Mercadão de São Paulo na ponta dos dedos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Mercado Municipal de São Paulo, depois do MASP, é a maior atração turística da cidade e, está agora à disposição 24h por dia, na internet. Graças à iniciativa privada de uma StartUp local, a SÖKS.

 

Reserva acumulada de tradições paulistanas, o Mercadão foi inaugurado em 1933. Projetado por Ramos de Azevedo, e adornado com vitrais do russo Conrado Sorgemicht Filho, possuindo hoje 12.600m2 de área, e quase 300 lojas, que reúnem ícones da cultura gastronômica nacional e internacional.Além de iguarias exclusivas.

 

Não bastassem as qualificações históricas e gastronômicas, é um espaço onde os cinco sentidos, visão, tato, olfato, paladar e audição se interpõem resultando um estado de motivação ao prazer do consumo. Ao lado de requintadas espécies encontram-se artigos comuns com raro frescor. É por isso tudo que a procura é maior do que a capacidade do local. Há congestionamento de tráfego, estacionamento e de pessoas. Segundo estudos, existe uma demanda reprimida que para supri-la seria necessária uma estrutura quinze vezes maior.

 

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Do perfil dos frequentadores 65% moram em SP, 30% em outros estados e 5% no exterior. 70% têm curso superior e 45% são profissionais liberais e empresários.

 

Um olhar atento dificilmente deixaria de avalizar a oportunidade de empreender uma operação de e-commerce, que pudesse se servir deste rico complexo de cultura e de produtos para oferecer àqueles que gostariam de usufruir do Mercadão a qualquer hora e em qualquer lugar.

 

A SÖKS, associada à MULTIPLUS e ao UOL PAGUE SEGURO, entendeu assim, e está oferecendo o Dommercatto.com.br. Uma plataforma em 3D que oferece mais de 5.000 itens do Mercadão, que são entregues no mesmo dia para São Paulo e cobre todo o Brasil. É mais um passo na direção do futuro, da internet das coisas e de todos.

 

As 10 maiores atrações turísticas de SP pela Prefeitura
1. MASP
2. Mercado Municipal de São Paulo
3. Parque Ibirapuera
4. Centro da cidade
5. Bairro da Luz
6. Bairro da Liberdade
7. Vila Madalena
8. Museu do Futebol
9. Museu do Ipiranga
10. Rua 25 de março

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Cuidado, seu escritório pode estar cheio de “formigas” que não fazem coisa nenhuma

 

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Crescemos ouvindo a fábula da formiga e da cigarra contada por Jean de La Fontaine, inspirada no Esopo, e fomos ensinados, por nossos pais e professores, que o trabalho dignifica o homem. Aquele exército de formiga que circulava incansavelmente de lá para cá, sem que a gente entendesse bem de onde vinha e para onde ia, esteve na analogia de dez em cada dez palestras motivacionais apresentadas nas reuniões da firma. Na minha infância, apenas meu avô reclamava delas pois atacavam suas roseiras.

 

Até hoje dizem que fazemos um trabalho de formiguinha quando querem explicar a ação muitas vezes pequena e paciente que cada um realiza em benefício do coletivo. O tal inseto admirado por muitos consultores é sempre apresentado como prático, objetivo e obcecado por suas tarefas. Um operário-padrão (cruz-credo)!

 

Pobre da cigarra! A ela restava o papel de bon vivant, mau exemplo para os colaboradores da organização por preferir o ócio a labuta, que, no fim das contas ou da fábula, pagaria caro por suas escolhas. Teria de pedir favor à formiga para sobreviver ao rigor do inverno – aliás, outra analogia cruel pois esta estação do ano pode ser bastante elegante, romântica e lucrativa.

 

A hora da vingança chegou: pesquisadores do Laboratório de Insetos Sociais da Universidade de Tucson, no Arizona, após observação minuciosa da ação dentro de um formigueiro, flagraram metade das formigas sem fazer absolutamente nada, limitando-se a andar de lá para cá, informa reportagem que li no jornal O Estado de São Paulo.

 

Bem verdade que alguns dos cientistas, incrédulos com a própria descoberta, ainda levantam a suspeita de que as formigas-preguiçosas possam ser uma espécie de reserva de mão de obra que entraria em ação na ausência das colegas, ou se o formigueiro fosse atacado por inimigos, ou como entreposto de comida para outras formigas, alimentando-as com o seu vômito – o que convenhamos pode ser nobre, mas é nojento.

 

Assim que me deparei com a reportagem visualizei a cigarra esfregando suas mãos e pensando em voz alta: “bem feito suas metidas”. E, também, lembrei-me de imagem menos fantasiosa que muitas vezes registramos nos escritórios que a profissão me leva a visitar. São dezenas de trabalhadores circulando pelos corredores ou teclando de cabeça baixa em suas baias. Uma gente que entra e sai pela porta e surge de todos os lados fazendo sei lá o quê. Muito parecido com um formigueiro. Aliás, bem mais parecido com o formigueiro agora que os pesquisadores destruíram com a reputação das formigas.

 

Não é o caso de uma revisão na fábula. Agora já é tarde, o mal já foi feito! Mas ao menos devemos refletir sobre o tema, pois é bem possível que aí na sua empresa muitos funcionários ajam como as formigas-preguiçosas não por serem preguiçosos, mas por falta de orientação.

 

Será que os líderes dos grupos de trabalho que compõem sua organização foram capazes de transmitir as mensagens necessárias para que cada um saiba a função que tem de cumprir dentro do formigueiro, ops, perdão, do escritório? A comunicação entre os departamentos tem sido eficiente? O que o comando da empresa prega é o que os profissionais fazem? A propósito, o comando da empresa sabe o que quer?

 

Ajustar as mensagens, definir funções, estimular discussões, trocar mais informações, permitir que os departamentos se falem e incentivar o surgimento de líderes dentro do grupo de liderados são algumas ações possíveis para impedir este desperdício de dinheiro e talento.

 

Aproveite e passe a valorizar mais a cigarra que está no seu escritório, aquele funcionário que pode até não parecer tão empenhado nas funções impostas, mas por ter uma cabeça arejada e olhar criativo sobre as coisas pode se transformar em uma grande fonte de inovação.

Chef a domicílio: puro luxo contemporâneo e muito sabor

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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O conceito pessoal de luxo é relativo. Para uns, é comprar um iate, uma Lamborghini ou uma Ferrari. Para outros, é morar em um apartamento em Manhattan. Há os que querem apenas tempo para a viver em paz.

 

Independentemente do que você pense, no luxo contemporâneo prevalece a experiência e a privacidade, ambas buscadas na maior parte das vezes por consumidores exigentes que almejam a qualidade de vida muito além do “ter”.

 

Na busca por experiências, impossível não falarmos de gastronomia. Foi lançado, recentemente, o Bloochef – ferramenta criada por Juliana Gonçalez, do Blog Limão com Alecrim – que promove o encontro entre chefs de cozinha e pessoas que querem vivenciar momentos inesquecíveis em casa e ao lado de amigos, da família ou, ainda, ao lado do seu amor em um jantar romântico.

 

O Bloochef ajuda você a encontrar o menu perfeito através de filtros como data, preço, tipo de culinária e dieta alimentar. Assim que o cliente decidir por um menu, é preciso agendar, indicar o local do evento e informar o número de pessoas. O chef irá receber a sua reserva e, assim que possível, enviará a resposta.

 

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Para fazer parte da plataforma, cada chef passa por critérios rigorosos. Toda a comunicação entre eles e o cliente é feita via plataforma. Para facilitar o pagamento, o Bloochef tem a opção de dividir a conta e cobrar dos participantes como se todos estivessem em um restaurante. Os menus vão desde o simples ao máximo da sofisticação. Chefs como Thiago Maeda, Fernando De Donato, Lucia Violet Sequerra, Julien Mercier e Carol Perez são alguns dos seletos nomes que você terá à disposição.

 

Hoje, ter tempo e estar próximo das pessoas que gostamos é bem raro. E experiência muito almejada no segmento do luxo especialmente, mas não somente nele. Além disso, com a situação caótica de insegurança que vivemos nas cidades brasileiras, muitas pessoas preferem abdicar de sair com frequência e dar lugar a programas privativos em casa ou na de amigos e parentes.

 

O Bloochef, pelo jeito, chegou em boa hora: tudo muito simples e com acesso amigável para que você desfrute experiências gastronômicas conforme o seu gosto e necessidades peculiares. Tudo entregue em casa e com pessoas que você deseja por perto, menu que atende o seu paladar e privacidade total.

 

Puro luxo contemporâneo!

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: Armindo Motta Jr da Wappa diz como empresas podem reduzir custos com serviço de táxi

 

 

Em meio a polêmica entre o serviço de táxi tradicional e o uso do aplicativo Uber, algumas empresas conseguem encontrar brecha para prestarem serviço que atenda os profissionais do setor e os passageiros. É o caso da Wappa, uma plataforma de gestão de táxi, que está há dez ano no mercado e atende cerca de 2.500 empresas e clientes. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, o CEO da Wappa, Armindo Motta Júnior, explica que as empresas podem economizar até 40% nos custos de transportes dos seus funcionários ao permitirem a gestão do serviço através da tecnologia que foi desenvolvida. Ele, também, analisa as rápidas transformações que o mercado de táxi no Brasil e no Mundo vem enfrentando com o surgimento de aplicativos e novas funcionalidades: “todos nós vamos precisar nos adaptar às mudanças”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feras, 11 horas da manhã, no site http://www.cbn.com.br O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação do Paulo Rodolfo, do Douglas Matos e da Débora Gonçalves.

Engajamento de jovens revela força do esporte eletrônico e desenvolve novo mercado, no Brasil

 

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Dois jovens disseram que deixariam de ir a escola para assistir ao jogo; outros lamentavam o horário da partida, mas se comprometeram a, na sala de aula, não tirarem o olho das redes sociais, na torcida para que os resultados fossem atualizados a cada segundo. Comportamento que eles próprios revelaram ao trocarem mensagem em um dos sites que costumo consultar para entender o que acontece com as novas gerações – o MaiseSports.com.br.

 

A motivação dessa garotada, diferentemente do que você, caro e raro leitor, imagina está distante da estreia da seleção brasileira de futebol nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia. A disputa que mobiliza jovens aqui no Brasil e em diversas partes do planeta ocorre, neste momento, na França e em cenário virtual onde são travadas as batalhas do League of Legends, jogo que se encaixa no conceito de esportes eletrônicos e, consta, é o mais praticado do mundo, com 68 milhões de jogadores ativos.

 

Importante não confundir videogame com e-Sports. É verdade que o e-Sports nasce como videogame, mas o que o eleva a categoria de esporte eletrônico é o engajamento da comunidade. É preciso que seus jogadores se mobilizem e comecem a criar um cenário competitivo. Ou seja, não depende da vontade da empresa que o criou, mas das pessoas que o praticam. Se elas abraçarem aquela ideia, o negócio vai para frente, a disputa ocorre, os times se formam, as competições são organizadas e o dinheiro aparece.

 

As partidas de League of Legends, por exemplo, são assistidas pela internet em tempo real com transmissão de alta qualidade e análises técnica e tática especializadas. Os times formados por cinco atletas somente chegam a esse nível graças a estrutura profissional que lhes é oferecida pelos organizadores e patrocinadores. Entre os maiores times do mundo, há um brasileiro, paiN Gaming, e não é a primeira vez que representantes nacionais têm o privilégio de conquistar uma vaga no Mundial. Mesmo que distantes dos sul-coreanos que dominam o LoL, nossos jogadores já foram capazes de comemorar suas vitórias nas rodadas iniciais da competição, surpreenderem adversários e criarem seus ídolos.

 

Há quem se anime e arrisque dizer que um dia os jogos eletrônicos poderão se transformar em modalidade olímpica. Acho um exagero, mas como desconfiar do poder desta turma que está em um mercado que movimentou U$24 bilhões só no ano passado. Já há cidades no mundo que foram capazes da capitalizar a admiração do público pelos jogos eletrônicos como é caso da polonesa Katowice, que sediou competições e entrou no roteiro turístico dos gamers, e da alemã Berlim, considerada pólo de games na Europa.

 

O Brasil, como sempre, tem forte potencial para crescer, pois seriam 45 milhões de jogadores espalhados por aí e mais uma enormidade de pessoas com telefones celulares em mãos dispostas a encontrar uma modalidade eletrônica para disputar. Atualmente, os desenvolvedores têm olhado com carinho para soluções móveis que facilitem o acesso ao e-Sport. São Paulo lidera a lista de praticantes, o Rio encheu o Maracanazinho para um final nacional de LoL, e disputas da modalidade foram capazes de mobilizar milhares de pessoas em estados do Sul e do Nordeste.

 

Nesta semana, entrevistei Danilo Salgueiro, um jovem empreendedor que, entre quatro das suas empresas, criou uma agência de publicidade especializada em esportes eletrônicos e videogames. No CBN Young Professional, que vai ao ar às segundas e domingos, no Jornal da CBN, o dono da Egg&Bacon explicou que existe um ecossistema de games formados por vários agentes, tais como jogadores, treinadores e outros profissionais da área que são alvos de marcas e empresas dispostas a associar sua imagem a deles. Você já encontra, inclusive, jornalistas especializados no tema – coisa que, registre-se, eu não sou, apesar de admirar a prática e me entusiasmar com os resultados.

 

De acordo com Salgueiro, as marcas já enxergam o esporte eletrônico como uma mídia a se investir, especialmente nos mercados dos Estados Unidos, China e Coréia do Sul – necessariamente nesta ordem, pois os chineses, há pouco tempo, atropelaram os sul-coreanos, apesar da supremacia técnica destes últimos. No Brasil, diz ele, “ainda não se faz da forma como deveria, não se olha como uma mídia consolidada, é preciso fazer um trabalho de convencimento muito forte apesar dos resultados que obtivemos até aqui”. As ações, porém, já ocorrem desde o patrocínio de atletas e eventos até o lançamento de produtos especificamente para as modalidades eletrônicas. Com a experiência desenvolvida e para ir além, a Egg&Bacon já negocia a abertura de escritório em Los Angeles, nos Estados Unidos.

 

O esporte eletrônico no Brasil ainda está distante de movimentar os mesmos milhões de reais e milhares de pessoas que o futebol é capaz. Mas a profissionalização dos diferentes agentes que envolvem a modalidade sinaliza a importância econômica que o setor começa a ter no país. Não estranhe se, em breve, Amir Somoggi, especialista em gestão de esportes, que você ouve aos domingos na CBN e lê na privilegiada lista de influenciadores do Linkedin, dedique parte das suas análises para o e-Sport.

Menos blablablá e mais www

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Em mercados em crise, o habitual blablablá fortalece o infortúnio. Afinal, a expectativa é um dos fatores que influencia a economia. Se for negativa, tanto pior. Entretanto, a dificuldade pressiona rupturas e inovações. E, por incrível que pareça, o momento é de extrema potencialidade para novos serviços e produtos. Só no meio virtual é imenso o universo a ser explorado. O mundo físico será levado por bem ou por mal à web ou às nuvens.

 

Aqui mesmo no BLOG, sexta feira, o Ricardo Ojeda abordou o uso das mídias sociais no mercado do luxo, citando benefícios e riscos, que, aliás, acho que os riscos são administráveis. Precisamos apenas nos adaptar à amplitude e à velocidade da web, pois é muito maior daquilo com que nos acostumamos no mundo físico.

 

Ainda no âmbito da moda o Pedro Diniz na FOLHA de segunda informa de Paris, que a semana de Moda foi dominada pela disputa de “likes” pelos estilistas, com destaque para Balmain, que mergulhou de alma na web.

 

Na área de serviço começam a aparecer soluções para as mais elementares necessidades de controle e gestão das documentações. Visitando uma startup da área, a PaperOff, ouvi do jovem empreendedor que reduziu significativamente as reclamações trabalhistas e também deixou de perdê-las numa folha de 120 mil funcionários. Recebeu até parabéns de Juiz pela correção dos documentos.

 

Entretanto, não basta estar em WWW para se tranquilizar.

 

Roberto Shinyashiki na entrevista com Milton Jung lembrou que o disquete deu lugar ao cd, que deu lugar para o pendrive que deu lugar para a nuvem, como que dizendo que a incerteza é a única certeza.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, as quartas-feiras

 

O título deste post reproduz mensagem do Banco Original aos seus clientes

 

A foto deste post é do álbum de Arrano no Flickr

Mundo Corporativo: Roberto Shinyashiki fala da nova lógica do sucesso

 

 

Para ter sucesso você precisa ser o líder da sua carreira, não se iludir acreditando que o seu chefe ou a sua equipe é quem vai puxar você. A recomendação. Para o consultor e palestrante Roberto Shinyashiki você precisa assumir a responsabilidade pelas coisa a sua volta: “tem que convidar inclusive os colegas e tem de chamar o chefe; hoje em dia, eu falo, você tem de liderar o seu chefe”. Shinyashiki traz outras dicas para acelerar a sua vida profissional nesta entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, na qual falou sobre seu livro mais recente: “A nova lógica do sucesso”(Editora Gente).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br . O programa é reproduzido, ao sábados, a partir das 8h10 da manhã, no Jornal da CBN.

O varejo de Shopping não está fechando a conta

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Tapumes em lugar de  vitrines nas lojas de shopping

Tapumes em lugar de vitrines nas lojas de shopping

 

O varejo está no ritmo atual do país, recessivo e apreensivo.Entretanto, as lojas Satélites*, a quem cabe a conta maior por metro quadrado, têm apresentado os piores resultados.

 

Por exemplo, uma loja de 50m2 com bom desempenho, cuja venda mensal é de R$2 mil por m2, ou seja, R$100 mil, tem a seguinte composição de custo:

 

Custo da mercadoria vendida 50mil (50%)

 

Custo total de ocupação 15mil (15%)

 

Mão de obra 12mil (12%)

 

Impostos 10mil (10%)

 

Despesas adm. fin. 10mil (10%)

 

LUCRO OPERACIONAL 3mil (3%)

 

Os três mil não cobrem a sobra de estoque nem a depreciação de instalação. Um dos problemas é o custo de ocupação, que inclui aluguel, condomínio, fundo de promoção e tem se apresentado acima dos 15%, chegando a 20% ou mais. O que leva a um resultado acentuadamente negativo.

 

Como os demais itens, ou seja, impostos, folha e despesas gerais, não são suscetíveis de redução, às mercadorias caberia uma redução que aumentaria o Mark-up**. Talvez com três vezes o preço da mercadoria, chegando a 33% de custo da mercadoria vendida, poderia ter certo equilíbrio no resultado, pois teríamos 20% de lucro operacional.

 

Convenhamos que para um varejo que não produz a mercadoria ou que faz a compra do exterior, reduzir o seu preço acentuadamente não será tarefa fácil.

 

Para que esta composição volte a dar lucro será preciso redefinir a contribuição que cada tipo de loja venha dar. Aos shoppings caberá redistribuir as despesas que ora sobrecarregam as lojas Satélites.

 

Talvez até com as Megalojas*** e as lojas Âncoras****, mas, principalmente, consigo mesmo. Uma tarefa muito democrática para um capitalismo tão forte como o nosso. Mas é melhor fazer logo para não perder as Satélites.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

 

*Lojas satélites- as lojas menores com produtos específicos. Exemplo:Cacau Show, Arezzo, Stroke,VR
**Mark-up – é o acréscimo ao preço de compra da mercadoria para chegar ao preço de venda
***Megalojas – são as lojas maiores do que as satélites e que usufruem de melhores negociações com os shoppings. Exemplo: Luigi Bertolli, Le Lis Blanc, GAP, Polishop
****Lojas Âncora – são grandes lojas com preços mais acessíveis que para isso obtém condições especiais de ocupação. Exemplos: Renner, Riachuelo, C&A, Forever 21

Mundo Corporativo: estratégias para as empresas e organizações engajarem pessoas em causas públicas

 

 

“As empresas estão buscando se posicionar em relação as causas, mas quais causas? Aquelas que fazem sentido com seu propósito. Muitas vezes a empresa tem dificuldade de identificar o seu propósito ou seja é preciso que a causa nasça da essência da organização”. A sugestão é de Rodolfo Guttilla que participou com seu sócio Leandro Machado da entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, quando falaram de estratégias que as empresas, órgãos governamentais e instituições podem desenvolver, sempre de forma integrada, para engajar, conscientizar e mobilizar as pessoas em torno de de temas relevantes como educação, primeira infância, combate à miséria, entre outros. Gutilla e Leandro fundaram com Mônica Gregori a Cause, agência de comunicação especializada em causas e assuntos de interesse público.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br e o programa é reproduzido, aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Maserati e Zegna combinam elegância e dinamismo em moda e automobilismo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Ermenegildo Zegna e Maserati criaram uma coleção especial de acessórios de moda em homenagem ao lançamento da participação da empresa italiana de alta-costura no interior de novos modelos do fabricante de carros, o Maserati Ghibli e o Quattroporte. A coleção inclui casacos em couro, tênis de edição especial, lenços de seda, itens de marroquinaria e óculos de sol dobráveis.

 

Mestres artesãos de Zegna criaram um tecido de seda pura com um impacto visual extremamente elevado para o cockpit e assentos dos dois modelos que unem estilo e exclusividade. O tecido combina a sensação de suavidade suave com a aparência elegantemente técnica para entregar dinamismo e um toque contemporâneo, encontrado nos modelos mais emblemáticos da Maserati.

 

No mercado do luxo, é comum o uso do co-branding, estratégia usada por Zegna e Maserati há alguns anos e agora em novos modelos também. A prática consiste no desenvolvimento de um projeto unindo duas marcas com o objetivo de valorizá-las e fortalecê-las ainda mais.

 

O co-branding é uma das ferramentas mais importantes para posicionar a imagem de uma empresa que atue no luxo. Tem sido explorado com frequência no cenário competitivo global, em que cada vez é mais difícil diferenciar-se diante de consumidores extremamente exigentes.

 

A união parece mais do que perfeita: de um lado um dos ícones da moda de luxo no mundo e de outro um ícone do design automotivo de alto luxo. Parceria perfeita! Que visa reforçar valores, herança, história e tradição – algumas das premissas das marcas de luxo.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.