pesquisa permitia em algumas questões múltiplas respostas.

Para constatar a mudança de hábito na mesa de trabalho, onde provavelmente está o seu computador, tomei como base a questão “você costuma ouvir rádio através de …”. Apesar do aparelho de rádio ter sido citado por 74%, ouvir rádio na internet pelo computador alcançou a marca de 63%, superando, inclusive, o rádio do carro, 61%. Destaco ainda aqueles acostumados a sintonizar o rádio no celular (37%) ou no Ipod (21%).

É curioso ver que apesar da enorme quantidade de ouvintes-internautas, a maioria ainda busca as emissoras que estava acostumada no off-line. Somando as respostas, 88% ouvem na internet, emissoras que estão no AM e/ou FM. E o que ouvem ou buscam nos canais de rádio na internet ? O mesmo que ouviam no aparelho de rádio: a programação que está no ar, disseram 83% dos entrevistados, com destaque para o binômio música (66%) e notícia (60%)

Isto não quer dizer que o novo ouvinte não dá valor para os demais serviços oferecidos pelas emissoras que estão rede. Cresce o interesse a medida que ele passa a navegar no site da rádio. Mais da metade (51%), por exemplo, vai atrás dos blogs dos comentaristas/locutores (de minha parte, obrigado); e parte do público (28%) ouve podcast.

Por enquanto, a maioria dos ouvintes-internautas apenas trocou a forma de propagação do som, das ondas criadas pelo alemão Heinrich Rudolf Hertz pelas do britânico Tim Berners Lee. Não se engane, porém: estamos trabalhando com uma audiência de ‘migrantes digitais’ que aprende como boa parte de nós a navegar neste novo mundo, mas a audiência que dará vida ao rádio está nos ‘nativos digitais’ que nasceram na década de 80 e aprendem que tem o poder de controlar o consumo de mídia, ouvindo o que querem, na hora que podem ou quando precisam.

Painel do Corinthians 100 anos fere Cidade Limpa

 

Reprodução do site do Corinthians

Reprodução do site do Corinthians

As comemorações dos 100 anos do Corinthians começaram com uma pisada na bola da presidência do clube. Pelo menos um dos dois painéis eletrônicos montados no Parque São Jorge que farão a contagem regressiva para o centenário fere a lei Cidade Limpa. É o que foi montado na fachada do lado da Marginal Tietê. Alertado agora à noite pelo CBN Esporte Clube, do Juca Kfouri, a diretoria ligou para a redação da rádio e anunciou que vai retirar parte do painel, deixando apenas o cronômetro que estaria dentro dos limites impostos pela legislação municipal.

Há dúvidas sobre o painel eletrônico que está na entrada social da sede, pois apesar de estar há quatro metros de distância da calçada e em área interna, pode ser visto do lado de fora. Merecia um olhar da fiscalização da subprefeitura da região, assim como a do Butantã fez com o São Paulo, que havia instalado um totem no portão 16 do estádio do Morumbi, conforme denunciado aqui no Blog.

Curiosidade é que a festa contou com a presença destacada do vereador Antonio Goulart (PMDB), que integra comissão das comemorações do centenário do clube, que esteve ao lado do presidente Andres Sanchez no momento em que o painel foi inagurado. A princípio, espera-se que o vereador zele pela lei que aprovou. Talvez embebecido pela alegria dos festejos não tenha se atentado para a ilegalidade.

Aproveitando o assunto, reproduzo duas informações que publiquei no Twitter, nesta tarde. Primeiro, o Corinthians se antecipou a Lei Azeredo, que está em discussão no Congresso Nacional, e só entra no site do clube quem se cadastrar. Segundo, o serviço que deveria ser de divulgação da imagem do clube, não permite que se reproduza as fotos publicadas no site. Clique lá e você verá o recado: “Proibido a reprodução”. E quem leva a fama é a Portuguesa.

Como será a internet na rede elétrica

 

Preços mais baixos e facilidade de acesso; fiação ruim e interferência de sinal. Aqui estão os prós e contras da internet pela rede elétrica, autorizada nesta semana pelas duas agências reguladoras envolvidas no setor, a Aneel (energia elétrica) e a Anatel (telecomunicações). Comprado o serviço de uma operadora autorizada – que não será a própria companhia de energia elétrica, apesar desta ter o direito de explorar o serviço através de subsidiárias -, bastará ligar o modem na tomada elétrica de casa e o sinal chegará ao seu computador.

A velocidade da transmissão ainda é uma dúvida para quem pretende contratar o serviço. Mas isto também ocorre com o sinal da internet emitido por cabos como conhecemos atualmente. No Brasil, onde o controle é menor, quem paga por banda larga de 4 mbps recebe no máximo 2 mbps. Sobre esse assunto, aliás, lembro de entrevista com a advogada Estela Guerrini, do Idec, nesta semana, no Jornal da CBN, na qual ela recomendava os clientes do Speedy – serviço que voltou a ser vendido – a registrarem queixa caso não estivessem recebendo a velocidade contratada. Pois podem começar, pois ninguém, nem eu nem você, recebemos. E não precisamos ser clientes do Speedy para sermos vítimas desta irregularidade.

Não sou especialista no assunto, mas você pode medir a velocidade da sua conexão usando alguns serviços online como o SpeedTest.

De volta ao assunto original deste post, a internet por rede elétrica. Conversei com Maurício de Britto Longo, especialista e autor de livros sobre tecnologia de informação, que explicou como funcionará a “internet elétrica” que só deverá estar a nossa disposição no ano que vem:

Ouça a entrevista de Mauricio de Britto Longo sobre a internet na rede elétrica

Segunda-feira que vem, Ethevaldo Siqueira do Mundo Digital conversa com a gente sobre o assunto no Jornal da CBN.