Capriche na letra porque escrever à mão ajuda na memória e desenvolve o pensamento

 

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Sobre a mesa do estúdio sempre tenho papeis em branco ou um caderno em mãos à espera de anotações. Começo a entrevista e copio o nome do entrevistado. Ouço uma resposta, uma palavra dita me pega e logo é reproduzida na folha. Penso em dizer algo e algumas palavras-chave são registradas à caneta. Capricho na letra, prefiro a de forma em lugar da cursiva. Capricho tanto que às vezes exagero e a letra se torna ilegível. Escrever é hábito que tenho há algum tempo, mesmo que aquela escrita se transforme apenas em rabisco sem sentido e acabe no lixo.

 

O exercício de escrever à mão foi tema do Jornal da CBN a partir da foto registrada por uma ouvinte, que ficou impressionada com o que considerou uma raridade: um curso de caligrafia. A placa na fachada de um prédio com cara antiga, em São Paulo, leva o nome da família mais conhecida dessa arte, a De Franco, que mantém a escola que hoje está sob a responsabilidade de Antonio De Franco Neto — que persistiu na história iniciada pelo avô, em 1915. O dono da marca garante que, mesmo diante da frequência com que se usa computadores e outros equipamentos digitais, não faltam alunos interessados em melhorar a caligrafia.

 

Os ouvintes foram convidados a escrever à mão e publicar seus textos nas redes sociais —- por sugestão de outra ouvinte, Rosana Hermann. Pela quantidade de mensagens recebidas, curtiram a brincadeira. J.F.Trolezzi disse que fez aulas de caligrafia na infância por imposição da mãe. Léa Assis, além de dar uma “cornetada” neste apresentador, usou o próprio caderno de caligrafia —- muito comum na minha época para darmos um contorno melhor à letra. Alguns preferem —- e eu estou nesta turma — escrever em letra de forma, como é o caso da Soraia Mergulhão, aliás quem provocou toda essa conversa ao fotografar a placa das aulas de caligrafia.

 

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Por mais que você considere a prática da caligrafia antiquada, novas evidências sugerem que escrever à mão facilita o aprendizado das crianças, além de desenvolver a capacidade delas gerarem ideias e reterem mensagens. Para adultos, ao mesmo tempo em que digitar é mais rápido e eficiente, essa prática diminui a capacidade de processar as informações. Ao anotar em um papel, criamos novas vias neurais no cérebro.

 

Diz, em artigo, o Dr Sheldon Horowitz:

“A caligrafia é uma atividade multissensorial. Conforme você forma cada letra, sua mão compartilha informações com áreas de processamento de linguagem em seu cérebro. Enquanto seus olhos acompanham o que você está escrevendo, você envolve essas áreas.”

Pam A. Mueller, da Universidade de Princeton, e Daniel M. Oppenheimer, da Universidade da California, concluíram que escrever à mão ajuda a pensar:

“Quando os alunos param de escrever, param de processar e tornam-se receptores passivos de informação. Quando eles se tornam receptores passivos de informação, eles também se tornam pensadores passivos”.

Outra boa justificativa para continuarmos rabiscando, é que o simples ato de olhar para o papel nos obriga a se concentrar no que é importante. E a busca do foco é dos maiores desafios na sociedade contemporânea diante da quantidade de estímulos que estão soltos por aí seduzindo nossa atenção.

Mundo Corporativo: Rodrigo Cogo fala de storytelling e a importância dos funcionários na memória da empresa

 

 

A memória registrada pela experiência dos funcionários ajuda na construção da história da própria empresa. Esse conjunto de narrativas tem o potencial de encantar o outro, aproximar as partes e criar um diálogo que pode diferenciar sua empresa das demais, em um cenário no qual o público é bombardeado de informação. Rodrigo Cogo, pesquisador no tema do storytelling no contexto da comunicação empresarial e das relações públicas, explica como as empresas podem usar esta técnica de maneira estratégica, em entrevista ao jornalista Milton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Cogo é gerente de inteligência e mercado da Aberje – a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial e autor do livro “Storytelling, as narrativas da memória na estratégia da comunicação” (Aberje Editorial).

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação de Alessandra Dias, Wagner Guimarães e Débora Gonçalves.

De memória e da falta dela

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Memória? Sim, assunto corriqueiro no papo com amigos e, pasmem, com filhos e netos.

 

Desço as escadas, decidida, e quando chego lá em baixo: o que é mesmo que eu vim fazer aqui?

 

São mínimos segundos de branco, mas incomodam. Fica um ranço de será?

 

Quem ainda não passou por algo parecido, com certeza vai passar.
Estamos sendo atualizados com uma frequência nunca imaginada, e nossa memória dá sinais de sobrecarga. Vai rateandoo.

 

Mas enquanto tem ainda alguma função, quero contar que ontem assisti a Para Sempre Alice, com Julianne Moore, (que atriz!) por sugestão de um amigo. Bah! Faz muito tempo que um filme não consegue fazer isso comigo. Biba Mello, você concorda comigo? Você assistiu? É um arraso, do começo ao fim, não é?

 

Me organizei: café, água, celular por perto. Acontece que a cada tanto eu punha o filme no pause. Assistia até onde dava para assimilar a emoção, punha no pause de novo e ia fazer outras coisas. Sim, no plural. Aí voltava com um café e um petisco, e lá ia mais uma dose de filme. Assim passei o dia todo.

 

É um filme com efeito prolongado, que desperta sem jogar água fria. Mostra a tristeza e o desalento que tomam conta de uma família, quando a mãe é diagnosticada com Alzheimer precoce. Ela é jovem, tem 50 anos. Não vou contar mais nada, além de que ela é professora/doutora universitária, na área das letras. Apaixonada pelas palavras, vai perdendo uma a uma. Perde o contato com o mundo do modo como o conhecemos. Tudo parece ir se escoando por um ralo.

 

Será que esse é o momento em que superamos a barreira do tempo? Ou é o tempo que se afasta e leva consigo as antigas regras?
Será?

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: porque eu sou gremista

 

Bahia 1 x 0 Grêmio

Campeonato Brasileiro – Fonte Nova (BA)

 

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Estive em Porto Alegre neste fim de semana. Oportunidade para conviver e relembrar, pois mesmo com poucos dias de estada visitei lugares marcantes para minha vida, a começar pelo fato de que sempre reencontro-me com a casa na qual cresci e amadureci (ou nem tanto), na Saldanha Marinho, no bairro Menino Deus, onde moram meu irmão, Christian, e minha cunhada, Lucia, bem próximo do saudoso estádio Olímpico, que, aliás, permanece lá, sem o anel superior e com estrutura cicatrizada pelo tempo, sofrimentos e conquistas. Convidado por meu sobrinho mais novo, o Fernando, irmão da Vitória (de belo e significativo nome, não?), fui assistir a atividade de encerramento de ano escolar no Colégio Marista Rosário, o mesmo onde estudei quando ainda levava o nome de Nossa Senhora do Rosário. Por lá joguei bola, fui campeão de basquete, namorei muito, me esborrachei no chão, presidi o grêmio estudantil e participei de intensos debates clubísticos com os colegas que teimavam em torcer para times adversários – lembro que alguns eram SER Caxias, outros São José, Cruzeiro ou times de menor expressão. Apesar de não ter citado na frase anterior, também estudei, mas não era muito fanático por esta prática.

 

Curiosamente, a atividade desse sábado pela manhã era no teatro da escola, onde frustrei minha carreira de cantor, depois de ser afastado do coral pelo irmão Alduino. Registre-se, ele tinha toda razão. No palco do teatro, porém, tive algumas passagens artísticas nas encenações de fim de ano organizadas pela professora Tânia. Assim com o teatro mantém muitas das lembranças daquela época, apesar de renovado, encontrei-as também passeando nos corredores do prédio original da escola, com os azulejos verdes na parede e o piso quadriculado em preto e branco. A cantina ocupa o mesmo espaço, assim como a sala do professores e a do GER – Grêmio Estudantil Rosariense. Lembrei de algumas salas de aula, provavelmente devo ter confundido outras, e as achei muito parecidas, exceção à lousa que não é mais de giz. O pátio tem mobiliário novo mas sofreu poucas mudanças. Caminhar dentro do Rosário, ver a sala de troféus e algumas fotos do passado me emocionaram.

 

Fiz questão de visitar a Arena Grêmio, no bairro Humaitá, na zona norte de Porto Alegre. Por incrível que seja, até hoje não assisti a partidas de futebol na nova casa gremista e apenas havia apreciado a bela arquitetura nas vezes que aterrisei no aeroporto Salgado Filho. Se do alto, a Arena chama atenção, é de perto que se tem noção clara das suas dimensões e do que pode representar quando tomada de torcedores. Havia alguns visitantes como eu percorrendo o entorno e parte de suas dependências, tirando fotografia, guardando recordações e sonhando com os títulos que virão. Havia os que se preparavam para a competição esportiva mais importante no fim de semana, em Porto Alegre: a Corrida do Grêmio que, soube há pouco, reuniu 5 mil pessoas, no domingo pela manhã. Consta que outra atividade estaria marcada para sábado à noite, na avenida Padre Cacique, mas de menor relevância; não sei bem o que se sucedeu por lá.

 

Prestei muita atenção no movimento daqueles gremistas que encararam o forte calor deste fim de semana porto-alegrense, na forma carinhosa com que apreciavam os paineis com ilustrações do tricolor, no interesse pelos souveniers oferecidos na loja GremioMania e nas conversas paralelas entre amigos, casais e famílias. Havia orgulho e alegria entre os muitos que vestiam nossa camisa. Nenhum parecia se importar com as dificuldades e falta de resultado que se avizinharam. Afinal, não somos gremistas porque ganhamos a vaga sejá lá pra qual for a competição, ou porque vencemos mais um título; nem deixaremos de sê-lo apenas por uma ou outra temporada sem conquistas, ou por um elenco que não nos agrade por completo. Somos gremistas porque o destino nos colocou neste caminho; alguém muito especial, uma luz qualquer ou um momento incrível – de dor ou de alegria – fez explodir esta paixão.

 

Diante de tudo isso, a partida desta noite em Salvador e a possibilidade de ainda termos um lugar na Libertadores do ano que vem ficaram menores, quase irrelevantes. Mas que eu queria ter visto nosso time brigando e acreditando até o fim, não tenha dúvida, eu queria. Porque eu sou gremista!

Os discos voltam a tocar nossa lembrança

 

 

O toca disco Sony, com fonte improvisada e cabo RCA conectado ao primo mais novo, o tocador de DVD, trouxe de volta ótimas lembranças neste fim de semana. Os discos de vinil vieram na mala com a qual desembarquei em São Paulo, assim que deixei Porto Alegre, no primeiro dia de 1991. Um solo de Mick Jagger, um clássico dos Beatles, James Taylor, Cazuza e mais alguns exemplares interessantes que não listarei aqui para não tomar seu tempo. Todos ficaram guardados por anos e só ganharam o direito de se transformar em peça de decoração recentemente. Por curioso que pareça, foi um garoto de 12 anos que me incentivou a dar uma solução para o aparelho sem vida. Fernando, meu sobrinho mais novo, por influência do pai, o Christian, meu irmão mais novo, adora vinil e tem se esforçado para encontrar algumas raridades, em especial do Red Hot Chili Peppers, sua banda favorita. Quando esteve aqui em casa, fomos juntos à Galeria do Rock, centro da capital paulista e ponto de encontro de admiradores da velha mídia. Fiquei impressionado com o que é possível achar naquelas lojas e com o preço que cobram, especialmente em tempos de músicas baixadas de graça (ou quase) na internet.

 

De volta para casa, Fernando queria saber porque meu ‘prato’ – é assim que os jovens se referem a esse aparelho – estava servindo apenas de decoração ao lado dos discos. Sem resposta convicente, no dia seguinte saí em busca de alguém que me ajudasse a arrumar minha eletrola – é assim que os mais antigos se referem a esse equipamento. A solução foi caseira, pois descobri que um dos técnicos da CBN, Gugu, era craque nesses consertos, conhecia como poucos os atalhos necessários para encontrar as peças que faltavam e enjambrar soluções. Em menos de uma semana, o toca disco já estava de volta com uma nova fonte e agulha zero quilômetro. Bastava conectá-lo em um receiver e aumentar o som: foi o que fiz nesse fim de semana para alegria das minhas boas memórias.

 

O chiado no começo das faixas reativa as lembranças de um passado que deixou marcas e acumulou pó. Algumas dessas marcas impedem que a música continue tocando, repete estrofes e nos obriga a pular a agulha para o sulco seguinte. A turma mais nova se divertiu com minhas manobras para ouvir o disco até o fim e se impressionou com o fato de um dia alguém ter imaginado que aquelas trilhas riscadas em um vinil poderiam se transformar em música para nossos ouvidos. Um deles chegou a suar quando pedi para levantar o braço da agulha e trocar de faixa, movimento que exige habilidade e sutileza, coisa que aprendemos de pequeno, mas que é uma tremenda novidade para quem jamais havia visto um LP rodar.

 

Hoje somos capazes de registrar o mais sutil dos sons e de destacá-los em nossos aparelhos ultra sofisticados com muita precisão. É incrível, porém, como o som rústico que sai dos discos consegue nos trazer a sensação de pureza das canções, resultado da tecnologia de gravação que havia à disposição na época e das lembranças que tenho.

 

Memória nos muros de São Paulo

 

O muralista e artista plástico Eduardo Kobra fez uma nova obra de seu mais antigo projeto em São Paulo, o “Muro das Memórias”. O trabalho, na av. Hélio Pelegrino, mostra uma cena da década de 30. Segundo Kobra, alguns dos personagens do mural olham para fora, “como que cobrando as pessoas de hoje sobre as transformações sem planejamento que prejudicaram a cidade de São Paulo”. Além de Kobra, participaram do trabalho outros três artistas do Studio Kobra: Agnaldo Britto Pereira, Marcos Rafael dos Santos e Andressa Munin Duarte.

Conte Sua História de São Paulo: A memória do Kobra

 

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Da pichação sem sentido ao desenho que nos faz recordar; da cultura americana à visão paulistana. O artista gráfico Eduardo Kobra rodou por todas estas expressões até ter seu trabalho reconhecido – inclusive por seus pais. Foram eles, os primeiros a tentar reprimir o menino de 12 anos que saía do Campo Limpo, na zona sul, empunhando tubos de tinta ao lado dos amigos para sujar a cidade. Tinham medo do que podia acontecer com o filho que por duas vezes já havia sido detido por policiais.

Hoje, Kobra tem consciência do comportamento impróprio da época e sabe que foi, em parte, aquele o motivo para os familiares terem tanta dificuldade para compreender o que ele realmente fazia quando passou a usar os muros de São Paulo para recuperar nossa memória.

Com o nome escrito na vida cultura da cidade, Kobra hoje pode subir a 40 metros de altura ou estender sua obra por quilômetros de paredes sem que a polícia o incomode (às vezes, ainda tem quem confunda as coisas). Mesmo só tendo entrado em uma galeria de arte pela primeira vez aos 26 anos, atualmente é um artista respeitado. Seu trabalho é visto com interesse no exterior, também.

Eduardo Kobra foi personagem do Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 457 anos da nossa cidade.

Ouça o depoimento dele ao CBN SP

Foto-ouvinte: Árvore acorrentada

 

Árvore na Ladeira da Memória

Por Devanir Amâncio

Uma grande árvore com  tronco oco  está segura por uma corrente  na Ladeira da Memória,  ao lado do Metrô Anhangabaú, centro de São Paulo. A corrente amarrada no muro do monumento está no limite de sua resistência . Em caso de queda da árvore, danos materiais e humanos serão inevitáveis.

José Mindlin, o eterno doador de livros

 

Por Suely Aparecida Schraner
Ouvinte-internauta

jose mindlinUma viagem ao mundo dos sentidos. Era 1962. Festa de natal dos funcionários da Metal Leve, em Santo Amaro. Farejou o aroma dos comes e bebes. Pais e filharada tudo junto. O pai, faxineiro e oito filhos. Bom ‘salário-família’, na época. Somados todos os filhos, salário fixo mais que dobrava.

Ela vibrava com os sons da alegria que chegavam aos seus ouvidos, anunciando presentes nem sequer sonhados.

Saboreou os sanduíches fartos e sucos que não eram Tubaína nem Grapette. Gostou dos doces que não eram Neuza nem Paçoquinha .E tinha maçã do amor.

Tateou seu pacote e sentiu o coração acelerar. Tinha brinquedo e tinha um livro: Uma Folha na Tempestade, de Lin Yutang. Seu primeiro livro novo.

Deslumbrou uma nova viagem literária. O prazer de ler que sua vista alcançava, era: revistas velhas ‘Sétimo Céu’, a revista Detetive e X-9. Também qualquer outra sobra que encontrava. Até bula de remédios.

José Mindlin, maior bibliófilo do país, advogado, empresário, conselheiro, entre outras coisas. Não tinha dificuldade em conciliar os múltiplos interesses. Os livros, um fio condutor de uma vida inteira. Percorrendo diversos caminhos ao longo dos seus 95 anos, foi um divisor de águas na vida daquela menina. Plantando sementes, gerando novos leitores.

Sempre viu a empresa como uma instituição de progresso coletivo, com obrigações sociais incluindo a cultura. Sentindo-se um peixe dentro d’água na imersão nos livros e na responsabilidade social. O interesse cultural desde sempre.

Passados mais de quarenta anos, ela lhe escreveu contando sobre o quanto a atitude em dar livros de presente na cesta de natal, foi importante em sua vida.

Dias depois, uma resposta amável e outro livro de presente: ‘Uma Vida entre Livros’de José Mindlin. Um eterno doador de livros a despertar ternura e saudades.

Admiração para sempre.

Ouvintes começam a gravar depoimentos para a CBN

 

CBN SP
Em menos de uma semana, dez ouvintes-internautas já marcaram a data e hora para gravar sua participação na nova fase do Conte Sua História de São Paulo. Os depoimentos serão registrados em áudio e vídeo na sede do Museu da Pessoa, instituição especializada em resgatar e armazenar a memória do cidadão brasileiro.

Em lugar dos textos enviados por e-mail e interpretados por mim aos sábados, nesta etapa o Conte Sua História de São Paulo publicará as experiências dos moradores na capital paulista contadas por eles próprios. Além disso, o material passará a fazer parte do acervo do Museu da Pessoa, com possibilidade de acesso pela internet.

Na semana em homenagem aos 456 anos de São Paulo, que começa nessa segunda-feira (18.01), você terá oportunidade de ouvir alguns depoimentos que integram a memória digital do Museu. Foram selecionadas histórias de infância, lembranças de família, casos curiosos e inusitados que nos oferecerão um olhar sobre a diversidade da capital.

Para agendar sua entrevista, você deve ligar para 011 2144-7150, ou entrar no site do Museu da Pessoa.

Leia mais sobre o Conte Sua História de São Paulo especial e a programação da CBN no aniversário da cidade.