Desde sábado já havia gente rondando o Pacaembu. Era da torcida do Corinthians, de olho na fila para a compra de ingressos à final da Copa do Brasil, quarta, contra o Inter. A multidão começou a se formar mesmo de domingo para cá. E, lógico, a Cátia Toffoletto não poderia se ausentar. Lá estava, bem cedinho, contando para os ouvintes-internautas da CBN qual o clima para a venda de ingressos. Dizem que conseguiu comprar dois bilhetes: um para ela. E o segundo ? Pra quem vai ficar ?
Pacaembu
E o Pacaembu
“CBF voltou a sinalizar para autoridades de São Paulo, desta vez com mais ênfase, que a Fifa deverá rejeitar o estádio do Morumbi para a Copa de 2014. O plano de reforma apresentado pelo São Paulo FC é considerado insuficiente. A alternativa da prefeitura é construir um estádio na zona norte da cidade.”
A nota publicada no Painel da Folha de São Paulo gera novo complicador para o debate em torno da manutenção do estádio do Pacaembu. Se a capital paulista tiver de bancar mais este equipamento esportivo, mais moderno, a necessidade de conceder o Pacaembu será eminente. A proposta está em debate, vários setores tem sido ouvido, mas não há um acordo. Se a concessão ocorrer o movimento será em direção ao Corinthians que demonstrou interesse pelo diretor de marketing Luís Paulo Rosenberg. Nem todos no clube gostam da ideia. Seja como for, dois estádios municipais é muita coisa para um cidade só, mesmo que esta seja a maior cidade do País.
Leia outras reportagens sobre o estádio do Pacaembu publicadas no Blog do Milton Jung
Canto da Cátia: Tem filas e filas
A dos centenas de corinthianos na porta do Pacaembu se estendeu por toda madrugada, mas não havia ingresso suficiente para a quantidade de interessados. O fechamento das bilheterias obrigou a polícia a fazer sua fila e garantir o patrimônio público. Alheia a desoganização do futebol, meninos e meninas de escola, enfileiradas, seguiam em direção ao Museu que guarda das boas coisas que o esporte ainda nos oferece.
O olhar sobre todas as filas foi da Cátia Toffoletto que registrou a dificuldade do torcedor que defende seu direito em assistir ao espetáculo, da polícia em garantir a ordem pública e dos alunos em aprender.
Secretário aceita plebiscito para discutir Pacaembu
A proposta de realização de um plebiscito para discutir o processo de concessão pública do estádio do Pacaembu, em São Paulo, para o Corinthians, foi bem-vinda pelo secretário municipal de Esportes Walter Feldmann, que tem patrocinado o debate sobre o tema. Feldmann se esforça para convencer o público de que não pretende influenciar a decisão da cidade, pois entende que a palavra final tem de ser do cidadão, mas fica evidente que a ideia da concessão é defendida por ele, também.
No CBN São Paulo, o secretário de Esportes explicou como seria feita a concessão, quais as restrições que seriam impostas ao Corinthians e os riscos ao patrimônio público caso o negócio não seja realizado.
Ouça a entrevista com o secretário Walter Feldmann ao CBN SP
Leia outras opiniões sobre o assunto clicando aqui.
Pacaembu ‘corinthiano’: Plebiscito, sim e não
Ouvir o paulistano em plebiscito para saber se a prefeitura deve promover a concessão do estádio do Pacaembu para o Corinthians foi a proposta do economista e atual presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzzo, um dos entrevistados sobre o tema no CBN São Paulo.
O diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, claro, defendeu o negócio e aceita explorar apenas o estádio de futebol, deixando o Museu e o clube esportivo por conta da cidade ou qualquer outras solução que apresentem.
Já Ienedes Benfatti, da Associação Viva Pacaembu, segue firme no discurso contrário a exploração pelo Corinthians. A entidade luta há muito tempo para impedir a ampliação das atividades futebolísticas, culturais e religiosas no estádio, devido ao transtorno que estes eventos geram à vizinhança.
Nessa terça-feira, voltaremos ao tema com o secretário municipal de Esportes Walter Feldmann
Ouça as entrevistas de hoje e deixe a sua opinião:
Entrevista de Ienedes Benfatti, da Associação Viva Pacaembu (SOU CONTRA)
Entrevista de Luiz Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians (SOU A FAVOR)
Entrevista de Luiz Gonzaga Beluzzo, presidente do Palmeiras (MUITO ANTES PELO CONTRÁRIO)
Palco da final faz aniversário e pode ser ‘vendido’
“A inauguração oficial do Estádio Municipal de São Paulo, que se realizou na tarde morna e luminosa de ontem, constituiu um espetáculo de inédita beleza e sadio entusiasmo, enchendo de alegria e legítimo orgulho os olhos e o espírito de toda a multidão ali presente às cerimônias de abertura da majestosa praça que lhe dá a primazia na América do Sul, em mais esse setor.”
Com este texto, o jornal O Estado de São Paulo abriu a reportagem sobre a inauguração do estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, apelidado Pacaembu, devido ao nome do bairro onde foi construído e inaugurado, em 27 de abril de 1940. O futebol só chegou ao gramado no dia seguinte, pois à festa de abertura reservou-se cerimônias oficiais com desfile de 10 mil atletas, entoar de hinos e discursos, com destaque a fala de Getúlio Vargas, presidente da época, e pouco querido na terra dos bandeirantes.
O aniversariante da semana voltará a sediar uma final de Campeonato Paulista de Futebol, domingo que vem, na qual o Corinthians, que não apenas jogou na inauguração como foi o time que mais vezes disputou partidas por lá, tem ampla vantagem sobre o Santos.
Não é desta final, porém, que pretendo escrever agora. Mas do Pacaembu, transformado em uma espécie de segunda casa (ou seria a primeira ?) do Corinthians ao não ter um estádio próprio capaz de receber partidas de futebol. Há 69 anos tem sido assim. E por uma dessas desavenças da administração não-profissional do futebol brasileiro, o será mais uma vez no fim de semana. Os 40 mil lugares serão poucos para abrigar o entusiasmo corinthiano embalado pela presença de Ronaldo com a camisa 9 e a proximidade do título estadual.
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