Que Barbosa agora descanse em paz

 

Diante da vitória acachapante da Alemanha e da forma surpreendente como o Brasil perdeu a vaga à final da Copa, tive dificuldade de encontrar inspiração para escrever a você, caro e raro leitor. Ainda bem que antes de tentar escrever qualquer coisa, recebi o texto abaixo, assinado pelo colega de blog Carlos Magno Gibrail. Aproveito a forma precisa, observadora e definitiva com que ele analisa o Mundial no Brasil, e antecipo a publicação do artigo enquanto ganho um tempo para me refazer do impacto da goleada desta terça-feira.

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

Os números e os fatos têm demonstrado que estamos realizando uma COPA de sucesso. Tanto no aspecto técnico do futebol quanto nas condições operacionais. Dentre os principais quesitos, a COPA 14 ocupará posição de destaque na história do futebol. Apenas o número de público ficará em segundo lugar, em torno de 60mil espectadores por jogo. Nos Estados Unidos, a média foi de 70mil. Até mesmo o número de gols, que graças à contribuição brasileira dada aos alemães deverá ser o maior de todas as COPAs. Os demais aspectos também têm superado as previsões. A quantidade de sul-americanos que marcaram presença, o clima amistoso que foi dado aos turistas e sua reciprocidade, a postura simpática da maioria das seleções com a nossa cultura, e até mesmo fatos marcantes. Como a mordida celeste, a joelhada que gerou a mais séria contusão, e a goleada de sete que marca o Mineirão e desagrava o Maracanã.

 

Diante deste ambiente amigável, ficou evidente a preferência de consumo dos turistas por produtos e serviços típicos. Restaurantes a quilo, comidas da terra e a caipirinha se sobressaíram. Sem falar nos bairros com lifestyle que teve a Vila Madalena, em São Paulo, como um dos destaques. Ela foi literalmente invadida e consumida. Cerveja e caipirinha que o digam.

 

Do início até hoje o cenário real da COPA 14 evidenciou total reversão da expectativa. A COPA das COPAs.

 

A questão agora é saber se os três dias restantes de jogos continuarão dentro deste clima. Tudo indica que sim. Afinal, em matéria de COPA em casa evoluímos de um vexame de 2×1 ao desastre de 7×1. Com a seleção brasileira composta de jogadores e técnicos internacionalizados, suporte globalizado, todos ricos e famosos. Que Barbosa agora descanse em paz.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: estratégias para as mudanças culturais na empresa

 

 

Cultura organizacional é o “jeitão” de acontecer as coisas dentro da empresa, de acordo com a consultora Beth Zorzi, entrevistada do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Apesar de a explicação parecer simples, a estratégia para enfrentar as mudanças culturais necessárias na empresa é bastante complexa e exige planejamento por parte dos líderes. Beth Zorzi, autora do livro “Empresas em Movimento – mudança de cultura para novo patamar de resutado” (ed. Qualitymark), entende que transição cultural é uma trajetória coletiva, de disciplina e paixão. Nessa entrevista, apresenta alguns cuidados que devem ser adotados para momentos como fusão e aquisição, preparação para abertura de capital, crise de sobrevivência de empresas e sustentação da liderança de mercado.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da rádio CBN e você pode participar com perguntas enviadas ao e-mail mundocorporativo@cbn.com.br, pelo Twitter @jornaldacbn ou no grupo Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin. O programa é reproduzido, aos sábados, no Jornal da CBN.

Brasileirão teima em não entrar na moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Essa gente que dirige o futebol é realmente coerente. Quando se trata de organização, métodos, processos e tecnologia, são todos do passado. Envelhecidos até na idade, o que neste caso é um problema, porque ao seu envelhecimento cresce simultaneamente o envilecimento. Ao mesmo tempo, quando a oportunidade de altos investimentos se apresenta, como no caso de novos estádios, surge uma surpreendente modernidade celebrada por unanimidade entre o futebol e a política. O início do campeonato brasileiro de futebol e a pesquisa com os atuais jogadores de futebol ilustram estas coerências tão incoerentes dessa tribo de “velhos” que manda no futebol.

 

Aficionado do futebol e partícipe da moda, a comparação entre estes setores me é inevitável. Em qualquer parte do mundo, o mundo da moda celebra o lançamento das coleções, mais do que o sucesso final delas, como o momento supremo desta atividade que exalta antes de tudo a criatividade e o talento. No futebol brasileiro isto não faz sentido. Muito pelo contrário, só se festeja no final e se ignora o lançamento. Por insegurança, ou pura ignorância, não sabemos. O mais provável é que ambos expliquem o que foi feito até então. Ainda mais porque este ano agregou-se o espírito de “vira-latas”. A cúpula da CBF e seus convidados abandonaram a primeira rodada do Brasileirão para assistir à final da Liga dos Campeões da Europa em Londres. Colonialismo puro!

 

Esta mesma CBF, auxiliada pela FIFA, ignorou o estádio do Morumbi para abertura da COPA. É justamente o estádio que, em recente pesquisa com os jogadores, é apontado como o preferido pelos atletas. Esta é a outra face da coerência pela modernidade de todos estes dirigentes. De clubes, de federações e de confederações. Tudo pelo maior gasto. Onde surgem números inexplicáveis, como os 350 milhões privados gastos na arena do Grêmio comparados aos 800 milhões públicos previstos para o estádio do Corinthians. E a arena gaúcha é bem maior que a corintiana.

 

Em plena época da espetacularização, o grande espetáculo do Brasileirão 2013 foi coerente a estas incoerências. O único ganhador fora da primeira rodada deu 44 passes errados, e foi impedido de levar a sua torcida por falha do mandante, que levou a própria para se auto digladiar. Enquanto no novo Mané Garrincha o também novo recorde de renda passava distante do subserviente Santos, que de R$ 7 milhões ficara com R$ 800 mil.

 

O nosso futebol está numa fria, mas parece que Nero vem aí.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Imagine na Copa !?

Por Carlos Magno Gibrail

BRASIL OPEN 2013

 

O Ginásio do Ibirapuera, do Governo do Estado de São Paulo, domingo, só não viveu um cenário de “República das Bananas” porque o público presente não permitiu. Vaiou. Vaiou muito, com categoria e hierarquia. Pois, Luis Felipe Tavares, o organizador, foi o mais vaiado, seguido do Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, aclamado como Aldo Tiririca.

 

O Brasil Open 2013, sucesso de público e de espetáculo, graças aos jogadores e aos consumidores, foi um fracasso de estrutura, organização e de respeito ao estatuto do torcedor. Às condições iniciais inadequadas de instalação, pois o Ginásio não tem climatização nem adaptações essenciais para a mídia, quer para entrevista quer para transmissão, houve falhas do básico, como quadras com piso irregular e bolas inapropriadas.

 

Ainda assim, o esperado duelo entre Nadal e Nabaldian se concretizou. O público correspondeu e lotou o Ginásio. E, incrível, ainda se surpreendeu. Pois, aos sabidos problemas já existentes tiveram que “engolir” a superlotação, explicada como ingressos falsos, a deselegante e tumultuada chegada do Fenômeno e Anderson Silva com a partida em andamento, paralizando-a, e a amadora cerimônia de premiação.

 

O testemunho do casal de médicos Marcelo Alves Moreira e Lilian Corrêa, experientes espectadores de Roland Garros e US Open, postado no Facebook descreve bem o evento:

Prazeroso ver Rafael Nadal em recuperação jogar aqui em São Paulo! Horripilante a organização da Koch-Tavares com anuência do ministro dos esportes e do secretario do Estado! Venderam mais que capacidade! Não numeraram os ingressos! Assistimos sentados na escada, entre as cadeiras, nós e outras centenas de pagantes (300 reais), lá naquela estufa chamada Ginásio do Ibirapuera! Essa é a turma profissional que vai organizar Copa e Olimpíadas! Obrigado Nadal! Ver vc jogar ao vivo valeu o sacrifício e a revolta!

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Organizada e sem pijama

 

Por Abigail Costa

 

Quando não tem ninguém para mandar em você, dizer “faça isso”, “seu prazo de entrega é até às quatro da tarde”… Se por perto não tem um chato desses (às vezes necessário) é bom começar a se movimentar e organizar seu tempo.

 

A questão aqui não é deixar as gavetas arrumadas, cada peça no seu lugar, cabides alinhados seguindo das cores fortes para as neutras. O começo da organização é pelo tempo, principalmente se para chegar no seu local de trabalho  você não precisa mais de carro, se livrou do trânsito e do chefe! Alguns podem dizer:

 

– Maravilha!
– Agora sou dono do próprio nariz!
– Faço as minhas tarefas a hora que quiser…

 

Esse “a hora que quiser” tanto pode ser um luxo quanto um perigo!!!

 

Li artigo que me chamou atenção e acendeu a luz da consciência!

 

Flexibilidade de horários e liberdade para escolher onde e como trabalhar… Uma pesquisa da American Community Survey apontou que entre os anos de 2005 e 2009, nos Estados Unidos, cresceu 61% o número de pessoas que trabalham fora do escritório – em casa, ou onde quiserem, usando a internet. E mais, em 2016, um em cada cinco americanos estará trabalhando fora de uma empresa.

 

Quando terminei de ler o trabalho da jornalista e estudiosa do comportamento feminino Cynthia de Almeida pensei: será que ela me viu trabalhando em casa? Alguém contou que fico de pijama muito além do que deveria? Que por não receber ordens entrego meus trabalhos quando quero? E que depois vem uma insegurança pelo tempo mal administrado?

 

Pra começar, já escolhi meu canto de trabalho. É preciso dar o primeiro passo. Agora, é perder uma mania deliciosa. O pijama, a camisola, tudo é muito gostoso mas na hora de dormir. Para ficar em casa, eu não preciso de salto alto. Mas de pijama, também não!

 

Comecei hoje.

 

Abigail Costa é jornalista, faz MBA de Gestão de Luxo na FAAP e escreveu para o Blog do Mílton Jung, neste domingo, ainda de pijama