Grêmio 2 x 0 León de Huánuco
Libertadores – Olímpico Monumental
Havia uma muralha no meio do caminho a impedir que o futebol fosse jogado. Não bastassem os 11 adversários enfiados dentro de sua defesa, o juiz ainda colaborava ou com o apito ou com os próprios pés, como no desarme que fez após drible de Carlos Alberto.
Tocava-se bola, virava-se o jogo, tentava-se dar velocidade a jogada, e nada funcionava para furar o bloqueio. Mas se por terra não havia caminho para o gol, tínhamos que desbravar o território inimigo pelo ar. Foi aí que a força áerea funcionou. E começou na cabeça de André Lima, que se intitulou Guerreiro Imortal, para terminar na boa cobrança de pênalti de Borges que se contenta com o título de Goleador.
A dupla de ataque gremista não derruba apenas as defesas adversárias, acaba com o lugar-comum dos comentaristas que insistem em dizer que os dois não podem jogar lado a lado. Foram autores de 11 gols nesta temporada. Imagine se pudessem.
Aliás, o Grêmio tende a driblar o óbvio.
Time “acusado” de só ter jogada pelo alto, faz gol de cabeça quando na origem o que contou foi o bom toque de bola rente a grama – como na falta que deu início a história do 1 a 0.
E faz gol com os pés quando na origem o que contou mesmo foi a bola lançada dentro da área que proporcionou o pênalti, no 2 a 0.
Já somos líderes de nossa chave, não bastasse termos sido o único brasileiro a vencer nesta rodada da Libertadores. E nossa torcida deu mais um show na arquibancada do Olímpico Monumental. Mas tudo isto me parece óbvio.







