Mudança é certeza, mas a preferência geral é pela incerteza

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A entrevista de Mílton Jung, no Mundo Corporativo, com Fernando Leira, da Landor, sobre as marcas mais ágeis do mundo, é sedutora a todos que veem a crise brasileira com gravidade e acreditam que é uma situação estimulante às mudanças, tão necessárias neste momento.

 

Mesmo porque em épocas normais a grande maioria não se motiva a criar novos caminhos. Até mesmo quem já teve sucesso absoluto.Como Henry Ford. Depois de criar a primeira linha de montagem de automóveis e imperar durante 19 anos com o modelo T. Apostando na massificação do consumo de um único modelo e cor, cujo preço de US$ 260 ajudou vender 15 milhões de carros, não percebeu a segmentação do mercado em detrimento à massificação.

 

Alfred Sloan, da General Motors, apresentou então o Chevrolet, o Pontiac, o Oldsmobile, o Buick e o Cadillac. A primeira segmentação de preços.Ousada porque envolvia uma complexidade organizacional “n” vezes superior à produção do Ford T. A GM se tornou a maior do mundo durante décadas.

 

Chaplin

 

Ainda bem que outro gênio, Charles Chaplin, durante longo período contra a novidade do som e da fala nos filmes, ainda teve tempo em reconsiderar.

 

Tudo indica que para alguns com sucesso pela inovação seja mais difícil visualizar as mudanças seguintes. Talvez a síndrome do primeiro sutiã.

 

Em 1966 Alfredo Mathias, ao abrir o Shopping Iguatemi, defrontou-se com o mesmo problema quando os lojistas de sucesso não apostaram no formato inovador. Hoje, os Shoppings, não acreditam no mundo digital.

 

 

É neste sentido que as informações de Leira, da Landor, têm senso, quando relata que as empresas mais ágeis são aquelas que estão se relacionando com a geração Milenium e são predominantemente digitais: Samsung, Android, Wikipedia, Google, Dyson, Apple, YouTube, Microsoft, Ikea e Disney.

 

As analógicas são dirigidas pela geração X e não se relacionam com a geração Milenium.

 

E por falar em senso: Nizan Guanaes, em artigo na Folha, lembra que os inovadores são insensatos, pois os sensatos se adaptam ao mundo, enquanto os insensatos adaptam o mundo a eles.

 

Obs. Geração X é aquela que está com 40 a 50 anos e a Milenium é após a Y e é a geração digital.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

 

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