Mundo Corporativo – Nova Geração: Sidnei Oliveira sugere, aos jovens, foco e desapego

 

 

“Quando eu foco em alguma coisa, eu sou obrigado a desapegar de outras coisas para fazer aquilo que eu estou fazendo. Esse desapego, a gente não vê presente no jovem. O jovem muitas vezes não quer escolher porque a perda traz frustração”. A avaliação é do consultor e mentor Sidnei Oliveira, ao analisar o comportamento dos jovens que estão iniciando-se na carreira profissional, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo – Nova Geração.

 

Autor do livro Gerações – encontros, desencontros e novas perspectivas (Editora Integrare), Sidnei Oliveira sugere que as empresas criem ambientes que permitam a interação do conhecimento e experiência das diferentes gerações que dividem o mesmo espaço de trabalho: “o jovem tem um conhecimento da tecnologia, ele tem o conhecimento mais amplo da realidade, ele é mais globalizado, então ele pode usar isso pra abrir a mente do mais veterano; e o veterano pode ajudar também o jovem desde que a gente perceba que o jovem tem um princípio só com relação ao veterano: eu respeito o que você fez mas eu vou te superar”

 

O Mundo Corporativo – Nova Geração vai ao ar no último sábado do mês, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Alessandra Dias, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves.

Franchising exige nova estratégia para crescer no comércio eletrônico

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Brasil é o quarto mercado de franchising do mundo com 3.000 franqueadores, 140 mil unidades franqueadas e faturamento de 140 bilhões de reais (2015), proporcionando 1,2 milhão de empregos diretos. O setor de franchising cresceu 8,5% em vendas e em número de unidades. Foram abertas 15% e fechadas 4,4%.

 

O e-commerce brasileiro foi movimentado por 66 milhões de consumidores que compraram 52 bilhões de reais (2015). Volume 15% superior ao do ano anterior.
Franquias e comércio eletrônico são áreas de sucesso no Brasil.

 

As previsões apontam para a continuidade desse processo de crescimento. A realidade é que o e-commerce tende a crescer indefinidamente, pois dos 66 milhões de usuários, 30% vieram de celulares e 20% compraram em market places. Fontes que facilitarão cada vez mais o acesso e o sucesso. Ainda assim os números poderão ser maiores se o processo de integração total com as lojas físicas for realizado.

 

Para isso é preciso romper a barreira que ainda existe com alguns agentes no mundo físico quanto ao papel do e-commerce.

 

No caso do franchising, a presença do franqueado ainda agrava a desconexão. Além do bloqueio conceitual pela carência de visão estratégica entre franqueadores e franqueados, falta a introdução de um sistema que possa integrá-los definitivamente. Alguns especialistas têm sugerido medidas periféricas, tais como usar a loja física do franqueado para trocas e serviços, ou o franqueador ceder ao franqueado o cadastro dos clientes eletrônicos para que possa oferecer serviços e convites de visitação à loja física.

 

A solução definitiva vem da tecnologia dos sistemas atuais que permite identificar as regiões dos consumidores eletrônicos. Com isso, se poderá comissionar os franqueados que trouxerem novos clientes. Nessa integração, os franqueados passarão a interagir como agentes plenos do omni-channel, gerenciados pelos franqueadores, que poderão motivá-los com “n” alternativas de participação.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Extensão de marca e a pesquisa IBOPE no varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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As empresas quando se encontram em situação intensa de sucesso ou de insucesso, tendem a procurar formas de aumento de mercado.

 

Como se sabe o crescimento dos negócios das empresas pode se dar por categoria, quando a ampliação é feita através de produtos diferentes. Ou por público alvo diferente.

 

A questão maior que se apresenta é criar uma segunda marca ou estender a atual.

 

Em boa parte a opção usada é manter a marca já existente. Os resultados apontam mais erros do que acertos, e há autores como Al Ries, que atribui a extensão de marca como a responsável pela ausência das marcas asiáticas na liderança dos mercados. Afinal, são eles os maiores usuários do expediente da marca única para diversos produtos de diferentes públicos alvo e categorias.

 

É inegável que o posicionamento único de uma só marca é mais sólido e perene. OMO é sabão em pó, GILLETTE é lâmina de barbear ou “gilete”, Xerox é cópia, Harley Davison é motocicleta. Mas, ao lado desta simplificação positiva há outros casos em que a extensão tem apresentado sucesso.

 

A recente pesquisa IBOPE que abordamos anteriormente, nos dá uma informação sobre as marcas únicas e as estendidas.

 

A Le Lis Blanc, a marca melhor avaliada da pesquisa, expandiu com produtos de decoração dentro do guarda-chuva Le Lis Blanc e criou para o masculino a Noir. Conseguiu manter a liderança na moda feminina classe A.

 

A Richards apresenta um raro desempenho de extensão de marca, com a liderança na moda masculina e no calçado masculino classe A.

 

Torra Torra no vestuário feminino e artigos infantis , e Impecável no vestuário masculino e calçados masculinos, ambas na classe C também conseguem os primeiros lugares em categorias diferentes.

 

Ao lado dos casos favoráveis de extensão de marcas, a pesquisa IBOPE mostra marcas únicas liderando: Schutz, Bayard, PUC, Mundo dos Enxovais, Mercatto, Seller, Narciso Enxovais.

 

Este quadro leva a concluir, que criar marca nova para atender novos públicos alvos ou novas categorias de produtos, é a opção mais segura, que, entretanto não invalida a extensão de marca.

 

Leia ainda: “O IBOPE das marcas”

 

Leia, também:  “Varejo internacional: fracasso e oportunidade”

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

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O IBOPE das Marcas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O IBOPE, em pesquisa realizada com 25 mil consumidores no varejo, apresenta o ranking das 200 marcas mais significativas no mercado brasileiro de shopping centers.

 

O trabalho executado pelo IBOPE Inteligência, e intitulado de MARCAS VAREJISTAS, permite a lojistas e shoppings terem a real posição das marcas em setores, por classe social, idade e sexo.

 

As marcas, como sabemos, são hoje um bem precioso para qualquer negócio, a tal ponto que são ativos das empresas, mas pertencem aos seus consumidores.

 

Para Daryl Travis, em “A emoção das Marcas”:

 

“Uma Marca é um contrato não escrito de valor intrínseco, uma expectativa de desempenho, um pacto de coisas boas, uma apresentação de credenciais, um sinal de confiança, uma reputação, um acervo de memórias, e mais do que a soma de todas estas partes, uma Marca representa um aperto de mão como o sinal de um acordo bem realizado”.

 

A importância das marcas valoriza o seu estudo, e permite que o mercado possa usar os dados obtidos em área tão carente de informações.

 

Nesta pesquisa IBOPE, foram considerados os setores de vestuário masculino e feminino, calçado masculino e feminino, artigos esportivos, artigos infantis, roupa de cama, mesa e banho, e eletrodomésticos. As classes A, B e C com potencial de consumo respectivo de 13%, 40% e 31%, com renda familiar de R$2.7 mil a R$ 20,8 mil. Também foi criado um índice com base 100 para equilibrar as marcas expressivas que possuem distribuição regional com aquelas que têm cobertura nacional. Quanto maior o índice, maior a força da marca.

 

O quadro abaixo expressa a posição das marcas resultante destes fatores.

 

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Na classe A, que pela base de renda considerada não inclui o mercado de luxo, desponta a Le Lis Blanc com a maior pontuação da pesquisa. A Richards por sua vez encabeça Vestuário Masculino e Calçado Masculino.

 

Na classe B, as Pernambucanas é a única a comparecer em três setores. Lidera Eletrodomésticos, e ocupa o segundo em Roupas de Cama, Mesa e Banho e o terceiro em Artigos Infantis. A Luigi Bertolli, do GEP, tradicional em moda feminina, é líder em Vestuário Masculino. A Renner aparece em dois segundos lugares: Vestuário Feminino e Masculino.

 

Na classe C, o destaque é para a Torra Torra com primeiros lugares em Vestuário Feminino e Artigos Infantis, e segundo em Vestuário Masculino. A Impecável aparece na liderança de Vestuário Masculino e Calçado Masculino.

 

A Zara é a única marca estrangeira que aparece. Ocupa o segundo lugar em Artigos Infantis.

 

Em nosso artigo anterior chamávamos a atenção sobre algumas características do consumidor brasileiro que procura atendimento personalizado e parcelamento longo, entre outros fatores. Talvez esta seja a explicação pela ausência das marcas globalizadas.

 

Nesta hora em que algumas destas marcas bem ranqueadas estão enfrentando dificuldades, é tempo de usufruir deste sucesso.

 

E, por que não?

 

Leia aqui o artigo “Varejo internacional: fracasso e oportunidade”

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Varejo internacional no Brasil: fracasso e oportunidade

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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As grandes marcas do varejo mundial de moda não passam por um momento de sucesso no mercado brasileiro.

 

A consultoria SONNE Consultoria apresenta estudo sobre as principais operações internacionais e seus desempenhos, em reportagem publicada no Blog “O negócio do varejo”:

 

C& A, desde 1976, hoje baixa os preços e anuncia fechamento de 12 lojas.
Zara, que começou em 2000, oferece produtos para as classes A e B, enquanto no exterior atende B e C.

 

Kate Spada ficou 5 anos e fechou as 8 lojas.

 

Gant começou em 2008 e findou em 2014. Planejava abrir 20 unidades.

 

Topshop abriu sua primeira loja em 2012 e com problemas de custo de ocupação saiu em janeiro deste ano fechando as 3 unidades.

 

Gap veio em 2013 tendo o Gep (Cori e Luigi Bertolli) como máster franqueado. Está em Recuperação Judicial culpando o alto custo da importação.

 

Forever 21 chegou em 2014 e, hoje, se especula que apresenta baixa rentabilidade.

 

H & M abriu empresa em São Paulo, em 2014, e desistiu alegando altos custos de instalação, manutenção e importação.

 

A Sonne Consultoria, através de seu diretor Maximiliano Bavaresco, afirma que o ambiente no Brasil dificulta a operação do grande varejo:

 

“esses modelos de negócios dependem de uma cadeia de produção e de um sistema de logísticas muito eficientes, com capacidade de entrega e adaptação a mudanças na demanda que não temos”.

 

“Se optam pela importação o problema é maior, pelo câmbio, pelas tarifas e pela burocracia”.

 

Acredito que falta uma questão: será que além de neutralizar os entraves apontados, operacionais e burocráticos, essas empresas não deveriam se adaptar ao consumidor brasileiro?

 

O português José Neves, CEO da Farfetch, um e-commerce de sucesso global, entrevistado por Jorge Grinberg no mesmo blog afirma:

 

“O comportamento do consumidor brasileiro é muito distinto, aqui ele demanda muito mais serviços como compras parceladas, personal shoppers, entre outros”.

 

À observação de Neves, podemos acrescentar o exemplo nativo da Renner, que se transforma em varejo responsivo às demandas do consumidor atual, com sortimento, preço adequado e serviços.

 

Culpar o mercado que se quer conquistar em vez de estudá-lo certamente não é o caminho do sucesso.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo entrevista Othon de Almeida, da Deloitte, sobre o papel do CFO

 

 

“A ética tem tem que permear o executivo-profissional da área de finança. Por quê? Porque ele lida com o coração da organização, lida com os negócios da empresa, tem o poder de através da sua influência de acrescer o valor da empresa ou de destruir o valor de uma empresa”. O alerta é de Othon de Almeida, líder do programa de CFO da Deloitte, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo da CBN. Ao falar dos desafios dos diretores financeiros, Almeida também ajuda os gestores das pequenas e médias empresas a cuidares das contas do seu negócio.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com este Mundo Corporativo Alessandra Dias, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Marco Gorini diz como conseguir dinheiro para a sua ideia

 

 

“Você precisa saber que risco você quer tomar, que risco você pode tomar e, principalmente, o risco que você deve tomar”. A sugestão é do economista Marco Gorini aos empreendedores que pretendem ir ao mercado em busca de investimento para seus negócios, produtos e serviços. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da CBN, Gorini alerta que muitos projetos deixam de existir antes mesmo de chegarem ao seu ponto de equilíbrio por não conseguirem os recursos adicionais que podem sustentar o negócio. Gorini escreveu com Haroldo da Gama Torres o livro “Captação de recursos para startups e empresas de impacto – guia prático” (Alta Books) no qual oferece uma série de dicas que podem ajudar você a tornar seu negócio sustentável.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Alessandra Dias, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Aposentadoria sem futuro: as novas gerações que se preparem

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Protecionismo, mecanismo que o Governo propõe, quando objetiva preservar mercados ou classes trabalhistas é um sistema que requer uma administração equilibrada. Para evitar que uma intensidade exagerada na medida não o leve a reduzir o tamanho destes mercados. Entretanto, raramente o equilíbrio é conseguido.

 

No Congresso, esses processos recebem os impactos de correntes ideológicas conflitantes, além de estarem nas mãos de alguns políticos carreiristas. Por isso, direitos ao trabalhador acima do padrão estão gerando custos elevados e as empresas perdendo poder de competição. Assim como as condições de aposentadoria estabelecidos em cenário diferente e mantidas até hoje leva ao Governo uma carga insuportável.

 

Se os poderes Executivo e Legislativo não agem ou atuam em dose exagerada como tem ocorrido, o mercado responde. O crescimento do número de PJ – Pessoas Jurídicas em contrapartida a CLT para salários mais altos e das Diaristas para sobrepor ao registro de Doméstica, é evidente. E, dentro desta mesma linha, no post do dia 26 deste blog, Mílton Jung relata que lendo reportagem de O Globo encontrou a pesquisa da Manpowergroup e da Reputations Leaders, a qual ressalta que a geração “millenials” espera trabalhar até a morte. É o mercado reagindo.

 

Mílton explica que os “millenials” são jovens nascidos na metade da década de 80. No mundo pesquisado 12% pensam desta forma, e no Brasil 10%, que se destaca pelo futuro, onde 60 a 69% estão otimistas.

 

Quanto a incerteza indagada por Mílton Jung de como o mercado reagirá a tanta gente trabalhando, acredito que o próprio mercado responderá.

 

As novas gerações que se preparem.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: Wilson Risolia, da Falconi Educação, ensina a fazer gestão na escola

 

 

“Condição sine qua non para você gerir bem qualquer coisa é diagnóstico, conheça o problema, atue sobre ele, controla para ver se aquilo que você programou tá dando resultado, mede – que depois você roda este ciclo de novo”. A sugestão é do consultor Wilson Risolia, líder da Falconi Educação, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo da CBN.

 

Risolia, ex-secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro, fala de como um programa de gestão qualificado e competente pode melhorar o desempenho das escolas, dos professores e dos alunos. Na entrevista, ele também trata de mudanças no currículo escolar e outros desafios do setor.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Alessandra Dias, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo entrevista Marcelo Bicudo, da Epigram, sobre design sprint

 

 

“O mercado mudou, a demanda mudou, a necessidade do consumidor mudou, ao invés de você esperar um ano, dois anos para você testar este produto no mercado e eventualmente dar errado ou dar certo, você consegue em cinco dias levantar um conjunto de informações para que você tenha mais certeza daquilo que você está fazendo”. A afirmação é de Marcelo Bicudo, da Epigram Brand Union, que explicou, em entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN, como é possível fazer essa transformação aplicando o sistema conhecido por design sprint.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br e é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. O quadro é apresentado por Milton Jung e tem a colaboração de Alessandra Dias, Douglas Matos e Debora Gonçalves.