Concorra a um exemplar do livro #ComunicarParaLiderar

 

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Leny Kyrillos e eu lançamos recentemente o livro Comunicar para liderar, pela editora Contexto, no qual mostramos que a comunicação é essencial para quem pretende liderar uma empresa, um grupo de pessoas ou a sua própria carreira. Você pode conhecer mais sobre nosso trabalho, aqui.

 

Imaginamos que você também deve ter tido experiências interessantes nas quais a comunicação lhe ajudou. Aproveite esta história e conte para nós em vídeo de até 30 segundos, gravado e publicado no Twitter, com a hashtag #comunicarparaliderar. Todos os vídeos ganharão um RT da minha conta @miltonjung e a melhor história receberá, em casa, de graça, um exemplar do nosso livro.

A escritora de romances policiais que enganou leitores machistas

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Gosto muito de romances policiais. Maria Helena,minha mulher,que também lê muito,prefere os de Nora Robert,mas não desdenha,é claro, dos escritos por outros autores. Ultimamente temos devorado tantos livros que a nossa biblioteca particular tomou conta de todos os armários aqui de casa e está ficando difícil arrumar lugar para as compras mais recentes. Não é fácil,igualmente,evitar que compremos livros já lidos. A nossa livraria predileta providencia,porém, em trocá-los.

 

Escrevi, na primeira frase do meu texto, que gosto muito de romances policiais.Não me furto,entretanto,de ler– e Malena me acompanha – livros de outros tipos. A propósito,pensei que houvesse lido todos os grossos volumes produzidos por aquele que considero o Mestre desse gênero: Stephen King. Ledo engano ou,se preferir,alegre engano. Por quê? Porque imaginei que a verve de King houvesse se esgotado. Não foi e,pelo jeito,está longe de ocorrer. Já encontrei à venda,embora ainda não tenha comprado,O Iluminado (continuação), mais vendido nos Estados Unidos, e “Joyland”,que é um romance policial,uma história sobre crescimento e amadurecimento e acerca daqueles que não têm a oportunidade de alcançar nenhum dos dois,porque a morte chega antes do tempo.

 

É bom saber que o Mestre do Terror está vivo e produzindo novos livros. Muitos deles viraram filmes,mas pouco superaram as suas obras. King é mais para ler e imaginar o que se lê nos seus romances. Que Deus lhe conceda vida longa.

 

Vida longa teve a Dama do romance policial, escritora P.D.James,que morreu com 94 anos.Ela nasceu em Oxford. Escreveu 19 romances (socorro-me do obituário dela publicado por Zero Hora). Dos 19, 14 tiveram como protagonista o detetive Adam Dalgliesh.Três de seus livros foram de não ficção. O ensaio Segredo do Romance Policial (que para ela não chegou a ser um segredo).Death Comes to Pemberley,escrito em 2011,transformou-se em série da BBC. Em sua longa carreira James conquistou vários prêmios destinados a romances policiais,entre eles,Crime Writer’s Association’s Diamond Dragger,em 87,e o Grand Master Award from Mistery Writers of America,em 1999. Um livro de P.D.Jame que me lembro de ter lido foi O Enigma de Sally.Vou fazer uma confissão,mesmo que me envergonhe de a relatar:comecei muito cedo a tomar conhecimento dos seus livros. Prestei atenção no nome de quem o escreveu e fui traído pelo P.D.James. Imaginei que se tratasse de um escritor inglês. Era mulher,porém,e uma grande escritora. Talvez tenha usado Phillis Dorothy James para que,em uma época que os romances policiais eram dominados por homens,P.D.James lhe tenha soado mais apropriado para atrair babacas machistas. Eu,inclusive.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, publica seus textos no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

A autobiografia cantada do Rei Roberto Carlos

 

O cantor Roberto Carlos, em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, disse que pode aceitar a lei que permite a publicação de biografias não autorizadas, que está em discussão no Congresso Nacional, mas com algumas restrições. Os comentários do Rei inspiraram o encerramento do Jornal da CBN, nesta segunda-feira. Ouça, divirta-se e discuta.

 

Empresa paga 14º salário para quem lê um livro por mês

 

 

Encontrei no blog “Acertos de Contas”, da Giane Guerra, no ClicRBS, este caso interessante de empresa que transforma em salário o prazer da leitura de seus funcionários. A rede de concessionárias Cometa, com sede em Cáceres, no Mato Grosso, paga 14º salário no ano para o colaborador que ler um livro por mês. A ideia é aprimorar o conhecimento e capacitar o profissional, o que resultará em benefício para a qualidade do serviço prestado e aumento de vendas. Muitas vezes a literatura é proposta pelos próprios gestores que priorizam temas que passam pela formação de liderança, gestão, relações interpessoais e publicações sobre a área de atuação do negócio. Para contar pontos e concorrer ao salário extra, o colaborador deve ler os livros da biblioteca da empresa, além de apresentar uma ficha de leitura sobre a obra.

 

“Na área de vendas, é possível perceber a relação entre o nível de leitura e a quantidade de vendas. Já na área administrativa, é perceptível que os funcionários estão mais qualificados, no contato com os clientes”, disse o presidente do grupo Cometa, Cristinei Melo.

Outrar-se

 

Por Julio Tannus

 

Às voltas com questões no meu circulo de amizade e familiares, lembrei-me de Fernando Pessoa.

 

Fernando Pessoa, ao sentir-se variamente outro, ao “outrar-se”, cria amigos que exprimem estados de alma e consciência distintos dos seus e, por vezes, opostos. O “eu” do artista despersonaliza-se, desdobra a própria individualidade, torna-se essência de outros e de si, para melhor exprimir a apreensão da vida, do ser e do mundo.

 A “pequena humanidade” do poeta é como um palco onde desfilam pelo menos quatro personagens diferentes: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e o próprio Fernando Pessoa. 

Como afirma, “não há que buscar em quaisquer deles ideias ou sentimentos meus, pois muitos deles exprimem ideias que não aceito, sentimentos que não tive”.

 Os heterónimos “são como personagens à procura de autor. São personagens de um drama. Cada um é diferente dos outros e fala e procede tal qual é”. São os companheiros psíquicos, como ele considera ao dizer-se “eu e o meu companheiro de psiquismo Álvaro de Campos”.

Alberto Caeiro: Poeta do olhar, procura ver as coisas como elas são, sem lhes atribuir significados ou sentimentos humanos. Considera que “pensar é estar doente dos olhos”, pois as coisas são como são. Ver é conhecer e compreender o mundo, por isso, “pensa vendo e ouvindo”.



 

Álvaro de Campos, que, como Caeiro, recorre aos versos livres, é o homem da cidade, que procura aplicar a lição sensacionista ao mundo da máquina. Mas, ao não conseguir acompanhar a pressa mecanicista e a desordem das sensações, sente uma espécie de desumanização e frustração. Falta a Campos a tranquilidade olímpica de Caeiro.



 

Ricardo Reis, que adquiriu a lição de paganismo espontâneo de Caeiro, cultiva um neoclassicismo neopagão, recorrendo à mitologia greco-latina, e considera a brevidade da vida, pois sabe que o tempo passa e tudo é efémero; Caeiro vê o mundo sem necessidade de explicações, sem princípio nem fim, e confessa que existir é um facto maravilhoso. Caeiro aceita a vida sem pensar; Reis talvez a aceite apesar de pensar. Reis chega a ser o contrário do Mestre, sobretudo ao procurar vivenciar poeticamente um sensacionismo de carácter reflexivo, com a emoção controlada pela razão.

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve no Blog do Mílton Jung, às terças-feiras.

Para onde vão os livros?

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

Mílton Jung, ontem no jornal da CBN iniciou a sua conversa com Viviane e Cony informando que o livro digital passava a ser usado por 23% dos americanos, subindo 7% em relação aos 16% do ano anterior. O livro impresso caía de 72% para 67%. Enquanto Viviane explicitava o uso pessoal de ambos em ocasiões pertinentes, em função do ambiente ou da velocidade a ser executada, Cony também externava a sua crença nas duas hipóteses, mesmo não sendo usuário do digital, e ainda lembrou o abandono aos papiros e pergaminhos quando surgiu a imprensa.

 

A pauta é das mais atuais e relevantes, pois no momento em que assistimos ao sucesso das mudanças nas grandes livrarias, ao atrair o público para o lazer em suas lojas, terão agora que competir com as novidades do mundo digital.

 

Será uma briga entre os grandes. Já está clara a concentração de títulos no ambiente das lojas, quando se nota a repetição de exposição dos livros mais promovidos. Em detrimento de lançamentos menos robustos. Segundo a FOLHA de segunda, as livrarias justificam a locação de espaço de exposição para melhorar as condições de negociação com as editoras. Entretanto, a variedade ficou reduzida e abre espaço para o mundo digital, justamente quando a Amazon e a Livraria Cultura disputam os leitores com os e-books.

 

Interessante notar que a batalha ora iniciada tem objetivos diferentes entre os contendores. A Amazon não ganha no Kindle ou nos livros vendidos para o iPad ou nos tablets Android, mas nos demais produtos de sua extensa linha. A Apple está neste mercado para vender iPad e seu interesse é apresentar uma completa biblioteca que alavanque o seu produto. A Livraria Cultura, com o Kobo, visa provavelmente uma posição preventiva e de atendimento a um novo hábito de leitura.

 

E as editoras? Bem, estão sendo forçadas a baixar preços, enquanto há torcida para que sejam pressionadas em virtude da democratização do meio eletrônico. Ao mesmo tempo, os best sellers deverão ficar com elas, pois seu investimento é alto.

 

Então, para onde vão os livros?

 

Considerando os papiros e pergaminhos do Cony, a menina que lê um livro por dia no iPhone, e mesmo amando os meus 2.000 livros, concordo com William Uricchio do IMT que diz sobre o livro:

Não precisa de luz, não precisa de internet, não fica sem baterias, é reciclável, e o mais importante: o compramos só uma vez.

 

Entretanto, ao imaginar o mundo sem esta geração e dentro da inovação que certamente ocorrerá, fico com o paradigma dos papiros e pergaminhos. O livro deixará de existir. Ao menos com a função atual.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Por que ler e escrever?

 

Por Julio Tannus

 

Seguem algumas citações:

 

O verdadeiro analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê – Mário Quintana
A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede – Carlos Drummond de Andrade
A leitura nutre a inteligência – Sêneca
A pessoa que não lê, mal fala, mal ouve, mal vê – Malba Tahan

 

Guimarães Rosa me disse uma coisa que jamais esquecerei tão feliz me senti na hora: disse que me lia “não para a literatura, mas para a vida” – Clarice Lispector
A leitura de um grande livro é muito mais rica que assistir a um grande filme – Steven Spielberg
Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história – Bill Gates
O importante é motivar a criança para leitura, para a aventura de ler – Ziraldo

 

Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria – Jorge Luis Borges
É preciso fazer compreender a criança que a leitura é o mais movimentado, o mais variado, o mais engraçado dos mundos – Alceu Amoroso Lima
Amar a leitura é trocar horas de fastio por horas de inefável e deliciosa companhia -
John F. Kennedy

 

Creio que uma forma de felicidade é a leitura – Jorge Luis Borges
A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo – Merleau-Ponty
Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossa vida e nos marcam para sempre – Cecília Meireles
A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo – Nelson Mandela

 

Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda – Paulo Freire
Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi – Mário de Andrade
Escrever é gravar reações psíquicas. O escritor funciona qual antena – e disso vem o valor da literatura. Por meio dela, fixam-se aspectos da alma dum povo, ou pelo menos instantes da vida desse povo – Monteiro Lobato
Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as ideias – Pablo Neruda

 

Escrever é estar no extremo de si mesmo – João Cabral de Melo Neto
Escrever é um ócio muito trabalhoso – Goethe
Não se é escritor por ter escolhido dizer certas coisas, mas sim pela forma como as dizemos – Jean-Paul Sartre
A poesia é a música da alma, e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais – Voltaire
Poesia é quando uma emoção encontra seu pensamento e o pensamento encontra palavras – Robert Frost
A Matemática pura é, à sua maneira, a poesia das ideias lógicas – Albert Einstein

 

Contribuição da professora Malu Zoe:

 

“Quando somos adolescentes, gostamos da ideia de sermos os descobridores de pequenos universos. Mas, depois de uma certa idade, preferimos voltar aos lugares que já conhecemos, onde não precisamos nos apresentar. Gosto das velhas companhias e dos velhos livros” – Manguel, escritor argentino

 

“Folheada, a folha de um livro retoma
o lânguido vegetal de folha folha,
e um livro se folheia ou se desfolha
como sob o vento a árvore que o doa;
folheada, a folha de um livro repete
fricativas e labiais de ventos antigos,
e nada finge vento em folha de árvore
melhor do que o vento em folha de livro.
Todavia, a folha, na árvore do livro,
mais do que imita o vento, profere-o:
a palavra nela urge a voz, que é vento,
ou ventania, varrendo o podre a zero.
João Cabral de Melo Neto

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Um aplicativo para ler Machado de Assis de graça

 

 

O Domínio Público, site que oferece livros, música e documentos de graça para baixar, gerou um incrível interesse desde que tratamos do assunto no bate-papo com o Ethevaldo Siqueira, no Mundo Digital, há cerca de um mês, e voltou a mexer com as pessoas nesta semana quando falamos do Projeto Gutenberg (leia post). Fiquei muito satisfeito em saber que motivado pela nossa conversa no Jornal da CBN, a empresa MobiDevel Ltda desenvolveu um aplicativo, que está na Itunes Store, pelo qual é possível baixar toda a obra de Machado de Assis, disponível no site Domínio Público. Nem preciso dizer que para baixar o aplicativo é de graça, também.

Conheça aqui APP Machado de Assis – Obra Completa.

De volta a Paraty… na Flip

 

Por Julio Tannus

 

 

Foi uma festa inesquecível. O mar, a cidade, o folclore, os autores e o público presente. Foram mais de 20 mil pessoas que passaram por Paraty para participar de 135 eventos da Flip, Flipinha, FlipZona e Flip-Casa da Cultura. A programação incluiu blocos, cirandas e bonecos nos cinco dias do evento. Participaram 40 autores de 15 países.

 

Transcrevo aqui texto sobre o encerramento desta festa literária maravilhosa, onde foram sugeridas várias leituras preferidas pelos autores participantes.

 

O encerramento da 10ª. Festa Literária Internacional de Paraty foi uma celebração da poesia, do conto, da crônica e do romance, presentes nos trechos de obras que os autores convidados leram para a plateia. Como disse Liz Calder, a criadora da Flip, ouvir dos escritores alguma coisa daquilo que eles mais apreciam em literatura era a melhor maneira de fechar o último dia antes de mais um ano de espera por nova festa.

 

Amin Maalouf foi o primeiro, e escolheu um trecho do livro de memórias “O mundo que eu vi”, do austríaco Stephen Zweig. O capítulo, intitulado “O mundo da segurança”, fala do estado de bem-estar em que se vivia na Áustria antes do nazismo; e sua escolha, ainda que não explícita, soou como uma homenagem ao Brasil, país que Zweig escolheu para viver seus últimos dias.

 

A escolha de Dany Laferrièrre foi ler o conto “Funes, o Memorioso”, de Jorge Luís Borges, que narra o reencontro com o personagem Irineo Funes, uma das figuras míticas do escritor argentino.

 

Já Dulce Maria Cardoso preferiu o primeiro texto em prosa publicado pelo português Herberto Helder, intitulado “Os passos sem volta”, considerado por alguns críticos como o maior poeta português depois de Fernando Pessoa.

 

Enrique Vila-Matas repetiu o mesmo poema que havia lido seis anos atrás, na Flip. E leu mais uma vez “Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra”, de Fernando Pessoa por seu heterônimo Álvaro de Campos.

 

Depois dele, Zoé Valdez escolheu Lygia Fagundes Telles, e leu o trecho final do conto “O moço do saxofone”, publicado no livro “Antes do baile verde”.

 

Ian McEwan selecionou o denso conto intitulado “Os mortos”, parte de “Os Dublinenses”, de James Joyce, no qual um homem redescobre o amor por sua mulher ao ouvir dela, de passagem, um comentário sobre o jovem que se havia deixado morrer por ela.

 

Javier Cercas preferiu o final de “Dom Quixote”, de Cervantes, capítulo intitulado “Feliz mal entendido”, quando o cavaleiro da triste figura retorna para casa, curado de sua loucura mas agonizante dos sofrimentos de sua aventura. No leito de morte, Quixote manda buscar o tabelião, Sancho Pança e sua sobrinha e herdeira, para ditar seu testamento. Em meio às lamentações do escudeiro, ele encerra sua história: “Já fui louco e sou são”.

 

Para marcar os 50 anos, dois dias e 17 horas que, segundo ele, se completavam naquele momento em relação à morte de William Faulkner, Juan Gabriel Vasquez escolheu aquele que considera “o mais faulkneriano dos escritores latino-americanos”, o uruguaio Juan Carlos Onetti, de quem passou a ler um trecho de “O estaleiro”.

 

Luiz Fernando Veríssimo, o último a apresentar suas preferências literárias, decidiu que somente revelaria o nome do autor no final. Leu, então, a crônica intitulada “Imaginação”, que termina como uma ode à literatura: “Estou só, com minha imaginação e um livro”. Depois, revelou que se tratava de Millôr Fernandes, um dos mais profícuos autores brasileiros de todos os tempos, falecido em março deste ano.

 

Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Publicado excepcionalmente hoje, esscreve às terças-feiras no Blog do Mílton Jung.

A rica biblioteca do Jornal da CBN

 

Cada vez me convenço mais de que se é verdade que o brasileiro tem fama de que lê pouco – e a ideia é ratificada pesquisa após pesquisa -, o ouvinte-internauta do Jornal da CBN não se encaixa nesta estatística. Basta falar de livros no programa e pedir sugestões para que listas enormes sejam formadas. Semana passada, na sexta-feira, entrevistei o escritor Pedro Bandeira sobre o sucesso da Flip, que se encerrou nesse domingo. No bate-papo, ele disse, entre outras coisas, que as novas mídias estão incentivando as pessoas a lerem, sinalizando otimismo em relação ao mercado literário no Brasil. Ouça a entrevista dele aqui. E logo após nossa conversa, convidei os ouvintes-internautas e os comentaristas da CBN a sugerirem livros ou dizerem o que estão lendo neste momento. Resultado, uma biblioteca com dezenas de títulos e autores que reproduzo a seguir.

 

Aqui, o que disseram os comentarista da CBN:

 

A Sagrada Família, Zuenir Ventura (Arthur Xexeo)
Adolph Hitler, John Toland (Carlos Heitor Cony)
Os imperfeccionistas, Tom Rachman (Gilberto Dimenstein)
Iludido pelo acaso, Nassim Nicholas Taleb (Luis Gustavo Medina)
No Jardim das Feras, Erik Larson (José Godoy)
Tudo ou Nada, Luis Eduardo Soares (Dan Stulbach)
A visita cruel do tempo, Jennifer Egan (Dan Stulbach)
O filósofo e a política, Norberto Bobbio (Kennedy Alencar)
Getúlio, Lira Neto (Kennedy Alencar)
Guerra e Paz, Leon Tolstói (Kennedy Alencar)
Memórias de uma guerra suja, Cláudio Guerra (Miriam Leitão)
Lo suficientemente Loco, Una biografia de Marcelo Bielsa (Mário Marra)

 

A seguir, as dicas dos ouvintes-internautas:

 

O remorso de Baltazar Serapião, Valter Hugo Mãe (@gustrod75)

Imagens da Organização, Gareth Morgan (@mvjbonfim)

Ágape, padre Marcelo Rossi (@dmmtoddy)

A Bíblia Sagrada (@ricardovilela22)

Capital erótico, Catherine Hakim (@atargino)

A Economina do Cedro, Carlos Alberto Júlio. (@heitoranderson)

A Marcha para o Oeste, Cláudio e Orlando Villas Bôas (@fernanjones)

Madame Bovary, Gustave Flaubert (@renatortl)

O Poder Dos Quietosm Susab Cain (@renatortl)

A Última Música, Nicholas Sparks (@Solanggi)

Transição Planetária, Divaldo Pereira Franco (@a_lenice)

Os Sete, Andre Vianco (@sandraspf)

A Arte da Prudência, Baltasar Gracián y Morales (@jjihec)

Millenium – A rainha do castelo de ar, Stieg Larsson (@rogeriawerneck)

As Esganadas, Jô Soares. (@FabianoBarbeiro)

Mentes Perigosas, o psicopata mora ao lado, Ana Beatriz Barbosa Silva (@8Rosangela)

Saga brasileira, Miriam Leitão (@marcossmooks e Mario C. Delvas)

Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle (@antsoares)

Quem Matou a Mudança, Ken Blanchard (@andrefelizardo)

Imagens da Organização”, Gareth Morgan (@mvjbonfim)

A Festa do Bode, Mário Vargas Llosa.(@yhuri)

Monstros Invisíveis, Chuck Palahniuk. (@iMarceloMachado)

Paulo Francis, uma coletânea de seus melhores textos (@ferbrak)

A Guerra dos Tronos, George R R Martin! (@A_MANDEL)

O povo brasileiro, Darcy Ribeiro (@fazenghelini)

O Cemitério de Praga, Umberto Eco. (@pbicudo)

Geração superficial, o que a internet está fazendo com nossos cérebros, Nocholas Carr (Walter Bazzo)

A Revolução do Amor, Luc Ferry (Walter Bazzo)

Gaia- Alerta fFnal, James Lovelock (Walter Bazzo)

Sempre a Mesma Neve e Sempre o Mesmo Tio, Herta Müller (Walter Bazzo)

Quarto de Despejo, diário de uma favelada, Carolina Maria de Jesus (Sandra Regina Silva)

Vocês Ainda Não Ouviram Nada. A Barulhenta História do Cinema Mudo, Celso Sabadin (Chi Qo)

A Águia e a Galinha, uma metáfora da condição humana, Leonardo Boff (Thina Bitencourt)

O Marechal da Vitória, Tom Cardoso e Roberto Rockmann (Marcos Schettini Soares)

Alcorão (Tony Anderson)

O Pequeno Prícipe, Antoine de Saint-Exupéry (Beatriz Souza)

Paradise Lost, John Milton (Raymond Rebetez)

Privataria Tucana, Amaury Ribeiro Jr (Fernando de Oliveira e Reinaldo Guimarães)

A elegância do Ouriço, Muriel Barbery (Tereza Cristina Cavalcanti)

Vida Dupla, Pierre Assouline (Tereza Cristina Cavalcanti)

A Essência da Mente,de Steve Andreuss (Silveira)

Kundalini Yoga ou O Livro Amarelo, Samuel  Aun Weor (Silveira)

Manual de Redação da CBN, Mariza Tavares (Rita Bueno)

As Veias Abertas da América Latina, Eduardo Galeano (Rita Bueno)

O Livro dos Espíritos, Alan Kardec (Rita Bueno)

Recursos Educacionais Abertos – Práticas Colaborativas e Políticas P;ublicas

A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón (Heriberto Freire Caseca)

Dom Casmurro, Machado de Assis (Lennilson)

Eu Amo Fusca – a história brasileira do carro mais popular do mundo, Alexandre Gromow 9Alexandre Gormow)

Dewey, Um Gato entre Livros, Vicky Mirin com Bret Witter (José Daniel)

Os Próprios Deuses, Isaac Asimov (Délia Costa)

Jogos Vorazes, Suzanne Collins (Diogo)

Piaf, Uma Vida, Carolyn Burke (Eduardo Rodrigues Monteiro Silva)

The Nature of Man, Metchnikoff (David Hruodbeorth)

Revolução dos Bichos, George Orwell (Paulo Roberto Zuza Malta)

O Nome do Vento e O Silêncio do Sábio, Patrick Rothfuss (Rosemary Barros)

Brasil, Uma História, Eduardo Bueno (Aline Côdo)

The Family, Mario Puzzo (Aline Côdo)

Desván de América, Enrique Pérez Díaz (Aline Côdo)

Dignidade, Médicos sem Fronteiras (José Alves)

Pai Rico, Pai Pobre, Robert Kiyosaki (Fernando Andrade)

Valsa Negra, Patrícia Mello (Camila Victor)

O Futuro da Humanidade, Augusto Cury (Hugo Alves)

O Evangelho Segundo Jesus Cristo, José Saramago (Soélis Prado Mendes)

A Conspiração Franciscana, John Sack (Roberto Jacob)

Crônicas de Gelo e Fogo, George R. R. Martin (Leandro Perin)

Novas Utopias, Psicografado por Carlos Pereira (Paulo César Soares)

Bruxas, Miriam Black (Thiago Pagliarini)

Um Dia, David Nicholls (Íria Molina)

Armas Germes e Aço, Jared Diamond (Ricardo)

Por que Nações Falham: As origens do poder, prosperidade e pobreza, Daron Acemoglu e James Robinson (Ricardo)

Ernesto Guevara, Também Conhecido Como Che, Paco Ignacio Taibo II (Xavier Lemos)

Nelson Rodrigues por ele mesmo, Sonia Rodrigues (Rodrigo Amaral)

Amigos Ouvintes, Arnaldo Jabor (Christiano Schulz)

O Homem e seus Símbolos, Carl Gustav Jung (Pedro Paulo Rodrigues)

O Efeito Sombra, Deepak Chopra (Pedro Paulo Rodrigues)

Um Defeito de Cor, Ana Maria Gonçalves (Kleber Miguel)