Grêmio 2 x 2 Cruzeiro
Libertadores – Olímpico Monumental
Ridgefield é uma pequena e rica cidade do estado americano de Connecticut. Futebol aqui é coisa de mulher. Das outras vezes em que vim para cá descansar vi muitas meninas batendo um bolão. Exceção feita aos brasileiros que vivem na cidade mais próxima, Danbury, poucas são as referências ao futebol do Brasil. Não chega a ser assunto em mesa de bar nem mesmo na primeira página do jornal do dia seguinte. O lugar ideal para escrever esta coluna, talvez.
Em volta da casa em que estou, há um interminável bosque e o barulho lá fora é da chuva que marca o início do verão no nordeste americano. Assisti ao jogo na tela de meu computador o que provoca uma situação curiosa. Apesar de começar uma hora antes – devido ao fuso horário – acontece para mim quase um minuto depois – é a demora provocada pela transmissão digital. Não muda nada no que vai acontecer em campo, mas nos tira a pretensão de que somos capaz de influenciar o destino da partida com nossa torcida.
Torcida ? Como senti falta de estar ao lado dela nesta noite de quinta-feira. Assim como estive há dois anos, na final da Libertadores. A imagem daqueles alucinados na arquibancada era inebriante. Vê-los cantando e pulando, e cantando e acreditando mesmo quando o maior dos crentes não teria mais motivo para tal é contagiante.
Em um momento qualquer daquela partida, mesmo com todas as desvantagens a nos incomodar, ela não nos dava motivo para esmorecer. Havia dois gols contra nós; havia atacantes nossos a perder gols – e como os perderam em toda esta temporada -; houve carência de talento em alguns setores – e digo isso porque nossa paixão não nos cega -; tivemos até mesmo o prejuízo provocado pela expulsão de um dos nossos; mas, nada, absolutamente nada, mudou a obsessão daqueles torcedores.
E somente aqueles que acreditam na Imortalidade são capazes de fazer o que a torcida gremista fez no estádio Olímpico. Aos que nunca entenderão o significado deste sentimento, uma só explicação: “Não somos Imortais porque nunca perdemos, o somos porque jamais desistimos”.
Começa a caminhada de volta para a Libertadores !
Aos adversários
Que o Cruzeiro esteja a altura do futebol brasileiro na final da Libertadores, afinal é o nosso Capitão América que está no seu comando. Sorte, Adílson !







