Foto-ouvinte: Kombi da sucata

 

Coleta seletiva

A prefeitura que critica – e com razão – o cidadão que despeja lixo na rua bem que poderia olhar com mais carinho o trabalho realizado por esta turma que roda a cidade em situação precária e integra, informalmente, a rede de coleta seletiva.

A kombi em questão é um risco no trânsito, sem dúvida. Deveria estar na sucata em vez de transportá-la, mas sinaliza o espaço que existe para o poder público atuar neste mercado.

O colaborados do Blog do Mílton Jung, ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, encontrou este ‘catador’ na estrada do Imperador, região da Vila Verde, São Miguel Paulista, zona leste da capital:

… evitando o desperdício, recuperando o material que poderia ir para a lata de lixo e, de alguma forma, gerando renda, talvez até um meio de sobrevivência; fazendo uso da ferramenta que tem em mãos, no caso a kombi.

Minha pergunta é a seguinte: falta um serviço oficial capaz de atender a demanda que existe na capital ?

Resolvi ir mais longe, semana passada, após as festas de fim de ano. Fui visitar alguns depósitos de material reciclável – conhecidos por ferro-velho – e para minha surpresa a maioria estava com as portas fechadas, trabalhando internamente ou com horário reduzido par atendimento ao público e aos carroceiros. Conversei com alguns proprietários que informaram estarem organizando e separando o material coletado inclusive em escolas e condomínios e que a demanda é muito grande.

Sinal de que o consumo aumento nos últimos anos.

Lixão de luxo é desrepeito com cidade

 

Lixão de luxo

Acostumado a ver imagens de ruas da periferia paulistana tomada pelo entulho, há quem erroneamente culpe o cidadão pobre e de baixa escolaridade pela sujeira. Nos comentários abertos neste blog, lê-se críticas que soam preconceituosas quando fazem esta relação de causa e efeito. A estes convido que prestem atenção na imagem que ilustra este post. Foi feita nessa quinta-feira, dia 30.12, diante de prédio luxuoso na avenida Dona Helena Pereira de Morais, bem próximo do Parque Burle Max, encravado no rico bairro do Panamby, na zona sul.

O fotógrafo (eu), é verdade, não flagrou a imagem por completo, pois passava de carro pelo local e não havia como parar em busca de um ângulo melhor. Sinceramente, creio que não é preciso muito mais para mostrar a quantidade de lixo descartado pelos moradores do prédio a espera da empresa responsável pela limpeza pública que iria recolhê-lo ao fim do dia.

Esta mesma situação pode ser encontrada em vários outros prédios da região em calçadas que muitas vezes são ocupadas por famílias inteiras que catam na sujeira material que pode ser vendido em centrais de reciclagem.

Isto é para mostrar, também, que o mau comportamento e os hábitos inconvenientes na relação com o material descartado não estão relacionados a classe social e condição financeira, mas a falta de consciência cidadã que impera na sociedade. Problema que poderia ser evitado se houvesse política pública séria de coleta seletiva, na maior cidade brasileira.

Foto-ouvinte: Chama o Sugismundo

 

A preocupacão com o lixo acumulado na cidade aumenta a medida que as chuvas de verão se aproximam. Nesta semana, chegaram cenas tristes encontradas nas esquinas de São Paulo que se transformaram em lixões a céu aberto.

Lixo no Jardim Jaqueline

O Jardim Jaqueline está na zona Oeste e não precisa andar muito para tropeçar na sujeira que toma conta das calçadas, enquanto crianças brincam e famílias inteiras tentam viver. Não basta responsabilizar a população pelo lixo acumulado, pois faz um mês que as reclamações são feitas à subprefeitura do Butantã, mas nada é recolhido, segundo informa o líder comunitário Antônio do Chapéu.

Lixo no Jardim Independência

O Parque Independência está na zona Sul e a situação é semelhante. A lixeira e a caçamba escondidas embaixo do lixo estão na avenida da Meonda Velha com a rua Feitiço da Vila, pertinho de uma escolha municipal. De acordo com Devanir Amâncio, da ONG Educa SP, a sujeira não é recolhida regularmente, “cabendo ao córrego Moenda Velha levar o lixo para a Represa Guarapiranga”.

Se a prefeitura é acionada e nada faz, resta ao cidadão recorrer ao Sugismundo, personagem criado na década de 1970 em campanha do Governo Federal que tinha como lema “povo limpo povo desenvolvido”. Com ele, ao menos, a gente dava boas gargalhadas

Árvore vira lixeira na avenida

 

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Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

As árvores recém-plantadas ao longo das calçadas da avenida Duque de Caxias, na região central de São Paulo, se transformaram em lixeiras.
 
O plantio de árvores em locais de grande circulação, principalmente nas áreas centrais, requer planejamento, manutenção periódica e fiscalização da empresa contratada. E (por que não?) um pouco de criatividade: uma plaquinha educativa com o nome da espécie. É indispensável a instalação de protetores bem organizados e não gambiarras – com pedaços de pau e tela plástica – como as que foram feitas no entorno das árvores da movimentada avenida .
 
Plantar e abandonar, além de ser um grande desrespeito para com o meio ambiente, por parte da Prefeitura, é desperdício de dinheiro público.

Foto-ouvinte: Lixo na escola

 

Lixo de escola

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

Nas regiões mais pobres da cidade de São Paulo, o lixo ganha as ruas de forma assutadora e muito perigosa -,por se tratar essencialmente de uma questáo de saúde pública. É gritante  o entulho ao longo da calçada da Escola Estadual Sargento Alves da Silva, na rua Bernardo Gomes de Brito, Parque Independência, extremo sul da Capital , área de responsabilidade da Subprefeitura de Campo Limpo. Um professor, perguntado como se sentia em  ter um lixão na porta de sua escola, respondeu:  “A minha obrigaçao aqui é dar aula.”
 
Se a população não tem nenhum ato de responsabilidade cidadã – ao emporcalhar o bairro  onde mora – o poder público é omisso na fiscalização e na aplicação da lei. Pouco ou quase nada faz na criaçao de políticas públicas eficientes para o setor. Faltam investimentos , sim , na limpeza urbana. Não adianta a Prefeitura  querer fugir dessa responsabilidade…  A modernização da limpeza  patina na lama ,em dias de  chuva fraca . Por exemplo ,até quando a retirada de grande quantidade de entulhos será braçal ?
 
 Como ficou o concurso de agentes vistores e a informatizaçao do serviço de fiscalização ? Por que não adotar o serviço de remoção  de entulho 24 horas? Seria um grande avanço na limpeza urbana, para tirar a cidade do atoleiro da sujeira .
 
Quanto aos “ecopontos”, passou da hora a terceirização da manutenção desses equipamentos.
 
 
Ainda impera o atraso no serviço de varrição e coleta  de São Paulo,que ,em alguns casos, chega a ser tratada  com descaso por parte do poder público municipal. Vale lembrar que até há pouco tempo os garis  da Zona Sul eram transportados em pau de arara  (…)

E mais entulho no centro

 

Entulho no SUS
 

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

Em frente ao Sistema Único de Saúde (SUS) /AMA Sé, esquina da rua Lousada com a Frederico Alvarenga,região do Parque Dom Pedro II ,existe um ponto viciado de descarte de  entulho. O  entulho é velho e está a 15 metros da entrada da enfermaria . Restos de comida podre  – fora e dentro de sacos pretos – se misturam com terra , madeira,carcaça de computador  e uma cama.  Dentro de um dos sacos  tem um  cachorro morto  em decomposição . O mau cheiro é terrível , e vem atraindo a atenção  até dos cães .
 
 A   sujeira da região central de São Paulo  não é ocasionada por falta de varrição, mas por falhas  na coleta do lixo  domiciliar   que, somado ao descarte irregular de entulho,  castiga a cidade  e  provoca caos e mortes  em períodos de chuva. Não ter coleta na região central aos domingos é inaceitável. Um grande erro da gestão pública paulistana, que precisa ser corrigido com urgência, se possível, com  a ajuda do Ministério Público.

Quanto ao lixo empresarial, espalhado todas as noites nas principais vias do Centro pelos moradores de rua, não basta a Prefeitura responsabilizar somente as empresas. Vamos multar e pronto. A logística para resolver  o problema é complexa e deve ser  pensada e colocada em prática com as próprias empresas. Assim se tornará mais responsável.

Não podemos esquecer que o centro de São Paulo não é  o Tatuapé,  Zona Leste, ou a Chácara Flora,  Zona Sul. O Centro, pela sua importância,  exige políticas públicas diferenciadas,  autonomia e estrutura administrativa aos órgãos  municipais, inclusive para a sucateada Subprefeitura da Sé, afundada em dificuldades operacionais e  financeiras,  onde faltam recursos para reparos mínimos, a exemplo das demais subprefeituras. 

Os subprefeitos têm vontade de fazer acontecer, mas  se encontram de mãos amarradas pelos poderes limitados que lhe  são dados, por razões políticas , restando-lhes  cargos decorativos e rituais de sobrevida , como o de apertarem mensalmente a mão do prefeito.
 
 A cidade que pode entrar para história  ao proibir de forma radical  o uso  de sacolas plásticas  no comércio – em prol do meio ambiente – não consegue resolver o problema crônico do lixo , agora na porta de uma unidade de saúde (…)

Com a palavra os vereadores da cidade de São Paulo.

 

Canto da Cátia: Dá-lhe entulho !

 

Entulho no Orlando Murgel

Ponto viciado, as laterais do viaduto Engenheiro Orlando Murgel estão sempre tomadas pelo entulho despejado de maneira irresponsável. A Cátia Toffoletto conhece bem este roteiro, pois por mais de uma oportunidade passou por ali e registrou este absurdo. A proximidade do período das chuvas tende a aumentar a preocupação da vizinhança do Campos Elísios, centro da capital.

no Campos Elísios, centro de São Paulo

Foto-ouvinte: Entulho no Bom Prato

 



Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

A porta do restaurante popular Bom Prato, na rua Hércules Florence,30 – Parque D. Pedro II, no centro de Sao Paulo, transformou-se em ponto viciado de entulho. No local é possível encontrar até vaso sanitário e penico, prova maior da degradação do centro velho de São Paulo.

Será, a demolição do Edifício São Vito, a solução do problema ?

Agora o outro lado

A prefeitura recolheu o material que estava na calçada depositado de maneira ilegal.

Foto-repórter: calçada é estacionamento de lixo

 

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A prefeitura anunciou que fará limpeza do lixo no fim de semana na região central de São Paulo. Vai ter muito trabalho, com certeza. A calçada que você vê está na esquina da rua das Palmeiras com Barão de Tatuí, bairro de Santa Cecília. O repórter Alexandre Ventura ficou impressionado com a quantidade de sujeira espalhada no caminho dos pedestre às 7 e 10 da manhã. Não adianta guia rebaixada, faixa de segurança pintada e vaga para deficiente reservada se o lixo impede o acesso.

O rio não é lata do lixo

Luciah Rodriguez
Ouvinte-internauta

Rio Tietê

Lixo lançado fora do local adequado é inadequado: pode seguir para os rios, mares, lagoas. Poluindo esses mananciais de água, poderemos viver o caos num futuro próximo.

Sabe-se que 97% da terra é constituída por água de mares, oceanos, geleiras e rios, mas apenas 0,3% dessas águas são aproveitadas para sobrevivência humana e animal. Se fosse possível recorrer a dessalinização das águas salgadas dos oceanos e mares, gastaríamos uma quantidade incalculável de recursos financeiros, que certamente não viabilizaria tal procedimento.

Pensando nessa problemática que tal levar o lixo mais a sério? Ele é problema de todos, mas, a solução pode passar por uma profunda mudança de atitude. Que tal começar antes que os rios sequem, que o mar fique poluído e que a natureza não se rebele ainda mais? Já percebeu como anda clima?

O lixo jogado a céu aberto é considerado um dos maiores problemas a ser vencido pelo poder público. Educar as pessoas a cuidar melhor do meio-ambiente não é tarefa fácil! Já observou o lixo em sua casa? E nas empresas?

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