Mundo Corporativo: “melhor experiência, melhor venda”, diz Léo Xavier, da PontoMobi

 

 

 

 

 

“Investir em mobile é um bom negócio. Entregar experiência melhor para o consumidor é um bom negócio. Seja na sua loja física, seja no seu site de computador, seja na sua presença móvel. Pode ser um site ou pode ser um aplicativo, mas a relação é direta: melhor experiência, melhor venda”.

 
 

 

A conclusão é de Léo Xavier, CEO da PontoMobi, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

  

 

Xavier apresentou o resultado de pesquisa que identificou o grau de mobilidade das 235 marcas mais valiosas, no Brasil. Foram avaliadas as soluções usadas em aplicativos, sites móveis, mensageria e plataforma social.

  

 

Mobile1

  

 

Deste total, apenas 10 (ou seja 4%) se encontram na categoria “Mobile Expert”, considerada a mais avançada segundo critérios aplicados no estudo. A maior parte das marcas, 112 (ou 48%), são identificadas como “Mobile Basic”, categoria que reúne aquelas que estão em estágio de experimentação.

 

 

Para ter acesso aos resultados completos da pesquisa, clique no link a seguir:

 

 

MOBILITY_INDEX_MINDEX_2017_VF

 

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 11 da noite, em horário alternativo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: propaganda é alimento para as marcas

 

 

“A propaganda é o alimento essencial que dá vida, valor e vitalidade para as marcas”, diz Jaime Troiano, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Ele e Cecília Russo defendem a necessidade de se investir neste recurso de forma planejada e orquestrada. A possibilidade de se usar diversos canais para propaganda pode ser um risco se a marca não tiver um maestro para dar coerência a comunicação da empresa.”Presença nas redes sociais não significa comunicação certeira”, diz Cecília.

 

No Dia Mundial da Propaganda, que se comemora em 4 de dezembro, Troiano e Russo lembram frase que teria sido dita pelo publicitário Davis Ogilvy: “propaganda é como poste, pode ser para você se encostar ou para iluminar”.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN.

Tá na hora da DR: entre marcas e consumidores

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

mundo-todo

 

As marcas deveriam melhorar as relações com seus consumidores. É o que nos informa a agência Edelman Significa através da Earned Brand 2016. Pesquisa realizada em 13 países com 13 mil entrevistados, na qual se considerou como fatores de relacionamento a indiferença, o interesse, o envolvimento, a dedicação e o comprometimento dos consumidores. E, nesta ordem, numa escala de 0 a 100 pontos, o índice global foi de 38. Indiferença 0 a 6, interesse 7 a 26, envolvimento 27 a 43, dedicação 44 a 69, comprometimento 70 a 100.

 

Considerando que o máximo da relação é o seu último fator, o comprometimento, pode-se afirmar que 70 pontos deverá ser a meta das marcas. É o estágio em que os consumidores preferem, compram, mantêm-se leais, advogam a favor e defendem a empresa, produto ou serviço.

 

Eis a pontuação:

 

China – 53.

 

Índia – 52

 

Brasil – 43

 

Estados Unidos – 40

 

México, Cingapura – 39

 

Alemanha – 34

 

Reino Unido – 33

 

Canadá, França, Japão, Austrália – 32

 

Holanda – 30

 

O Brasil apresenta posição de destaque pois obtivemos 43 pontos enquanto o índice global é de 38 . Temos consumidores interessados e envolvidos. Estamos atrás da Índia e China, onde há a maior pontuação.

 

Em nosso contexto os segmentos melhor avaliados foram as mídias sociais, moda e vestuário, automóveis e artigos de luxo.

 

Analisando o resultado geral da pesquisa sob o aspecto dos consumidores, observa-se que os países mais desenvolvidos tendem a notas mais baixas.

 

Entretanto, focando a análise sobre o que as marcas estão oferecendo, a pouca relação dos consumidores pode ser explicada por sistemas impessoais e cada vez mais automatizada.

 

Cabe aqui a conexão com o estudo da SONNE consultoria que apresentou análise de empresas internacionais que não deram certo no mercado brasileiro. Tema que abordamos neste Blog em cinco de julho.

 

Marcas como Kate Spada, Gant, Topshop, Gap e Forever 21 não suportaram a burocracia e os impostos, e ao mesmo tempo não atenderam às exigências do consumidor brasileiro. Tais como atendimento e prazo de pagamento longo.

 

Máquinas de compra e autoatendimento com certeza não é a melhor forma de atrair clientes envolvidos e comprometidos.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O IBOPE das Marcas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

shopping-1571947

 

O IBOPE, em pesquisa realizada com 25 mil consumidores no varejo, apresenta o ranking das 200 marcas mais significativas no mercado brasileiro de shopping centers.

 

O trabalho executado pelo IBOPE Inteligência, e intitulado de MARCAS VAREJISTAS, permite a lojistas e shoppings terem a real posição das marcas em setores, por classe social, idade e sexo.

 

As marcas, como sabemos, são hoje um bem precioso para qualquer negócio, a tal ponto que são ativos das empresas, mas pertencem aos seus consumidores.

 

Para Daryl Travis, em “A emoção das Marcas”:

 

“Uma Marca é um contrato não escrito de valor intrínseco, uma expectativa de desempenho, um pacto de coisas boas, uma apresentação de credenciais, um sinal de confiança, uma reputação, um acervo de memórias, e mais do que a soma de todas estas partes, uma Marca representa um aperto de mão como o sinal de um acordo bem realizado”.

 

A importância das marcas valoriza o seu estudo, e permite que o mercado possa usar os dados obtidos em área tão carente de informações.

 

Nesta pesquisa IBOPE, foram considerados os setores de vestuário masculino e feminino, calçado masculino e feminino, artigos esportivos, artigos infantis, roupa de cama, mesa e banho, e eletrodomésticos. As classes A, B e C com potencial de consumo respectivo de 13%, 40% e 31%, com renda familiar de R$2.7 mil a R$ 20,8 mil. Também foi criado um índice com base 100 para equilibrar as marcas expressivas que possuem distribuição regional com aquelas que têm cobertura nacional. Quanto maior o índice, maior a força da marca.

 

O quadro abaixo expressa a posição das marcas resultante destes fatores.

 

Marcas

 

Na classe A, que pela base de renda considerada não inclui o mercado de luxo, desponta a Le Lis Blanc com a maior pontuação da pesquisa. A Richards por sua vez encabeça Vestuário Masculino e Calçado Masculino.

 

Na classe B, as Pernambucanas é a única a comparecer em três setores. Lidera Eletrodomésticos, e ocupa o segundo em Roupas de Cama, Mesa e Banho e o terceiro em Artigos Infantis. A Luigi Bertolli, do GEP, tradicional em moda feminina, é líder em Vestuário Masculino. A Renner aparece em dois segundos lugares: Vestuário Feminino e Masculino.

 

Na classe C, o destaque é para a Torra Torra com primeiros lugares em Vestuário Feminino e Artigos Infantis, e segundo em Vestuário Masculino. A Impecável aparece na liderança de Vestuário Masculino e Calçado Masculino.

 

A Zara é a única marca estrangeira que aparece. Ocupa o segundo lugar em Artigos Infantis.

 

Em nosso artigo anterior chamávamos a atenção sobre algumas características do consumidor brasileiro que procura atendimento personalizado e parcelamento longo, entre outros fatores. Talvez esta seja a explicação pela ausência das marcas globalizadas.

 

Nesta hora em que algumas destas marcas bem ranqueadas estão enfrentando dificuldades, é tempo de usufruir deste sucesso.

 

E, por que não?

 

Leia aqui o artigo “Varejo internacional: fracasso e oportunidade”

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Carnaval 2016: destaque para as mudanças

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

rio478238jpg_610x340

 

No Mundo Corporativo, no Jornal da CBN de sábado, Fábio Stul da McKinsey disse a Mílton Jung que o passado não significa o futuro, e se os negócios prosperavam mais nas grandes capitais, a partir de agora as cidades menores terão crescimento maior. Mesmo nas atuais circunstâncias.

 

Ontem, os noticiários mostraram as mudanças ocorridas no Carnaval. Os cariocas, que tinham perdido o espírito da folia popular da década de 1940 e 1950 em benefício das grandes escolas de samba dos anos 1980 e 1990, retomaram com vigor o espírito da comemoração popular através de centenas de blocos e muita animação.

 

Em São Paulo, os blocos chegaram a superar a participação e até a arrecadação gerada pelos desfiles das escolas de samba. Segundo o prefeito Fernando Haddad, a cidade estima receber de movimentação econômica R$250 milhões com as escolas e R$ 400 milhões com os blocos.

 

Quanto a projeção da McKinsey, é positivo saber que usando a técnica e fazendo a escolha certa do território e respectivo produto possa se chegar a bons resultados.

 

 

Em relação ao Carnaval, é animador que o momento de crise não tenha reduzido a motivação das pessoas, como foi demonstrado pela disposição e animação nas comemorações. Expectativa existente nas empresas mais ágeis que patrocinaram os blocos e/ou distribuíram brindes e materiais promocionais.

 

Além de várias marcas de cerveja, começaram a surgir novos anunciantes.

 

No Rio, dos 200 mil brindes da Antarctica, patrocinadora de 110 blocos, às mil calcinhas e cuecas da Du Loren, apareceram bolsas, sandálias, óculos, que disputaram o agrado aos foliões.

 

Em São Paulo, a cerveja Amstel foi uma das patrocinadoras e teve sucesso com os vendedores ambulantes que receberam reabastecimento automático e ainda ganhavam um real adicional em cada venda. Houve queixa de monopólio, apreensão, etc. Uma verdadeira batalha de marketing.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mudança é certeza, mas a preferência geral é pela incerteza

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

carros1

 

A entrevista de Mílton Jung, no Mundo Corporativo, com Fernando Leira, da Landor, sobre as marcas mais ágeis do mundo, é sedutora a todos que veem a crise brasileira com gravidade e acreditam que é uma situação estimulante às mudanças, tão necessárias neste momento.

 

Mesmo porque em épocas normais a grande maioria não se motiva a criar novos caminhos. Até mesmo quem já teve sucesso absoluto.Como Henry Ford. Depois de criar a primeira linha de montagem de automóveis e imperar durante 19 anos com o modelo T. Apostando na massificação do consumo de um único modelo e cor, cujo preço de US$ 260 ajudou vender 15 milhões de carros, não percebeu a segmentação do mercado em detrimento à massificação.

 

Alfred Sloan, da General Motors, apresentou então o Chevrolet, o Pontiac, o Oldsmobile, o Buick e o Cadillac. A primeira segmentação de preços.Ousada porque envolvia uma complexidade organizacional “n” vezes superior à produção do Ford T. A GM se tornou a maior do mundo durante décadas.

 

Chaplin

 

Ainda bem que outro gênio, Charles Chaplin, durante longo período contra a novidade do som e da fala nos filmes, ainda teve tempo em reconsiderar.

 

Tudo indica que para alguns com sucesso pela inovação seja mais difícil visualizar as mudanças seguintes. Talvez a síndrome do primeiro sutiã.

 

Em 1966 Alfredo Mathias, ao abrir o Shopping Iguatemi, defrontou-se com o mesmo problema quando os lojistas de sucesso não apostaram no formato inovador. Hoje, os Shoppings, não acreditam no mundo digital.

 

 

É neste sentido que as informações de Leira, da Landor, têm senso, quando relata que as empresas mais ágeis são aquelas que estão se relacionando com a geração Milenium e são predominantemente digitais: Samsung, Android, Wikipedia, Google, Dyson, Apple, YouTube, Microsoft, Ikea e Disney.

 

As analógicas são dirigidas pela geração X e não se relacionam com a geração Milenium.

 

E por falar em senso: Nizan Guanaes, em artigo na Folha, lembra que os inovadores são insensatos, pois os sensatos se adaptam ao mundo, enquanto os insensatos adaptam o mundo a eles.

 

Obs. Geração X é aquela que está com 40 a 50 anos e a Milenium é após a Y e é a geração digital.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

 

Mundo Corporativo: Fernando Leira, da Landor, apresenta as marcas mais ágeis do mundo

 

 

Samsung, Android, Wikipedia, Google, Dyson, Apple, YouTube, Microsoft, Ikea e Disney são as marcas mais ágeis do mundo de acordo com estudo realizado pela Landor, agência global de branding. A pesquisa foi realizada em quatro etapas e contou com a participação de 80 mil consumidores e análise de mais de 5.200 marcas. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, Fernando Leira, gerente-geral da Landor, diz que são consideradas marcas ágeis as que permanecem fiéis à própria essência, mas se adaptam e reagem positivamente às transformações do mercado.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração do Paulo Rodolfo, do Douglas Matos e da Debora Gonçalves.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a comunicação das marcas

 

 

Como as marcas se comunicam é o foco deste vídeo, trecho de talk show que realizei com Jaime Troiano e Cecília Russo, protagonistas do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN. Nossa conversa foi durante lançamento do livro que é uma coletânea dos nossos bate-papos na CBN e você pode baixar, ler e aprender aqui.

Instagram é o preferido das marcas de luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A presença de marcas de luxo no mundo online é cada vez mais notória. Em geral, boa parte delas mantém espaço oficial em redes como Facebook, Pinterest, Twitter e Instagram. Este último tem sido o preferido pelas marcas, segundo estudo da empresa americana de inovação digital L2 Think Tank. A pesquisa mostra que 93% das marcas de luxo estão no Instagram, o que representa crescimento de 30% se compararmos a julho do ano passado. Com 150 milhões de usuários ativos, e apesar de ter apenas 10% do tamanho do Facebook (que o adquiriu há 2 anos), o Instagram apresenta 15 vezes mais engajamento entre os usuários que o Facebook. De acordo com o estudo da L2, um dos motivos desse impacto é o envolvimento intenso que têm os fãs do Instagram: eles gastam 275 minutos por mês em média no Instagram e 57% dos usuários interagem com a plataforma diariamente.

 

No segmento do luxo, varejo e moda dominam a presença no Instagram. Marcas internacionais como Louis Vuitton, Burberry e Tiffany&Co.  já possuem mais de 1 milhão de seguidores. É importante ressaltar a importância de uma seletiva gestão das marcas na rede, fazer uma gestão digital compatível com o DNA da marca e seu público alvo. Pode-se investir na rede focando produtos e serviço, além de ser um espaço institucional. Em casos especias até mesmo trabalhar com vendas.

 

 

No dia a dia do Instagram, as marcas de moda, por exemplo, apostam na divulgação de suas coleções, eventos e, principalmente, na associação de seus nomes de prestigio, como a estilista Martha Medeiros que dedica boa parte de seu Instagram a fotos de personalidades com seus vestidos em eventos cobiçados.

 

Vale lembrar a importância do criador de uma marca de luxo, seja para o marketing online ou offline. A brasileira Thelure também está fortemente presente na rede e tem como aliadas suas criadoras, Stella Jacintho e Luciana Faria, que participam ativamente com seu instagram pessoal e nos eventos que envolvem a marca. Esse network do criador é uma das estratégias de gestão sofisticada de  marca de luxo online. A multimarcas Gaoli, especializada em moda beach couture também é um exemplo interessante: suas postagens sempre tem foco em produtos com edição limitada e ensaios de revistas com modelos utilizando suas cobiçadas peças, tudo sempre acompanhado a dedo pelos sócios Julia e Emanuel Galindo.

 

O segmento de turismo de luxo também mostra uma presença crescente na rede. Redes hoteleiras como Hyatt, St. Regis, Taj Hotels, Four Seasons e The Ritz-Carlton estão presentes no Instagram e algumas delas interagem com o consumidor, reproduzindo fotos de experiências de seus hospedes em hotéis das redes.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Luxo ao alcance do seu passaporte

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

Viajar é algo prazeroso e o consumo faz parte desta experiência, independentemente dos viajantes serem ou não apaixonados por compras. Para o brasileiro, fazer compras, sem dúvida, faz parte de seu DNA. E, muitas vezes, o desejo do consumidor já começa a ser saciado antes mesmo de levantar voo.

 

Muitas marcas de luxo estão presentes em aeroportos do mundo, algumas com lojas próprias, outras com “corners” em lojas de conceito “duty free” e muitas apenas tem seus produtos em lojas “duty free”, caso bem comum para perfumes, maquiagens, óculos e outros acessórios. Questiona-se muito se a presença de marcas prestigiosas em aeroportos poderia banalizá-las, principalmente por sua exposição e acessibilidade. Ao disponibilizarem alguns de seus produtos nesses ambientes, as marcas devem ter rigorosa política de distribuição, comunicação e precificação, fatores aliás essenciais para a gestão de luxo. Os circuitos de divulgação necessários à divulgação dos objetos e produtos de luxo acessíveis são seletivos, porém muito mais numerosos e maiores que os do luxo intermediário. No ponto de venda, há um espaço físico reservado a esses produtos, com o seu merchandising próprio. A distribuição é seletiva nos casos de roupa, joalheria, perfumaria e acessórios.

 

 

Um bom exemplo é a prestigiosa grife Hermès, que comercializa algumas de suas coleções de gravatas em lojas “duty free” de aeroportos ao redor do mundo, inclusive no Brasil. A gravata, um dos ícones da marca, é considerada ítem acessível, além de ótima opção de presente – ideal para o consumidor que às vezes se esquece de uma compra ou não teve tempo nas cidades visitadas durante a viagem. Há um cuidado especial da Hermès ao escolher quais produtos vender ali. Dificilmente se verá itens de edição limitada. A grife tem também pontos de venda próprios em aeroportos diversos, em destinos como Londres, Cingapura e Hong Kong.

 

Vale ressaltar que um produto de luxo acessível deve manter a produção com elevada qualidade, a utilização de materiais excelentes e preço ligeiramente inferior. Nesse mercado, seu consumidor-alvo é bem diferente dos luxos intermediário e inacessível. A produção baseia-se na necessidade de fabricar os produtos o mais racionalmente possível, utilizando-se recursos industriais modernos em produção em série, podendo assim rentabilizar a operação.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.