Mundo Corporativo: Telma Abrahão diz como transformar líderes tóxicos em neuroconscientes

Nos bastidores da entrevista com Tela Abrahão. Foto de Priscila Gubiotti/CBN

“A gente não consegue impedir uma emoção. A emoção, ela vem. Ela é irracional. Ela é instintiva. Mas usando a razão, a gente consegue pensar sobre essa emoção e pensar sobre a nossa atitude diante dessa emoção.”

Telma Abrahão

Imagine trabalhar em um ambiente onde o medo e a desconfiança são constantes. Onde um simples alerta no WhatsApp desencadeia ansiedade e insegurança. Este é o cenário comum em empresas comandadas por líderes tóxicos, conforme descrito pela biomédica e especialista em neurociências Telma Abrahão. No programa Mundo Corporativo, Abrahão enfatiza a urgência de transformar esses líderes em figuras neuroconscientes.

Impacto das Emoções na Liderança

Telma Abrahão explica que líderes tóxicos são centralizadores e egoístas, focando apenas em suas próprias necessidades e desconsiderando os sentimentos e pensamentos de suas equipes. “Quando esse líder tem um padrão tóxico, ele acaba não levando em consideração o que é importante para as pessoas dessa equipe, o que elas pensam, o que elas sentem”, ressalta. Isso cria um ambiente de trabalho hostil e competitivo, prejudicando tanto a saúde mental dos colaboradores quanto os resultados financeiros da empresa.

A especialista pontua que a rejeição constante e a falta de reconhecimento podem levar os colaboradores a um estado de paralisia, procrastinação e medo de agir. Estudos em neurociência comportamental demonstram que a rejeição afeta a mesma área do cérebro que a dor física, impactando diretamente o desempenho dos funcionários.

A Neurociência no Ambiente Corporativo

Abrahão destaca que a compreensão da biologia e neurociência por trás do comportamento humano não deve ser restrita aos especialistas. Ela afirma que esse conhecimento pode ser um divisor de águas na forma como reagimos ao estresse e lidamos com nossas emoções. “Se você é dominado pelas emoções, o caos se instala facilmente. Então, a gente tem que aprender a usar a razão para lidar com a emoção”, explica.

Para transformar líderes tóxicos em neuroconscientes, Abrahão sugere treinamento contínuo e autoconhecimento. “Um líder tóxico pode ser transformado num líder neuroconsciente, mas vai precisar de treinamento e alguém guiando esse processo”, diz ela. O primeiro passo é a auto-consciência, identificar padrões de comportamento e aprender a responder de forma diferente aos estímulos de estresse.

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Mundo Corporativo: com tecnologia de identidade racial, a Diversidade.io gera oportunidades a afroempreendedores, diz Marcelo Arruda

Marcelo Arruda nos bastidores do Mundo Corporativo. Foto: Letícia Valente

“A gente tem que falar a verdade, que vai ser mais difícil e isso faz parte da resiliência para quebrar padrões, para quebrar muros, mas é possível. E eu tenho certeza que o talento no final vai achar o seu espaço.”

Marcelo Arruda

Imagine um cenário onde 15 milhões de empresas de afroempreendedores representam uma massa de 60 milhões de brasileiros com uma demanda reprimida. Este é o mercado que a Diversidade.io, plataforma criada por Marcelo Arruda, busca explorar e conectar com grandes empresas interessadas em investir na diversidade e inclusão. 

Em entrevista ao Mundo Corporativo, Marcelo falou dos desafios que enfrentou em sua carreira como executivo e de como essas experiências o levaram a encontrar soluções que tornasse o mercado de trabalho mais acessível a diversos públicos.

“Para as pessoas que são de qualquer recorte da diversidade e que hoje às vezes podem se limitar, achando que por pertencer a um recorte, eles não vão ter oportunidades, eles vão sim”, afirmou Marcelo.

Diversidade como oportunidade de negócio

O executivo destacou que as empresas estão percebendo a diversidade não como um ato de caridade ou filantropia, mas como uma oportunidade de negócio. “Investindo em quem tem potencial, as empresas podem crescer suas vendas e suas margens,” explicou ele. Essa perspectiva reforça a importância de criar um ambiente de negócios inclusivo e diversificado, onde todos têm a oportunidade de prosperar.

Para isso, a Diversidade.io utiliza tecnologia avançada para conectar afroempreendedores a grandes empresas, facilitando o processo de inclusão e promovendo a equidade. A plataforma oferece uma solução escalonável que pode ser aplicada tanto em nível nacional quanto internacional, identificando fornecedores pela atividade que exercem e pelo local onde estão.

Tecnologia e reconhecimento racial

Um dos desafios mencionados por Marcelo é garantir que os processos de inclusão sejam justos e efetivos. Para enfrentar essa questão, a Diversidade.io desenvolveu uma ferramenta de machine learning para reconhecimento, que ajuda a validar a identidade racial dos empreendedores. “Nossa ferramenta trabalha com uma base de 70 mil fotos e oferece uma segurança na informação que passamos para quem nos contrata,” explicou Marcelo.

Essa inovação foi apresentada em Nova York e recebeu elogios por sua capacidade de garantir a diversidade real entre os fornecedores. “Estamos preparando um ambiente seguro para que o empreendedor da diversidade possa florescer,” acrescentou ele.

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Mundo Corporativo: Leandro Jasiocha, da Electrolux, propõe uma transformação centrada no consumidor

Jasiocha é entrevistado pelo Mundo Corporativo. Foto: Letícia Valente

“Colocar o consumidor no centro é baixar os muros que existem dentro de uma empresa e passar a olhar as soluções sem a visão de departamento.”

Leandro Jasiocha, Electrolux

A transformação no relacionamento entre empresas e consumidores é um processo contínuo e sem fim, segundo Leandro Jasiocha, CEO da Electrolux para a América Latina. Em entrevista ao Mundo Corporativo, ele destaca que a chave para esse processo é colocar o consumidor no centro de todas as decisões da organização. 

Leandro falou sobre a necessidade de uma mudança de mentalidade dentro das empresas para atender às novas demandas dos consumidores: “é um processo de transformação bastante grande que tem que começar obviamente do topo da organização e é um processo que toma tempo e não tem fim”. O discurso em favor da mudança constantes e da inovação chama ainda mais atenção por ter com mensageira uma fabricante de eletrodoméstico que está prestes a completar 100 anos no Brasil. Fundada na Suécia, chegou ao país em 2026 e, atualmente, tem quatro fábricas, duas delas em Curitiba, onde a marca mantém um centro de tecnologia e inovação.

A liderança Inclusiva e a sustentabilidade

Durante a entrevista, Leandro enfatizou a importância de uma liderança que considera todos os colaboradores. “Nós estamos num processo de transformação de liderança muito grande, fazendo com que os nossos líderes sejam cada vez mais inclusivos e tenham um olhar para todos da empresa,” disse ele. 

Outro ponto crucial abordado foi a sustentabilidade. Leandro mencionou que, na América Latina, a sustentabilidade é um tema relevante e os consumidores já estão dispostos a pagar um pouco mais por soluções sustentáveis. “O consumidor está cada vez mais consciente para o tema da sustentabilidade e isso se reflete na disposição de pagar mais por produtos que tenham esse compromisso,” explicou.

A jornada do consumidor

A jornada do consumidor foi outro tópico destacado por Leandro Jasiocha. Ele descreveu essa jornada como não linear e complexa, o que requer flexibilidade por parte das empresas para atender às diversas formas de interação dos consumidores.

A Electrolux, de acordo com seu principal executivo na América Latina, tem investido em diversas frentes para melhorar a experiência do consumidor, incluindo o uso de inteligência artificial. Um exemplo prático é o uso dessa tecnologia em refrigeradores, que aprendem a rotina de uso do consumidor e ajustam o funcionamento para otimizar a eficiência energética e prolongar a vida dos alimentos.

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Mundo Corporativo: inovação e adaptação são o caminho do sucesso para o consórcio, diz Tatiana Reichmann, da Ademicon

Tatiana Reichmann no estúdio de gravação do Mundo Corporativo Foto: Letícia Valente

“Nós vendemos um produto que tem 60 anos, mas que é super moderno.”

Tatiana Reichmann, Ademicon

A liderança no mercado de consórcios requer inovação constante e adaptação às mudanças. Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon, sabe bem disso. À frente de uma das maiores empresas do segmento no Brasil, ele enfatiza a importância de estar sempre atualizada e aberta a novas ideias. Na entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, a empresária lembra que o produto que comercializa, apesar de ter 60 anos, é movido por conceitos bastante atuais: “(consórcio) é compartilhar, coisa que recentemente começou a ser feita”.

Transformando a tradição em inovação

Tatiana ressalta que a atualização e o pensamento aberto são cruciais para a evolução no mercado de consórcios. “A gente não pode estar estacionado, a gente tem que estar sempre atualizado, aceitar que as mudanças nos fazem evoluir”, afirma. Com cerca de 200 lojas licenciadas espalhadas pelo Brasil, a Ademicon investe fortemente em treinamento e capacitação de seus consultores, preparando-os para atender de forma eficaz e moderna as necessidades dos clientes.

A CEO também destaca a importância do consórcio como uma ferramenta de investimento, indo além da simples aquisição de bens. “Nós trouxemos a palavra conhecimento para o consórcio e fomos pioneiros em falar de consórcio como investimento”, explica Tatiana, ressaltando que isso ampliou o público-alvo e as possibilidades de uso do consórcio.

Expansão e licenciamento

A expansão da Ademicon tem sido orgânica e Tatiana explica que o licenciamento de lojas é uma estratégia que permite um crescimento sustentável e abrangente. “Nós devemos abrir mais 250 lojas nos próximos cinco anos”, revela. Esse modelo permite que consultores se tornem empresários locais, criando um vínculo mais forte com a marca e oferecendo um atendimento personalizado aos clientes.

Sobre a importância da liderança feminina, Tatiana diz que “me orgulho muito de conseguir ser referência para muitas mulheres e eu busco isto cada vez mais para mostrar que é possível, que é só a gente se dedicar.”

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Mundo Corporativo: Bruna Soares, da Moët Hennessy, fala de estratégias de luxo e liderança feminina

Bruna Soares no estúdio do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“Onde você quer chegar? Que histórias você quer contar? Pelo que você quer que a sua marca seja lembrada?”

Bruna Soares, Moët Hennessy

Construir uma marca memorável requer estratégias específicas e uma conexão emocional profunda, especialmente em um mercado no qual a atenção do consumidor é o recurso mais valioso. Esse foi um dos assuntos da entrevista com Bruna Soares, gerente de marca da Moët Hennessy, no programa Mundo Corporativo. Bruna compartilhou suas experiências e ideias sobre como gerir uma marca de luxo, o papel da liderança feminina e os desafios e oportunidades no setor de bebidas premium.

“A gente ocupa uma posição de as pessoas olharem para as marcas e verem o que elas estão fazendo,” afirmou Bruna. “Nós temos muito esse papel e essa missão de ocupar esse lugar de privilégio para fomentar debates e discussões de temas importantes para a sociedade.”

O desafio de gerir uma marca de luxo

Bruna destacou que o principal ativo do consumidor de luxo é o tempo. “Proporcionar experiências que sejam memoráveis e criem uma conexão verdadeira é essencial,” disse. Ela enfatizou a importância de manter a autenticidade e a elegância, não apenas na aparência, mas também nas atitudes e no relacionamento com clientes e colaboradores.

A Moët Hennessy, com suas marcas icônicas como Moët & Chandon e Veuve Clicquot, busca estar presente nos momentos de celebração dos consumidores. Bruna destacou a relevância crescente do mercado brasileiro para a empresa, especialmente após a pandemia, quando os consumidores passaram a valorizar mais as pequenas celebrações do dia a dia.

“Quando a gente fala de marcas, a gente fala sobre como você se diferencia em um mundo super vasto de outras marcas,” observou Bruna. “É sobre ter um olhar estratégico claro sobre onde você quer chegar e que histórias você quer contar.”

Liderança feminina e fortalecimento

A trajetória de Madame Clicquot, fundadora da Veuve Clicquot, serve como uma grande inspiração para Bruna e muitas outras mulheres na empresa. “Ela foi uma mulher muito à frente do seu tempo, enfrentando inúmeras barreiras,” comentou Bruna. “Estar à frente dessa marca no Brasil é um privilégio e uma responsabilidade para fazer jus a esse legado.”

Bruna também abordou a importância de incentivar o empreendedorismo feminino através de projetos como Bold by Veuve Clicquot, que promove a visibilidade de mulheres empreendedoras. Em 2022, a casa de champanhe conduziu o “Barômetro do Empreendedorismo Feminino”, um estudo com foco nas empresárias brasileiras em que mais de 2 mil mulheres foram entrevistadas: “A principal barreira que aprendemos no estudo é o medo do julgamento e do risco,” explicou Bruna. “Isso já existe por uma questão cultural e é sobre você se desvencilhar dessas amarras e dessas barreiras psicológicas para ousar e correr atrás dos objetivos.”

Ela ressaltou a necessidade de criar redes de apoio e troca entre mulheres para que possam aprender e crescer juntas. “Eu vejo um futuro promissor e positivo para o empreendedorismo feminino, graças às mulheres que abriram caminho superando medos e barreiras.”

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Mundo Corporativo: Carla Hoffmann, da AWA Growth, discute a transformação necessária para uma economia verde

“Logo os profissionais, assim como eu, por exemplo, decidem com quem querem trabalhar, e a gente vê que isso é muito mais frequente nas novas gerações.”

Carla Hoffmann, AWA Growth

A economia verde não é apenas uma tendência passageira, mas uma transformação necessária para a sobrevivência e prosperidade das empresas no século XXI. Este foi o principal ponto destacado por Carla Hoffmann, CEO da AWA Growth Partner Marketing, durante sua entrevista no programa Mundo Corporativo, da CBN. Carla enfatizou que a mudança para modelos sustentáveis não só beneficia o planeta, mas também se alinha com os valores das novas gerações de trabalhadores. “Se as empresas não se adaptarem, talvez até elas tenham dificuldade de encontrar pessoas realmente engajadas em fazê-las crescerem,” afirmou.

Desafios e estratégias para uma economia verde

Carla Hoffmann abordou a importância da conscientização e reestruturação de processos dentro das organizações para incentivar modelos de inovação e economia verde. “Precisa, realmente, primeiro uma conscientização, um entendimento do próprio exercício de uma liderança mais regenerativa,” explicou. A CEO destacou que muitas empresas não foram originalmente construídas com um foco sustentável, o que torna a adaptação um desafio, mas também uma oportunidade de inovação.

Além de conscientizar e educar as lideranças, Carla ressaltou a necessidade de integrar novas tecnologias e soluções para mitigar os impactos ambientais. “A gente vai precisar mudar o nosso modelo de interação econômica, essa é a nossa nova economia”, disse ela, referindo-se à prática de uma economia mais verde.

Financiamento para empresas com impacto positivo

A AWA Growth Partner Marketing é uma consultoria especializada na expansão de mercados para empresas que têm impacto positivo no meio ambiente e na sociedade. A empresa atua em duas frentes principais: consultoria estratégica de marketing para identificar e estruturar estratégias de crescimento adequadas para cada cliente, e acesso ao capital, ajudando empresas regenerativas a obter financiamentos que estejam alinhados com seus valores e objetivos sustentáveis. Com foco exclusivo em negócios regenerativos, a AWA Growth apoia a implementação de práticas de economia verde, promovendo inovação e lideranças regenerativas dentro das organizações.

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Mundo Corporativo: Amilcar e Renato Sá, da MC Tintas, falam de como fazer da inovação uma tradição familiar

Reprodução do vídeo da entrevista ao Mundo Corporativo

“Quer ter sucesso? Trate bem o fornecedor, trate bem seu funcionário, muito bem seu funcionário e trate bem o seu cliente.”

Amilcar Sá, MC Tintas

O mundo dos negócios pode ser um terreno árido e desafiador, especialmente para aqueles que desejam empreender e inovar. Entretanto, a história da MC Tintas, que se iniciou há 60 anos, mostra que o caminho para o sucesso pode ser trilhado com uma boa dose de respeito e dedicação aos principais pilares de uma empresa: fornecedores, funcionários e clientes. É no que acreditam Amilcar Sá e Renato Sá entrevistados no Mundo Corporativo, da CBN. Amilcar começou aos 16 anos com os dois irmãos, fundadores da empresa, e Renato assumiu o comando da MC Tintas, em 2020.

Com mais de 220 unidades no Brasil, a companhia faturou R$ 563 milhões, em 2023. Para 2024, a meta é chegar a R$ 680 milhões, com 20% de crescimento no número de unidades. Desde 2017, a marca trabalha no sistema de franquia, uma estratégia que Renato Sá quer ampliar. Atualmente, são 120 franqueados. Entender o potencial de cada um desses empreendedores é importante na construção da rede. Renato ressalta que “o sucesso de um empreendedor depende muito mais dele do que do franqueador”, destacando a importância da iniciativa individual no mundo dos negócios.

Inovação e Crescimento

A inovação sempre foi uma característica da MC Tintas. Uma tradição familia, pelo que se ouve nas histórias contadas por Amílcar e Renato. Desde a criação da empresa, a visão de Amilcar e seus irmãos foi transformar as lojas de tintas em ambientes agradáveis e acessíveis para todos os públicos, especialmente às mulheres, que, tradicionalmente, não frequentavam esses estabelecimentos. Amilcar recorda: “As lojas eram muito pesadas, sujas. Não tinha aquele tratamento gostoso. Nós fomos os primeiros a mudar isso”.

Renato complementa que a empresa continua a se adaptar às mudanças do mercado e do comportamento do consumidor: “Hoje temos muito mais ferramentas do que eles tinham lá atrás. A empresa estuda o novo consumidor, contrata pesquisas e tenta inovar constantemente”. Esse olhar inovador levou a MC Tintas a desenvolver um aplicativo chamado Toc Toc, que conecta consumidores a profissionais de pintura, facilitando o acesso a serviços de qualidade.

Sucessão Familiar e Liderança

A transição de liderança na MC Tintas é um exemplo de como a sucessão familiar pode ser bem-sucedida. Amilcar enfatiza que a preparação foi fundamental: “Não foi porque o Renato é meu filho que ele se tornou CEO. Ele foi apontado como a pessoa mais adequada por uma consultoria externa”. Renato, por sua vez, destaca a importância do preparo e da contínua busca por conhecimento: “Liderar é não parar nunca. É estudar, fazer cursos e ter vontade de passar a cultura da empresa”.

A relação pai e filho dentro da empresa é um equilíbrio de aprendizado e liderança compartilhada. Renato reconhece o papel crucial de seu pai como mentor: “Tenho uma grande oportunidade de ter meu pai do meu lado, meu espelho, e meu mentor”.

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Mundo Corporativo: faça da vulnerabilidade a sua força, recomenda Roberta Rosenburg, da F.Lead

Roberta Rosenburg é entrevistada no Mundo Corporativo, foto: Priscila Gubiotti

“As pessoas estão mais carentes de serem escutadas, de serem entendidas, de serem validadas. Então, aquela empresa que conseguir tocar o colaborador como ser humano, essas empresas vão voar.”

Roberta Rosenburg

A habilidade de se conectar genuinamente com os colaboradores é cada vez mais crucial para o sucesso das organizações. Esse foi o principal tema abordado por Roberta Rosenburg, CEO e Co-Fundadora da F.Lead, durante sua entrevista ao programa Mundo Corporativo. A consultora destacou a importância de reconhecer e trabalhar a vulnerabilidade nas organizações como uma estratégia para desenvolver líderes mais eficazes e humanos.

Desenvolvendo a vulnerabilidade como força

Roberta Rosenburg iniciou a conversa falando sobre a necessidade de criar um ambiente onde a vulnerabilidade seja vista como uma força, não uma fraqueza. “Como é que eu crio essa vulnerabilidade? Você vai se mostrar ser humano. Eu sempre falo: escolhe as histórias que você quer contar, pensa antes de falar, se cuida, porque a gente precisa se cuidar. Então, é uma vulnerabilidade sendo cuidada. Eu me cuido. Mas eu posso ser vulnerável também”, explicou.

Ela ressaltou que as empresas que conseguem tocar seus colaboradores como seres humanos, escutando e validando suas necessidades, serão aquelas que prosperarão no futuro. Segundo Roberta, o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal tornou-se uma demanda ainda mais evidente após a pandemia. “As pessoas estão mais carentes de serem escutadas, de serem entendidas, de serem validadas e elas mesmas se questionam isso. Então, aquela empresa, daqui para o futuro, que conseguir tocar aquele colaborador como ser humano, essas empresas vão voar.”

O papel da comunicação na liderança

A comunicação eficaz foi destacada como uma competência crucial para os líderes modernos. Roberta argumentou que a vulnerabilidade também passa por reconhecer os próprios limites e se comunicar abertamente sobre eles. “O líder precisa fomentar esse ambiente, como? Conversando. Muitas vezes a gente não fala as coisas óbvias”, disse ela.

Ela acrescentou que a habilidade de um líder em tratar com situações difíceis, como a mudança de um projeto estratégico, depende de sua capacidade de se conectar com sua equipe de forma transparente e empática. “O líder precisa realmente estar vulnerável ali, reconhecer que talvez aquele projeto não seja o melhor para a empresa e comunicar isso de forma que a equipe se sinta valorizada pelo esforço feito.”

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Mundo Corporativo: Marcus Teles revela estratégias da Livraria Leitura para prosperar em tempos de crise

Nos bastidores do Mundo Corporativo, foto de Pricisla Gubiotti

“A austeridade e a independência financeira são nossas maiores fortalezas.”

Marcus Teles, Livraria Leitura

Com a concorrência acirrada de gigantes do e-commerce e as crises econômicas que desafiaram o mercado nos últimos anos, manter uma rede de livrarias no Brasil parece uma tarefa gigantesca. E é mesmo. No entanto, a Livraria Leitura além de sobreviver, também prosperou nesse cenário desafiador. Este é o tema central da entrevista de Marcus Teles, CEO da Livraria Leitura, no programa Mundo Corporativo.

Marcus Teles compartilhou as estratégias que levaram a Livraria Leitura a se tornar a maior rede de livrarias do país. “Nós crescemos mais nas crises,” afirmou Teles, explicando que a empresa sempre optou por operar com capital próprio e sem dívidas. Essa abordagem permitiu que a Livraria Leitura enfrentasse turbulências econômicas com mais resiliência do que muitos concorrentes.

Concorrência e Adaptação

Uma das grandes lições de Teles é sobre como enfrentar a concorrência de grandes multinacionais. “Aquelas que quiseram brigar no preço e vender mais barato do que uma multinacional foram por um caminho de confronto difícil de vencer,” ressaltou. Ele destacou que a Livraria Leitura sempre priorizou a experiência do cliente e a formação de uma equipe bem treinada, capaz de oferecer recomendações personalizadas e atendimento de alta qualidade.

Para Teles, a chave do sucesso está na capacidade de adaptação e na austeridade. “Se a loja deu prejuízo no segundo ano, muitas vezes chegamos ao dono do imóvel ou ao shopping e negociamos uma redução de aluguel. Se isso não acontece, a loja é fechada,” contou ele, mostrando a firmeza nas decisões que ajudam a manter a saúde financeira da empresa.

O Crescimento da Leitura no Brasil

Teles trouxe uma perspectiva otimista sobre o hábito de leitura no Brasil, especialmente entre os jovens. “Nós esperávamos que, com a digitalização, os jovens fossem menos adeptos ao livro impresso. Na verdade, foi o contrário: eles leem muito hoje,” disse ele. A popularidade de séries e a influência de plataformas como o TikTok têm contribuído para esse crescimento.

Outro ponto destacado foi a importância das livrarias físicas. “A livraria é um contato de convivência,” explicou Teles. Ele acredita que, apesar do crescimento das vendas online, as livrarias oferecem uma experiência única que atrai leitores interessados em novidades e em um ambiente propício à descoberta de novos títulos.

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Mundo Corporativo: Bia Martins e Mateus Ferrareto querem democratizar o ESG

Bia e Mateus em entrevista ao Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“O ESG nada mais é que uma sigla que comprova as práticas socioambientais de uma empresa. Só que o ESG se tornou algo muito grande e muito difícil para pequenas e médias empresas.”

Bia Martins

Como pequenas e médias empresas podem adotar práticas de sustentabilidade e se beneficiar das políticas ESG (Ambiental, Social e Governança)? Essa foi a questão central da entrevista com Bia Martins e Mateus Ferrareto, fundadores da ESG Pro Brasil, no programa Mundo Corporativo. Eles discutiram como transformar a governança ambiental, social e corporativa em algo acessível e aplicável a negócios de menor porte. 

“Não tem como uma pequena empresa zerar carbono. Ela não sabe o que é isso e vai ser distante. Mas ela consegue trocar o copo plástico por um copo de vidro. Ela consegue apagar a luz quando não estiver usando. Ela consegue desligar o ar condicionado no dia que não está tão calor”.

Mateus Ferrareto

Estratégias e práticas

A ESG Pro Brasil é uma empresa dedicada a facilitar a adoção de práticas sustentáveis para pequenas e médias empresas. Ela oferece um selo de certificação ESG que valida e promove ações socioambientais corporativas. Além disso, a ESG Pro Brasil desenvolve trilhas de boas práticas em parceria com a Unesco, simplificando o processo de implementação dessas práticas. A empresa também colabora com mais de 180 ONGs, atendendo às metas de desenvolvimento sustentável da ONU, e fornece um sistema de benefícios e cashback para as empresas certificadas, incentivando o engajamento e a responsabilidade socioambiental no setor empresarial.

“Então, o que a gente é hoje, de uma forma bem prática: a gente é um selo e a gente quer democratizar o acesso ao ESG juntos”.

Bia Martins

Trajetória Profissional e Engajamento Social

Bia Martins começou seu envolvimento com questões sociais desde muito jovem. Aos seis anos, fundou a ONG Olhar de Bia, motivada por uma experiência pessoal marcante ao ver crianças em situação de vulnerabilidade. A partir dessa iniciativa, Bia se dedicou ao combate à miséria através da educação e da solidariedade. Sua trajetória é marcada por um profundo compromisso com a transformação social, que agora se estende ao seu trabalho na ESG Pro Brasil.

“O olhar de Bia nasceu de uma ação pontual no Natal, ajudamos 600 pessoas e hoje já impactamos mais de 450.000 vidas” 

Bia Martins

Mateus Ferrareto, por sua vez, encontrou no empreendedorismo uma forma de aliar suas habilidades profissionais ao propósito de promover a sustentabilidade. Formado em Arquitetura, ele cofundou a Eco Flame Garden, empresa que desenvolve móveis para áreas externas. Entendeu logo no início o peso de carregar o nome “eco” no seu negócio. Perdeu seu primeiro cliente, porque não considerava os conceitos ESG nas suas práticas. Ao deparar com aquela realidade, percebeu que precisava se aprofundar no tema:

“A Eco Flame Garden se tornou uma empresa carbon-free, com projetos que utilizam materiais reciclados, como redes de pesca retiradas dos oceanos”.

Mateus Ferrareto

A experiência com a Eco Flame Garden inspirou Mateus a criar a ESG Pro Brasil. Sua jornada profissional reflete uma busca constante por soluções inovadoras que conciliem negócios e responsabilidade socioambiental.

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