Termina hoje prazo para pagar inspeção veicular

 

Quem ainda não fez a inspeção veicular de 2009 tem só até hoje para pagar a tarifa de R$ 56,44. Isto porque para agendar o serviço no prazo estendido pela prefeitura, 30 de janeiro, você precisar aguardar a liberação no sistema que ocorre apenas 72 horas após o pagamento.

Após este período, o dono do carro deve ligar (11) 3545-6868 ou entrar no site da Controlar (www.controlar.com.br) e agendar a inspeção. Se não o fizer haverá bloqueio do licenciamento e estará sujeito à multa de R$ 550,00.

O secretário do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge também falou ao CBN SP sobre a inspeção veicular e apelou à consciência cidadã

São obrigados a fazer a inspeção 2009 os veículos cadastrados na cidade de São Paulo fabricados entre 2003 e 2008, além de todas as motos e caminhões, independente do ano de fabricação.

Parque, árvore e calçada verde contra enchentes

 

A entrega de 100 parques até 2012 é uma das ações da prefeitura com o objetivo de reduzir o impacto das fortes chuvas, segundo o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge. Destes, 60 estariam concluídos aumentando 9 mil m2 a área de parques na cidade, em cinco anos.

Ouça o que o secretário do Verde e Meio Ambiente falou sobre os parques lineares

Na entrevista ao CBN SP, Eduardo Jorge listou uma série de outras ações que considera importantes para combater as enchentes: obrigação de obras terem maior área de permeabilidade, construção de calçadas verdes e arborização.

Neste trecho da entrevista, Eduardo Jorge explica estas ações contra enchente.

Cidade combate enchente como há 40 anos, diz engenheiro

 

Com parâmetros da década de 70, a cidade não conseguirá combater as enchentes que tendem a aumentar nos próximos anos, segundo opinião do engenheiro especializado em hidráulica fluvial Roberto Watanabe, entrevistado pelo CBN SP. Ele lembra que os dados que são usados para implantação do sistema de drenagem na capital são ultrapassados, sendo necessário um estudo mais amplo para que São Paulo se prepare para as mudanças climáticas.

Watanabe entende que a abertura dos córregos – que historicamente foram encobertos por ruas, avenidas e casas – seria fundamental para melhorar a captação das águas de chuva, mas não enxerga na construção dos parques lineares uma solução para este problema. Ele defende a remoção de famílias das áres de risco e margens de córregos “mesmo que seja necessário o uso de força”.

Ouça a entrevista do engenheiro Roberto Watanabe

Menino do Grajaú, a culpa não é da bananeira

 

Casas construídas em condições precárias nos barrancos desabam e matam famílias inteiras. Nesta quinta-feira, apenas um garoto de seis anos sobreviveu e logo saberá que a mãe, o pai e a irmã de nove anos foram soterrados no barraco em que viviam no Jardim Grajaú, extremo sul de São Paulo. Bem perto dali, quatro casas haviam sido interditadas pelo risco que havia de uma tragédia. A do garoto não tinha recebido aviso prévio mas veio a baixo assim mesmo.

Outra lição que o menino terá, em breve, é jamais plantar bananeira no terreno em que mora, pois este espécie de árvore só nasce em local com muita umidade e se estiver no morro é por que o lençol freático está ralo, aumentando o risco de escorregamento.

Ouça a explicação do coronel Luiz Massao Kita, da Defesa Civil do Estado de São Paulo, sobre o efeito das bananeiras

Antes, porém, que alguém ensine ao garoto recém-orfão de que a causa da tragédia foram as bananas que ele tanto gostava de pegar no pé, que saiba os motivos que levaram a família dele para o barranco. Que entenda a responsabilidade daqueles que tem o poder para definir políticas de habitação popular; daqueles que permitiram que a família dele fosse explorada e ocupasse áreas de risco; daqueles que deixaram de investir o dinheiro dos impostos em ações de combate as enchentes para fazer propaganda de si mesmo.

O menino sobrevivente do Grajau ainda tem muito a aprender, em São Paulo.

A metrópole alagada

 

Av do Estado ou Rio Tamanduatei (Petria Chaves)

“São Paulo tem só um ponto de alagamento, a cidade”. Foi do Liberdade de Expressão e de sua nova participante, a filósofa Viviane Mosé, que saiu a frase para definir a situação enfrentada pela capital paulista após uma noite inteira de chuva. A repórter Pétria Chaves sobrevoou áreas críticas como a Ceagesp, na zona oeste, e as marginais Pinheiro e Tietê e registrou imagens que mostram a dimensão do problema. Mas foi na zona leste que ela encontrou a foto mais ilustrativa da encrenca que a cidade enfrenta por ocupar as várzeas de córregos e rios: “Avenida do Estado ou Rio Aricanduva ?”, peguntou Pétria.

(Para ver mais imagens da enchente desta quarta-feira visite nosso álbum no Flickr)

Aquecimento global, verdade ou mito?

 


Por Carlos Magno Gibrail

http://www.flickr.com/photos/fdecomite/

Verdade é que da preocupação de Peter Gwynne da “Nesweek” em 1975 (“The Cooling World”) para a proposição de Copenhagen 2009, passamos da ameaça da Era do Gelo para a catástrofe do derretimento global.

Passamos também da preocupação com os estercos eqüinos, quando a cidade de New York era tomada pelos dejetos, para o dióxido de carbono dos automóveis.

Agora, voltamos à atenção para a carne bovina, não só pelo esterco, mas pelos gases. O desmatamento é tanto mais grave quanto abre espaço para o gado, cuja poluição é mais danosa do que o dióxido de carbono dos carros. Em 50% para o efeito estufa. A ponto de cientistas estarem buscando nos cangurus a bactéria específica para transplantá-la nos bovinos. Os cangurus não poluem, mas certamente não dariam conta de substituir os ruminantes, ainda que os aficionados do churrasco estivessem dispostos a aceitar a troca. E, desconfiamos que não estarão.

A verdade é que não há mito, a maioria dos cientistas acredita que as mudanças no planeta acarretam transformações no clima. Entretanto “Uma verdade inconveniente” do Nobel, Al Gore, não é uma unanimidade completa.

A americana Intellectual Ventures, sediada em Seattle, uma empresa de invenções, detentora de mais de 20.000 patentes, incluindo através de produção própria ou por compra, 500 novas por ano, pode nos dar algumas pistas. Nathan Myhrvold, 50, de Seattle, que aos 23 anos já tinha mestrado em Geofísica, Física Espacial e Economia Matemática, além de PhD em Física Matemática, e foi para Cambridge fazer pesquisa em Cosmologia Química com Stephen Hawking, a criou em 2.000, junto com o com o seu colega de trabalho Edward Jung. O biofísico, “com sobrenome emblemático”, foi o principal arquiteto de software da Microsoft. Bill Gates considerava Myhrvold, seu diretor de tecnologia, uma sumidade: “Não conheço ninguém mais inteligente que Nathan”.

A Intellectual Ventures participou de projetos de satélites à lua, ataques de mísseis, Star Wars, da malária no abatimento de mosquitos a laser, do mapeamento do cérebro e a reprodução em tamanho natural do aneurisma a ser retirado e enviado ao neurocirurgião para facilitar a operação, e atualmente reúne também especialistas em climatologia.

Colaboram também da Intellectual Ventures, Lowell Wood, 60, astrofísico, e professor de Nathan que o considera “Um dos homens mais inteligentes do universo”; Ken Caldeira, 53, climatologista do Intergovernmental Panel on Climate Change, que em 2007 dividiu o Nobel com Al Gore pelo alerta do aquecimento global.

O economista Steven Levitt e o jornalista Stephen Dubner, contam em seu Super Freakonomics que visitaram Nathan no papel de “Harry Potter” e sua turma de cientistas na Intellectual Ventures. Foram brindados com uma seção de “brainstorm” regada a soda, com uma dúzia de gênios, que durou mais de 10 horas. E em que todos concordaram no aquecimento da terra com a suspeição que a ação do homem contribui para isto. Ao mesmo tempo opinam que Al Gore “tecnicamente não está mentindo”, mas que há alguns pontos como a submersão da Flórida que não tem base física.

O astrofísico Lowell Wood registra a limitação dos modelos climáticos existentes, ao que Nathan explica que as grades computadorizadas são pequenas e restringem a área a ser pesquisada. Isto devido aos poucos recursos dos sistemas operacionais. E todas as alterações que deveriam ser monitoradas, como os vulcões do planeta, não o são.

Myhrvold, desde criança, fascinado por fenômenos geofísicos lembrou que na década de 80 no Estado de Washington o Mount St. Helens entrou em erupção e fez com que nunca esquecesse a camada de cinza acumulada na sua janela e a relação entre vulcões e clima.

Em 1991, nas Filipinas, a lava e a fumaça ejetadas pelo Monte Pinatubo matou 250 pessoas. Seu efeito global, no entanto, foi muito positivo. A erupção vulcânica lançou na atmosfera mais de 20 milhões de toneladas de dióxido de enxofre, um gás leve e opaco. O SO2 do Pinatubo subiu até a estratosfera e, em questão de meses, espalhou-se em uma camada, recobrindo todo o planeta. Essa camada funcionou como um filtro que diminuiu a incidência da radiação solar sobre a superfície da Terra. Como resultado disso, a temperatura média do planeta caiu 0,5 graus.

Nathan Myhrvold propõe a montagem de um gigantesco chuveiro capaz de aspergir um volume de SO2 na estratosfera equivalente ao produzido pelas erupções vulcânicas. A simplicidade, uma das premissas básicas dos cientistas da Intellectual Ventures, remete ao princípio já conhecido de eliminar o problema com o elemento que o acarretou. O veneno com o próprio veneno. A bactéria invasora com a própria bactéria. A ciência é a quantidade a ser usada para o combate.

Como início, o plano “Salve o Ártico” que pode ser executado em dois anos , ao custo de 30 milhões de dólares. Se o resfriamento dos pólos for insuficiente viria o “Salve o Planeta”, ampliado e lançando três a cinco vezes mais dióxido de enxofre. Que mesmo assim não chegaria a 1% das atuais emissões mundiais de enxofre. Em três anos há possibilidade de começá-lo, com custo inicial de 150 milhões de dólares e custo anual operacional de 100 milhões de dólares.

Comparando estes 250 milhões de dólares às estimativas do relatório sobre os efeitos climáticos do economista britânico Nicholas Stern com seus 1,2 trilhão anual previstos, fica evidenciada a ironia positiva dos autores de Super Freakonomics a respeito da irreverente turma de Seattle: “Precisa-se de boa dose de arrogância conjunta para que um pequeno grupo de cientistas e engenheiros se considere capaz de lidar simultaneamente com os mais difíceis problemas do mundo”.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e às quartas-feiras escreve no Blog do Mílton Jung

Árvore caída, árvore derrubada

 

Árvore que cai

Aqui, uma árvore despencou sobre o carro do ouvinte-internauta Welton Pereira, após ter estacionado na rua Edson, no bairro do Campo Belo, zona sul de São Paulo. A dúvida dele é quem vai pagar pelo prejuízo provocado pelo incidente.

Árvore que vai cair

Aqui, as duas árvores ainda estão em pé porque a foto foi feita antes do crime cometido. Elas estavam diante da agência do Banco do Brasil, na avenida Padre Antônio José dos Santos, em Cidade Monções, também na zona sul. O ouvinte-internauta Arthur Dalmaso conta que a da direita foi derrubada e a da esquerda terá o mesmo destino. E cadê a responsabilidade ambiental do banco, pergunta.

Ambientalista alerta governo Lula sobre preço da gasolina

 

Todos estão de olho no preço do álcool e reclamam com razão dos aumentos que ocorrem desde dezembro. Na ponta do lápis, contas feitas, abastecer com gasolina carro com motor flex já sai mais barato em ao menos dez estados brasileiros, incluidos São Paulo e Distrito Federal. A gritaria tem sido geral.

Hoje, porém, o ambientalista e ex-integrante do Ministério do Meio Ambiente (Gestão Marina Silva) João Paulo Capobianco chamou atenção para outro aspecto. A distorção no preço do combustível pode ter sido provocada pela estratégia do Governo Lula de segurar o valor do litro da gasolina para evitar pressão na inflação e conter críticas da opinião pública. Ele lembra que o álcool estava muito barato e o ajuste era necessário, mas se tornou problemático devido ao preço baixo da gasolina.

Apesar do custo, Capobianco sugere que o motoristas prefira abastecer o carro com álcool para evitar maior impacto ambiental. Ele citou pesquisa recente que mostra que o álcool combustível reduz em até 73% as emissões de gás carbônico – principal causador do efeito estufa – na comparação com a gasolina.

Ouça a entrevista completa de João Capobianco ao CBN SP

“A natureza nunca é culpada de nada”, diz geólogo

 

O estado de São Paulo tem um mapa que identifica as áreas de risco e determina quais terrenos podem ser mais ou menos ocupados. Com base neste documento, a carta geotécnica, é que os municípios tem de traçar seu desenvolvimento. A explicação é do geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos que credita a este trabalho, entre outros, a redução no número de mortes provocadas por deslizamentos, na Serra do Mar.

Em entrevista ao CBN São Paulo, o ex-diretor do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – responsabilizou a forma de ocupação do espaço urbano pelas tragédias que tem sido registradas nesta virada de ano. “A natureza nunca é culpada de nada” disse ao explicar que as chuvas que ocorrem neste período com forte intensidade costumam se repetir a cada 10, 20 ou 30 anos.

Álvaro Rodrigues dos Santos disse que está otimista em relação as soluções técnicas para combater o problema, mas pessimista quanto as decisões políticas. Na conversa desta manhã, no CBN SP, o consultor de geotecnia descreveu algumas ações que ajudaram a impedir mais mortes no Estado de São Paulo:

Ouça a entrevista do geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos ao CBN SP

Dúvidas sobre a taxa da inspeção veicular

 

Motoristas com direito a receber de volta a taxa da inspeção veicular seguem a espera do dinheiro. Outros tentaram conversar por e-mail com a prefeitura e não conseguiram uma resposta sequer. Há os que precisaram da segunda via do comprovante da inspeção porque a qualidade do certificado é ruim e os dados desapareceram. E os que querem saber o que acontecerá com aqueles que não realizaram a inspeção no ano que vem.

A quantidade de dúvidas e reclamações em relação a inspeção veicular e a devolução da taxa – que não vai mais ocorrer em 2010 – é enorme, muitas dessas expressas em e-mails enviados ao CBN SP. Por isso, hoje conversamos com o coordenador do Programa de Inspeção Veicular da Prefeitura de São Paulo.

Ouça a entrevista com Márcio Schettino, do programa de Inspeção Veicular, em São Paulo

Quanto ao bloqueio do licenciamento dos carros que não passaram pela inspeção veicular em 2009, assunto que causou controvérsia durante o CBN SP de hoje após informações divulgadas em entrevista pela Secretaria Estadual da Fazenda (veja post anterior), a Controlar fez contato por e-mail para esclarecer as dúvidas:

“Os veículos que não fizeram a inspeção do exercício 2009 foram bloqueados. Para saírem desta situação irregular os veículos terão até 30/01 para passar pela vistoria. O bloqueio ocorreu independentemente da prorrogação do prazo. Quem não levar o veículo para realizar a inspeção vai continuar com o carro bloqueado. Quem optou por licenciar antecipado este ano(2010) só irá conseguir licenciar se fez a inspeção (2009) e passou no teste”.

Portanto, se o licenciamento estiver bloqueado, não se surpreenda. Pode ser que você tenha esquecido de fazer a inspeção veicular em 2009.