Mundo Corporativo: RH, muito além da folha de pagamento

 

O departamento de Recursos Humanos tem de ocupar posição estratégica dentro da empresa e participar do processo decisório, principalmente no que se refere às pessoas. A afirmação é do consultor de RH, Alfredo Bottone, em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. “Há 20 anos, o RH era apenas operacional, cuidava da folha de pagamento, fazia treinamento técnico e não estratégico, hoje lida com as questões das metas e performance dos colaboradores e gestores, e dos planos de sucessão”, explicou. Bettone é o autor do livro “Insights de um RH estratégico”, publicado pela Schoba, no qual reforça a ideia de que as corporações têm de tratar as pessoas reconhecendo que são elas os mais valiosos ativos da empresa.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e no Twitter @jornaldacbn. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN. Você também pode colaborar com esta discussão participando do grupo Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin.

Tô de saco cheio: um novo padrão no atendimento ao consumidor

 

Camelôs na 25 de Março

 

Um novo padrão de atendimento ao consumidor foi o tema de debate que tive oportunidade de mediar, alguns dias atrás, a convite da Editora Padrão, que colocou no palco os representantes de algumas das principais prestadoras de serviço do país. Itau, TIM, Claro, Oi, Sky e Nova.com – que reúne o comércio eletrônico de Ponto Frio, Extra e Casas Bahia – se fizeram presentes através de seus vice-presidentes e diretores responsáveis pelo atendimento ao cliente – uma turma que exerce o papel do marisco, frágil animal marinho que vive entre o mar e o rochedo. Longe de mim querer eximí-los da responsabilidade de prestar o melhor serviço possível. É para isso que usam o crachá da empresa. Mas, com certeza, ocupam uma função ingrata, pois têm de equilibrar as forças entre os interesses das corporações e os direitos dos clientes.

 

No palco, diante de plateia especializada e interessada no assunto, defenderam de forma convicta tudo que suas empresas realizam e deixam de fazer. Fora dele, ouvi, em off, frases do tipo “realmente, aqui em São Paulo nosso serviço é muito ruim”. Publicamente, foram unânimes em destacar a complexidade do serviço prestado, em especial daqueles setores com uma base de clientes tão grande quanto o da telefonia, por exemplo. Reclamam que a necessidade de atender legislações diferentes em cada cidade e Estado complica ainda mais as ações, além de torná-las caras. Um exemplo é a Lei de Entrega em vigor no Estado de São Paulo, na qual as empresas são obrigadas a informar a data e o turno em que a encomenda será entregue, sem cobrar taxa extra, regra estabelecida para que o cliente não tenha de perder o dia inteiro aguardando em “horário comercial”. A lei atrapalha, entre outras coisas, a logística das empresas, pois pode ocorrer de o caminhão ter de fazer mais de uma viagem para o mesmo bairro ou rua, no mesmo dia, em horários diversos. Sem contar que os Correios, maior empresa de entregas do Brasil, não tem a obrigação de atender o horário estabelecido, ficando a responsabilidade apenas para quem vende a mercadoria.

 

As empresas têm razão em parte no que reclamam, mas ao mesmo tempo não aceitam reduzir a velocidade dos seus planos de expansão e acabam vendendo mais do que podem entregar. Além disso, em lugar de “complexo e difícil”, palavras usadas para justificar falhas no atendimento, oferecem na propaganda o “simples e fácil”. Ou como bem definiu Marcelo Sodré, um dos criadores do Código de Defesa do Consumidor, também participante do debate: “as empresas vendem o Mundo dos Jetsons e entregam o Mundo dos Flinstones”.

 

Dito isso, registro que, a partir desta semana, criarei aqui no Blog a coluna “Tô de saco cheio”, na qual compartilharei com você, caro e raro leitor, problemas que enfrentamos no relacionamento com as empresas e prestadores de serviço. Por não ser especializado no assunto, a ideia é descrever minhas sensações e indignações como consumidor. Não tenho a pretensão de mudar o atendimento, quero apenas desabafar com você e, assim, evitar um ataque do coração, o que me levaria a ter de usar os serviços dos planos de saúde e a burocracia imposta por estas empresas quando você mais necessita (ops, já comecei).

Receita se moderniza às custas do contribuinte

 

O ouvinte-internauta Edson Lima, após me ouvir falar da EFD Contribuições, durante comentário sobre o Custo Brasil do Carlos Alberto Sadenberg, no Jornal da CBN, publicou aqui no Blog algumas informações sobre a nova escrituração (leia aqui). Eu tomei a liberdade em transformá-las em um post para que você, caro e raro leitor deste Blog, tenha acesso mais fácil ao assunto:

 

Milton, sou ouvinte assíduo da CBN e observei, com bastante surpresa, confesso, seu comentário junto ao Sardenberg sobre o EFD Contribuições. A surpresa está no fato de que a CBN foi a única dentre todos na imprensa que falou algo sobre o tema (pelo menos que eu ouvi).

 

Entretanto, gostaria de contribuir com uma informação mais completa do que a que vc comentou hoje.

 

A EFD Contribuições faz parte do Projeto mais amplo, o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital e não pode ser avaliada fora desse contexto.

 

No Brasil, fatores como federalismo, complexidade da legislação tributária e a diversidade de normas federais, estaduais e municipais, contribuem para o elevado custo de administração (aqueles custos que a administração tributária têm para poder fiscalizar e arrecadar tributos) e os custos de conformidade dos contribuintes (aqueles que só existem por que os contribuintes têm que cumprir com as novas disposições tributárias).

 

A administração pública, liderada pela Receita Federal, está se reestruturando para aumentar o campo de atuação (hoje só fiscaliza grandes contribuintes) e ser mais assertiva, aumentando a receita arrecadada e diminuindo os custos de administração.

 

O SPED, cujo principal objetivo é estabelecer um novo método de relacionamento entre a administração pública e os contribuintes, utilizando-se, sobretudo, de tecnologia, é um dos instrumentos desenvolvidos para possibilitar isso. A EFD Contribuições é somente um dos subprojetos do SPED. Os outros são a NF-e, a EFD ICMS/IPI, a ECD e o FCONT. Já está no roadmap da SRFB a EFD IRPJ e a EFD Folha de Pagamento.

 

Sua implantação, porém, impacta (não importa se para cima ou para baixo) os custos de conformidade (aqueles que os contribuintes têm apenas em razão da existência da obrigação).

 

Quanto ouvi seu comentário sob a quantidade de campos da EFD Contribuições, gostaria de contribuir com uma informação (além das já escritas) é que muitos desses campos já foram exigidos em outra obrigação: a EFD ICMS/IPI e a NF-e. Sendo assim, além da quantidade, existe a duplicidade.

 

Isso certamente onera o contribuinte.

 

O SPED é um sistema fantástico. Está relacionado ao e-GOV e é importante para o País, mas a forma desordenada como está sendo implementado está colocando o sucesso do projeto em risco.

 

Estou tentando pesquisar o impacto do SPED nos custos de conformidade dos contribuintes e, confesso, está difícil. A SRFB não disponibiliza informações suficientes para o estudo. Não está aberta a contribuir em nada. Por outro lado, o mercado também não ajuda. O contribuinte sequer tem interesse em participar de uma pesquisa acadêmica que visa, justamente, levantar esses impacto.

 

Minha dissertação de mestrado visa provar que a SRFB está se modernizando às custas do contribuinte. Está transferindo o custo de administração para o custo de conformidade e está dizendo que está trabalhando para a redução do custo Brasil. Isso não acontecerá com a transferência de custos, mas sim com a diminuição ou eliminação de um deles.

 

Minha pesquisa, caso possa contribuir com a divulgação: https://www.surveymonkey.com/s/9X53DWL

 

Grato!

 

Edson Lima

Mundo Corporativo: estratégias em gestão ambiental

 

“O gestor ambiental é um profissional que precisa de uma visão integrada da realidade e ter conexão e facilidade para interpretar os especialistas do tema: o geólogo, o biólogo, o sociólogo, o antropólogo. Esse gestor terá de saber dialogar com todos esses profissionais e tirar o melhor de cada um para gerenciar o que é mais complexo: a realidade do seu entorno”. A afirmação é do doutor em engenharia pela UFRJ Marcelo Motta de Freitas, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Nesta conversa, Marcelo, que também coordena o curso de pós-graduação em gestão ambiental da PUC do Rio e dirige a Ecobrand Gestão Ambiental, descreve estratégias que devem ser usadas pelos profissionais que pretendem atuar neste setor, além de comentar sobre as ações de sustentabilidade desenvolvidas pelas empresas brasileiras.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Receita cria mais uma burocracia

 

Escrituração Fiscal Digital, mas podem me chamar de EFD Contribuições. Assim me foi apresentada mais uma obrigação fiscal imposta pelo Governo a empresas como a que mantenho que, registre-se, está muito distantes de ser uma corporação de faturamento significativo, com folha de pagamento extensa e sede majestosa. Pobre de mim. Sou apenas um amontoado de papéis dentro de uma gaveta que me dá direito ao CNPJ e à emissão de notas fiscais para receber o pagamento pelo serviço prestado. Mesmo assim, a Receita Federal, desde março, obriga as empresas tributadas pelo Lucro Presumido (inclusive as inativas) a entrega, retroativa a janeiro, da tal escrituração.

 

Meu contador explica que EFD é um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos da União, Estados e Municípios, bem como de registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte. Apesar de a EFD ser um arquivo digital, podendo ser transmitido via internet, o que insinua uma simplicidade para sua declaração, o formulário envolve o preenchimento de 1.000 campos e exige a implantação de tecnologia apropriada.

 

Com mais burocracia, mais custos. E quem paga a conta é o contribuinte que diante de uma EFD só tem a exclamar: FDP!

Trabalho escravo prejudica o Brasil e suas marcas de moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Desde a denuncia contra a NIKE, em fins da década de 90, da existência de trabalho de crianças na confecção de seus produtos, notícias similares têm surgido até hoje. A mais recente atingiu o GEP, empresa brasileira de 57 anos, das marcas Cori, Luigi Bertolli, Emme e Lab. Portfólio que, a partir de setembro, contará com a americana GAP.

 

A acusação do Ministério do Trabalho, do Ministério Público e da Receita Federal é que 28 bolivianos estavam confeccionando roupas das marcas Luigi Bertolli e Emme em uma oficina fechada de aliciadores bolivianos, em regime ilegal, trabalhando o dobro e ganhando a metade.

 

Na verdade os bolivianos estavam prestando serviço para a Silobay, empresa com atestado de participação da ABVTEX, entidade fiscalizadora do setor, e por isso contratada pelo GEP. Ainda assim o GEP não refugou a solicitação das autoridades e, rapidamente, atendeu o chamamento, cumprindo com todos os requisitos administrativos e pecuniários, independentemente da evidente responsabilidade da Silobay. Fato que mereceu destacado elogio publicado na FOLHA, da desembargadora Ivani Contini Bramante, do Tribunal Regional do Trabalho e representante do CNJ, e da juíza Patrícia Therezinha de Toledo, da Vara Itinerante de Combate ao Trabalho Escravo, que acompanharam a fiscalização: “A GEP deu um exemplo aos empresários do setor ao assumir sua responsabilidade social diante da situação dos trabalhadores”.

 

Entretanto, as engrenagens do sistema de mão de obra intensiva, como é o caso da moda, vão além da exploração do homem no trabalho. Os impostos excessivos, os custos de ocupação em permanente elevação, a concorrência predatória asiática, podem levar empresários a contratar preços de mão de obra muito abaixo de mercado para a sobrevivência. Os bolivianos, por exemplo, chegam a oferecer R$ 5,00 para fechar um blazer cujo preço normal é de R$ 18,00. Os chineses, bem esses podem fazer “negócios da China” e espantar potenciais e promissoras oficinas brasileiras de costura intensivas de mão de obra. É uma situação que exige tomada de posição e decisão dos setores envolvidos.

 

Do governo esperamos a estratégia para não exportar empregos ao deixar de propiciar as condições necessárias de competitividade às empresas brasileiras e facilitar a importação de roupas.

 

Da Nike temos a experiência com o fato e a solução encontrada, dita por Mark Parker, CEO mundial, em entrevista à Veja: “Criamos uma divisão de sustentabilidade corporativa, na qual há gente dedicada exclusivamente à inspeção das fábricas e dos fornecedores dos quais compramos”.

 

Do GEP, empresa que participei durante 40 anos, certamente teremos o fortalecimento da firme estratégia operacional e a visão sustentável que seu principal executivo nunca abriu mão.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: os fundamentos para uma venda de sucesso

 

“Vendas era a profissão do improviso; hoje, não é mais, só fica no mercado quem tem preparação planejamento e estratégia”. A afirmação é do consultor, palestrante e escritor Marcelo Ortega, entrevistado do programa Mundo Corporativo da CBN. Autor do livro “Sucesso em vendas – sete fundamentos para o sucesso”(editora Saraiva), Ortega fala para todos os profissionais que vendem sua imagem, suas ideias e seus negócios: “relações humanas é venda”, diz.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: estratégias para vender ao novo consumidor

 

“Há uma profunda transformação no varejo, nos últimos anos. Esta profusão de alternativas de relacionamento, comunicação e informação criou o neoconsumidor: multicanal, digital e global”. O consultor Marcos Gouveia de Souza fala sobre esse consumidor e como o varejo deve se adaptar ao cenário atual na entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN. O diretor-geral da GSMD Gouveia de Souza conta que nos Estados Unidos as compras na internet já representam 7% do volume total de vendas, enquanto no Brasil, apenas 2,5%, no entanto, o crescimento no mercado brasileiro tem sido mais veloz: “ou as empresas acompanham este processo ou ficam para trás”, alerta.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail milton@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido, aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: construindo equipes na família empresária

 

Apenas 15% das empresas familiares conseguem passar o patrimônio para a terceira geração, ser uma dessas tem sido um dos desafios impostos aos gestores desses grupos. Para vencer esta etapa, o consultor Eduardo Najjar recomenda que se mude o modelo mental da família que está por trás da corporação transformando-a em uma família empresária. Najar foi entrevistado pelo Mundo Corportivo, da rádio CBN, e lançou o livro “Empresa Familiar – construindo equipes vencedoras na família empresária” (Editora Integrare)

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, a partir das 8 horas da manhã, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: faça seu dia mais produtivo

 

“A administração do tempo é um grande desafio dentro das organizações. Então, a gente tem de dividir o nosso tempo no que é importante e no que é urgente. As pessoas vão deixando aquelas atividades que são importantes de serem desenvolvidas mas não são as atividades que elas mais gostam de realizar, então acabam deixando tudo para o amanhã e estas acabam se acumulando. Outra coisa, também, é o próprio gestor ter objetivos bem claros, metas bem claras, para que eles possam atingi-los”. A recomendação é de Ricardo Barbosa, diretor-executivo da Innovia Training & Consulting entrevistado do programa Mundo Corporativo da rádio CBN. De acordo com o consultor, outra maneira de melhorar a produtividade dos profissionais da sua empresa é criar um bom plano de carreira.

 

 

Você assiste ao Mundo Corporativo, em primeira mão, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, e pode participar com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN.